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Reprodução da Ostra: Filhotes e Período de Gestação

A ostra é um molusco da família Ostreoida. Caracterizam-se por apresentarem estrutura corporal mole, que é protegida por uma concha rica em cálcio.

É bastante popular pela sua utilização da gastronomia, além de produzir as pérolas (embora não sejam todas as ostras que têm tal habilidade).

Curioso? Conheça, então, diversos fatos interessantes sobre esse molusco, como a Reprodução da Ostra: Filhotes e Período de Gestação. Não perca!

Como é a Reprodução da Ostra?

A reprodução da ostra ocorre de forma sexuada, no entanto, é externa – não há copulação. Ainda, a ostra se trata de um animal cuja capacidade reprodutiva se alterna entre macho e fêmea. Ou seja, em um ciclo de reprodução, por exemplo, uma ostra produz espertamozoides. Esse mesmo animal, em outro ciclo de reprodução produz óvulos – assim, as ostras podem ser consideradas hermafroditas.

Basicamente e para entendermos melhor, a reprodução desses moluscos ocorre quando uma ostra despende espermatozóides na água (com temperatura aproximada de 20 º C). A ostra fêmea está produzindo óvulos e, dessa forma, absorve o espermatozóide que flutua na água e o seu óvulo é fecundado.

Em cerca de 1 hora após a fecundação, a ostra fecundada lança larvas na água. Essas larvas, que darão origem a ostras, procuram por locais onde possam se fixar em segurança.

No local de fixação, as larvas se desenvolverão e tendem a se manterem nesse local definitivamente.

Vale saber que os órgãos sexuais / reprodutores da ostra são chamados de gônadas – que são encontrados em diversas espécies de animais, como moluscos.

Os Filhotes de Ostra

A ostra pode ser consideras um filhote desde a sua forma de larva, como foi abordado anteriormente. Na “fase filhote” da ostra, que pode ir até os 5 anos de vida, o animal se dedica a se desenvolver.

O fim da “fase filhote” das ostras acorre quando o molusco está preparado para a reprodução. Isso ocorre a partir dos 5 anos de vida e se entende por décadas.

Uma ostra, dependendo do gênero, do ambiente onde vive e de muitos outros fatores pode ter uma vida de média a alta longevidade. Há ostras que vivem 15 anos, enquanto outras vivem 30 anos e em casos raros, podem ultrapassar os 40 anos.

A expectativa de vida desse molusco também varia se for criado em cativeiro. Um cativeiro adequado pode fazer, até mesmo, que algumas espécies de ostras vivam até os 50 anos!

Período de Gestação da Ostra

Se for considerar que a reprodução da ostra ocorre de forma sexuada, porém externa, e que a fêmea dispensa os óvulo fecundado na água, em forma de larva, o período de gestação da ostra é bastante curto. A gestação dura, no máximo, 48 horas.

Isso porque, como já fora explicado antes, as fêmeas desse molusco lançam as larvas ao mar. Assim, as futuras ostras permanecem no organismo da progenitora apenas durante o período necessário para o óvulo fecundado se transformar em larva – o que leva até 48 horas no máximo (como já detalhado).

Habitats da Ostra

Agora que sabemos sobre Reprodução da Ostra: Filhotes e Período de Gestação, fique por dentro dos habitats naturais desse molusco.

As ostras são animais de água salgada. Elas vivem em águas marítimas ou do tipo solobras – que são águas não consideradas do mar, mas que tem teor de sal superior ao índice de agentes “doces”.

Habitats da Ostra
Habitats da Ostra

Apesar de no Brasil, as ostras estarem presentes em todo o Oceano Atlântico, a maior quantidade desses moluscos podem ser encontrados em municípios do estado de Santa Catarina – seja de forma natural ou criados em cativeiro.

Além disso, Santa Catarina é o principal produtor de ostras do país para consumo, representando mais de 90% do fornecimento do molusco para consumo ou criações em cativeiro.

Classificação Científica da Ostra

  • Reino: Animalia
  • Filo: Mollusca
  • Classe: Bivalvia
  • Ordem: Ostreoida
  • Família: Ostreidae
  • Gêneros: Ostrea, Hyotissa, Crassostrea, Lopha, Saccostrea.

Tipos de Ostras Ostrea

O gênero Ostra, que é o mais encontrado no Brasil é divido em 6 tipos, que podem ser chamados de subgêneros e estão espalhados por diversas regiões do mundo. São eles:

  1. Crassostrea gigas: é o tipo de ostra mais encontrado no mundo e também no Brasil. Também é chamada de ostra do Pacífico ou de ostra Japonesa;
    Crassostrea Gigas
    Crassostrea Gigas
  2. Crassostrea virginica: ostra muito encontrada no México e nos Estados Unidos.
    Crassostrea Virginica
    Crassostrea Virginica
  3. Crassostrea Rhizophorae: conhecida como ostra do mangue, é cultivada, em especial, em Cuba, no Caribe, Nas Antilhas e na Venezuela.
    Crassostrea Rhizophorae
    Crassostrea Rhizophorae
  4. Ostrea lurida: chamadas de ostras planas do Pacífico. Encontra-se, em especial, no Canadá e nos Estados Unidos;
    Ostrea lurida
    Ostrea lurida
  5. Crassostrea angulata: a conhecida ostra Portuguesa, vive em Portugal, Fraca e Espanha.
    Crassostrea Angulata
    Crassostrea Angulata
  6. Ostrea edulis: é mais comum na Itália, Espanha, França, Reino Unido, Bélgica e Holanda.
    Ostrea Edulis
    Ostrea Edulis

Hábitos de Alimentação das Ostras

As ostras se alimentam de uma forma bastante curiosa. Ao precisarem de nutrientes, esses moluscos abrem a sua concha e sugam a água – de onde é retirada a nutrição.

Os nutrientes que fazem parte da alimentação das ostras são substâncias oriundas de algas, plânctons e de outros animais, que ficam retiros na água.

Esses detritos acabam sendo filtrados pelo organismo da ostra e são retiros nas mucosas do animal. Depois, são transportados até a boca da ostra.

Vale ressaltar que as ostras realizam com mais freqüência esse processo de alimentação nas épocas frias, onde a necessidade de nutrientes é maior. Quando a temperatura da água atinge cerca de 10 º C, as ostras costumam filtrar mais de 5 litros por hora, para conseguirem mais nutrientes.

Como a Ostra Produz a Pérola?

Há muita dúvida sobre como esse molusco consegue produzir essa pedra preciosa. Em, para resumir e entendermos bem, a pérola se trata de uma pedra produzida como um resultado de uma reação natural da ostra.

Quando agentes externos conseguem adentrar na concha do molusco, o organismo da ostra produz uma substância de proteção contra o invasor. Com isso, há uma reação natural que mistura cálcio com argonita e com materiais orgânicos – além de água.

Essa mistura dá origem a pedra preciosa. Forma-se uma espécie de bola, que é, depois, lapidada e toma a forma da pérola que conhecemos.

Atenção: Não são Ostras!

Muitos moluscos são erroneamente chamados de ostras, isso porque podem ter hábitos, aparência e gosto parecidos – ou ainda, pelo fato de também produzirem pérolas.

Alguns dos animais que são confundidos com ostras são os da família Spondylidae – que, na verdade são algas pequeninas.

Você Sabia?

Que a ostra, como mencionado acima, não é o único molusco que tem a habilidade de produzir as pérolas? Isso mesmo, o mexilhão, por exemplo. Esse  molusco não produz pérolas, mas pode estimular a produção ao entrarem em contato com uma ostra.

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