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Por que o Pé de Caju dá Flor, Mas não dá Fruto?

O florescimento de uma planta se dá quando a flor se encontra em processo de maturação, ou seja, no momento em que os seus botões desabrocham. Com isso, entendemos que o próximo passo para as tais plantas em fase de florescimento seria a sua frutificação.

Frutificação e Florescimento do Cajueiro

Para que ocorra o florescimento e a frutificação de um pé de caju, por exemplo, podem ser indispensáveis algumas medidas específicas, do contrário, o mesmo pode não agir de acordo com o esperado. Caso o cajueiro não seja tratado com cuidado, é possível que ao plantá-lo ele nasça, cresça e floresça, mas não dê os seus frutos.

Existem diversas coisas que poderiam alterar a frutificação (formação de frutos) do cajueiro, que vão desde a compra de suas sementes até o seu tipo de plantio. Por isso é preciso observar cuidadosamente os fatores que podem estar alterando sua produtividade e mudando seu aspecto.

Diminuição na Produção do Pé de Caju: Causas

Se um pé de caju não está dando seus devidos frutos podemos, primeiramente, averiguar qual a origem da planta.

É observado que dentre as plantações de cajueiros no Brasil, existe um índice que aponta que a grande parte daqueles improdutivos são cultivados através de sementes.

Portanto, por meio desse tipo de plantio, muitos não chegam nem mesmo a florescer; já outros, adquirem bastante flores, mas são compostos por pouquíssimas frutificações.

Pé de Caju

Tais características são denominadas de comuns, devido à grande diversidade dos plantios por meio de sementes.

Caso isso ocorra, a solução seria a plantação de mudas de clones produtivos. Esses clones seriam basicamente formados por um grupo de plantas advindos da propagação vegetativa de uma planta matriz, sendo criado para que algum processo exercido pela planta, em tal caso a sua produção, seja otimizado.

Pé de Caju: Muda Enxertada

Contudo, ainda existe a possibilidade de o pé de caju ter nascido de um enxerto, o que muitas vezes é a melhor das opções. Visto que através da utilização da muda enxertada pode-se obter uma plantação mais homogênea, com todas as árvores apresentando tamanhos, florações e frutificações parecidas.

O processo que se realiza para que as mudas se tornem enxertadas é feito através da união de tecidos de duas plantas diferentes, prosseguindo com seu crescimento como se fossem uma única planta. As especialidades das mesmas nesse processo são diferentes, há uma planta que se tornará a base para a nutrição mineral e o sistema radicular (constituído pelas raízes; que trazem fixação, absorção, reserva e condução). Sendo essa primeira planta descrita como: cavalo ou porta enxerto.

A segunda é denominada de: cavaleiro ou enxerto; nome dado a ela pois é aquela que se deseja reproduzir características notáveis.  Logo, o cavaleiro é o responsável por formar a copa da árvore e por sua frutificação, devendo ainda realizar o papel mais importante de todos: a fotossíntese, que é essencial para a sobrevivência da planta.

As duas espécies de plantas escolhidas para a realização da enxertia devem, necessariamente, exibir características físico morfológicas similares. Portanto, elas precisam (preferivelmente) serem da mesma família e gênero, de acordo com a sua classificação botânica.

Apesar das plantas serem escolhidas com base em suas classificações semelhantes, não há cem por cento de garantia que o processo de enxertia venha a ser concluído com êxito, pois para que seja bem-sucedido é necessário o uso adequado da técnica escolhida.

Caso o procedimento venha a ser falho podem ocorrer as perdas das duas plantas utilizadas, por isso o mesmo é requerido de muita habilidade, cuidado e atenção.

Métodos para Maior Rendimento de Frutos e Flores do Pé de Caju

O cajueiro também depende de outras circunstâncias para sua frutificação, como: a quantidade de água aplicada, as condições climáticas e nutrientes específicos.

Para o seu plantio deve-se observar as temperaturas da região, evitando as muito elevadas (para época em que for ocorrer a polinização) e as de climas de altas umidades relativas do ar, como aquelas acima de 85%, durante a floração, pois são consideradas como prejudiciais à cultura.

Favorecendo doenças fúngicas, como a antracnose, e repercutindo de maneira negativa na quantidade e qualidade das castanhas e do pedúnculo (caju).

Podemos acrescentar que quando é submetido a umidades relativas que estejam abaixo de 50%, também em período de florescimento, pode acontecer a diminuição da receptividade do estigma da planta e da viabilidade do pólen, provocando a queda de excessiva de frutos pequenos.

Também é aconselhável evitar altitudes elevadas, apesar do fato de que o cajueiro constantemente se adapta a altitudes de até 1.000 metros, não sendo muito recomendável para seu plantio aquelas acima de 800 metros de altura.

Outro fator que é prejudicial para a árvore são os ventos fortes. Denominados aqueles ventos que possuem uma intensidade alta, com uma velocidade média de 7 m/s (sete metros por segundo). Devido a esse fenômeno da natureza as plantas em fase mais juvenil devem ser acompanhadas, para que possa ser evitado o seu tombamento.

Para que elas possam crescer de forma saudável, é recomendável apropriar-se de quebra-ventos arbóreos. Eles consistem em linhas ou faixas de árvores e arbustos colocados para que possam alterar o fluxo do vento e, consecutivamente, do microclima, podendo então proteger essas áreas específicas contra os malefícios dos ventos fortes.

Já para as árvores em fase adulta, de floração e frutificação, o vento pode trazê-las um certo ressecamento e a queda de parte das suas flores.

O pé de caju ainda é sensível quanto ao solo em que é plantado. Preferindo solos com aspecto mais grosso, mais barrentos, e profundos. Apresentando um alto teor de matéria orgânica, uma boa reversa de nutrientes e sendo bem drenados.

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