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Bromélia Tanque: Fotos, Características, Flores e Nome Cientifico

Uma das principais características das bromélias é a sua imponência, sendo plantas muito robustas e vistosas. Há várias espécies magníficas ao redor do mundo, e uma das que se destacam é a bromélia tanque.

A seguir, daremos mais algumas informações sobre ela.

Principais Características da Bromélia Tanque

De nome científico Alcantaraea imperialis, essa espécie de bromélia possui folhas de bainhas muito largas, o que possibilita que acumulem grandes quantidades de água e detritos em geral, que ficam em sua larga e chamativa roseta. São plantas bastante comuns em áreas onde há grande intensidade pluviométrica, como, por exemplo, em florestas. Porém, elas também podem se desenvolver em lugares sem tanta pluviosidade assim, principalmente em locais cuja precipitação horizontal (de orvalho) é bem alta durante o período da noite.

O tamanho pode variar, mas, em geral, essas espécies de bromélias atingem cerca de 1,5 m de diâmetro. Além das folhas proeminentes, as suas raízes são bem fortes e fibrosas, cuja característica é não somente nutrir a planta, como também proporcionar uma eficiente fixação da planta no seu substrato. Inclusive, é através dessas característica que essas plantas conseguem se fixar em paredões rochosos com certa facilidade.

Uma das peculiaridades mais importantes para a sobrevivência das bromélias tanques é o fato de suas bainhas acumularem em seu centro uma boa quantidade de água, o que propicia uma ótima proteção térmica para a região de crescimento da planta. Por sinal, em casos de incêndio, o centro dessa planta é bastante resistente ao fogo, o que faz com que ela possa continuar a crescer.

Em ambientes de florestas, onde há uma grande quantidade de material orgânico vindo de folhas, flores, sementes e até mesmo de animais mortos, o acúmulo de água nas enormes folhas dessas bromélias favorece a decomposição desse material, ajudando a planta a adquirir cada vez mais nutrientes. Em alguns tipos dessa bromélia, por exemplo, a dependência dessa água acumulada é tamanha que as raízes delas acabam perdendo a sua função de absorção, algo que acaba ficando a cargo das próprias folhas mesmo.

Por esse motivo, as bromélias tanques acabam desempenhando um papel importante no ecossistema das florestas, pois elas providenciam abrigo, lugar de reprodução a de alimentação para várias espécies de insetos, moluscos, anfíbios, pequenos mamíferos, mesmo algas que dependem exclusivamente dessas bromélias para sobreviverem.

Crescimento e uso no Paisagismo

O crescimento dessa espécie de bromélia é considerado moderado, podendo levar até 10 anos para poder atingir o porte de uma planta adulta, e finalmente florescer. Inclusive, sua inflorescência é do tipo espiga, podendo atingir aproximadamente 3,5 m de altura. Suas brácteas são de coloração avermelhada, com flores delicadas. Já os estames são de coloração branco-creme ou amareladas, o que as torna bastante atrativas para abelhas e beija-flores em geral. Lembrando que após a floração, a planta morre, assim como ocorre com outras espécies de bromélias. O bom é que elas, geralmente, deixam brotos de novas plantas na sua base.

Por conta de seu visual, é uma bromélia que está sendo cada vez mais usada no paisagismo atual. E, não é à toa. Afinal, a forma delas é escultural, bem como o seu porte e suas cores são bem vibrantes. Além disso, podem facilmente ser plantadas em vasos.

Por sinal, essa espécie de bromélia está ameaçada de extinção. Portanto, o recomendável não é comprar mudas que tenham sido retiradas do ambiente natural delas, e sim, aquelas que sejam de viveiristas com certificado do IBAMA.

Já o cultivo dessa bromélia precisa ser feito a pleno sol, ou meia sombra, em um substrato que seja leve e bem drenável, e que seja também enriquecido com material orgânico e irrigado com certa regularidade. Por ser uma planta tipicamente tropical, essa bromélia aprecia tanto a umidade, quanto o calor. No entanto, por ser originária das regiões serranas do Rio de Janeiro, é um planta que também tolera geadas (porém, bem leves).

Por ser uma planta rústica, é bastante resistente ao vento, e à maioria das pragas e doenças que podem acometer as bromélias. A sua multiplicação se dá através de sementes, e por separação de mudas que foram formadas no entorno da planta-mãe.

Um Verdadeiro Ecossistema no Interior das Bromélias Tanques

Se existe algo pelo qual as bromélias tanques precisam ser lembradas é com relação ao interior de suas folhas, que se formam em espiral, e que possuem um verdadeiro meio ambiente todo próprio em seu interior. E, isso só é possível porque a água da chuva é armazenada em seu interior, mais especificamente, na base das folhas, nas bainhas e na parte central da planta. É essa parte central, inclusive, que recebe o nome de tanque, e é de onde emergem folhas jovens.

O resultado disso? Vários organismos buscam associar-se às bromélias tanques, já que ali podem ser encontrados abrigo e água em abundância. É praticamente uma parceria. Só que nessa espécie de “comunidade”. Muitos organismos são predadores, como, por exemplo, lagartos, aranhas e lacraias. Outros, por sua vez, são presas, como é caso de besouros, percevejos e baratas.

Ao mesmo tempo em que alguns têm uma estadia permanente nessas folhas até que se transformem, como as larvas de besouros e borboletas, outros passam apenas uma parte do dia, como é o caso de pererecas e lagartos, deixando as folhas para se alimentar ou caçar. Em se tratando do lugar na bromélia tanque, alguns vivem entre suas folhas (baratas e grilos), enquanto que outros (como as larvas dos besouros) permanecem na água armazenada ali dentro.

O interessante é que não apenas animais vivem nesse “ecossistema” presente no interior das bromélias tanques, como também plântulas de algumas espécies, como é o caso da Erythroxylum ovalifolium. Há também a presença de algumas passifloráceas, que se associam às bromélias para que estas sirvam de sítio de germinação.

Importante destacar que o que determina a presença de organismos no interior dessas bromélias não á quantidade de água presente, e sim, se há ou não água acumulada. Até porque a quantidade dela dentro das folhas pode variar no decorrer do dia em função da evaporação. Ou seja, independente da quantidade desse precioso líquido nas folhas dessas plantas, o certo mesmo é que você encontrará um meio ambiente até bem variado dentro delas.

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