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O Que São Esporófitos E Esporos? O Que São Esporos Briófitas?

Pra quem mexe usualmente com plantas talvez já tenha tomado contato com termos como esporófito e esporo. E dentro desta última nomenclatura, algo do tipo esporos briófitas. Mas, você sabe do que se trata? Vamos descobrir a seguir.

O Que É Um Esporófito?

Bem, podemos dizer que, basicamente, um esporófito é uma estrutura presente em organismos onde uma das características do ciclo de vida é a chamada alternância de gerações, como acontece, por exemplo, com as plantas e as algas. Destacando que esses são organismo que apresentam duas fases em seu ciclo vital: uma haploide e outra diploide. E é justamente na diploide que temos a presença dos esporófitos.

Inclusive, esporófito é um termo que vem do grego, e pode ser traduzido como “estrutura diploide”, ou simplesmente “estrutura formadora de esporos”. Em suma, essa estrutura produz esporos, consideradas células reprodutivas, e que geram, por sua vez, os gametófitos, responsável pela produção de gametas..

Podemos, então, concluir que, no ciclo de vida desses seres, a alternância de gerações tem início a partir de um esporófito multicelular diploide adulto, que se divide, para depois formar os gametas. Estes, por sua vez, através da fecundação, geram zigotos diploides, que darão origem a outros esporófitos, reiniciando o ciclo.

Mas, Afinal, O Que São Esporos?

Por mais que os nomes sejam similares, os esporos são diferentes dos esporófitos. Estes últimos nada mais são do que estruturas que produzem esporos. Estes, por sua vez, são estruturas menores ainda, essenciais para a reprodução de certas plantas, fungos e até mesmo bactérias.

Podemos resumir da seguinte maneira: um esporo é uma célula que espera o momento mais propício para que ocorra a germinação. Esse momento pode ser uma condição ambiental que seja mais adequada para aquele determinado organismo.

Esporos
Esporos

Quando a germinação finalmente está propícia a acontecer, a célula simplesmente é liberada do ser vivo em questão, e é dispersa com a ajuda de alguns fatores, que poem ser o vento ou com a ajuda de outros animais. Assim que encontra o local mais apropriado para germinar, o esporo se fixa nele, e outro ser nasce a partir disso.

Muitas espécies de planta, como já deu pra perceber, reproduzem-se dessa forma, Só que não confunda, de maneira algum, esporos com sementes. Estas contém reservas nutritivas, além de não precisarem ser tão exigentes quanto ao clima, ao contrário dos esporos.

Outra diferença entre entre ambos é que as plantas produzem um número muito maior de esporos, e uma quantidade mais limitada de sementes. É essa a reprodução de seres como fungos e samambaias, por exemplo.

Os Principais Tipos De Esporos

Tipos De Esporos
Tipos De Esporos

a natureza em geral (e não somente nas plantas), os esporos podem ser encontradas de formas distintas. Por exemplo, existem os esporos transportados por ventos, que são os tipos mais comuns que existem. Neste caso, eles são chamados de Aplanósporos.

No entanto, há outros tipos de esporos que são os flagelados, e que são encontrados, principalmente, nos fungos, possuindo (como o próprio nome sugere) um flagelo em sua estrutura. A denominação deles também pode ser de Zoósporos.

E, por fim, temos os Conidiósporos, que são estruturas bem pequenas, e que quase não conseguimos enxergá-las a olho nu. Devido a isso, são comparados a partículas igualmente minúsculas, como partículas de poeira, por exemplo.

E, O Que São, Afinal, Esporos Briófitas?

Esporos Briófitas - Ciclo de Vida
Esporos Briófitas – Ciclo de Vida

Na verdade, o temo correto são só briófitas mesmo, e estas são plantas que chamamos de avasculares, ou seja, que não possuem vasos condutores de seiva. Esses vegetais podem crescer tanto em locais úmidos, como também em pedras e troncos de árvores (nesse sentido, os musgos são os seus principais representantes). Existem algumas que são aquáticas, e outras que se desenvolvem em desertos, e até mesmo no gelo dos círculos polares.

Também se caracterizam por serem plantas de pequeno porte, que não ultrapassam 5 cm de altura (com exceção de algumas briófitas da Nova Zelândia que chegam a medir 40 cm de altura). Outra característica comum das briófitas é a alternância de gerações, assim como acontece com todos os vegetais, inclusive.

Salientando que o indivíduo maior, ou seja, a planta completamente desenvolvida, que tem como característica ter vida independente e duradoura, é o gametófito haploide. Já o esporófito das briófitas é menos desenvolvido e possui uma duração mais curta. Importante frisar ainda que ele se desenvolve sempre sobre o gametófito, que é onde o esporófito tira sua nutrição. Não é à toa, por exemplo, que muitos especialistas na área dizem que o esporófito é meio que o “parasita” o gametófito.

A grande maioria das briófitas é dioica, ou seja, possui sexos separados. Já algumas briófitas apresentam uma reprodução classificada de assexuada por fragmentação, em que partes de um mesmo indivíduo geram outros gametófitos.  É na reprodução sexuada, por sinal, que se soltam os esporos, após o rompimento dos chamados esporângios.

As briófitas são consideradas meio que as “intermediárias” entre as algas verdes e as chamadas plantas vasculares.

Briófitas: Os Vegetais Mais Antigos Do Nosso Planeta

Pra quem não sabe, as briófitas foram as primeiras plantas adaptadas à vida terrestre, o que faz delas os vegetais mais antigos do planeta Terra. Para se adaptar ao meio terrestres, elas precisaram passar por certas modificações, como, por exemplo, evitar a perda excessiva de água, especialmente em climas mais quentes.

Segundo estudiosos, os ancestrais das briófitas são a base evolutiva de praticamente todas as plantas terrestres que conhecemos, e que, com o passar dos milhões e milhões de anos, foram se desenvolvendo em várias espécies, e se adaptando, cada uma, a um meio ambiente específico.

Para evita essa perda de água, as briófitas desenvolveram um revestimento sobre a epiderme, cujo nome é cutícula. Fora isso, desenvolveram também os rizoides, estruturas para poderem se fixar melhor nos substratos.

Salientando que pelo fato das briófitas não possuírem sistema vascular, tanto o transporte de água quanto o de nutrientes precisa ser feita de célula para célula. É justamente por conta disso que o seu tamanho é minúsculo, já que o transporte da seiva pode ser feito sem muito esforço, através de espaços curtos.

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