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Lista de Espécies de Macacos: Tipos com Nome e Fotos

Pesquisas genéticas moleculares recentes sobre primatas, colugos e escandentes revelaram que as espécies de colugos estão mais relacionadas aos primatas do que aos escandentes, mesmo que os escandêncios também tenham sido considerados membros da ordem primata. Os primatas pertencem à classe Euarchontoglires, que faz parte do lado Eutheria da Class Mammalia.

As ordens Euarchonta e Euarchontoglires (formados pelos clados Lagomorpha e Rodentia) são classificadas como superordens. Alguns cientistas consideram Dermoptera uma subordem de primatas e usam a subordem Euprimates para os “verdadeiros” primatas.

Macaco Prego no Galho de Uma Árvore
Macaco Prego no Galho de Uma Árvore

Primatas Brasileiros

O país com o maior número de primatas listados pela ciência é o Brasil. Existem 118 espécies dividas em 19 grupos e quatro famílias. Várias dessas espécies foram conhecidas recentemente. Houve a descoberta de novos primatas até mesmo em locais fragmentados como a Mata Atlântica. Uma dessas espécies recém-descobertas é a Callicebus barbarabrownae, estudada desde a década de 1990.

Grande parte das dos primatas americanos listados cientificamente vivem no Brasil (a exceção é o gênero Oreonax, que vive no Peru). Alguns gêneros desses primatas, como os Leontopithecus (mico-leão), Brachyteles (muriqui), Callithrix, Callibella (sagui-anão) são espécies endêmicas no Brasil.

 

Bioma Brasileiro

Com 92 espécies, a Amazônia é o bioma brasileiro com primatas registrados. Em seguida, vem a Mata Atlântica com 24 espécies. Tanto o Pantanal quanto o Cerrado têm cinco espécies e o Pampa gaúcho e a Caatinga tem apenas uma. Tanto os saguis quanto os micos-leões têm uma grande restrição em sua distribuição geográfica.

No entanto, animais como os Sapajus (macacos-pregos) detém a maior distribuição geográfica. O mesmo acontece com os bugios, lembrando que o bugio-preto possui a distribuição mais ampla entre todos os macacos brasileiros. Entretanto, o mico-leão-de-cara-preta vive de forma exclusiva no litoral norte do Paraná e em alguns locais do litoral sul paulista, o que comprova que a ocorrência nativa é a menor entre os macacos. Por causa de alguns habitats alterados, várias espécies tiveram suas ocorrências muito reduzidas, especialmente os micos-leões pretos e dourados.

Biomas Brasileiros
Biomas Brasileiros

Os macacos do Brasil não costumam ultrapassar a marca dos 10 kg e gostam de viver de modo arborícola. Os maiores primatas do nosso país são os muriquis, que podem chegar aos 13 kg, mas normalmente pesam nove quilos. Os macacos-aranhas e os bugios também ficam no grupo dos maiores e seu peso varia 6 kg e 10 kg. Entre os macacos de menor tamanho do mundo estão os saguis, que não costumam passar dos 165 g. Este é exatamente o peso do sagui-leãozinho, o menor primata do Brasil.

Diversos primatas nacionais podem ser extintos segundo a UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e o MMA (Ministério do Meio Ambiente). O ICMBIO e o MMA acreditam que 35 espécies primatas correm risco de serem extintas em nosso país. Grande parte desses animais está na Mata Atlântica.

Eles divulgaram esses números em uma lista de animais ameaçados de extinção. Esse número subiu consideravelmente quando comparado com a lista anterior de 2003. Os primatas de maior tamanho, como os Atelinae, são os correm o maior risco, mas vários outros primatas correm algum tipo de risco.

Apesar de algumas espécies não correrem um risco tão grave de extinção existem subespécies que sofrem grande risco, como a Alouatta guariba (bugio-ruivo), que a UICN considera a situação como “um pouco preocupante” e a Alouatta guariba guariba, que a UICN acredita que está praticamente extinta. O fato dos habitats desses animais estarem destruídos, especialmente por causa da extração da madeira e da substituição desses locais por campos de cultivação, é o que mais colabora para a extinção dos nossos primatas. Outro fato que destrói os primatas é o comércio e as caçadas ilegais, especialmente em locais fragmentados e isolados como a Mata Atlântica.

