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Tudo Sobre o Lagarto: Características, Nome Científico e Fotos

Os lagartos são reptéis distribuídos em 45 famílias e representados por mais de 3 mil espécies (sendo que algumas literaturas mencionam valores aproximados a 6 mil espécies), dentre as quais, exemplares conhecidos incluem as lagartixas, camaleões e iguanas.

Os lagartos podem estar presentes em quase todos os continentes do globo, com exceção da Antártica e de algumas porções oceânicas de determinadas ilhas. Como é grande o número de espécies, há uma grande variação no comprimento, o qual está entre alguns centímetros (como é o caso das lagartixas e camaleões) até 3 metros (como é o caso do Dragão de Komodo).

Dragão de Komodo

A maioria dos lagartos são carnívoros, porém, há grande variabilidade em termos da dieta, a qual engloba desde pequenos insetos até grandes mamíferos praticamente do tamanho de búfalos (nesse caso, a dieta do Dragão de Komodo).

Neste artigo, você conhecerá muitas características destes reptéis, com atenção para algumas espécies em particular.

Então venha conosco e boa leitura.

Tudo Sobre o Lagarto: Classificação Taxonômica

A classificação científica para os lagartos obedece à seguinte estruturação:

Reino: Animalia;

Filo: Chordata;

Classe: Reptila;

Superordem: Lepidosauria;

Ordem: Squamata.

Tudo Sobre o Lagarto: Características Anatômicas Gerais

É comum que os lagartos apresentem cabeças elevadas com pescoços curtos, assim como torsos arredondados. Raramente, há espécies sem pernas, a maioria é quadrúpede e possui cauda longa. Em relação à cauda, uma curiosidade muito relevante é que algumas espécies podem apresentar cauda prênsil, como é o caso dos camaleões. A cauda prênsil auxilia a escalar as árvores.

Lagartos e cobras possuem um osso do crânio, chamado de quadrato ou quadrático, com capacidade de movimentação.

A pele é coberta por escamas sobrepostas de queratina. Estas escamas protegem contra condições ambientais adversas, bem como diminuem a perda de água por evaporação, por isso, muitas espécies conseguem sobreviver nos desertos mais inóspitos do mundo. A pele sofre descamação conforme o processo de crescimento e desenvolvimento do animal, no entanto, a pele não é liberada de uma só vez, mas liberada em ‘pedaços’.

Lagartos Características

Grande parte das espécies é insetívora ou carnívora, no entanto, há um significativo número de espécies onívoras, nectívoras e moluscívoras. Logo, a dentição é variável e adaptável à determinada dieta. Geralmente, a língua é longa e pode ficar estendida para fora da boca. Alguns lagartos possuem a língua bifurcada com função exclusiva de ‘detectar’ o ambiente. As lagartixas utilizam a língua para lamber os olhos, uma vez que não possuem pálpebras e precisam de lubrificação natural. As línguas dos camaleões são pegajosas e estendem-se rapidamente no movimento de captura de presas ou insetos.

As lagartixas, os camaleões e os representantes do gênero taxonômico Anolis possuem estruturas semelhantes a almofadas adesivas abaixo dos dedos dos pés. Essas almofadas são formadas por milhões de pequeníssimas cerdas, e provenientes da modificação de escamas. Tais estruturas se ajustam para aderir ao substrato.

Tudo Sobre o Lagarto: Princípios de Fisiologia

A fisiologia dos movimentos ocorre basicamente alternando os membros do lado direito e esquerdo, assim como realizando flexão corporal. Todavia, muitas espécies podem correr de forma bípida, assim como algumas podem se sustentar nos membros inferiores e na cauda, quando não estão em movimento. Outras espécies podem até mesmo planar.

Os sentidos são mais ou menos aguçados de acordo com as espécies. Aqueles que vivem no solo aberto dependem bastante do olfato e do tato, ao passo que, lagartixas precisam de uma visão aguçada principalmente para avaliar a distância em relação às suas presas antes de ataca-las. Para muitas das espécies, a audição deve ser bem desenvolvida de modo a identificar antecipadamente a presença de predadores.

