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Tipos de Folhas de Orquídeas

Já não é de hoje que as orquídeas, com seus vários tipos de folhas, trazem consigo a característica de uma espécie cercada de mistérios, lendas e enigmas.

Há relatos de que civilizações antigas, como a dos Incas, Maias e Astecas, as tinham como entes mágicos que, a partir da sua ingestão em diversas misturas, concederiam virilidade e poderes místicos.

São nada mais nada menos do que 24.000 espécies (talvez mais), capazes de brotar nos lugares mais improváveis, como nos espaços de fendas, paredões, escarpas, grutas, etc.

Mas também em meio a fungos, competindo por espaço com outra flores silvestres (quando não sobre elas), debruçadas sobre penhascos que dão para o mar – é como se a sua preferência fosse mesmo pelas regiões que as impedissem de serem alcançadas pelos homens.

Os primeiros exemplares dessa família Orchidaceae foram encontrados a partir de expedições nessa não menos exótica e culturalmente rica região conhecida como o Sudoeste Asiático.

Uma região que abriga países como Síria, Irã, Iraque, Arábia saudita, Nepal, Emirados Árabes, entre outros países que só existem mesmo na imaginação da maioria dos habitantes do ocidente.

São lugares que, como não poderia deixar de ser, guardam riquezas impossíveis de serem descritas, como é o caso dessa espécie da singular família Orchidaceae, que hoje espalha-se por boa parte do planeta – especialmente nos países localizados entre os trópicos de Câncer e Capricórnio.

Mas o objetivo desse artigo é contar um pouco mais sobre as orquídeas a partir das características dos vários tipos de folhas que as compõem. E que ainda por cima contribuem para torná-la ainda mais estravagante e uma das preferidas quando o assunto são flores exóticas para fins ornamentais.

Tipos de Disposições das Folhas das Orquídeas

Os vários tipos de folhas das orquídeas fazem mais do que absorver luminosidade (e realizar a famosa fotossíntese) e gás carbônico, enquanto devolvem oxigênio e vapor de água para a atmosfera.

Elas fazem mais do que servir como coadjuvantes das flores – como se estivessem ali apenas para servirem de suporte para elas.

As folhas das orquídeas caracterizam-se por uma imensa capacidade de acúmulo de clorofila nos cloroplastos das suas células.

Esse potencial faz com que essas folhas possuam uma coloração bem mais exuberante, uma largura e volume superiores à de outras espécies, entre outras qualidades, que lhes conferem, inclusive, alguns poderes medicinais reconhecidos por civilizações antiquíssimas.

Estruturalmente, elas costumam apresentar-se em trajetos diametralmente opostos, de forma alternada, com uma distribuição paralela das fibras que as compõem, além do fato de que dificilmente é possível observar as suas ligações.

Logo, é possível dizer que os tipos de folhas de uma orquídea variam de acordo com as suas inúmeras espécies – com cada grupo apresentando larguras diferentes, diversos tipos de espessuras, crescimento variado, um verde característico, entre outras especificidades.

Dentro do que é conhecido como “filotaxia” (distribuição das folhas no caule de uma planta), costuma-se caracterizar as orquídeas como entes complexos – com as suas diversas formas –, mas que, no entanto, comungam de algumas características.

Como, por exemplo, a de possuírem uma folha por segmento, de forma alternada no caule e com cada uma apresentando o seu respectivo gomo axilar fixado na interseção com esse mesmo caule.

E quanto à forma das lâminas das suas folhas, elas podem se classificadas como: elípticas, obovadas, circulares, lanceoladas, espatuladas, lineares e oblongas.

Enquanto as suas pontas geralmente possuem formas arredondadas, radiais, irregulares, retas, afiladas, largas, etc.

Principais Características das Folhas das Orquídeas

Uma característica marcante dos diversos tipos de folhas de orquídeas é que elas raramente são serrilhadas. O mais comum é que apresentem bordas delicadas, frágeis, levemente encurvadas, porém firmes.

Elas também nem sempre são sustentadas por pecíolos. Muitas são ligadas diretamente aos seus respectivos caules e distribuídas geralmente de forma longitudinal e lado a lado.

Quando há pecíolo, ele costuma apresentar-se como uma extensão do caule, estrategicamente posicionado entre a lamina foliar e a bainha, tornando a estrutura de uma orquídea quase como um sistema geométrico e único na natureza.

Quanto a essa existência ou não de pecíolo, as orquídeas costumam ser denominadas de “sésseis” (sem pecíolo), “completas” (quando possuem) ou “peltadas” (quando o miolo do limbo recebe o pecíolo).

A Cor das Folhas de Orquídeas
A Cor das Folhas de Orquídeas

A cor das folhas das orquídeas geralmente apresenta-se nos seus mais diversos tons de verde; mas não é incomum encontrarmos espécies com variações de castanho, marrom, vermelho, amarelo-pardo, cinza-claro, azul-arroxeado, etc.

Elas também podem apresentar manchas, frisos, riscos, ou até mesmo pigmentos de várias cores – o que lhes conferem um aspecto bem mais excêntrico e original.

Outras Características dos Tipos de Folhas das Orquídeas

As orquídeas possuem características que costumam comover os menos familiarizados com elas. Não é incomum, por exemplo, que algumas espécies sejam caducífólias (perdem as suas flores no outono) e que outras as mantenham.

Porém, de toda forma, o mais certo é que elas permaneçam tímidas e retraídas por algum tempo, até que explodam com várias espessuras, tamanhos, formas e cores, entre outras singularidades.

O termo utilizado para caracterizar esse fenômeno é a “caducidade” – é quando as folhas ficam caducas! Aí então o mais indicado é mantê-las à vontade, em seu estado natural, sem rega e demais cuidados, até que elas, por si só, adquiram o vigor e a exuberância que lhes são tão característicos.

Mas não param por aí as curiosidades que envolvem os diversos tipos de folhas das orquídeas!

Em meio a essas dezenas de milhares de espécies existem algumas que apresentam a sugestiva característica de perder as suas folhas por algum motivo específico (alterações climáticas, poluição, etc). Já outras até parecem não as possuírem, tal o seu caráter grosseiro e sem brilho.

Isso sem falar daquelas espécies (bem mais raras), cujos pigmentos de clorofila não se desenvolveram a contento, o que lhes dá uma característica mais fosca, rudimentar e sem vida.

E, por fim, há orquídeas que apresentam determinados tipos de folhas que, surpreendentemente, não possuem a tão respeitável missão de realizar a fotossíntese (por mais incrível que isso possa parecer!).

São as famosas brácteas, que limitam-se a proteger as flores, cercar os brotos mais recentes com todos os cuidados; além de, obviamente, servirem de banquete para diversos tipos de insetos, que vêm de todos os cantos e de todos os tipos em busca do seu delicioso néctar e do pólen, com os quais ajudam a perpetuar as mais diversas espécies vegetais na natureza.

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