A criação de unidades de conservação é uma ótima iniciativa para a preservação dos nossos primatas. O uso de reservas particulares é outra maneira importante de contribuir na luta pela preservação desses animais. Existem algumas espécies de primatas que possuem um grande apoio na luta pela sobrevivência, o mico-leão-dourado e o mico-leão-de-cara-preta são dois exemplos disso.

Primatas Brasileiros na Floresta
Primatas Brasileiros na Floresta

Macacos do Brasil

Família Aotidae

Macaco-da-Noite (Aotus Azarae)

Esse animal possui o pescoço vermelho e as cores de seus pelos são o bege claro no dorso e o tom alaranjado no ventre. Possuem faixas estreitas em sua cabeça. Esses animais possuem pouco dimorfismo sexual, pois machos e fêmeas têm pesos semelhantes (990 g – 1,5 kg). Esse primata habita nas áreas do Chaco e do Cerrado, especialmente nas matas de galeria e nas zonas ribeirinhas. Além disso, ele também vive nos mangues e na Mata dos Cocais. Existem três subespécies desse macaco: A. a. azaraeA. a. boliviensis e A. a. infulatus.

Macaco-da-Noite (Aotus Nancymaae)

Esse macaco tem o pescoço vermelho, possui um dorso acinzentado com uma faixa bem escura e um ventre alaranjado pálido. A média de peso dos machos é de 790 g enquanto a média do gênero oposto é de 780 g. Esse animal vive nas florestas densas e alagáveis da Amazônia.

Macaco-da-Noite (Aotus Nigriceps)

Mais um primata de pescoço vermelho, ele também possui um tom laranja em seu corpo e algumas partes brancas. A parte mais clara de sua face é conspícua (característica que permite a identificação de uma determinada espécie ou grupo). O peso médio dos machos é de 875 g e o das fêmeas é de 1040 g. Ele vive nas áreas da floresta primária da Amazônia.

Macaco-da-Noite (Aotus Trivirgatus)

É um macaco que pertence à família Aotidae e ao gênero Aotus. Ele vive entre o centro-norte brasileiro e a Venezuela. Até 1983, os macacos-da-noite eram considerados subespécies da família Aotus trivirgatus. Esse animal possui um pescoço cinza e a parte interior dos seus membros pode ser creme ou alaranjada. Os pelos desse macaco são curtos.

Macaco-da-Noite (Aotus vociferans)

Possui o pescoço cinza, os pelos de seu corpo são marrons, as partes inferiores são esbranquiçadas e as suas mãos e pés são muito escuros. Esse animal possui faixas grossas em sua face que são amarronzadas, além disso, ele tem duas manchas na parte de cima de seus olhos. O peso médio dos machos é de 708 g e o das fêmeas é de 698 g. Esse animal vive em florestas alagáveis e nos pântanos das regiões amazônicas, com uma altitude que varia entre 200 e 900 m.

Família Atelidae

Guariba-de-Mãos-Ruivas (Alouatta Belzebul)

Esse macaco possui cor preta, e os seus membros e a sua testa possuem um tom que se alterna entre o amarelado e o ruivo. Machos possuem maior porte que as fêmeas e seu peso se alterna entre seis e oito quilos. Por sua vez, as fêmeas pesam entre quatro e 6,5 kg. Esse animal gosta das florestas primárias da Amazônia e da Mata Atlântica próximas ao Nordeste brasileiro.

Bugio-do-Pantanal (Alouatta Caraya)

Esse animal é dicromático no quesito sexual. A coloração de seus machos adultos é totalmente escura e as fêmeas possuem uma cor amarelada e pálida. Elas são menores que os machos e pesam entre 3,6 kg e 6,5 kg enquanto os machos tem um peso que alterna entre cinco e nove quilos. Esse animal vive na zona ripária e nas matas ciliares do Cerrado, da Caatinga e dos Pampas. Além disso, ele também pode ser visto na Mata Atlântica, mais especificamente na floresta semidecidual.