Os órgãos sensoriais, ou seja, aqueles ligados à recepção dos sentidos, podem trabalhar de forma diferenciada. Os camaleões, por exemplo, direcionam os seus olhos em direções diferentes, sendo capazes de obter campos de visão não sobrepostos. Os lagartos possuem um órgão, denominado vomeronasal, responsável por detectar o cheiro de ferormônios. As iguanas, em particular, possuem uma estrutura chamada de olho parietal no topo da cabeça, o qual na verdade é composto apenas por um retina e lentes rudimentares, não sendo capaz de criar imagens, mas sensível a mudanças na luz e na escuridão, bem como a detecção de movimentos.

Tudo Sobre o Lagarto: Comportamento

Em relação aos padrões reprodutivos, a fecundação é interna e a maioria das espécies é ovípara. Os ovos são depositados pela fêmea em uma espécie de ninho ou até mesmo fendas no chão. Para a maioria dos lagartos, os ovos possuem cascas de couro, fator que possibilita a troca de água, mecanismo que não é útil para espécies que habitam zonas mais áridas, as quais, neste caso, possuem cascas calcificadas que retém água. A temperatura no microambiente determina o sexo dos filhotes, uma vez que ovos em baixa temperatura dão origem a um maior número fêmeas, ao passo que altas temperaturas dão origem a machos.

Ainda em relação à reprodução, as espécies vivíparas correspondem a 20% e nutrem os embriões por estruturas semelhantes à placenta. Curiosamente, algumas espécies de lagarto também podem reproduzir ovos não fertilizados (processo denominado de partenogênese).

Os lagartos são bastante territorialistas. A escolha dos territórios leva em conta recursos como alimento, nidificação, refúgio contra predadores e refúgio do frio. Esse território também é escolhido de acordo com o hábitat no qual determinado lagarto é encontrado, lagartos das rochas preferem topos rochosos, por exemplo.

A comunicação pode ser utilizada tanto para intimidar rivais quanto para atrair companheiros, e, neste último caso, particularmente, é bastante caprichada, envolvendo movimentos de balanço da cauda, abertura da boca, flexões, e exibição de cores.

Lagarto Comportamento

Ao se sentirem ameaçados, os camaleões podem exibir cores mais brilhantes para demonstrar agressão, ou exibir cores mais escuras para demonstrar submissão.

A comunicação sonora também existe e é demonstrada através de guinchos, latidos, rosnados e assobios. O proposito destes sons é de cortejo para o acasalamento, defesa territorial e até mesmo pedido de ajuda.

Algumas adaptações para defesa contra possíveis predadores incluem a camuflagem, liberação de veneno, corrida, escalada, autonomia da cauda e sangramento reflexo. No caso da camuflagem, há varias estratégias e metodologias. Os lagartos Egeu, por exemplo, além de mudarem de cor, selecionam as rochas que melhor combinam com a cor escolhida. No caso do lagarto de cauda chata, além das suas cores fazerem alusão ao fundo do deserto, sua conformação achatada e com escamas (ou franjas) brancas auxilia a diminuir a sua sombra.

Muitos lagartos possuem a peculiaridade de destacar a cauda, a qual continua se contorcendo após a separação, de modo a distrair a vítima. A regeneração parcial desta cauda ocorre após algumas semanas, e neste processo estão envolvidos cerca de 326 genes.

Correr para um local seguro acaba sendo uma forma de muitas espécies escaparem do perigo. É comum que os lagartos subam pela parede ou se escondam em buracos ou rachaduras. Alguns lagartos podem fingir que estão mortos para despistar o predador. O lagarto da montanha (nome científico Phrynosoma hernandesi) também chamado de lagarto de chifres curtos pode inchar-se, dificultando que um predador de boca estreita (a exemplo da cobra chicote) consiga digeri-lo. Estes mesmos lagartos também podem esguichar sangue nos predadores a uma distância de até 2 metros, através de uma bolsa localizada abaixo dos seus olhos.

