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Mini Caju: Características, Nome Científico e Fotos

Em alguns países, muitas vezes é chamado caju, caguilho ou mero. É considerado “o fruto da memória”, porque ajuda as funções cerebrais, embora seu benefício para a saúde humana seja mais amplo. Sua origem vem do nordeste do Brasil e do sul da Venezuela e é uma fruta que se destaca por suas propriedades nutricionais e medicinais.

Seu nome científico é “Anacardium occidentale”. O nome particular, proveniente da kardia grega , refere-se à forma que se assemelha ao de um coração invertido.

Mini Caju: Características

Como alternativa aos clássicos frutos secos, os cajus são sementes ricas em propriedades benéficas, mas com considerável ingestão calórica. As castanhas de caju são alimentos conhecidos em todo o mundo e conhecidas por suas propriedades nutricionais, são amplamente utilizadas na culinária asiática, especialmente chinesa e tailandesa, e podem ser utilizadas de maneira versátil, são geralmente consumidos frescos ou torrados como lanche . Além de ser uma alternativa para as frutas secas mais tradicionais , elas também são usadas para preparar uma manteiga em particular.

O Fruto

O mini caju é nativo do Brasil pertencente à mesma família de pistache e manga. Sua característica é de uma fruteira tropical que produz uma parte carnosa (fruto falso) juntamente com uma fruta seca no seu final. A fruta em questão tem duas partes: o pseudo fruto e a noz. O primeiro carnudo com um sabor levemente ácido, o segundo, mais atraente, uma semente seca e acinzentada. Com suas características, seu uso é recomendado na dieta, pois é rico em fibras e proteínas, ideais para reduzir o colesterol.

Mini Caju O Fruto

Antioxidantes, vitaminas, magnésio, fósforo, zinco, cobre e ferro são outros ingredientes contidos no mini caju. O mini caju é usado para auxiliar no combate de diferentes doenças, além do seu uso comestível em forma de doces conservas, geleias, gelatinas, vinho, vinagre, sucos e como fruta fresca in natura.

As Sementes

As sementes contêm grandes quantidades de vitamina C e múltiplos usos medicinais; Também contém vitaminas B1 e B2, E e cálcio. Fortalece a memória e reduz alguns distúrbios renais. A presença de concentração de vitamina C, beneficia o reparo e crescimento de tecidos do corpo.

As sementes de caju são uma rica fonte de magnésio, um mineral que auxilia o controle da pressão alta, evitando quadros clínicos de espasmos musculares, fadiga e enxaqueca. Os ácidos graxos monoinsaturados da semente (como o ácido oleico) são responsáveis ​​por diminuir os níveis de colesterol “ruim” e impedir que as artérias do coração fiquem entupidas.

A ingestão de fibras das sementes de caju promove saciedade, facilitando a manutenção de um peso ideal, mas isso não é tudo porque a fibra fornece energia e acelera o metabolismo, proporcionando um processo digestivo eficiente. Por sua vez, fortalece os ossos e atua no sistema nervoso para mantê-los saudáveis.

O ferro nas sementes de caju elimina os radicais livres (aqueles que danificam nossas células) e produz melanina, um pigmento vital para a pele bonita. Dentes fortes e gengivas saudáveis, são outros benefícios proporcionados pela ingestão de sementes de caju, pois sua ação bactericida combatem as bactérias conhecidas como “Gram” e culpadas de causar cárie dentária, decadência e acne.

O caju contêm zeaxantina, um pigmento antioxidante que é absorvida pela retina e promove proteção contra a degeneração e raios ultravioleta. As gorduras mono do caju colaboram para reduzir os triglicéridos e seus bem conhecidos riscos. As proantocianidinas (uma espécie de pigmento vegetal) presentes na semente têm como tarefa nos defender das células que produzem câncer, por exemplo, o cólon. Sabe-se que eles intervêm para que as células cancerígenas não se dividam.

Mini Caju: Fotos

Até o início da década de 70 o cultivo de cajueiros causavam grande frustração, perdas e desânimo entre os agricultores, que apesar de todo o cuidado na seleção de sementes, transposição de mudas, irrigação e adubação, obtinham uma produtividade final muito abaixo das expectativas.

A partir dos anos 80, as pesquisas para duplicação genética de indivíduos (clonagem), passaram a apresentar os primeiros resultados, oferecendo exemplares de cajueiro anão precoce (mini caju), revolucionando o cultivo, como seguem:

CCP 06 – Apresentado em 1983, registrou o top produtivo de 25 kg. de castanha em solo arenoso de baixa fertilidade, sem correção, nem fertilização, nem controle de pragas. Apresenta uma planta de porte médio, ainda utilizada como fornecedora de sementes e enxertos;

Mini Caju Cultivo de Cajueiros

CCP 09 – Apresentada em 1987, apresentando uma planta de porte baixo, para plantio em sequeiros e irrigados, com produção indicada para consumo in natura e mercado de amêndoas;

CCP 76 – Apresentada em 1983, alcançou top produtivo de 22 kg., numa planta de pequeno porte, e pedúnculo muito saboroso para consumo in natura, e castanho para mercado de amêndoas;

CCP 1001) – Lançado em 1987, sua matriz alcançou produtividade de 46 kg. de castanha de baixa qualidade, seu plantio foi descontinuado;

Os exemplares constituíam-se de cruzamentos entre clones e todos os esforços em busca de melhoramentos concentraram-se nestes primeiros indivíduos. No final dos anos 80, a fim de se avançar na busca  de variedades com características de peso e qualidade ainda mais superiores de fruto e pedúnculo e maior capacidade produtiva, as espécies comuns de cajueiros voltaram a ser pesquisadas em cruzamentos com os tipos anões, como também em seleção clonal, na busca de indivíduos superiores:

Embrapa 50 e Embrapa 51 – Ambas apresentadas em 1996, no Ceará. São plantas pequenas, indicadas para a exploração de castanhas em solos de baixa pluviosidade (sequeiros);

BRS 189  – Lançado em 1996, também no Ceará. Planta de baixo porte. Fruto recomendado para consumo in natura;

BRS 226 – Destinado a cultura, no semi árido, para uso comercial no mercado de amêndoas, apresentado em 2002;

BRS 253 – Destinado a atender a demandas de outros estados do Nordeste, com solos de baixa pluviosidade, foi lançado em 2005, voltado para a exploração comercial de castanhas. Planta de porte médio;

BRS 265 – Recomendado para consumo in natura e mercado de castanhas, lançado em 2006;

BRS 274 – Clone de cajueiro comum, indicada para o comércio de castanhas, que representa importante avanço nas pesquisas;

BRS 275 – Híbrido entre cajueiro mirim (CCP 1001) e cajueiro comum (CP 12), primeira conquista neste processo de clonagem.

Caso adquira seu caju para consumo em feiras e mercados, escolha os mais frescos, com cor firme e sem manchas. Evite os aparentemente danificados, pois podem estar infectados por bactérias que causam problemas à saúde. Não esqueça de higienizá-los antes do consumo.

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