Iguana é fauna nativa: só é legal ter uma se ela nasceu em criadouro autorizado pelo IBAMA, com nota fiscal e microchip. Preço de referência em criadouro: R$ 1.800 a R$ 2.500, mas a oferta ativa está escassa. Veja o processo de compra e por que poucos criadouros vendem hoje.
Iguana é fauna nativa? Precisa de autorização do IBAMA?
Sim. A iguana-verde (Iguana iguana) é a única espécie de iguana que ocorre no Brasil — nativa do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, presente nos biomas Amazônia, Caatinga e Pantanal. Não é bicho de estimação “exótico” trazido de fora: é fauna silvestre brasileira, protegida desde a Lei 5.197/67 (Lei de Proteção à Fauna) e listada no Apêndice II da CITES desde 1977.
A Lei 9.605/98, art. 29, §1º, III, pune quem vende, compra, guarda ou transporta espécime de fauna silvestre sem procedência — pena de detenção de 6 meses a 1 ano, mais multa. Essa regra alcança quem compra, não só quem captura o animal na natureza. Uma iguana sem nota fiscal e sem marcação de criadouro expõe o comprador ao mesmo enquadramento penal de quem tirou o bicho do mato.
A forma legal de ter uma iguana é comprar de um criadouro comercial autorizado pelo IBAMA (ou pelo órgão ambiental estadual). O criadouro registra o empreendimento no SISFAUNA, segue o rito da Instrução Normativa IBAMA 07/2015 para obter a Autorização de Manejo e marca cada filhote com microchip antes da venda, conforme a IN IBAMA 02/2001.
Por que quase nenhum criadouro tem iguana à venda agora
Aqui está o dado que a maioria dos guias sobre iguana não checa na prática: a Instrução Normativa IBAMA nº 31/2002 suspendeu a aprovação de novos criadouros comerciais de répteis para o mercado de estimação — e essa suspensão nunca foi revogada. É a mesma norma que fechou o mercado legal de jabuti.
Fomos além da lei e testamos a oferta real: dos criadouros que aparecem no topo do Google para “iguana legalizada”, a página de venda de iguana de vários deles mostra preço zerado e a mensagem “em breve — aguardando autorização dos órgãos competentes”, mesmo em agosto de 2026. Um criadouro histórico de répteis (ativo desde 1996, com autorização para outra espécie desde 2015) prometia vender iguana “a partir de 2021” numa página que segue no ar sem confirmação de que o lote saiu.
Isso não muda o enquadramento legal — continua sendo fauna nativa, com via de criadouro autorizado, exatamente como prevê a lei. Muda a expectativa de quem procura “comprar agora”: a prateleira legal está, na prática, muito mais vazia do que os preços de tabela sugerem. Trate qualquer valor abaixo como referência histórica, não como oferta confirmada.
Quanto custa uma iguana legalizada
Valores pesquisados em agosto/2026, a partir de criadouros e reportagens especializadas — com a ressalva de escassez de oferta explicada acima:
| Item | Custo estimado |
|---|---|
| Filhote de criadouro autorizado (nota fiscal + microchip inclusos) | R$ 1.800 a R$ 2.500 |
| Terrário inicial para filhote | R$ 500 a R$ 2.000 |
| Terrário para adulto (a partir de ~1,5 m) | a partir de R$ 3.000, sob medida |
| Lâmpada UVB específica para réptil (troca periódica) | R$ 80 a R$ 250 por lâmpada |
| Alimentação vegetal + suplemento de cálcio | R$ 50 a R$ 120/mês |
| Consulta com veterinário de exóticos | R$ 150 a R$ 400 |
Desconfie de preço muito abaixo dessa faixa: costuma indicar animal sem procedência de criadouro, ou seja, de origem silvestre.
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Os documentos que um criadouro autorizado precisa apresentar, como conferir o registro nos sistemas oficiais do IBAMA e as perguntas que revelam um vendedor irregular. Coloque seu e-mail e receba o PDF na hora:
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Como comprar uma iguana dentro da lei
- Localizar um criadouro com Autorização de Manejo ativa — confirme se a venda está de fato aberta, não apenas anunciada.