Em relação à alimentação, as presas mais comuns sem dúvida são os invertebrados terrestres, tal como os insetos. Para muitas espécies, a predação ocorre através da modalidade de espera e emboscada. Entre os insetos, presas comuns incluem os besouros, gafanhotos, aranhas e cupins alados. No caso de lagartixas, particularmente, estão inclusos no cardápio besouros, grilos, cupins e mariposas.

Os lagartos com chifre são conhecidos pela alimentação especializada em formigas. No caso das formigas, o tamanho reduzido e a alta concentração de quitina indigesta demanda que sejam consumidas em grande quantidade. Raras espécies são capazes de comer até mesmo caracóis, possuindo adaptação para tal através de seus dentes molares capazes de quebrar conchas e suas mandíbulas altamente resistentes.

Os lagartos-monitores são espécies maiores, logo alimentam-se de presas maiores, a exemplo dos sapos, pássaros, peixes, mamíferos e outros reptéis. Tais presas podem ser engolidas ou rasgadas em pedaços menores. Ovos de aves ou reptéis também podem compor a dieta. Os lagartos de miçanga costumam escalar árvores, de modo a alcançar os ovos e filhotes de pássaros. Mesmo possuindo veneno, a estratégia para matar as presas sem dúvida está centrada nas mandíbulas fortes.

Os dragões de Komodo são capazes de matar presas com tamanho equivalente ao de búfalos. A respeito desta espécie, uma curiosidade muito relevante é que são capazes de detectar uma carcaça em decomposição a uma distância de até 2 quilômetros. Por mais incrível que possa parecer, um dragão de Komodo com um peso de 50 quilos é capaz de digerir uma carcaça de 31 quilos em 17 minutos.

Phrynosoma hernandesi

Pouquíssimas espécies de lagartos (no caso, 2%) são consideradas herbívoras. Quando adultas, tais espécies alimentam-se de estruturas das plantas, tais como folhas, flores, frutas e caule; ao passo que os indivíduos mais jovens, alimentam-se de insetos. Essa mudança no padrão alimentar ocorre porque a celulose é mais difícil de ingerir e, conforme, se aproximam da fase adulta, os lagartos jovens alimentam-se das fezes dos adultos de modo a adquirir microflora para uma dieta completamente herbívora.

Tudo Sobre o Lagarto: Ancestralidade

Os fósseis mais antigos de lagarto foram encontrados na Formação Tiki na Índia, datam de 220 milhões de anos (embora, com algumas controvérsias entre os estudiosos) e correspondem à extinta espécie Tikiguania estesi.

Os lagartos atuais possuem forte ligação ancestral à ordem de reptéis Rhynchocephalia, a qual possui apenas uma espécie viva (no caso, a tuatara). Tal ordem teria aparecido no período Triássico tardio.

De acordo com o estudo de filogenia mitocondrial, os lagartos teriam evoluído no final do período Permiano (o qual corresponde a menos de 47 milhões de anos atrás). Tal estudo contradiz certas suposições de que os lagartos teriam divergido muito certo de outros membros da ordem Squamata.

Os mosasauros (grupamento de reptéis marinhos extintos) teriam evoluído a partir de alguns lagartos aquáticos (também considerados extintos a bastante tempo).

Tudo Sobre o Lagarto: Características, Nome Científico e Fotos- Dragão de Komodo

O dragão de Komodo (nome científico Varanus komodoensis) também pode ser chamado de crocodilo da terra. É endêmico na Indonésia, mais precisamente nas ilhas de Komodo, Sítio Alegre, Flores, Gili Montang e Rinca.

Está incluído na família dos lagartos monitores (Varanidae).

É considerada a maior espécie de lagarto existente na atualidade, uma vez que pode alcançar 2 a 3 metros de comprimento, 40 centímetros de altura e até 166 quilos de peso. A fêmea pode se ligeiramente menor do que o macho. A pele é de coloração cinza e marrom.

Esses animais foram descobertos no ano de 1910 por cientistas ocidentais. Características como o tamanho e o comportamento o tornaram item de exibição em vários zoológicos. O primeiro representante da espécie a ser exibido foi no Smithsonian National Zoological Park, no ano de 1934, contudo, este só ficou pelo curto período de 2 anos.

