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Qual a Maior Flor do Mundo? Onde Ela se Encontra?

A primavera é cantada em verso e prosa, por causa de beleza das flores que desabrocham suas lindas e belas cores e formatos encantadores. Mesmo os mais distraídos se deixam impressionar por sua beleza natural. E os cheiros que lançam no ar? Ah, os cheiros podem ser deliciosos. Imagine a maior flor do mundo, sua fragrância deve perfumar o ar  num raio de muitos metros ao redor. Será?

Embora o assunto proposto seja a maior flor do mundo, o leitor está convidado a imaginar o odor de uma meia usada por um andarilho sem banho durante semanas, se quiser pode imaginar o cheiro de um peixe em decomposição, pois é, odores assaz desagradáveis. Alguns cientistas debruçaram-se sobre uma pesquisa na finalidade de estabelecer qual é o pior odor da natureza. Tais odores são o que de pior existem em nosso dia a dia e entre os campeões estão plantas, frutas, animais e até um planeta.

Conceito de Odor

O planeta Urano inicia a lista, pois sua atmosfera é repleta de sulfeto de hidrogênio (substância do ovo podre); o próximo da lista é o tamanduá-mirim que emite um odor, pra espantar predadores, até cinco vezes mais potente do que o gambá; o queijo Vieux-Bolougne, considerado o mais fedorento do mundo; a fruta durião, cuja posse impede que visitantes sejam hospedados em alguns hotéis na Ásia, e pra terminar, também da Ásia o terrível odor da “flor cadáver” a Raflésia-comum, a maior flor do mundo, cujo odor exala a uma longa distância.

Esta mesma pesquisa esclareceu, que a estrutura molecular determina uma maior ou menor produção de odores, ou seja estruturas mais leves e mais unidas não produzem muitos odores entretanto moléculas mais pesadas e espalhadas tendem a produzir odores ruins. Além disso, num instinto natural de sobrevivência, o cérebro associa substâncias nocivas a cheiro ruim.

Amorphophallus Titanum

Sempre que sua inflorescência surge num Jardim Botânico ao redor do mundo, causa alvoroço. Reportagens abordando sua aparição frequentemente a identificam como sendo a maior flor do mundo, obviamente um erro de identificação. Essa flor fedorenta, como a Rafflésia arnoldii, floresceu recentemente no Jardim Botânico de Inhotim, em Minas Gerais, sendo considerada a primeira inflorescência desta espécie em terras latinas.

Amorphophallus Titanum

A inflorescência desenvolvida a partir de sementes, que foram doadas ao curador botânico do parque e cultivadas por 10 anos, apesar de alardeada como a maior flor do mundo é na verdade um conjunto de flores em uma estrutura compacta, que exala um odor muito forte, que destina-se a atrair insetos. Outras características que diferenciam as duas espécies se referem a presença de um caule, que sustenta a Amorphophallus titanum como um gigantesco tubérculo, como uma batata e a presença de uma folha de dois mts. de altura, que surge a cada dois anos.

Qual a Maior Flor do Mundo? Onde Ela se Encontra?

A maior flor do mundo só é encontrada nas florestas tropicais da Ilha de Bornéu. Ao contrário da Amorphophallus titanum ela não apresenta a tal folha gigante, nem folha anã, simplesmente não possui folhas, então não realiza fotossíntese. Quanto ao batatão, também não, a Rafflésia arnoldii não tem caule, nem haste de floração e nem raiz real. A Rafflésia arnoldii é uma planta considerada parasita que contém vasos que se liga as raízes de um hospedeiro, uma árvore chamada Tetrastigma, um arbusto da família das videiras, com característica de ramificações formando cipós e desenvolvimento e suporte baseado em apoio em outras estruturas vegetais (trepadeiras), da qual absorve água e nutrientes, ainda assim produzindo uma flor com mais de 1 mt. de diâmetro, sua maior espécie produz uma flor com  até 10 kg.

Evolução

Alguns dos parentes próximos da Rafflesia arnoldii, da família Euphorbiaceae incluem algumas espécies que apresentam flores bem pequenas, como a seringueira e a mandioca, o que leva a crer que em virtude  da necessidade  de aparecer em meio a floresta, sendo uma planta rasteira, tenha desencadeada adaptações evolutivas na sequencia de gerações através de milhões de anos, desenvolvendo seu aspecto visual e olfativo, atraentes aos polinizadores.

Reprodução

A única parte visível da planta é sua flor de cinco pétalas de coloração marrom-avermelhada com manchas brancas em forma de pequenas bolhas, no meio das flores tem um orifício com pontas verticais apontadas para cima, onde se encontram seus órgãos reprodutivos e os osmóforos que são as células que propagam os odores responsáveis a atrair os polinizadores. A propagação da planta depende completamente destas flores.

A Rafflesia arnoldii produz uma flor enorme e mal cheirosa. Durante a época de reprodução, as raflésias exalam um forte odor, o qual observadores comparam ao odor da carne em estado de putrefação, alguns a chamam de ‘lírio podre”.  Apesar de desagradável para nós, esse odor é produzido por compostos orgânicos voláteis como o enxofre e servem para atrair os insetos que se encarregam de fazer a polinização, possibilitando sua reprodução.

Caso polinizada a flor vai gerar um fruto com muitas sementes, que servirão de alimentação para os musaranhos, que completarão o ciclo de reprodução defecando tais sementes junto a fendas das raízes da planta hospedeira, onde brotarão e se desenvolverão até desabrocharem em nova flor enorme e mal cheirosa, cerca de um ano depois.

Conservação

A planta origina uma flor, que possui um gameta sexual, ou macho ou fêmea, para que se reproduzam é necessário que em seu ambiente se encontre flores com o gameta de sexo oposto e que sejam encontradas pelos insetos polinizadores durante o curto período de uma semana, fim dos quais a flor esmorece. A catação manual da Rafflesia arnoldii que só florescem por este curto período tem impactado seu índice de reprodução, tornando-os cada vez menores.  As catações ilegais atendem a supostos fins terapêuticos , elas têm sido utilizadas na medicina popular para o tratamento de lesões internas e até mesmo a infertilidade, embora tais supostos benefícios não tenham sido cientificamente comprovados.

Leis ambientais que restringem a catação indiscriminada tem sido propostas a fim de que tais espécies tenham um ambiente natural protegido, onde possam se desenvolver e reproduzir.

 

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