- Conferir o Certificado de Regularidade do criadouro pelo CPF/CNPJ no site oficial do IBAMA: servicos.ibama.gov.br/ctf.
- Exigir nota fiscal com a espécie, a procedência e o número de marcação do animal.
- Conferir o microchip fisicamente, com leitor, numa clínica veterinária.
- Guardar nota fiscal e certificado pelo tempo de vida do animal.
- Checar também a legislação ambiental do seu estado e do seu município — pode haver exigência adicional além da autorização federal.
- Em dúvida sobre um vendedor, ligar para a linha do IBAMA: 0800-61-8080.
De 25 cm a 2 metros: por que a iguana é um pet difícil
O filhote nasce com 15 a 25 cm. O adulto chega a 1,5 a 2 metros e até 10 kg. É o maior motivo de arrependimento com a espécie: quem compra pensando no tamanho do filhote não planeja o terrário que vai precisar dali a dois ou três anos.
Um terrário adequado para iguana adulta precisa de algo em torno de 2 m de altura por 1,5 m de largura por 1 m de profundidade — móvel sob medida, não um aquário de loja de pet comum. Isso muda o orçamento de quem mora em apartamento pequeno: o espaço, não o preço do animal, costuma ser o fator que inviabiliza a criação.
- Planeje o terrário definitivo desde o início — trocar de recinto a cada fase é mais caro que montar um só, maior, de saída.
- Iguana é arborícola: precisa de prateleiras e galhos para escalar, não só piso.
- Verifique se a estrutura do prédio/casa comporta um móvel desse porte antes de comprar o filhote.
UVB e alimentação: os erros que matam iguana em cativeiro
A causa de morte mais comum em iguana de estimação não é doença infecciosa. É doença óssea metabólica, por falta de luz UVB adequada. Sem UVB específico para réptil, o animal não sintetiza vitamina D3 e não absorve cálcio — os ossos amolecem aos poucos, sem sintoma visível até estar avançado.
Lâmpada comum, mesmo branca e forte, não substitui a UVB de réptil. A lâmpada perde eficácia com o tempo mesmo continuando acesa e precisa ser trocada periodicamente, não só quando queima.
A dieta é 100% vegetal: folhas escuras, legumes, pouca fruta e suplemento de cálcio. Ração pronta de pet shop, sozinha, não substitui essa variedade — é o mesmo erro de quem tenta alimentar jabuti só com ração. Iguana também é sensível a temperatura baixa: ambiente frio por tempo prolongado adoece o animal de forma progressiva.
Enxoval para receber a iguana:
- terrário para réptil de grande porte
- lâmpada UVB específica para réptil
- suplemento de cálcio para répteis herbívoros
- galho/prateleira para terrário de espécie arborícola
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Leia também sobre iguana
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Perguntas frequentes sobre comprar iguana
Ter iguana em casa é crime?
Só se o animal não tiver procedência de criadouro autorizado. Comprar, manter ou vender iguana sem nota fiscal e microchip de criadouro é crime pelo art. 29 da Lei 9.605/98 — inclusive para quem compra, não só para quem captura o animal.
Quanto custa uma iguana legalizada?
De R$ 1.800 a R$ 2.500 como referência de criadouro, mais o terrário (R$ 500 a R$ 2.000 para filhote, bem mais para adulto) e a manutenção mensal. A oferta ativa está escassa: confirme disponibilidade real antes de contar com esse preço.
Por que quase não há iguana legalizada à venda?
Porque o IBAMA suspendeu a aprovação de novos criadouros de répteis desde 2002 (IN 31/2002) e a norma nunca foi revogada. O número de criadouros autorizados não cresce, e vários dos que existem hoje mostram a venda de iguana pausada.
Quanto uma iguana cresce e quanto tempo vive?
O filhote nasce com 15 a 25 cm e o adulto chega a 1,5 a 2 metros e até 10 kg. Precisa de terrário grande, não de aquário pequeno, desde a fase adulta.
Como saber se um criadouro de iguana é autorizado?
Confira o Certificado de Regularidade pelo CPF/CNPJ do vendedor no site oficial do IBAMA e exija nota fiscal com a espécie e o número de marcação do animal antes de pagar.