A IUCN os lista como animais em condição de vulnerabilidade para extinção. São protegidos por leis nacionais da Indonésia, país que também abriga um parque nacional para conservação da espécie.

Varanus komodoensis

O mecanismo de gigantismo insular pode justificar o seu tamanho incomum, visto que não há outros animais carnívoros nas ilhas no qual é encontrado, logo ele precisa preencher esse nicho e consequentemente acaba dominando o ecossistema (juntamente com bactérias simbiontes).

O dragão de komodo possui 4 patas, sendo que cada uma delas abriga 5 garras. Possuem bactérias letais morando no interior da mandíbula. Devido a essas bactérias, animais que conseguem escapar de seus mecanismos de predação acabam morrendo posteriormente por infecção.

Mesmo que a alimentação seja basicamente de carniça, estes animais também podem caçar e fazer emboscadas. Dentro da dieta estão inclusos cabras, javalis, macacos, cavalos, veados, búfalos, insetos, e até mesmo dragões de komodo menores. Neste quesito, o que mais preocupa é que os seres humanos também podem ser presas em potencial.

O mecanismo de predação de animais vivos inclui derrubar a vítima utilizando a sua cauda e depois cortá-la em pedaços utilizando seus dentes. Para alcançar presas que estejam fora de alcance, eles ainda podem erguer-se nas suas patas traseiras, assim como utilizar a cauda como apoio. No caso dos animais de grande porte, o ataque é realizado de forma sorrateira, muitas vezes com apenas uma mordida. Após o processo, o lagarto segue a vítima, pois sabe que esta irá adquirir uma infecção e ficará debilitada. No processo de alimentação, o dragão de Komodo tem o hábito de digerir primeiramente a língua e as entranhas (consideradas suas partes favoritas).

Presas pequenas (no caso, do tamanho de uma cabra) podem ser engolidas inteiras, através do uso das mandíbulas pouco articulada dos dragões, assim como estômago expansível e crânio flexível. Estas presas demoram de 15 a 20 minutos para serem engolidas, processo auxiliado pela lubrificação com saliva vermelha. Enquanto estão engolindo, utilizam um tubo, localizado abaixo da língua, que se liga ao pulmão.

Quando os dragões de Komodo ingerem até 80% do seu peso corporal em uma única refeição, costumam locomover-se para um local de campo aberto, de modo a agilizar a digestão, a qual se for muito demorada pode trazer o risco do alimento de que o alimento apodreça e envenene esses reptéis.

Mesmo sendo animais solitários, muitas vezem caçam em bando, no qual os animais maiores comem primeiro. Os padrões de dominância e submissão são expressos através de linguagem corporal. Dragões do mesmo tamanho podem competir entre si através da modalidade “luta livre”, ocorrendo casos no qual o perdedor é digerido pelo vencedor.

O metabolismo de modo geral é lento, o que permite que os dragões sobrevivam com apenas 12 refeições por ano. O curioso é que após a digestão, costumam regurgitar uma massa revestida por muco mal-cheiroso e que contém em seu interior cabelos, dentes e cornos. Para limpar o muco, costuma limpar o rosto na poeira ou nos arbustos.

Tais reptéis são capazes de correr até 20 Km por hora (através de disparos curtos), subir em árvores utilizando suas garras (particularidade dos indivíduos mais novos), assim como mergulhar até 4,5 metros de profundidade.

A língua é utilizada para detectar estímulos de sabor e cheiro, por exemplo. O olfato é apuradíssimo e capaz de detectar presas a distâncias entre 4 a 9,5 quilômetros.

Estes animais não possuem diafragma, logo a narina não é útil para cheirar. Todavia, possuem papilas gustativas situadas atrás da garganta.

Em relação ao sentido do tato, tais reptéis possuem escamas reforçadas com osso, as quais possuem placas sensoriais, que por sua vez ligam-se a ossos. No caso das escamas localizadas em zonas como lábios, queixo, sola dos pés e ao redor das orelhas, há disposição de 3 ou mais placas sensoriais.

