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Macaco Parauaçu-Branco ou Acari: Características e Fotos

Certos animais, de maneira curiosa e bastante engraçada, têm certas características que associamos à fisionomia dos seres humanos. O cantor Snoopy Dog, por exemplo, é muito parecido ao cachorro da raça Galguinho Italiano. 

Outro exemplo interessante é o Parauaçu-branco, um primata com os pelos da cabeça semelhantes a uma peruca, que nos remete ao personagem Zacarias, dos Trapalhões, ou ao ator Moe Howard, de Os Três Patetas. Mas porque o Parauaçu tem esse detalhe tão peculiar? Quais são suas outras características?  É o que você irá descobrir agora com o artigo a seguir.

Família Pitheciidae

Para entender a história e características do Parauaçu-branco (Pithecia albicans), é preciso saber de sua taxonomia. Ele faz parte da família Pitheciidae, um grupo de primatas que são classificados como Macacos do Novo Mundo, ou seja, espécies de primatas que são residentes e nativos da América. Essa família é composta por duas sub-famílias: Pitheciinae e Callicebinae

Os Callicebinae têm como integrantes os macacos Guigós e Títis, num total de 31 espécies. Já os Pitheciinae, tem como integrantes os primatas de gêneros Cuxiús, Uacaris e, por fim, os Parauaçus. Dentre algumas espécies desses gêneros estão:

Uacari-branco (Cacajao calvus)

Cacajao Calvus

Uacari-preto (Cacajao melanocephalus)

Cacajao Melanocephalus

Cuxiú-preto (Chiropotes satanas)

Chiropotes Satanas

Cuxiú-de-uta-hick (Chiropotes utahicki)

Chiropotes Utahicki

Cuxiú-de-nariz-branco (Chiropotes albinasus)

Chiropotes Albinasus

Parauaçu-preto (Pithecia pithecia)

Pithecia Pithecia

Parauaçu-monge (Pithecia monachus)

Pithecia Monachus

Parauacu de Vanzolini (Pithecia vanzolinii)

Pithecia Vanzolinii

Pithecia irrorata

Pithecia Irrorata

Pithecia Aequatorialis

Pithecia Aequatorialis

Parauaçu-Branco (Pithecia Albicans)

De todas as espécies da sub-família, o Parauaçu-branco é a menos conhecida. Este animal também pode ser chamado de Parauacu, Pirocolu, Macaco-Velho, Macaco-Voador, Macaco-Cabeludo, Acari ou Cuxiú.

Têm o corpo coberto de pelos espessos, de aparência algodoada (o principal motivo da caça ilegal deste animal). Na região do rosto e peito, a pelagem é escassa ou em muitos casos, ausente. 

Os parauaçus são dimórficos, logo, a fisiologia dos machos e das fêmeas são diferentes: enquanto o macho tem a coloração do pelo predominantemente negra, com o rosto em um tom amarelado; a fêmea tem a aparência grisalha (com tons marrons) em todo o corpo. Na face, apresenta uma faixa marrom nas duas laterais, que vão dos olhos a boca.

São macacos de estatura pequena. As fêmeas pesam de 1 a 1,5 kg, enquanto os machos, pesam a metade do peso, podendo chegar até 3 kg. Ambos medem de 30 a 50 cm de altura, incluindo a cauda. Diferente de outros primatas medianos, seu polegar é bem desenvolvido.

Habitat e Comportamento do Parauaçu-Branco

Os macacos Parauaçus são encontrados em vários tipos de florestas, geralmente ocorrem em matas da América do Sul. Especificamente o Parauaçu-branco ocorre na floresta amazônica brasileira, nas margens do rio Solimões. Também são localizados na Reserva Biológica de Abufaria e na Floresta Nacional de Tefé, ambas situadas no estado do Amazonas.

Comportamento

São considerados arborícolas, e na maior parte do tempo, permanecem entre galhos de árvores com folhagem extensa, para protegê-los do clima e de possíveis predadores; descendo ao solo somente para a procura de alimento. Costumam ser ativos durante o dia e se recolhem à noite para dormir. Se locomovem utilizando os quatro membros (posição quadrúpede), através de braquiação (se pendurando de galho em galho, somente com as mãos) e dando altos saltos entre uma árvore e outra. 

Costumam viver em pequenos grupo, que podem variar entre 3 a 8 espécimes, divididos entre pai, mãe e prole. Por ser um macaco sem muitas informações armazenadas, não se sabe o tamanho da população remanescente do Parauaçu-branco.

Para se defender, estes primatas têm o costume de se ajudarem, emitindo espécies de “sinais de alerta” em forma de gritos, ao avistarem um possível predador. Estes sinais são repassados de macaco, para macaco. Caso esteja próximo à ameaça, ficam estáticos e articulam uma forma de se esconder, sem que sejam vistos.

Por estarem sempre no topo das árvores, geralmente seus maiores predadores naturais, são aves de grande porte da fauna amazônica, como o Gavião-real. Também são predadores do Parauaçu, felinos como as onças-pintadas e as jaguatiricas, e grandes répteis como a jiboia.

Alimentação do Parauaçu-Branco

Estes animais costumam se deslocar bastante em busca de alimento, sendo bastante exigentes em suas escolhas. Sua dieta consiste, principalmente em sementes e polpa de frutas. 

Quando há o período de escassez de frutas, o Parauaçu tem o costume de voltar sua procura, para as folhas, vagens de leguminosas, e casca de árvores. Também podem alimentar-se de alguns insetos, sobretudo, as formigas; de pequenos pássaros e mamíferos, como morcegos.

Reprodução do Parauaçu-Branco

O coito do Parauaçu-branco ocorre uma vez por ano (geralmente na primavera), de maneira monogâmica. Ambos os sexos, atingem a maturidade sexual aos seis anos. 

Como todo primata, o Parauaçu é um animal vivíparo, ou seja, o desenvolvimento do embrião ocorre no corpo da mãe. A gestação desta espécie dura cerca de 170 dias, sendo que em cada gestação, somente um filhote nasce.

Parauaçu Branco Filhote

Após o nascimento do pequeno macaco, a fêmea passa por um período infértil, gerado pela produção de leite (o desmame ocorre após 8 meses do nascimento). O recém-nascido, durante os primeiros dias de vida, apresenta a mesma coloração de pelos que a mãe, tanto machos, quanto fêmeas. A medida que crescem, normalmente a partir dos dois meses, o macho começa a mudar para a cor de sua forma adulta. 

A longevidade desse espécime é desconhecida.

Preservação da Espécie

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), esta espécie se encontra em situação vulnerável, ou seja, tem chances potenciais de entrar em situação de Perigo de Extinção, caso suas ameaças não diminuam.

Segundo o Instituto Brasileiro de A M A (IBAMA), esta espécie integra a lista Oficial da Fauna Ameaçada de Extinção, devido à caça ilegal. Porém, tem se observado um aumento da população de Parauaçus na região do Tefé.

Para o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) – entidade que regulamenta o comércio internacional da flora e fauna -, o Parauaçu-branco não se encontra, necessariamente, ameaçado de extinção. Ainda assim, afirma que é de extrema importância que as entidades responsáveis cuidem da população em expansão de Tefé, pois a caça ilegal – que ainda existe e é sua principal ameaça -, prejudica sua sobrevivência.

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