Bugio-Ruivo (Alouatta Guariba)

Macaco amarronzado, que também possui tons que variam entre o preto e o ruivo. Existem duas subespécies: a primeira é A. g. clamitans, que vive no sudeste e no sul brasileiro e apresenta dicromatismo sexual, pois seus machos possuem cor ruiva e as fêmeas têm pelos marrons. A outra subespécie é A. g. guariba, que vive no leste e no nordeste brasileiro e seu macho e sua fêmea não apresentam diferenças de coloração entre si. O peso dos machos varia entre cinco e sete quilos e o das fêmeas varia entre quatro e cinco quilos. Todos os ecossistemas existem na Mata Atlântica permitem a sobrevivência desse animal. Além disso, ele também pode ser encontrado na região sul brasileira, mais especificamente na Mata das Araucárias.

Bugio-Ruivo (Alouatta Juara)

Macaco cujos pelos possuem tom marrom-avermelhado e não apresentam dicromatismo sexual, pois tanto macho quanto fêmea possuem um tom mais claro nos locais próximos ao manto e na parte final da cauda. O peso dos machos varia entre cinco e nove quilos e as fêmeas pesam entre quatro e sete quilos. Esses animais vivem em todos os ecossistemas florestais do bioma da Amazônia. Em algumas classificações, esse bugio pode ser considerado uma subespécie de A. seniculus.

Bugio-Ruivo (Alouatta Macconnelli)

Os pelos desse bugio são marrom-avermelhados e seu dorso pode ser amarelo ou dourado. O peso médio dos machos varia entre 5 kg e 9 kg e o das fêmeas pesa entre 4 kg e 7 kg. Está presente em todos os ecossistemas florestais do bioma da Amazônia e da região sul-americana do Caribe.

Guariba-de-Mãos-Ruivas (Alouatta Ululata)

Por conta da semelhança física, esse animal já foi visto anteriormente como uma subespécie de A. belzebul, sendo que a única diferença entre eles era o dicromatismo sexual. Os machos possuem cor preta, mas têm mãos, pés e cauda de cor ruiva. Por sua vez, as fêmeas possuem um tom amarelo amarronzado. Eles vivem nos ecossistemas florestais das Matas dos Cocais e da Caatinga.

Subfamília Atelinae

Coatá ou Macaco-Aranha (Ateles Belzebuth)

Esse animal tem o corpo totalmente preto e se diferencia dos demais por ter um ventre e partes internas dos membros e da cauda com um tom amarelado. A face desse animal não possui pelos e têm um triângulo amarelado acima da área dos olhos. O machos pesam, me média, 8,3 kg, por sua vez, o peso das fêmeas fica próximo dos 8 kg. O coatá vive em florestas primárias da Amazônia, especialmente a floresta de terra firme (situadas nas regiões mais altas do relevo da Amazônia).

Macaco-Aranha-de-Cara-Preta (Ateles Chamek)

Ateles Chamek Escalando um Tronco de Árvore Ateles Chamek Escalando um Tronco de Árvore
Ateles Chamek Escalando um Tronco de Árvore

Esse animal se parece com o A. paniscus, mas é mais magro e possui pelagem preta em sua face. Os pelos desse macaco são totalmente pretos, com exceção da parte genital, que tem pelos cinza-prateados. Os machos pesam aproximadamente 7 kg e as fêmeas estão em torno dos 5 kg. Estão presentes nas florestas primárias amazônicas, especialmente na floresta da terra firme, mas também vivem na mata de igapó e na floresta semidecidual.

Macaco-Aranha-de-Cara-Branca (Ateles Marginatus)

Esse animal é menor do que os outros macacos-aranhas. Seus pelos são totalmente pretos, com exceção da testa e das bochechas, que possuem tonalidade bem clara. Os machos pesam 10,4 kg e o peso das fêmeas fica em torno dos 6 kg. Eles vivem na floresta primária amazônica, mas também costumam ser vistos na zona ripária e nas florestas secas das savanas.