O canal auditivo destes animais não é um dos mais apurados do reino animal, uma vez que sua acuidade visual corresponde à faixa de 400 a 2.000 Hertz. Em relação à visão, conseguem enxergar objetos que estejam até 300 metros de distância, todavia, acredita-se que tenham uma péssima visão noturna, uma vez que suas retinas só possuem cones. Conseguem enxergar em cores.

O período reprodutivo inicia-se entre Maio e Agosto, sendo que a postura de ovos ocorre em Setembro. Os ovos incubam dentro do período de 7 a 8 semanas, ocorrendo a eclosão no mês de Abril, período no qual há abundância de insetos. A média de ovos por postura é em número de 20. Dragões de Komodo recém-nascidos possuem a média de 20 a 25 centímetros de comprimento.

Os indivíduos jovens são bastante vulneráveis, logo precisam de proteção contra predadores e até mesmo adultos canibais. Geralmente se refugiam em árvores.

A maturidade sexual é atingida entre os 3 aos 5 anos de idade. A expectativa de vida pode alcançar 50 anos. A espécie também é capaz de reproduzir-se por partenogênese, ou seja, com ovos não fertilizados por machos.

Dragão de Komodo Características

O Zoológico de Sedgwick no Kansas foi o primeiro a documentar a paternogênese na espécie, isto no ano de 2008 (mais precisamente em 31 de Janeiro).

Em relação ao hábitat, possui preferência por locais quentes e secos, geralmente zonas de pasto abertas, assim como florestas tropicais com baixa elevação e áreas de savana. É mais ativo durante o dia, todavia também possui atividade noturna (embora em pequeníssimo grau).

Quando querem abrigo, os dragões de Komodo utilizam as suas garras, bem como os membros anteriores, para cavar buracos.

É curioso saber que nas ilhas nas quais este animal é endêmico, o mesmo se torna grande atração turística. O mais incrível é que os mesmos são capazes de conviver pacificamente com os habitantes locais. Ataques a humanos são raros, mas ocorrem. Dos anos de 1974 a 2012, o Parque Nacional de Komodo registrou um total de 24 ataques a humanos, dentre os quais 5 foram considerados fatais.

Dragões de Komodo em cativeiro geralmente são mansos (principalmente quando mais jovens), sendo raros os episódios nos quais reagem imprevisivelmente. Alguns estudos apontam que estes animais não possuem boa tolerância à troca de cuidadores, assim como ao fato do seu ‘território’ ser invadido por alguém não familiar.

Tudo Sobre o Lagarto: Características, Nome Científico e Fotos- Iguana Verde

A iguana verde (nome científico Iguana iguana) também pode ser conhecida como iguana comum, sinimbu, iguana americana e camaleão. É uma espécie nativa do Paraguai e Sul do Brasil. Também é bastante comum no Porto Rico, República Dominicana, Caribe e México; e ainda pode ser encontrada nos Estados Unidos, mais precisamente no Havaí, Sul da Flórida, Vale do Rio Grande do Texas e Ilhas Virgens dos Estados Unidos.

Em grande parte dos países da América do Sul e Central, a espécie está sob ameaça de extinção.

Possui 1,5 metros de comprimento (média de 1,2 a 1,7 metros); embora alguns exemplares ultrapassem 2 metros, sendo que grande parte deste comprimento é devido à cauda. O peso corporal é superior a 9,1 quilos.  Detém uma fileira de espinhos ao longo das costas e cauda, com a função de protegê-la contra o ataque de predadores. As caudas são do tipo chicote e, com isso, são capazes de infligir grandes golpes. Assim como outros lagartos, também possui a capacidade de regenerar a cauda, quando o movimento é necessário para escapar de um predador.

Seus dentes são afiados e capazes de triturar folhas e ate mesmo pele humana. O formato dos dentes lembra uma folha larga e plana, com serrilhados na borda. Os primeiros dinossauros também possuíam dentes semelhantes, logo receberam a denominação de “Iguanodon”. Os dentes estão localizados na porção interna dos ossos da mandíbula.

