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Jaguatirica Preta, Cinza, Pintada e Parda: Características e Fotos

O Começo de Tudo que Conhecemos

O processo evolutivo é uma força constante e invisível que age nos seres vivos (e também nos seres não vivos, como alguns cientistas classificam os vírus e os príons), estes que são compostos por células orgânicas formadas pelos elementos primordiais carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio: a sigla conhecida como CHON.

Apesar de o termo Evolução se referir aos seres orgânicos, e seus respectivos processos bioquímicos que resultam na replicação e perpetuação das espécies biológicas, podemos também pensar na porção não-orgânica que existia até a surgimento dos primeiros seres orgânicos, afinal o nosso planeta tem 4,5 bilhões de anos, e a vida surgiu há 3,5 bilhões de anos.

Ou seja, existe na história da Terra um período “inicial” que durou aproximadamente 1 bilhão de anos, onde ocorreu todo o preparo para que as condições e os recursos fossem propiciados para o surgimento dos primeiros seres vivos, conforme a hipótese de Oparin-Miller (hoje em dia já uma teoria).

Na Terra primitiva, a junção dos elementos que se banhavam no caldo primordial, assim como os que se encontravam na atmosfera, sob as forças e energias térmica e elétrica presentes na caótica paisagem do momento, configuraram condições para disparar o “gatilho da vida”, dando início aos coacervados, por sua vez abrindo o caminho para as primeiras células procarióticas, seguidos pelas eucarióticas, e assim alcançando os pluricelulares eucarióticos, como os animais, vegetais e fungos.

Claro que esse pequeno resumo não se compara aos 3,5 bilhões de anos de evolução, algo impensável para um ser humano que vive – considerando a expectativa médio do brasileiro para 2016 – até os 76 anos.

Para (tentar) entender tudo o que se passou nos períodos remotos do nosso planeta é que existem a ciência e a pesquisa, suas práticas metodológicas, abordagens e demais técnicas e operações, todas com base na razão e na lógica.

A Evolução dos Vertebrados

Por exemplo, antes de surgir as ciências moleculares e as análises de DNA, os cientistas estudavam e estimavam a história do planeta utilizando outras disciplinas clássicas, como a paleontologia, antropologia, geologia, zoologia, anatomia comparada, bioquímica, entre outras.

Com a chegada do DNA, muitas das hipóteses testadas por instrumentos antigos se mostraram factíveis, como o caso do bom velhinho chamado Charles Darwin (além de seu contemporâneo Alfred Wallace).

Ambos os britânicos, fazendo estudos multidisciplinares em paleontologia, zoologia e botânica, chegaram a definição que a vida vem de um processo antigo e gradual, que através das eras vai alterando as propriedades dos seres, e estes vão sendo selecionados conforme suas adaptações para com o ambiente e outros seres vivos.

A teoria da evolução das espécies até hoje encontra resistência, apesar de já ter deixado de ser teoria e passou a ser uma hipótese, principalmente com a atual resistência das superbactérias, supervírus, superpestes, entre tantos outros parasitas que foram selecionados pelas tecnologias farmacológicas criadas pelas mãos humanas.

Charles Darwin trabalhou especialmente com os animais vertebrados, considerando que como um bom cientista antigo, não ficava restrito apenas nesse seguimento (trabalhava também com invertebrados, plantas, entre outras áreas das ciências naturais).

Charles Darwin
Charles Darwin

Mas foram com os vertebrados que ele conseguiu o melhor organismo modelo para mostrar as suas ideias evolutivas: é famosa a sua história nas ilhas Galápagos mensurando as características morfológicas dos tentilhões, pássaros de pequenos portes com comportamento marítimo.

Mais de um século depois das publicações de Darwin, coma ajuda das ciências moleculares e genética, já se conseguiu compreender a linha evolutiva que envolve as espécies de seres vivos do planeta, em especial o grupo dos animais vertebrados.

Os peixes são os primeiros vertebrados da escala evolutiva (sem considerar o grupo dos não-mandibulados), seguido pelos anfíbios, e a transição entre o ambiente aquático e terrestre; depois os répteis e as aves, estes últimos os animais de sangue quente; e por fim os mamíferos, com seus engenhosos mecanismos biológicos para gestação interna, trazendo assim mais seguridade e maior chances de sobrevivência para as suas proles.

Felinos: Dos Nossos Gatos às Onças Selvagens

Os mamíferos conseguiram muito bem se adaptar as condições terrestres, considerando que a nossa espécie faz parte deste selete grupo de eucariotos pluricelulares.

A diversidade dos mamíferos não é tão elevada como a dos insetos e outros invertebrados (por exemplo), mas os mamíferos conseguem se adaptar em condições mais extremas, como por exemplo no frio polar, enquanto os invertebrados estão mais limitados as regiões dos trópicos.

Dentro dos mamíferos já existem registados mais de 5500 espécies (incluindo extintas), estas distribuídas em mais de 20 ordens biológicas, conforme suas características morfológicas, fisiológicas, ecológicas, anatômicas, comportamentais.

A ordem carnívora sempre é lembrada por possuir grandes representantes de predadores, geralmente ocupando o topo da cadeia alimentar conforme seus respectivos nichos e ecossistemas.

Dentro da ordem carnívora destaca-se a família dos felinos: com representantes desde os gatos que nos fazem companhias como adoráveis pets; até os grandes animais selvagens distribuídos nas savanas e nas florestas do mundo, como o leão, o tigre, o leopardo e a onça.

Como os outros grupos, seus representantes compartilham características em comum que os agregam.

No caso dos felinos, estes são caracterizados por: garras protuberantes e retráteis presentes em suas patas; corpo bem desenvolvido com forte poder muscular e elasticidade (fazendo-os bons corredores e escaladores de montanhas e árvores); a arcaria dentária especifica para dilaceração e corte de musculo de suas presas (alimentação de base proteica).

E também como nos outros grupos, os representantes felinos possuem diferenças quanto ao tamanho, peso, coloração, hábitos e distribuição geográfica: o leão é específico do continente africano; o tigre é asiático; a onça é americana.

Já os nossos gatos caseiros, são iguais aos nossos cachorros e a nossa família humana: cosmopolitas, ou seja, encontrados em todos os locais do mundo.

Jaguatirica: Uma Espécie, Diferentes Cores

Endêmicos no continente americano, a jaguatirica é considerada o terceiro maior felino em tamanho e peso, ficando atrás apenas da onça pintada e do puma.

Bem distribuído ao longo das Américas, a jaguatirica é encontrada em diferentes biomas e localidades geográficas, desde o cerrado brasileiro passando pela mata Amazônica, a região Andina extra-Brasil, alcançando até as florestas tropicais da América do Norte.

Como outros felinos selvagens, esta espécie é extremamente ágil, possuí hábito noturno e comportamento solitário, fazendo assim deste animal um excelente predador.

E também semelhante a outros felinos selvagens, a sua pelagem tem forte apelo visual, já que configura diferentes cores conforme o subtipo da espécie, assim como a localização geográfica e outras derivas que separam as populações do animal.

Encontra-se jaguatirica da cor preta, cinza, amarela, marrom e até branca, claro considerando ainda as multicoloridas, com pelagem distribuída em seu corpo (por isso algumas sendo confundia com a onça-pintada, apesar da jaguatirica ter um tamanho menor).

Por desventura da nossa espécie, a jaguatirica está na lista de espécie ameaçada de extinção, apesar de essa classificação depender da localização que os animais se encontram, já que a causa da diminuição não é restrita apenas a caça, mas também a diminuição do respectivo habitat em detrimento a fronteira econômica humana.

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