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Marmota Broweri: Características, Nome Científico e Fotos

Quando se fala em roedores, alguns dos primeiros animais que nos vêm à mente são ratos, esquilos, e por aí vai. Mas, tem um exemplar desse grupo de bichos tão interessante quanto estes, que é a marmota. São várias espécies espalhadas pelo hemisférios norte, e uma delas é a marmota broweri, que vamos falar a seguir.

Também chamada popularmente de marmota do Alasca, cujo próprio nome científico já é Marmota broweri, esse animal vive na cadeia de montanhas Books Range, a parte mais norte do Alasca. Segundo estudiosos n área, trata-se de um tipo de marmota com alcance geográfico bem limitado, e até o momento exemplares dessa espécie só foram encontradas mesmo nessa região mencionada.

Características da Espécie

Seu habitat natural são campos rochosos, afloramentos em encostas e vales, e desfiladeiros de montanhas em geral. Preferem esses lugares, pois, dessa forma, podem cavar tocas entre as rochas, como é típico desse tipo de animal. Nesse caso aqui, a vantagem é que a entrada dessas tocas pode ser protegida por pedras do lugar, o que confere mais segurança a essa marmota.

Em termos físicos, seu tamanho varia entre 54 e 65 cm de comprimentos, podendo chegar a pesar 4 kg. Possuem pescoço curto, da mesma forma que a cabeça é igualmente curta. Já a cauda é espessa e densamente peluda. Inclusive, os pelos localizados no nariz e no dorso da cabeça dessas marmotas são escuros, com os pés podendo ser claros ou escuros.

Marmota Broweri Características

Suas garras são bastante resistentes, próprias para o trabalho de escavação, especialmente nas regiões rochosas onde vive. Pelo fato de viverem em tocas escuras, sua visão noturno é muito fraca, sendo compensada por um olfato bem apurado.

Comportamento Geral

Na maior parte das vezes, a marmota do Alasca é um ser bastante sociável, podendo viver em colônias por décadas e décadas, com vários indivíduos compartilhando a mesma toca durante esse período. Apesar disso, alguns indivíduos adultos possuem suas tocas individuais, enquanto que os mais jovens vivem com a mãe.

Uma das vantagens de viverem em colônias com vários ao mesmo tempo é que existem um sistema de revesamento de vigias, onde sempre um espécime adulto é escalado para ficar de olho na entrada da toca, e avisa em caso de algum perigo se aproximar.

O fato de escavarem suas tocas em regiões pedregosas é outro benefício e tanto para esses animais, pois se torna um espaço bem melhor protegido de que se fosse uma toca cavada simplesmente na terra. É também uma ótima estratégia para evitar o ataque de grandes predadores, como ursos pardos.

Através de algumas glândulas localizadas em sua face, a marmota do Alasca secreta uma substância que serve principalmente na demarcação de território. Essa espécie também tem outra particularidade que é o fato dela ser uma das marmotas que mais tempo hibernam, podendo ficar nesse estado por, pelo menos, 8 meses por ano. Após acumularem camadas de gordura (geralmente, no final do verão), elas começam a hibernar entre os meses de setembro e junho, mais ou menos.

Como é a Reprodução Desses Animais?

Em termos reprodutivos, um único macho acasala com várias fêmeas dentro da colônia. O estímulo sexual em ambos os sexos se dá a partir do momento em que expelem um odor específico através de glândulas anais.

São vivíparos, e o acasalamento geralmente acontece logo no início da primavera, com as fêmeas dando a luz cerca de 6 semanas depois, e com ninhadas que variam entre 3 a 8 filhotes. Interessante notar ainda que tanto os machos quanto as fêmeas dessa espécies ficam compelidos pela criação e pela proteção dos filhotes que nascem nas colônias,

Os filhotes nascem sem pelos, desdentados e cegos, sendo bastante vulneráveis, e é por isso que precisam de toda proteção possível dos adultos. Somente após umas 6 semanas é que os espécimes jovens começam a ter pelos, e, aos poucos, vão deixando as tocas para explorarem o mundo exterior.

Marmota Broweri Filhote

No decorrer de ~menos de um ano viverão e hibernarão juntos com os seus pais, e depois se tornarão mais independentes, atingindo a maturidade sexual com cerca de 2 ou mesmo 3 anos de idade. Não se sabe exatamente qual o tempo de vida de uma marmota do Alasca, porém, o mais provável é que, em condições normais, vivam até os 15 anos de idade.

Por sinal, já foi verificado que a espécime conseguiu se reproduzir em cativeiro, com os filhotes sendo reintroduzidos na natureza posteriormente. Contudo, houveram outros tantos casos em que o nível de mortalidade em cativeiro foi bastante alto.

Algumas Curiosidades a Respeito da Marmota do Alasca

Todos dia 2 de fevereiro, no Alasca, existe uma comemoração bem peculiar, chamada de o Dia da Marmota. Trata-se de uma festa tradicional nas regiões mais frias dos EUA e do Canadá como um todo, e segundo consta na tradição, se nesse dia uma marmota sair de sua toca, e o dia estiver nublado, o inverno irá terminar mais cedo. Porém, se estiver um dia ensolarado, e a marmota voltar à sua toca, isso significa que o inverno irá durar mais umas 6 semanas.

Mesmo sendo um pouco difícil de encontrá-la em seu habitat natural, acredita-se que a marmota do Alasca não corra risco de extinção, possuindo, de acordo com especialistas no assunto, menor potencial de perigo (pelo menos, em comparação a outros animais que vivem no extremo norte).

A principal fonte de alimentação desse animal são as folhas oriundas de vegetações de tundra que ficam localizadas nas regiões onde habitam. Frutas, grãos e legumes também fazem parte de sua dieta, bem como alguns insetos, ocasionalmente. Por ser uma alimentação de baixo valor nutricional, essas marmotas comem diversas vezes, com o intuito de armazenarem o máximo de nutrientes possíveis para uma futura hibernação.

São animais, inclusive, que, pela sua alimentação, enriquecem o solo. Comidas não consumidas e até mesmo as fezes desses animais ajudam a enriquecer o solo, e até mesmo as diversas galerias que fazem quando cavam seus túneis e tocas ajuda a terra a ficar arejada. Por sinal, de todas as espécies de marmota, esta é que sofre mais impactos com a interferência humana em seus habitats naturais.

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