Os machos possuem poros femorais (localizados na porção inferior das coxas), responsáveis por secretar perfume. Os mesmos poros também estão presentes nas fêmeas, embora em menor tamanho. Da mesma forma, os espinhos dorsais da costa de um macho são mais longos e espessos do que os encontrados nas fêmeas. As mandíbulas dos machos são grandes, redondas e bastante pronunciadas. O dimorfismo sexual também se estende (embora não em elevado grau) para características como peso e altura, as quais são maiores para o macho.

O sentido da visão é excelente e possibilita detecção de formas e movimentos mesmo a longas distâncias, todavia, a visão não é perfeita em condições de pouca luminosidade (em razão da presença de apenas algumas células tronco). A visão de cores é bastante nítida, assim como a visão do comprimento das ondas ultravioleta (devido às células de cone duplo). Esta última habilidade é bastante útil para que o animal absorva radiação solar suficiente (UVA e UVB), de modo a produzir vitamina D.

A espécie é essencialmente herbívora. Não é capaz de produzir urina líquida concentrada, logo excreta os resíduos nitrogenados (tais como urato de sais), através da glândula salina. A secreção renal de sal também ocorre através de uma glândula nasal lateral, que realiza a expulsão do excesso de Cloreto de Sódio e Potássio (mineral encontrado em abundância na dieta herbívora).

Em relação aos padrões comportamentais, os machos tem o hábito de exibir comportamentos dominantes, tais como chicotear a cauda ou balançar a cabeça. No que diz respeito ao padrão reprodutivo, a espécie é ovípara, sendo capaz de depositar de 20 a 71 ovos de uma única vez, sendo a postura realizada 1 vez por ano. Os filhotes emergem após um período de incubação compreendido entre 10 a 15 semanas. Iguanas jovens possuem cores e formas bastante semelhantes aos adultos. Os indivíduos jovens permanecem em grupamentos familiares durante o primeiro ano de suas vidas. É comum que dentro deste grupamento, os machos utilizem o seu próprio corpo para defender a fêmea contra o ataque de predadores.

De acordo com a localização geográfica, as iguanas verdes podem diferir em certas características, dentre elas as cores (embora o nome da espécie seja iguana verde). No Peru, é comum que possuam coloração azulada, com marcações do tipo negrito em azul mais escuro. Em algumas ilhas do Caribe, a coloração pode variar entre o verde a lavanda, assim como entre o preto ao marrom avermelhado. Na porção Oeste da Costa Rica, as iguanas ‘verdes’ são de cor vermelha; e, no México, são alaranjados.

Na ilha de Santa Lúcia (Caribe), as iguanas verdes são bem diferenciadas em relação aos indivíduos da mesma espécie encontrados em outras parte do mundo. Por exemplo, possuem cor verde claro e listras pretas predominantes, no entanto, em vez da barbela laranja, possuem barbela na cor preta. Na parte de trás da cabeça (mais precisamente próximo ao osso maxilar), as escalas são menores. A íris do olho não é amarela, e sim creme ou branca. Também se diferenciam em relação a alguns padrões reprodutivos, uma vez que as fêmeas depositam metade dos ovos esperados para a espécie.

Na Guatemala e Sul do México, os indivíduos da espécie possuem pequenos chifres nos focinhos, mais precisamente entre os olhos e a narina, sendo que alguns estudiosos classificam a iguana verde destas localidades como uma subespécie separada (no caso, Iguana iguana rhinolopha), todavia, ainda há muitas contradições dentro deste tópico, uma vez que as projeções próximas ao nariz também aparecem em outras populações.

No que diz respeito à criação em cativeiro, muitos recorrem á carne animal para alimentar a iguana, a qual, mesmo sendo uma alternativa viável, traz complicações se o consumo for excessivo. Estas complicações envolvem complicações renais e até mesmo morte prematura. Entre os vegetais, o alface não é uma das melhores opções, pois, apesar de ser rico em água, possui baixo valor nutricional. A recomendação para a dieta da iguana em cativeiro envolve  vegetais frescos e folhosos, tais como couve, mostarda, rúcula, couve, dente de leão. O acesso a água fresca também deve ser considerado.

