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Porco Doméstico Landrace: Características e Fotos

O Porco doméstico landrace (ou “landrace dinamarquês”), como vemos nessas fotos, possui as características de uma animal robusto e criado exclusivamente para atender ao mercado de carne suína no país e fora dele.

Ele é uma espécie de híbrido, criado a partir de uma raça tipicamente dinamarquesa com a Large White da Grã-Bretanha – aliás, sobre essa última espécie (a Large White), não custa abrir um parêntese para caracterizá-la.

Apesar de já ser uma exuberância do gênero, a Large White também descende de outras exuberâncias em suínos do norte da Inglaterra.

São variedades que possuem ossos fortes, grande volume de gordura, dimensões exorbitantes, além de ter o sue pedigree confirmado em meados dos anos 80.

A partir de então, a espécie passou a ser exportada para quase 50 países, inclusive para o Brasil, na década de 50, quando tornou-se uma das principais referências de suínos do sul do país.

E o porco doméstico Landrace possui justamente esse sangue “Largeano”; e por isso está entre os mais férteis, entre os que mais ganham peso rapidamente, além de possuir uma pelagem sensível, clara, orelhas curiosamente grandes e saltadas para frente, uma cabeça mediana, entre outras características que lhe conferem bastante prestígio.

A cada dia mais e mais criadores incorporam a necessidade de se utilizar das mais diversas técnicas de hibridização de suínos, por meio do que há de mais moderno em engenharia genética.

O objetivo é produzir exemplares mais fortes, saudáveis, com grande capacidade de ganhar peso, bons reprodutores, com carne de qualidade, além de outras características que podem ser facilmente observadas no porco doméstico Landrace, como vemos nessas fotos abaixo.

Características que mantenham a criação e comercialização de carne suína (a despeito das atuais controvérsias), como uma das 5 mais importantes do Brasil.

Porco Doméstico Landrace: Características, Fotos e Outras Particularidades

O porco Landrace é uma variedade criada geneticamente com o objetivo de oferecer ao mercado uma carne de porco bem mais “magra” – uma das principais exigências do mercado mundial, que há algumas décadas vem sofrendo com o preconceito em relação à carne de porco, considerada, por muitos, um verdadeiro flagelo para a saúde humana.

Hoje, o Landrace é considerado o “exemplar clássico” de um produtor de carne magra, a ponto de ser cobiçado por países como Austrália, Holanda, Canadá, Alemanha, Suécia, Inglaterra, Noruega, entre outros países desenvolvidos, interessados no potencial da sua carne.

Já os Estados Unidos tem interesse mesmo é em produzir raças com diferenças específicas; com outras qualidades; que não estejam diretamente ligadas à magreza da sua carne.

Um processo de cruzamento constante, dentro do sistema conhecida como “pureza-por-cruzamento”, faz com que se produza espécies novas – agora denominadas de Landrace inglesa, Landrace norueguesa, Landrace suíça, Landrace sueca, entre outras denominações.

Todas com características bastante singulares – aliás como é típico ocorrer em um processo bem feito de hibridização do Landrace Dinamarquês (a matriz) com as diversas espécies de cada país, como vemos nessas fotos.

Agora temos, no Brasil, o Landrace como uma dos 3 suínos com maior produtividade. E aproximando-se, cada vez mais, de outras exuberâncias desse gênero “Sus” – no caso as variedades Pietrain e Duroc, que formam a “tríade” das espécies de suínos mais importantes do Brasil.

Além das Características e Fotos do Porco Doméstico Landrace, Conheça um Pouco Mais Sobre a Suinocultura Brasileira

Glauber Machado, médico veterinário, mestre em nutrição e saúde de suínos, e uma das referências do setor no Brasil, é categórico ao afirmar que a pecuária ligada a suínos tende a se fortalecer no país por meio do consumo interno.

Pois agora já se percebe os resultados positivos de inúmeras campanhas que visam desmistificar a carne de porco; e tirar dela a mancha de negatividade que há décadas vinha sendo cultivada.

Ainda segundo o especialista, será necessário que o Brasil atente para a necessidade de adaptar-se às novas exigências do mercado externo, que agora leva em consideração temas como: segurança alimentar, maus tratos de animais, biossegurança, sustentabilidade, questões sanitárias, entre outros fatores.

Na sua opinião, apesar de possuirmos, aqui no Brasil, uma estrutura baseada em alta tecnologia (nas mãos do setor privado) ainda são tímidos os nossos avanços no que diz respeito à prevenção, controle e combate de doenças relacionadas aos suínos.

E muito menos um plano financeiro, capaz de minimizar os danos provocados por uma epidemia ou por um possível desprestígio do nosso setor de suinocultura fora do país.

Porém, experiências como as várias manipulações genéticas do porco doméstico Landrace – com as suas características de maior resistência à doenças, qualidade da carne, entre outras vantagens (como vemos nessas fotos) – são exemplos da capacidade que tem o Brasil de avançar, inclusive no que concerne a questões sanitárias.

Assim como em biossegurança e prevenção de doenças provocadas por micro-organismos, digamos, não convencionais – que vez ou outra costumam surgir e deixar em polvorosa todo o setor de suinocultura brasileira.

Os Mitos e Verdades Sobre a Carne Suína

Atualmente diversos estudos têm tentado (e até com certo êxito) desmistificar o consumo da carne de porco no Brasil, comumente associada a doenças como a cisticercose e a teníase.

Uma das lendas que se tem tentado combater é a de que a carne de porco seria a principal reponsável por essas doenças.

Só que as últimas investigações científicas são explícitas ao afirmar que a teníase, provocada pela Taenia solium (no porco) e pela Taenia saginata (em bovinos), é uma doença que pode ser contraída pela ingestão de qualquer tipo de carne crua.

Seja ela de bovinos, caprinos, ovinos, e, inclusive de suínos. Isso porque o animal necessita de dois hospedeiros: o Homem, que o hospeda na fase adulta. E o animal, que o hospeda em sua fase larvar (cisticerco).

Vê-se, portanto, que está na ingestão de carne (qualquer carne) “mal passada” o risco de desenvolver a doença, e não na simples ingestão da carne de porco – como é comum acreditar.

Essas e outras mistificações são o alvo de inúmeros pesquisadores brasileiros, que reconhecem o imenso potencial do consumo interno de carne suína para a economia do país.

E que só precisará de mais investimentos, preocupação com questões sanitárias, avanços nas pesquisas em tecnologia, entre outras iniciativas capazes de fazer com que o setor da agropecuária brasileira mantenha-se como o principal motor indutor do progresso do país.

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