Macaco-Aranha (Ateles Paniscus)

Ateles Paniscus na Grama
Ateles Paniscus na Grama

Pelos longos, grossos e totalmente pretos. Machos possuem maior porte do que as fêmeas, pois enquanto eles pesam 9 kg, elas pesam aproximadamente 8,4 kg. Eles vivem nas florestas primárias da Amazônia e é raro vê-los nas áreas de borda ou nas florestas degradadas.

Muriqui-do-Sul ou Mono-Carvoeiro (Brachyteles Arachnoides)

Os pelos desses animais variam entre o bege e o marrom acinzentado, porém, as mãos, os pés e a face desses animais possuem um tom preto. Esses animais têm uma certa proeminência (saliência) em seu ventre. Com exceção do tamanho dos dentes caninos, que são menores nas fêmeas, não há dimorfismo sexual nesses primatas. Os machos pesam aproximadamente 10 kg e as fêmeas pesam aproximadamente 8,5 kg. Esse animal gosta da floresta ombrófila densa e da floresta semidecidual da Mata Atlântica que fica entre 400 m e 1500 m de altitude nos estados de São Paulo e Paraná.

Muriqui-do-Norte (Brachyteles Hypoxanthus)

Brachyteles Hypoxanthus Pulando os Galhos
Brachyteles Hypoxanthus Pulando os Galhos

Muito parecido com o B. arachnoides, a principal diferença física entre eles está nas manchas rosadas que o muriqui-do-norte têm nas mãos e na face quando chega à fase adulta. Não existe dimorfismo sexual, pois machos e fêmeas possuem grandes semelhanças físicas. Enquanto as fêmeas pesam, em média, de nove a dez quilos, os machos pesam entre nove e dez quilos. Esse animal habita a floresta ombrófila densa e também costuma ser visto na floresta semidecidual da Mata Atlântica, entre 250 m e 1350 m de altitude. Os estados mais comuns para a habitação desses animais são o Rio de Janeiro, o Espírito Santo e Minas Gerais.

Macaco-Barrigudo (Lagothrix Cana)

Muito parecido com a L. Iagothricha, esse animal tem uma cor mais puxada para o tom cinza. As fêmeas são menores que os machos, inclusive os seus dentes caninos. O peso dos machos pode chegar aos 10 kg e o das fêmeas pode variar entre cinco e sete quilos. Existem duas subespécies: L. c. cana e L. c. tschudii. Ele pode ser visto nas florestas primárias e secundárias do bioma da Amazônia.

Macaco-Barrigudo (Lagothrix Lagotricha)

Lagothrix Lagotricha Andando na Floresta
Lagothrix Lagotricha Andando na Floresta

A cor dos pelos pode variar de forma considerável, pois vai desde um loiro pálido até um marrom escuro. Alguns desses animais possuem uma faixa coronal branca. Os machos normalmente são maiores que as fêmeas, possuem longos caninos e seu peso pode chegar até os 10 kg. Por sua vez, o peso das fêmeas fica entre cinco e sete quilos. Existem duas subespécies desse macaco: L. l. lagothricha e L. l. lugens (ambas colombianas). Esse animal pode ser encontrado nas florestas primárias e secundárias do bioma da Amazônia, em até 3000 m de altitude.

Macaco-Barrigudo (Lagothrix Poeppigii)

O tom dos pelos de animal pode variar bastante. Podem tanto ser amarelos acinzentados quanto marrons escuros, praticamente pretos. Algumas partes do corpo desse animal como cabeça, mãos, pés e ventre possuem coloração preta. Os machos podem chegar à faixa dos 10 kg enquanto as fêmeas ficam entre os cinco e os sete quilos. Esse animal vive nas florestas primárias e secundárias do bioma da Amazônia.

Família Cebidae

Caiarara (Cebus Albifrons)

Seus pelos têm cor acinzentada e pálida enquanto seus membros têm uma tonalidade mais escura. Os pelos da parte frontal são creme, mas possuem uma camada de pelos pretos ao seu redor. A face desse animal não possui pelos e é rosa. Seu peso médio é 2,5 kg. Esse animal gosta das florestas deciduais, das matas de galeria e dos manguezais do bioma da Amazônia. Existem duas subespécies: C. unicolor, que fica na parte sul do rio Amazonas e C. albifrons, que fica na parte norte desse rio.