Iguana iguana rhinolopha

Ainda em relação à criação em cativeiro, as temperaturas ideais para o ambiente estão na faixa dos 26°C aos 35°C, sendo indispensável o acesso a fontes adequadas de iluminação (UVA e UVB), de modo a garantir boa produção de vitamina D.

Atualmente, há muitas iguanas nos Estados Unidos, grande parte decorrente da significativa importação no ano de 1995 de 800.000 exemplares, mesmo algumas tendo morrido posteriormente em razão  de cuidados inadequados. Todavia, em locais como o Havaí e Nova York, estes animais são considerados silvestres, logo possuem proibição para a posse particular. No caso da Havaí, a justificativa seria que a introdução da espécie nesse ecossistema seria capaz de gerar um grande impacto ambiental. A posse doméstica de iguana no Havaí pode gerar penalidades como multa no valor de até US $200.000 ou prisão durante 3 anos.

Tudo Sobre o Lagarto: Características, Nome Científico e Fotos- Iguana Marinha

A iguana marinha (nome científico Ammblyrhynchus cristatus) é uma espécie encontrada exclusivamente nas Ilhas Galápagos, no Equador. Entre os lagartos atuais, é a única espécie com adaptações que permitem colher algas marinhas, organismos que compõem a maior parte da sua dieta. No entanto, apenas os machos conseguem mergulhar para coletar algas, enquanto as fêmeas alimentam-se delas na zona entre marés ou na fase de maré baixa.

Possui entre 7 a 11 subespécies e, embora seja considerada numericamente abundante, é classificada como ameaçada, principalmente durante os ciclos do El Niño.

Em relação às características físicas, o corpo e os membros são robustos, sendo que estes também são considerados proporcionalmente curtos. Possui a tradicional fileira de espinhos que se estende da nuca às costas e cauda, sendo que os espinhos e as placas ósseas (posicionadas no topo da cabeça) são maiores nos machos. A conformação dos espinhos pode variar de acordo com a subespécie ou com a localização geográfica da iguana. Possui escamas cônicas e pontiagudas no topo da cabeça.

O comprimento corporal varia entre 12 a 56 centímetros. É curioso notar que em relação a este tópico, as iguanas de grandes ilhas tendem a crescer mais do que as iguanas de pequenas ilhas, da mesma forma existe variação no peso em relação à localidade (o qual oscila entre 1 a 12 quilos). Tal diferenciação provavelmente é decorrente da quantidade de alimentos disponível, a qual é influenciada por fatores como o crescimento das algas e a temperatura do mar.

A coloração do corpo é predominantemente escura. No caso dos individus mais jovens, estes possuem uma faixa dorsal com um tom mais claro do que alguns adultos. A coloração escura desempenha um papel fisiológico bastante importante, uma vez que possibilita absorção mais rápida do calor, e a consequente diminuição da letargia após sair da água.

Os machos podem variar a coloração de acordo com a estação, ou entre subespécies distintas. Ao procriar, a coloração também torna-se mais brilhante.

A espécie é bastante lenta quando em terra firme, mas na água é capaz de nadar com desenvoltura, em razão de muitas adaptações anatômicas. Sua cauda, por exemplo, possui um achatamento lateral, e com isso é capaz de gerar boa propulsão. Os espinhos nas costas e as garras longas e afiadas também auxiliam neste processo, o primeiro proporcionado estabilidade, e o segundo permitindo agarrar-se às rochas e correntes fortes.

A maturidade sexual para as fêmeas é atingida entre os 3 a 5 anos de idade, e, no caso, dos machos, aos 6 a 8 anos. Com a maturidade sexual, há o declínio no ciclo de espessamento e crescimento ósseo. A expectativa de vida está na média de 12 anos, porém, existem indivíduos que podem chegar até os 60 anos.

