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Osga Tem Veneno? É Perigosa Para Humanos?

Certos tipos de animais causam certa repulsa nas pessoas, mais pela aparência, do que por algum perigo real que possam proporcionar. Um bom exemplo disso são as osgas, tipos de lagartos bem coloridos e estranhos, que podem até meter medo pelo jeitão delas, mas será que são venenosas?

Vamos descobrir agora.

Características básicas das Osgas

Esse réptil faz parte da família geconídeos, uma subordem de lagartos, da qual pertencem alguns animais conhecidos aqui no nosso país como lagartixas, taruíras, gecos, catongas, além das já citadas osgas. Esse grupo de animais é originário da África, mas se espalhou por praticamente todas as zonas temperadas e quentes do mundo.

Osga no Tronco
Osga no Tronco

Destaque-se que esses répteis são importantíssimos para o meio ambiente em que vivem. Isso porque se tratam de animais insetívoros, ou seja, que se alimentam de insetos que podem ser pragas domésticas, como baratas, por exemplo. Portanto o mais correto a fazer é preservar esse tipo de bicho, pois o seu papel na natureza ajuda, inclusive, a nós, seres humanos.

São répteis que também possuem a capacidade de subir pelas paredes, e até mesmo em superfícies de vidro. Essa habilidade só é possível devido às cerdas existentes em suas partas, e que proporcionam uma atração tal nas superfícies que permite com que não caiam delas.

Já outras espécies de osgas possuem a capacidade de se camuflarem, assim como acontece como o camaleão, enquanto que outras se comunicam entre si por meio de ruídos peculiares, o que, por sinal, não é muito comum entre outros tipos de ~lagartos.

Mas, afinal, as osgas são ou não são venenosas?

Quanto a essa questão, pode ficar tranquilos, pois apesar desses animais não terem uma aparência, digamos, “agradável”, em hipótese alguma, são venenosos, muito menos, representam algum perigo para as pessoas. Ao contrário: nós é que oferecemos perigos a elas, já que muitas são mortas por puro preconceito.

Nem mesmo sua pele escamosa, e, aparentemente, repugnante, causa qualquer tipo de doença dermatológica. O chamado “cobro” se trata de uma virose provocada por uma variante do herpesvírus, e que não tem nada a ver com a osga, mesmo que muitos pensem que sim.

Portanto, ao se deparar com esse animal em casa, não faça mal a ele, pois, como já dito anteriormente, ele até ajuda na questão de controlar pragas que (estas sim) provocam muitos males ao ser humano.

E, quando esses animais estão em casa, o que fazer?

Nas estações mais quentes do ano é normal que animais de sangue frio (inclua-se aí as osgas) saem de seu estado de hibernação, e por isso acaba sendo mais comum que elas apareçam nas residências (pra desespero elas nojo de alguns, diga-se). Mas, como já vimos, não há o que temer, já que as osgas, além de não nos fazerem mal, acabam é nos fazendo bem, controlando as pragas em nossas casas.

Mas, como tratar esse animal caso ele resolva fazer uma visita?

Bem, na verdade, mesmo que esses pequenos lagartos não nos façam nenhum mal, é bom lembrar que se tratam de animais selvagens, e que é preferível que vivam na natureza. Portanto, caso apareça uma (ou várias), o ideal é pegar cada uma, e colocá-lá na natureza, preferencialmente, na mata mais próxima de sua residência.

Uma dicá para evitar futuras visitas é colocar rolos de pano compridos na ranhura inferior das portas, seja para a entrada, seja para a saída. Se tiver redes nas janelas, o recomendável é colocar papéis longos e enrolados ao redor, cobrindo todas as ranhuras possíveis.

Mas, existem lagartos que são venenosos?

Ok, agora já sabemos que as osgas são perfeitamente inofensivas, certo? Porém, algum lagarto que seja realmente venenoso. Sim, é são vários.

Um deles, por exemplo, é o monstro de gila, maior lagarto encontrado nos EUA, e uma das três únicas espécies venenosas do mundo. Mede de 30 a 40 cm, sendo que somente a cauda corresponde a um terço do seu corpo. Além do EUA, esse lagarto vive no México, habitando em desertos e hábitos noturnos. Alimentam-se de outras espécies de lagartos, aves e roedores em geral. Não se trata de um animal necessariamente perigoso para os seres humanos, já que a sua peçonha não é mortal  (pelo menos, para nós).  Interessante que a substância de sua saliva está sendo estudada para combater o Mal de Alzheimer, entre outras doenças degenerativas.

Osga Malhada
Osga Malhada

Outro lagarto que também possui peçonha é o lagarto de contas, parente próximo do monstro de gila. Só que este aqui tem uma variação maior de tamanho, indo dos 20 aos 90 cm de comprimento. É encontrado no México e na Guatenala, onde vive em florestas tropicais de pinheiros e carvalhos. Seu alimento preferido são ovos, especialmente de aves, e, assim como acontece com o monstro de gila, substâncias presentes em sua saliva estão sendo alvo de estudos para o combate de certos tipos de doenças.

E, por fim, temos o dragão de komodo, maior lagarto do mundo, podendo medir até três metros de comprimento, além de ser o mais tóxico entre os outros citados até aqui.  Na Indonésia,  habita florestas tropicais, savanas, pastos e locais quentes e secos em geral. Possui comportamento diurno e solitário, come insetos, aves, mamíferos, e até mesmo carniça e filhotes da mesma espécie. Sua mordida libera uma bactéria letal que pode causar infecções gravíssimas, podendo até mesmo causar gangrena e amputação de membros nos seres humanos. Atualmente, estai ameaçados de extinção.

Cuidado com os gatos!

Mesmo que osgas (e principalmente lagartixas) não sejam perigosas para as pessoas, é preciso ficar atento com seus bichos de estimação, em especial, os gatos. É sabido que um dos hábitos mais costumeiros desses felinos é caçar, e não raro, vez ou outra, aparecem com alguma lagartixa morta entre os dentes.

Contudo, é bom saber que esses pequenos répteis são portadores de um parasita da espécie Platynosomum sp. , localizado no fígado desses hospedeiros e podem causar, entre outras coisas, lesões de vesícula, fígado, pâncreas, intestino e pulmões. O diagnóstico se dá por meio de exames nas fezes dos gatos, onde podem ser detectados os ovos desse parasita.

É bom, portanto, ficar atento a alguns sintomas, como perda de apetite, vômito constante, diarrei, apatia e sonolência.

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