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Zebra-de-Chapman

A zebra é um animal selvagem, equídeo da ordem Perissodactya. De hábitos alimentares herbívoros, a zebra consome arbustos, folhas e galhos.

Esses animais habitam as savanas e pradarias africanas. Há três espécies atualmente: a zebra da planície, zebra-de-grevy e a zebra da montanha.

Tanto a zebra da planície, quanto a zebra da montanha pertencem ao subgênero Hippotigris. No entanto, a zebra-de-grevy é a única espécie representante do gênero Dolichohippus.

Neste artigo iremos falar um pouco mais sobre a Zebra-de-Chapman, que na verdade é uma subespécie da zebra-da-planície.

Então, venha conosco e boa leitura.

Zebra da-Planície: Conhecendo a Espécie e as Subespécies

A zebra da planície (Equus quagga) é a espécie de zebra mais comum no continente africano. Sua distribuição geográfica é ampla, contornando o leste do continente e chegando até o sul (mais precisamente nos países da África do Sul e Angola).

A zebra da planície tem um pequenino diferencial em relação ás outras duas espécies: as listras brancas são mais grossas e convergem no sentido do abdômen, formando uma característica que se assemelha á letra “V”.  Leia mais no artigo Zebra da Planície.

Curiosamente, a espécie conhecida atualmente é uma espécie híbrida obtida por meio de manipulação genética, acredite se quiser.

Acontece que, ao final do século XIX, com os anos de massacre trazidos pela colonização de muitos países da África, algumas espécies da fauna foram extintas, dentre elas a zebra de planície.

No entanto, o cenário se reverteu. Em 1984, um cientista visionário (e professor universitário) chamado Eric Harley liderou uma pesquisa para recuperar a espécie perdida, utilizando, para isso, pedaços de pele e pelos da Equus Quagga. O resultado foi surpreendente, e está até hoje habitando as savanas africanas.

Outra curiosidade é que o segundo nome da espécie (Quagga) foi atribuído em decorrência da similaridade com o som que essa espécie vocaliza. Além disso, a zebra da planície manifesta uma variedade de expressões faciais usadas na comunicação entre a espécie. Algumas delas destinadas à saudação, e outras para alertar sobre a presença de predadores.

A zebra da planície possui seis subespécies, que foram descobertas com o passar dos anos. Um estudo realizado no ano de 2004 reorganizou as subespécies com as seguintes nomenclaturas:

  • Quagga (Equus quagga quagga)- já extinta e descoberta no ano de 1785, por Boddaert;
    Quagga - Extinta a Mais de 100 Anos
    Quagga – Extinta a Mais de 100 Anos
  • Zebra-de- burchell (Equus quagga burchellii)- descoberta por Gray, no ano de 1824;
  • Zebra-de-grant (Equus quagga boehmi)- descoberta por Matschie, no ano de 1892;
  • Equus quagga borensis– descoberta por Lonnberg, no ano de 1921;
  • Zebra-de-chapman (Equus quagga chapmani)- descoberta por Layard, no ano de 1865;
  • Zebra-de-crawshaw (Equus quagga crawshayi)- descoberta por De Winton, no ano de 1896.

Essas são as seis subespécies existentes, no entanto, frequentemente outra subespécie é vista ao Leste de Zimbábue e Oeste de Moçambique. Trata-se da Zebra-de-selous (Equus quagga selousi), descoberta pela primeira vez por Pocock, em 1897.

Zebra-de-Chapman: Taxonomia

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Mammalia

Ordem: Perissodáctila

Família: Equidae

Gênero: Equus

Espécie: Equus quagga

Subespécie: Equus quagga chapmani

Zebra-de-Chapman: Distribuição Geográfica

A Zebra-de-chapman é característica dos biomas de savana localizados na área nordeste da África do Sul, no norte de Zimbábue, no Oeste de Botsuana, no Sul de Angola e na Faixa de Caprivi (localizada no Nordeste da Namíbia).

Embora na classificação da IUCN (lista internacional de espécies da fauna ameaçadas de extinção) a zebra-de-chapman ocupe um índice de baixo risco, a própria localização no continente africano já confere um relativo alerta. Isto acontece, pois a caça ilegal e destruição do hábitat natural estão sendo cada vez mais crescentes.

Isso é um fator de extrema preocupação para outros animais, a exemplo do elefante. Várias espécies da fauna do continente africano vêm sendo mantidas em reservas ecológicas, como uma tentativa quase que desesperada de preservação da espécie.

Zebra-de-Chapman: Caracterizando a Subespécie

As listras do corpo da subespécie zebra-de-chapman podem ser facilmente confundidas com as listras da subespécie zebra de Burchell.

Para a zebra-de-chapman, na porção final dos membros inferiores, há muitas manchas marrons irregulares (ainda que sutis), resultantes da subdivisão das listras, ou seja, o metacarpo não é completamente preto.

As Listras da Zebra-Chapman
As Listras da Zebra-Chapman

O peso médio desta subespécie está compreendido entre 270 a 360 quilos, para o macho; e entre 230 a 330 quilos, para a fêmea. O comprimento médio para ambos os gêneros é de 1,2 a 1,3 metros.

Os filhotes nascem com listras marrons, e, em alguns casos, permanecem com as listras marrons durante a fase adulta.

Zebra-de-Chapman: Hábitos e Comportamento Social

Em relação ao grupamento social da zebra-de-chapman, pequenos grupos familiares incluem uma zebra macho para até 6 fêmeas (com as suas respectivas proles). Essas fêmeas permanecem no mesmo pequeno grupamento até o fim da vida.

Alguns grupos familiares e grupos de solteiros podem unir-se em grupos maiores, compostos por até milhares de membros.

A alimentação é mesma adotada pela espécie. Lembrando que são animais herbívoros, logo consomem arbustos e gramíneas.

Em relação ao padrão reprodutivo, dados revelam que a maioria dos nascimentos ocorre durante a estação chuvosa. No entanto, a zebra-de-chapman não é sazonal, e pode se reproduzir tanto em períodos de seca, como em períodos chuvosos.

A gestação dura de 11 a 13 meses. No momento do nascimento, os filhotes (ou potros) pesam de 40 a 50 quilos e recebem aleitamento materno até os 12 meses. Ao completarem 2 semanas, já são capazes de pastar.

A expectativa de vida é de 20 a 30 anos, no entanto quando estas zebras são criadas em cativeiro, esse número pode aumentar para até 38 anos. Este fato pode ser justificado pela ausência de predadores naturais e pela ausência da necessidade em procurar alimentos e água no bioma da savana, assim como pela proteção contra os períodos de seca.

Gostou de aprender um pouco mais sobre a Zebra-de-chapman?

Então, continue conosco e navegue por outros artigos também.

Até as próximas leituras.

REFERÊNCIAS

The IUCN Red List of Threatened Species. Equus quagga. Disponível em : < https://www.iucnredlist.org/details/41013/0/>

GROVES, C.P.; BELL, H. B. New investigations on the taxonomy of the zebras genus Equus, subgenus Hippotigris. Mammalian Biology, n. 69, pages 182-96;

ORLANDO, L. et. al. Revising the recent evolutionary history of equids using ancient DNA. PNAS, n. 106, v. 51, Arlington-VA, 2009, pages 21754-59.

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