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Como o Caule Cresce? Estudo de Como Funciona o Caule

O caule, aliado as folhas e às raízes, faz parte da natureza vegetativa das plantas. Isso significa que ele não se envolve no processo reprodutivo. As principais funções de um caule são dar suporte para as outras partes de uma estrutura vegetal, ou seja, é ele que mantém tudo em pé. Existem caules cuja função é armazenar água e outras substâncias para o sustento da árvore.

Tipos de Caule

Tipos de Caule
Tipos de Caule

Os caules são identificados segundo a sua posição relacionada ao solo. Eles possuem classificação aérea ou subterrânea. O caule aéreo tem o seu desenvolvimento em cima do solo. Os exemplos mais comuns são a haste, o tronco, a estipe, o colmo e o estolho.

Além de ser fina, a haste não possui crescimento secundário. É algo que acontece com as gramíneas, por exemplo. Com relação ao tronco, ele é basicamente uma haste que ficou espessa por conta do crescimento secundário. A presença dele é comum em grande parte das árvores. Com relação ao estolho, seu crescimento é rente ao solo e o morango é um exemplo disso.

Por sua vez, o estipe possui formato de cilindro e não tem ramificações. Um exemplo popular de estipe é o caule das palmeiras. O colmo é outro vegetal que não é ramificado, porém, tem alguns nós espalhados pela sua estrutura. Um típico exemplo de colmo é o bambu. Além dos exemplos citados, existem os caules que ficam abaixo do solo, conhecidos como rizomas. Um caso bem comum é o da batata-inglesa.

Desenvolvimento

Todo caule possui um período chamado de crescimento primário. Essa forma de se desenvolver está ligada a modo como árvore aumenta o comprimento de seu caule. Esse crescimento acontece porque existe um meristema apical (tecidos vegetais que ajudam no crescimento da planta) no caule. Esse meristema faz com que as células se propaguem e formem tecidos primários. Esse meristema gera algumas composições estruturais e isso dá origem às folhas. Ele também dá origem às estruturas que geram os caules que ficam nas laterais.

Se for cortado transversalmente, o caule apresentará três divisões: epiderme, córtex e sistema de circulação. A parte epidérmica é a primeira das camadas e possui apenas uma cobertura celular. As células da epiderme possuem um revestimento a base de cera. Essa substância, chamada de cutícula, serve para impedir que o caule perca água.

O córtex fica embaixo da epiderme. Sua formação tem como base tecidos que se chamam colênquima e parênquima. O primeiro serve para sustentar o caule, especialmente em sua fase de desenvolvimento. Por sua vez, a parênquima fica logo após o colênquima e seu tecido tem como função armazenar a secreção de algumas substâncias.

No centro do caule ficam os tecidos de condução, que, basicamente, são o xilema e os floemas primários. Um floema serve para levar nutrientes que o caule absorveu através da fotossíntese para os órgãos de reserva e para as raízes. Por outro lado, a função de um xilema é fazer a seiva bruta (água com sais minerais) circular entre a raiz e as folhas. O floema tem um posicionamento mais exposto se comparado ao xilema.

Sistema Vascular

O sistema circulatório dos caules se organiza de três maneiras distintas, todas ligadas ao xilema e ao floema. No primeiro modo de organização, tanto o xilema quanto o floema geram um cilindro praticamente contínuo, que fica intercalado entre locais estreitos de tecido parenquimático (tecido sem função específica que serve apenas para preencher espaços na planta).

No segundo modo, xilema e floema também apresentam formato cilíndrico, porém, ficam afastados devido a presença de uma grande faixa de tecido parenquimático. Com relação ao último caso, feixes circulatórios de xilema e floema ficam espalhados pelo córtex do caule e não conseguem compor uma medula. Essa terceira forma de se organizar é muito comum em vegetais que não crescem de forma secundária.

Formato e Espessura

Além de aumentar de tamanho, existem algumas árvores cujos caules ficam mais espessos durante o seu desenvolvimento. Esse processo é conhecido como crescimento secundário e os vegetais que passam por isso são conhecidos como plantas lenhosas. Normalmente, as árvores expandem sua espessura por meio de tecidos que podem ser vasculares ou não e que surgem com o passar do tempo.

O caule possui uma estrutura secundária. Nessa estrutura, a epiderme costuma dar lugar a periderme (tecido que serve para proteger e cicatrizar feridas de estruturas secundárias, especialmente caules e raízes).

Regiões do Caule
Regiões do Caule

Existem três tecidos na periderme: o primeiro é o súber, que fica na camada externa e sua composição está ligada a um elemento lipídico que limita a desidratação. Alojada mais internamente, a feloderme é feita de tecidos parenquimáticos e também compõe a periderme. Por fim, o felogênio fica entre ambos os tecidos citados anteriormente, pois é ele quem produz tanto a feloderme quanto o súber.

Tecidos de condução começam a aparecer no momento em que as células do câmbio circulatório começam a se multiplicar e a ficarem diferentes umas das outras. Tanto o floema quanto o xilema se posicionam de forma radial em uma composição secundária. Normalmente, eles apresentam um formato cilíndrico na estrutura do caule.

Anel de Crescimento

Anel de Crescimento
Anel de Crescimento

O período de desenvolvimento dos tecidos de condução gera alguns “anéis de desenvolvimento”. Esses anéis se tornam perceptíveis quando um caule é cortado em sentido transversal. Normalmente, esses anéis se formam uma vez por ano. A partir deles, é possível estimar a quanto tempo àquela árvore está viva, pois a quantidade de anéis acaba “entregando” a sua idade aproximada.

No entanto, os anéis nem sempre são úteis nesse sentido.  Nem toda árvore possui anéis de desenvolvimento perceptíveis a olho nu. Além disso, existe a possibilidade do sistema circulatório apresentar mudanças com o passar do tempo, o que pode aumentar o número de anéis que surgem durante o ano. Isso pode acontecer por conta de variações no ambiente onde a árvore se encontra.

Caules Adaptáveis

Existem algumas espécies de hastes que podem se adaptar para executar determinadas tarefas. Por exemplo, os caules que possuem maior composição de tecido parenquimático normalmente têm grandes reservas de energia, especialmente o amido. O vegetal que tem essa capacidade é o tubérculo e ele é famoso na dieta dos seres humanos, pois em suas espécies está inclusa a batata. O bulbo é outro caule capaz de reservar substâncias. Um exemplo popular dessa espécie é a cebola. As folhas dos bulbos possuem o nome de catafilos.

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