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Pimentas Mais Ardidas e Fortes do Brasil: Quais São?

Muita gente é fã de pimenta, e sempre a coloca em todas as receitas que estão fazendo. Outros, utilizam desse condimento devido os diversos benefícios que a pimenta traz para o nosso organismo. Independente disso, não é fácil se adaptar no começo com comidas mais apimentadas. Muitos preferem começar pelas mais fracas, e lentamente ir aumenta a ardência.

Para conseguirmos classificar quais pimentas são mais fortes que outras, foi preciso criar uma escala. Em 1912, Wilbur Scoville criou a escala de Scoville, que basicamente mede a ardência de uma determinada pimenta. Em inglês, recebeu a abreviação de SHU. Para chegar no valor correto, a pimenta é colocada completamente em uma solução com água e açúcar.  Quanto mais solução for necessária para diluir a pimenta, mais forte e picante ela é.

No post de hoje iremos mostrar algumas pimentas mais fortes encontradas no Brasil e no mundo. Continue lendo para aprender um pouco mais sobre elas.

Pimenta Tabasco

A pimenta tabasco tem origem no México, mas foi rapidamente espalhada pelo restante da América e por países de outros continentes. Ela faz parte da mesma família que a pimenta malagueta, apesar de ser mais fraca. Seu uso é normalmente feito em molhos de pimenta ou vinagres apimentados. Raramente, é visto a utilização dela fresca.

Essa pimenta quando ainda está jovem possui uma coloração amarela, e ao passar do tempo vai ficando laranjada até alcançar a coloração vermelha. Na escala de SHU, a pungência dessa pimenta fica em torno de 30.000 e 50.000. Baixa em comparação a outras pimentas, porém forte no Brasil. 

Pimenta Malagueta

A pimenta malagueta, que atende com seu nome científico sendo Capsicum frutescens, é utilizada especialmente em países com o clima tropical, como Brasil, Angola e até mesmo em Cabo Verde. Sua origem é americana, apesar de não saber exatamente de que país ela veio. Ganhou popularidade em Portugal também após ser exportada. Em determinados lugares, recebem nomes como piri-piri e ndongo.

Ela é um condimento, ou seja, na maioria das vezes utilizada para temperar alimentos ou comidas já prontas. Seu uso, é feito seco, e é muito vista na preparação de carnes, ou comidas que levam um tempero mais forte. É preciso entender, entretanto, que existem várias espécies de pimenta malagueta sendo comercializadas. Porém, a maior parte delas são híbridas, no qual costumam ser modificadas para serem mais resistentes a pragas e outras doenças. A malagueta original se chama malaguetinha-caipira, e é mais vista em Minas Gerais, na Bahia e em Goiás. Nesses estados, são chamadas também de pimenta-café, devido ao aroma levemente semelhante.

Na escala SHU, a pimenta malagueta tem a pungência de 60.000. Sendo baixa considerada perto das mais picantes do mundo, mas a mais alta entre as que são utilizadas no Brasil.

Pimenta 7 Pot Barrackpore

A 7 Pot, apesar de não ter uma popularidade tão grande quanto as outras, se mantém firme e forte no top 5 de pungência de acordo com a escala SHU. A sua pungência fica em torno de 1.000.000. Logo se percebe o quão forte ela é pelo aroma. De longe já é possível sentir seu cheiro, que dá uma certa queimação nas narinas ao ser inalado.

Ela é utilizada em alguns campeonatos de quem come pimentas mais fortes, mas não deve ser consumida jamais por quem não tem experiência com esse tipo de pimenta. Também está presente em diversos molhos e utilizada seca em alguns países.

Pimenta Bhut Jolokia

Também conhecida como Naga Jolokia e Pimenta Fantasma ela é uma pimenta famosa em diversos lugares. É um híbrido interespecífico, sendo Capsicum chinese misturado com alguns genes da Capsicum frutescens. Em 2007 foi reconhecida como a pimenta mais mais picante do mundo, mas não ficou muito tempo no topo.

Sua pungência é em torno de 1.101.000, e é muito utilizada em molhos, campeonatos de quem come mais pimenta e em alguns pratos mais apimentados de selecionados países.

Pimenta Trinidad Scorpion Butch

A Trinidad Scorpion Butch foi considerada a pimenta mais forte e picante do mundo por três anos consecutivos. Ela faz parte da espécie da Capsicum chinese, e recebeu esse nome depois de Neil Smith ter recebido as sementes de Butch Taylor, que é o que propaga as sementes dessa pimenta. O nome também faz menção ao escorpião, pois dizem que a ponta da pimenta se assemelha ao rabo do escorpião.

A pungência dessa pimenta fica em torno de 1.107.000. É extremamente não aconselhável comê-la in natura, ou até mesmo toca-la sem estar com luvas. Normalmente seu uso é em certos molhos, no qual consegue ser levemente dissolvida.

Pimenta Carolina Reaper

E enfim, chegamos a pimenta mais forte do mundo. Ela recebeu esse prêmio pelo Guinness World Records em 2013, e mantém sua posição até os dias de hoje. Da espécie capsicum chinense, ela era antigamente chamada de “HP22BNH”, mas logo mudou em homenagem ao estado da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, local onde há a cultivação dessa pimenta.

Ela é uma espécie híbrida, cruzamento entre a pimenta Habanero e a Naga Bhut Jolokia. Sua pungência na escala SHU é entre 1.150.000 e 2.200.000. Apesar de ser muito bonita, com a superfície bem vermelha, ela não deve ser consumida in natura. Para quem não está acostumado com pimentas de pungência e ardência próxima, o consumo da Carolina Reaper pode levar a morte.

Esperamos que o post tenha te ajudado e mostrado algumas das pimentas mais forte do Brasil e do mundo. Não esqueça de deixar seu comentário nos contando o que achou e também deixar suas dúvidas. Ficaremos felizes em responde-los. Você pode ler mais sobre pimentas e outros assuntos de biologia aqui no nosso site!

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