Caiarara (Cebus Kaapori)

Cebus Kaapori na Floresta
Cebus Kaapori na Floresta

Ele é mais esguio do que a maioria dos Cebus e seus pelos são marrons acinzentados, porém, possuem um tom mais claro em seus flancos. A face deles possui um tom prateado. Os machos pesam aproximadamente 3 kg, enquanto as fêmeas pesam aproximadamente dois quilos. Ele pode ser visto em florestas de terras baixas que ficam 200 m acima do nível do mar. Corre grave risco de extinção, pois vive em uma área cujo desmatamento é muito intenso.

Caiarara (Cebus Olivaceus)

Cebus Olivaceus Filhote
Cebus Olivaceus Filhote

Esse animal possui um tom marrom, com partes pretas no dorso e nos membros. A testa dele é preta, possui em V que vai até o nariz através de uma listra preta. O peso dos machos varia entre três e quatro quilos, enquanto as fêmeas pesam entre dois e três quilos. Costuma ser visto nas florestas úmidas que chegam aos 2000 m de altitude.

Macaco-Prego (Sapajus Apella)

O tamanho dos machos alterna entre 38 e 46 cm e a cauda deles mede 39 cm; o peso alterna entre dois e cinco quilos. As fêmeas possuem menor porte e pesam entre 1,3 e 3,4 kg. Os pelos são compridos e densos, e o tronco desse macaco possui uma coloração amarronzada escurecida, com o ventre deles sendo mais puxado para o vermelho e o amarelo. Além disso, tanto a cauda quanto os membros são pretos. Esse animal pode ser visto em todos os tipos de florestas próximas à sua área de distribuição geográfica (Amazônia). Existem duas subespécies: S. a. apela e a S. a. margaritae.

Macaco-Prego (Sapajus Cay)

Essa espécie é pequena e não possui dimorfismo sexual. Eles medem entre 40 e 45 cm de comprimento e sua cauda mede entre 41 e 47 cm; o peso desse macaco fica na casa dos 3 kg. A coloração dele é variável, mas geralmente possui um tom amarelo pálido e o seu topete costuma ser marrom escuro, apesar de também ser pálido em alguns desses animais. Ele tem dois tufos de pelos na cabeça que se parecem com cornos e possui uma pequena barba branca. Ele vive nas florestas de galeria dos ambientes abertos mato-grossenses e sul-mato-grossenses, no Brasil. Esse macaco também pode ser encontrado no sul da Bolívia e na parte norte da Argentina.

Macaco-Prego-Galego (Sapajus Flavius)

Macaco-Prego-Galego no Meio das Árvores
Macaco-Prego-Galego no Meio das Árvores

Mede algo entre 36 e 40 cm de comprimento e sua cauda mede 42 cm. Os machos pesam entre dois e três quilos e as fêmeas pesam entre dois e três quilos. Têm pelos são dourados e possuem coloração escura nas partes inferiores. Esse macaco não possui nenhum tipo de topete. Além de ter longos pelos em volta do pescoço, suas mãos e seus pés são pretos. Possui uma face de tom rosado e os olhos amarronzados. Costumam ser vistos nos pequenos fragmentos de floresta secundária da Mata Atlântica, nos mangues e nos canaviais, especialmente no Nordeste do nosso país.

Macaco-Prego (Sapajus Libidinosus)

Macaco-Prego Mexendo Com Madeira
Macaco-Prego Mexendo Com Madeira

Com quase nenhum dimorfismo sexual, esse macaco mede entre 34 e 44 cm de comprimento e sua cauda mede entre 38 e 50 cm; peso desse macaco costuma se alternar entre um e cinco quilos. Possui um tom que varia entre o amarelo e o bege, seus membros são pretos assim como o seu topete, que é espesso. Como consegue viver em locais de até 600 m acima do nível do mar, esse animal habita nas formações xeromorfas, como o Cerrado e a Caatinga. Esse macaco gosta das florestas de galeria e dos brejos de altitude. Esse animal possui uma curiosidade interessante: é o único macaco do Novo Mundo que consegue utilizar ferramentas naturais para partir cocos.

