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Árvore Sequoia Gigante no Brasil e no Mundo

Pouco depois de sua descoberta durante a corrida do ouro em meados do século 11, a sequoia gigante (sequoiadendron giganteum) foi plantada extensivamente fora de sua área natural, especialmente na Europa.

O sucesso de sua introdução depende muito da semelhança do clima da região com o das montanhas californianas. A árvore cresce muito bem nas partes mais úmidas da Europa, como o Reino Unido, e em certas partes do Canadá, Austrália e Nova Zelândia, enquanto ela não cresce muito bem na parte oriental dos EUA ou nada nos trópicos ou áreas frias como as partes do norte da Escandinávia ou da Rússia.

América do Norte

As sequoias gigantes são muito bem sucedidas no noroeste do Pacífico, do oeste do Oregon, do norte ao sudoeste da Colômbia Britânica, com taxas de crescimento rápidas. Em Washington (área de Seattle) e Oregon, é comum encontrar sequoias gigantes que foram plantadas com sucesso em áreas urbanas e rurais.

No nordeste dos EUA tem havido algum sucesso limitado no crescimento das espécies, mas o crescimento é muito mais lento lá, com propensão a fungos devido ao clima de verão quente e úmido lá. Exemplos de amostras crescem em arboretos na Pensilvânia e Rhode Island. Sequoias sempervirens na Califórnia nem é preciso mencionar, né?

Europa

As maiores podem ser encontradas nas Ilhas Britânicas, no sul da França e no norte da Itália. A sequoia gigante foi cultivada pela primeira vez em 1853 pelo escocês John D. Matthew, que coletou uma pequena quantidade de sementes no bosque de Calaveras, chegando com ela na Escócia em agosto de 1853. Um carregamento muito maior de sementes coletadas (também no Calaveras Grove), de William Lobb, representando o Berçário Veitch em Budlake, perto de Exeter, chegou à Inglaterra em dezembro de 1853; A semente deste lote foi amplamente distribuída em toda a Europa.

O crescimento na Grã-Bretanha é muito rápido, com a árvore mais alta, no Benmore Botanic Garden, no sudoeste da Escócia, chegando a 54 m aos 150 anos, com vários outros de 50 a 53 m de altura. A mais alta sequoia gigante da Inglaterra pode ser encontrada em New Forest, perto de Southampton. Grandes exemplares da sequoia gigante (ou Wellingtonia como a árvore é frequentemente chamada no Reino Unido) podem ser vistos no Westonbirt Arboretum, no Cowdray Park ou no Royal Botanic Garden of Kew.

Não apenas as sequoias mais altas, mas também as mais robustas da Europa são encontradas na Grã-Bretanha. Uma sequoia gigante no condado escocês Perth e Kinross tinha alcançado um perímetro de 11,15 m em 2003, outra em Cluny House Gardens (em Aberfeldy, Perth e Kinross) tinha uma circunferência de 10,93 m no mesmo ano. O terceiro lugar é tomado por uma sequoia gigante com uma circunferência de 10,6 m (medida em 2007) em Llangattock (Crickhowell) no País de Gales. Em 2009, sua circunferência já atingia 10,67 m.

Caracteristicas da Sequoia Gigante

Na Europa continental, a árvore se desenvolve melhor na França, no norte da Itália, na Suíça e na Alemanha, onde espécimes muito grandes podem ser encontrados. Nas regiões montanhosas da Europa em torno da cordilheira dos Alpes, onde há muita chuva, as condições de cultivo da sequoia gigante são ideais.

Um grande espécime pode ser visto em Walenstadt, Suíça. Esta árvore é considerada a árvore mais alta da Suíça, com um perímetro de 11,53 m a 1 m de altura. O atual proprietário comprou a parcela de terra especialmente para a árvore porque a árvore arriscou ser cortada após a venda. Esta árvore tinha uma altura de 48 m final de 2008, foi plantada em 1886 e já tinha atingido uma altura de 35 m em 1928. Em 1961, esta árvore tinha um perímetro de 7,5 m na altura do peito e uma altura de 51 m. Mais tarde, a árvore foi atingida por um raio e perdeu seu 07 metros de seu topo.

Mais ao sudeste, às planícies costeiras do Mar Negro, a árvore se sai igualmente bem, como na Bulgária e na Romênia (provavelmente também ao sul da Ucrânia e da Crimeia). Há relatos de britânicos prósperos com sequoias gigantes na Bulgária, que estavam se saindo melhor do que no noroeste da Europa, como Holanda e Dinamarca.

Em partes mais secas da Europa, como a Espanha, a Albânia e a Grécia, a árvore pode se dar bem desde que a água esteja prevista durante os meses secos do verão. Sequoias gigantes também foram plantadas na Bélgica, Holanda e Luxemburgo. O crescimento mais a nordeste da Europa é limitado pelo frio do inverno. Na Dinamarca, onde invernos extremos chegam a -32° C, a maior árvore tem 35 m de altura e 1,7 m de diâmetro em 1976. Um na Polônia sobreviveu a temperaturas de até -37° C com pesadas cobertura de neve.

Em climas europeus, como climas frios, as sequoias gigantes fazem bem na Austrália e na Nova Zelândia e são trazidas para cá por ávidos jardineiros britânicos. O Jardim Botânico de Ballarat contém uma coleção significativa, plantada de 1863 a 1874. Sequoias gigantes também podem ser vistas no Jubilee Park em Daylesford e no Cook Park em Orange, New South Wales. Este último tem um único espécime plantado por volta de 1870. Essas árvores, no entanto, sofrem com a seca, o que as torna mais suscetíveis a doenças fúngicas.

Vários espécimes impressionantes de sequoiadendron giganteum existem em toda a Ilha do Sul da Nova Zelândia. Exemplos notáveis ??incluem um conjunto de árvores em um parque público de Picton, bem como espécimes robustos nos parques públicos e botânicos de Queenstown.

América do Sul

No sul da América do Sul, onde o clima é mais europeu do que nos trópicos, as sequoias gigantes fazem muito bem. Há relatos pouco confirmados de um exemplar da sequoia também em Jardines de Santiago en Santiago Sacatepéquez (Guatemala). Há uma sequoia (sequoia sempervirens) na fazenda da Universidade Nacional da Colômbia em Teusaquillo (município de Santafé de Bogotá). O perímetro desta árvore não é conhecido. Como esta árvore é uma árvore com múltiplos caules, é possível que a circunferência seja maior do que o que se pode esperar de uma árvore dessa idade. O tamanho dessa árvore não é conhecido.

Sequoia gigante é uma árvore decorativa muito popular também nas zonas centrais e sul do Chile. No Brasil, há um parque no Rio Grande do Sul onde os três tipos de sequoias foram introduzidos há cerca de 70 anos. Hoje já pode ser visto exemplares com cerca de 40 metros de comprimento nas veredas do parque em Canelas, no Rio Grande do Sul. Não há registros de espécimes introduzidas em outros países da América do Sul, embora haja condições climáticas e de solo em diversas regiões montanhosas do continente.

África e Ásia

Na África tropical, essas árvores não podem ser encontradas. Somente em locais bem irrigados nos países ao norte do Saara, essas árvores podem crescer, mas não há conhecimento de espécimes comprovados. Na África do Sul, a árvore se sai muito bem. Um exemplo é um espécime no Jardim Botânico da Universidade de Stellenbosch. Não há nenhum conhecimento documentado sobre sequoias gigantes na Ásia. Suspeita-se que elas possam se sair bem em certas áreas no Japão ou no norte da China mas não há registros de espécimes cultivados.

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