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Marimbondo Paulistinha: Características, Nome Científico e Fotos

Os marimbondos recebem sua parcela justa de má fama, e com o marimbondo paulistinha não é diferente. Eles têm ferrões dolorosos e não são tão úteis para nós quanto as abelhas.

No entanto, a hora de dar destaque aos holofotes pode estar chegando. O veneno deles tem demonstrado atacar as células cancerígenas, deixando as saudáveis ​​em paz.

A toxina que ataca o câncer no marimbondo é chamada MP1 (Polybia-MP1). Até agora desconhecia-se como ele elimina seletivamente as células cancerígenas. Segundo uma nova pesquisa, ele explora o arranjo atípico de gorduras ou lipídios nas membranas das células doentes.

Sua distribuição anormal cria pontos fracos onde a toxina pode interagir com os lipídios, o que acaba por abrir buracos na membrana. Elas são suficientemente grandes para que moléculas essenciais comecem a vazar, como proteínas, das quais a célula não pode escapar.

Marimbondo Paulistinha No Ninho
Marimbondo Paulistinha No Ninho

O marimbondo responsável pela produção dessa toxina é o Polybia paulista. Esse é o nome científico do marimbondo paulistinha. Até agora, a toxina foi testada em membranas modelo e examinada usando uma ampla gama de técnicas de imagem.

Se você quer saber mais sobre esse inseto, não pode deixar de ler o artigo até o final. Confira!

Características do Marimbondo Paulistinha

Marimbondo é o nome popular dado às vespas, um inseto do tipo voador parente de formigas e abelhas. Os 3 integram a ordem heminóptero. Esses animais, junto com cupins, podem ser classificados tal como “inseto social”. Isso, graças à sua capacidade de estar em sociedades que se organizam em castas.

Estas têm a presença da rainha e de operárias com divisões claras de trabalho. Entre os tipos de marimbondos, um dos mais conhecidos é o chamado Polybia paulista, ou melhor, marimbondo paulistinha.

Ele possui o tórax com listras pretas e amarelas, se parecendo com abelhas. Essa espécie tem o costume de fazer um ninho nos beirais ou nas varandas das casas.

A maior parte dos marimbondos faz ninhos fechados (tal como o paulistinha) ou até abertos (tal como os marimbondos-cavalo). Mas certas espécies, como a vespa solitária, faz seus ninhos sobre o chão, parecidos com tocas.

Independente do formato, contudo, esses insetos buscam por lugares abrigados, onde ficam protegidos dos predadores. Tais predadores especiais são os pássaros e as formigas.

O veneno desse marimbondo paulistinha pode ser tão complexo e poderoso que já faz um tempo que tem a atenção de pesquisadores. Foram descobertas cerca de mais de 100 peptídios (molécula menor) e proteínas. Suspeita-se que existam muito mais para descobrir.

Um dos peptídios possui uma ação antibacteriana poderosa, permitindo que o paulistinha mantenha os ninhos protegidos das bactérias. Foi aí que surgiu esse interesse científico pelo seu veneno. Seria uma alternativa de superar a resistência crescente aos antibióticos.

Importância Ecológica

Os marimbondos se mostram importantes no controle de pragas através do manejo correto de suas colônias. Uma vez que utilizam-se de insetos para alimentar as crias, são controladores.

Os marimbondos também podem ser bons polinizadores de espécies vegetais. Isso porque transportam grãos de pólen até sua colmeia. Além disso, eles são os predadores naturais dos muitos animais nocivos como:

  • Aranhas;
  • Cupins;
  • Formigas;
  • Gafanhotos;
  • Lagartas;
  • Mosquitos, também o Aedes egypti, que transmite a dengue.

Grande parte dos marimbondos é predadora dos inúmeros tipos de pragas agrícolas. É desse jeito que firmam a existência como valiosos agentes no controle biológico. Assim, os marimbondos, incluindo o marimbondo paulistinha, são bem úteis para as agriculturas sustentáveis. Isso porque, para cada inseto que é praga, tem uma espécie para ser seu predador natural.

O Veneno Desse Tipo de Marimbondo

O veneno do Políbia paulista (um himenóptero comum no sudeste brasileiro) é uma das toxinas mais complexas e interessantes para os bioquímicos. Possui mais de 100 proteínas e peptídeos diferentes, como citado.

Uma delas tem uma forte ação antibacteriana, uma das chaves para que os parasitas não usem ninhos de vespas. O peptídeo MP1 estava sendo investigado como um antibacteriano. Entretanto, cientistas chineses descobriram em 2008 que ele tinha propriedades anticâncer ao atacar células cancerígenas, mas não as saudáveis ​​dos mesmos tecidos.

O Mistério do Antibacteriano Com Poder Anticâncer

Os cientistas não explicaram durante esses anos como era possível que um antibacteriano, por mais potente, tivesse a chance de ser um anticâncer. Mas agora, pesquisadores britânicos e brasileiros parecem ter descoberto o desconhecido.

Tanto as ações bactericidas, quanto as antitumorais estão relacionadas à capacidade desse peptídeo de induzir vazamentos celulares. Ele abre fissuras ou poros na membrana celular.

O MP1 possui carga positiva, enquanto bactérias como a membrana das células tumorais têm carga negativa. Isso significa que uma atração eletrostática se mostra como base da seletividade.

O MP1 ataca as membranas celulares do tumor, enquanto outros fármacos lidam com os núcleos celulares. Isso pode ser bem útil quanto ao desenvolvimento das novas combinadas terapias. É onde vários medicamentos são simultaneamente usados para o tratamento do câncer, atacando partes diferentes das células cancerígenas ao mesmo tempo.

Um Marimbondo Contra o Câncer

As membranas que são enriquecidas com os lipídios PS aumentaram o grau de ligação do peptídeo do marimbondo paulistinha em sete. Em conjunto, bem como reforçando os mecanismos, a maior presença do PS do lado de fora das células aumenta a porosidade das membranas em mais ou menos 30 vezes.

O enfraquecimento das membranas celulares geralmente ocorre na apoptose da célula. A maior delas programa sua morte, o que é ditada pelo gene. De fato, a apoptose se mostra base vital na regeneração celular. Umas morrem para novas chegarem. Mas, tendo câncer, a célula tumoral também tem maior permeabilidade às membranas. Assim, esses podem ser os flancos que combatem o tumor.

As terapias no desfavor do câncer que combatem pela composição do lipídio da membrana podem ser novas e completas classes de drogas que são anticâncer.

Uma das chances oferecidas por esse veneno sintetizado do paulistinha é que pode se mostrar um enorme aliado nas múltiplas ofensivas. O MP1 pode atacar as membranas celulares dos tumores enquanto outros tipos de agentes cuidam dos núcleos celulares.

Pode ser bem útil na criação de terapias novas combinadas, onde muitos medicamentos podem ser usados ​​simultaneamente. Então, o tratamento da doença ataca partes diferentes das células cancerígenas ao mesmo tempo.

Os estudiosos agora querem ampliar a seletiva capacidade do MP1, testando-o primeiramente com culturas das células, depois com os animais. Assim, mais uma vez o marimbondo paulistinha vai deixar de ser ameaça para ser herói.

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