Macaco-Prego (Sapajus Macrocephalus)

O peso dos machos varia entre 2,9 kg e 4,6 kg e o das fêmeas varia entre um e três quilos. Esse animal tem uma pelagem que varia entre o cinza-amarronzado e o marrom escuro. Sem topete, o S. macrocephalus possui algumas marcas brancas em sua face e também uma faixa clara que vai da orelha até a área dos olhos. Pode ser encontrado nas florestas úmidas de terras baixas, o que inclui a mata de igapó e as florestas montanas que ficam 1800 m acima do nível do mar.

Macaco-Prego (Sapajus Nigritus)

Sapajus Nigritus Subindo em Galhos de Árvore
Sapajus Nigritus Subindo em Galhos de Árvore

Possui pelos que variam entre o tom cinza escuro e o marrom, com o seu ventre sendo de uma cor avermelhada. O peso desse macaco varia entre 2,5 e 5 kg. Na parte norte do Brasil, esse animal tende a ser preto e tem uma aparência mais distinta em relação aos seus irmãos da região sul brasileira. Pode ser visto na Mata Atlântica da região sudeste e gosta muito das florestas de galeria e das florestas submontanas e montanas. Como esse macaco têm boa capacidade de adaptação, é capaz de sobreviver nas áreas de floresta secundária.

Macaco-Prego-de-Crista (Sapajus Robustus)

Sapajus Robustus em Troncos de Árvores
Sapajus Robustus em Troncos de Árvores

O peso desse macaco varia entre um e cinco quilos. Sua cor varia entre o marrom escuro e o preto, isso vale para todos os membros de seu corpo, com exceção da face, que é cinza escura. O topete deles é alto e possui formato cônico. Esse animal costuma formar grupos que variam entre oito e dez indivíduos, geralmente com um ou três machos adultos. O nome desse macaco vem da crista sagital que ele possui. Ele vive nas florestas tropicais da Mata Atlântica e também nas áreas de Cerrado, próximas a Serra do Espinhaço e da Caatinga que fica perto do rio Jequitinhonha. Com grande risco de extinção, existem aproximadamente 8000 macacos desse tipo e grande parte deles vive na Reserva Biológica de Sooretama e na Reserva Natural Vale.

Macaco-Prego-de-Peito-Amarelo (Sapajus Xanthosternos)

Esse macaco tem a cauda e os membros pretos enquanto seu ventre possui uma cor que varia entre o amarelo e o vermelho. Como não possui grandes tufos de pelos em sua cabeça, é visto como uma grande exceção entre esse tipo de macaco. Ele vive nas florestas úmidas e submontanas, mas também é capaz de sobreviver nas florestas semideciduais e nas florestas secas. Esse macaco também pode ser visto nas áreas de Caatinga, especialmente nas regiões próximas aos rios e aos morros. É um dos macacos mais raros do Novo Mundo, e ocorre em áreas com intensa ocupação humana, desde a colonização pelos europeus. Não se sabe ao certo quantos animais desse tipo existem, mas estima-se uma população de 3000 indivíduos.

Subfamília Saimiriinae

Mico-de-Cheiro (Saimiri Vanzolinii)

A cabeça desse mico é preta e tem uma faixa preta que começa no dorso e vai até a cauda. Esse animal tem um ombro cinza e suas mãos e pés são amarelos. O peso dos machos é algo em torno de 950 g enquanto o das fêmeas é de 650 g. Esse animal pode ser visto apenas na reserva de Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, que habita principalmente a mata de igapó.

Mico-de-Cheiro (Saimiri Boliviensis)

O peso dos machos é de aproximadamente um quilo enquanto o das fêmeas está na faixa das 900 g. É um animal sexualmente dicromático, com machos tendo a cor cinza e as fêmeas se aproximando mais da cor preta. Tanto um quanto o outro têm a cabeça preta e suas mãos e pés mais próximos do amarelo-dourado. Esse mico mora nas florestas úmidas do oeste da Amazônia, tanto nas inundáveis quanto na floresta da terra firme.