Tudo Sobre o Lagarto: Características, Nome Científico e Fotos- Lagartixa Doméstica

A lagartixa doméstica (nome científico Hemidactylus mabouia) ou lagartixa doméstica tropical é uma espécie presente em todo o continente americano, e conhecida por visitar nossos lares. É nativa da África e possui um comprimento bem pequeno (na média entre 20 a 110 milímetros).

Aqui no Brasil, a espécie pode receber nomes diferentes de acordo com a localização geográfica. Em Santa Catarina e no Noroeste Paulista, a espécie recebe o nome de crocodilinho de parede; em algumas áreas do Nordeste pode ser chamada de víbora (o que pode gerar certa confusão, pelo fato do termo também está relacionado à cobras); no Espírito Santo e boa parte de Minas Gerais, o termo empregado é taruína; no Piauí, pode ser chamada de lambigó; no Rio Grande do Norte, lambioia; e no Maranhão, pode ser conhecida como calango, troíra ou osga (nome também utilizado no Pará e Amazonas).

Hemidactylus mabouia

A capacidade de amputar o rabo para distrair o predador é uma das peculiaridades desta espécie (assim como de outros lagartos). A cauda movimenta-se por mais algum tempo após ‘amputada’, de modo que a lagartixa tenha tempo para escapar. O ‘descolamento’ deste rabo ocorre ao contrair os músculos da área nos pontos das articulações, mais precisamente entre as vértebras mais frouxas, movimento que proporciona desconexão rápida dos nervos e vasos.

Após amputada, a regeneração da cauda inicia-se logo em seguida. As vértebras que não se regeneram acabam substituídas por bastões de cartilagem.

Tudo Sobre o Lagarto: Características, Nome Científico e Fotos- Monstro de Gila

O monstro de Gila (nome científico Heloderma suspectum) é uma espécie de lagarto nativa do Noroeste do México (mais precisamente do estado de Sonora), assim como do Sudoeste dos Estados Unidos.

É uma espécie peçonhenta, com até 60 centímetros de comprimento e movimentos lentos (característica que o torna pouco ameaçador para seres humanos).

É o maior lagarto da América do Norte e está protegido sob as leis do Arizona. Também está presente nos estados do Novo México, Utah, Nevada e até mesmo em algumas partes da Califórnia. Seu hábitat inclui o cerrado, desertos e bosques com abundância de carvalho (onde procura abrigo em espinhais, tocas e abaixo das pedras). Na maior parte do tempo (cerca de 90%), pode ser encontrado no subsolo ou em abrigos rochosos.

Mesmo sendo animais extremamente lentos para correr, possuem incrível resistência e capacidade grande nível de aeróbica máxima para um lagarto.

Dentro da dieta, estão inclusos carniça, insetos, sapos, lagartos menores, assim como pequenos pássaros e pequenos mamíferos. Ovos de ave e de reptéis estão entre os principais itens do cardápio. A captura das presas grandes pode incluir esmagamento até a morte, e, no caso das pequenas, estas podem ser engolidas de uma só vez (utilizando as flexões do pescoço e contrações musculares desses lagartos.

Em relação ao veneno, a mordida do monstro de Gila não é fatal para seres humanos adultos em condição de saúde estabilizada. Os sintomas dessa mordida incluem dor incontrolável, fraqueza, rápida queda da pressão arterial e edema (inchaço).Todavia, durante o processo de isolar as toxinas do lagarto em laboratório, 4 delas apresentaram capacidade de causar hemorragia em órgão internos.

No ano de 2005, a FDA americana aprovou o tratamento do Diabetes tipo 2, a partir de uma versão sintética de uma proteína derivada da saliva deste lagarto.

Heloderma suspectum

Agora que você já conhece as características de boa parte das espécies de lagartos (ordem taxonômica Squamata), nossa equipe o convida a continuar conosco para visitar também outros artigos do site.

Aqui há muito material de qualidade nos campos da zoologia, botânica e ecologia de um modo geral.

Sinta-se à vontade para digitar um tema de sua escolha em nossa lupa de pesquisa no canto superior direito da tela. Caso não ache o tema desejado, você pode sugeri-lo abaixo deste texto na nossa caixa de comentário.

Até as próximas leituras.

REFERÊNCIAS

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