Mico-de-Cheiro (Saimiri Sciureus)

Os pelos desse mico são cinzentos ou esverdeados e eles possuem uma coroa de tom avermelhado. Eles possuem arcos escuros na parte de cima dos olhos e suas mãos e pés detém um tom amarelo dourado. O peso dos machos varia entre 550 g e 1,4 kg e o das fêmeas varia entre 550 g e 1,2 kg. As subespécies S. s. cassiquiarensis, cujo habitat fica ao norte do rio Solimões; S. s. collinsi, que vive na ilha de Marajó; e S. s. macrodon, que vive no oeste dos rios Japurá e Juruá, podem ser consideradas espécies à parte desse mico-de-cheiro. Esse primata vive em todos os ecossistemas amazônicos, desde as florestas inundáveis até os manguezais da terra firme.

Mico-de-Cheiro (Saimiri Ustus)

Esse mico se parece com o S. sciureus, mas possui um porte maior. Os machos pesam entre 700 g e 1,2 kg enquanto as fêmeas pesam entre 620 g e 880 g. Tem um dorso de cor dourada, com pelos agouti na cabeça, mãos, pés e antebraço de cor laranja ou amarela. Esse animal mora nas florestas úmidas das terras baixas, incluindo a floresta da terra firme e a mata de igapó e florestas pantanosas.

Mico-Leão-Dourado

Esse animal, cujo nome científico é Leontopithecus rosalia, é um primata ligado à família Callitrichidae. Ele vive de forma exclusiva na Mata Atlântica, especificamente no Rio de Janeiro, mas já foi visto algumas vezes no estado do Espírito Santo. Esse mico pode ser encontrado na Reserva Biológica Poço das Antas e na Reserva Biológica União.  Seu habitat preferido é a floresta secundária. A espécie mais próxima do mico-leão-dourado é o mico-leão-preto. Esse animal não possui fósseis.

O mico-leão-dourado é o animal de maior porte entre os integrantes da subfamília Callitrichinae, pois pode pesar até 800 g. Com uma juba muito característica, os pelos desse animal variam entre o tom dourado e o alaranjado. O terceiro dedo da mão desse primata é bem longo e serve para a procura de presas. Praticamente não há dimorfismo sexual nessa espécie. Quando comparado a outros micos-leões, percebe-se que o dourado possui um crânio menor e com menos robustez. Esse animal tem 32 dentes e os incisivos se parecem muito com os caninos.

Esses animais possuem hábitos diurnos e preferem usar as primeiras horas da manhã para suas atividades. O comportamento do mico-leão-dourado é muito parecido com o dos outros primatas. Ele costuma formar grupos de até oito indivíduos e são adeptos da poliandria (uma fêmea para vários machos). Casos de poliginia (um macho para várias fêmeas) também existem, mas numa frequência bem menor. Os micos-leões são onívoros e podem alimentar-se de frutas, invertebrados, pequenos animais vertebrados no período de chuvas e, no caso da estação seca, de néctar. O período de gestação é de 129 dias e esses animais costumam dar à luz a gêmeos. Os machos normalmente cuidam dos filhotes junto com as fêmeas.

Tanto a UICN (União Internacional para Conservação Nacional), quanto o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) definiram que esse animal corre sério risco de extinção. Os locais de habitação desse mico-leão são exclusivamente a Reserva Biológica Poço das Antas, a Reserva Biológica União e os fragmentos florestais que ficam próximos à bacia de São João, no Rio de Janeiro. A população desse primata é de aproximadamente 3200 indivíduos.  O mico-leão-dourado é visto como o símbolo da luta pela preservação da Mata Atlântica do Brasil.

Locais de Habitação

O mico-leão-dourado já foi visto nas florestas das terras baixas (300 m de altitude), e ficam próximos à bacia de rio São João, no Rio de Janeiro. Vários autores falam sobre a possibilidade desse primata ter vivido no estado do Espírito Santo, mas não há evidências suficientes que comprovem isso. Em meados do século XIX, esse mico-leão foi visto em algumas florestas próximas a Cabo Frio, principalmente nas margens da lagoa de Araruama e na cidade de Maricá, onde viveu até a década de 1940. Apesar de alguns pesquisadores afirmarem que o mico-leão-dourado já viveu no estado de São Paulo, isso nunca foi comprovado.

Esse primata gosta de locais com um clima quente e úmido, de preferência com mais de 1500 mm de precipitações. Ele vive nas florestas, especialmente em lugares onde o curso d’água é permanente. Esse primata gosta de ficar na copa das árvores, entre três e 10 metros de altura. Costuma ser visto em fragmentos de floresta secundária.

Nos dias atuais, esse mico-leão vive apenas em algumas florestas próximas ao rio São João, especialmente na Reserva Biológica Poço das Antas e na Reserva Biológica União. Algumas populações desse primata foram reintroduzidas com sucesso nos municípios de Rio das Ostras, Rio Bonito e Casimiro de Abreu. A população mais recente desse animal vive no município de Duque de Caxias.

Descrição Física

O mico-leão-dourado tem pelos que variam entre o ruivo e o dourado e possui uma juba que o torna inconfundível entre os outros animais. Seus pelos cobrem as bochechas, a cabeça, o pescoço e as orelhas. Acredita-se que a cor de seus pelos esteja ligada a exposição solar e ao consumo de carotenoides (substâncias que geram os tons de amarelo e vermelho na natureza).

Um fato interessante é que quando estes animais estão em cativeiro, os pelos deles ficam com um tom mais claro, isso acontece justamente por causa da falta de carotenoides na dieta. Esse primata troca sua pelagem de forma gradativa pelo menos uma vez por ano, especialmente no período mais chuvoso do ano. A face desse mico-leão é negra e praticamente não possui pelos. Ele tem 26 cm de comprimento e pesa aproximadamente 620 g.

Mico-Leão-Dourado Abraçado a Um Galho de Árvore
Mico-Leão-Dourado Abraçado a Um Galho de Árvore

Ele tem uma taxa de metabolismo menor do que o padrão para um animal do seu porte, mas ainda assim supera muitos primatas noturnos que tem hábitos de alimentação parecidos. A temperatura corporal desse mico-leão varia entre 37°C e 39°C, dependo do período do dia.

Suas mãos e dedos são longos. Esse primata possui garras que servem para a procura de pequenos vertebrados em orifícios e fendas que ficam entre as folhas das bromélias. O dedo médio desse primata é bem longo, praticamente duas vezes maior que a sua palma da mão. Esse fato o ajuda a se agarrar nas árvores e em seus ramos; o mico-leão apresenta uma movimentação quadrúpede enquanto se desloca pelas árvores. Não existe dimorfismo sexual nessa espécie, mesmo com os machos tendo um porte maior. Se mantido em cativeiro, o mico-leão-dourado pode viver até os 14 anos.

Modo de Agir

Os micos-leões possuem hábitos diurnos. Eles gostam de dormir nos buracos dos troncos das árvores e mudam de uma para outra diariamente, podendo, inclusive, fazer morada nas copas das palmeiras. Normalmente, esses “abrigos” de mico-leão ficam em uma altura de 11 a 15 m. Esse animal se locomove durante 33% do seu tempo diário, geralmente cuidando das suas atividades diárias.

As expressões faciais são limitadas, por outro lado, suas vocalizações e seus sinais odoríferos são muito úteis no processo de comunicação entre os indivíduos. Quando veem um indivíduo que não pertence ao seu grupo, agem de maneira agressiva e isso gera um grande conflito. Uma das coisas que o mico-leão faz para evitar confrontos é arquear o seu dorso em um modo quadrúpede, pois isso o faz parecer maior do que realmente é. É assim que esse primata controla o seus contatos sociais e escapa de algumas brigas.

Quando estão em cativeiro, a agressão entre “colegas” do mesmo bando é um problema recorrente, especialmente quando aparecem novos integrantes. Os machos mais jovens são os maiores alvos de ataque, sendo vítimas de fêmeas jovens, machos adultos e até mesmo de outros machos mais jovens. É raro ver machos jovens atacarem membros antigos do seu próprio grupo.

Predadores

Mico Leão Dourado com Filhote
Mico Leão Dourado com Filhote

Quem mais proporciona perigo para este primata são as aves de rapina e a jaguatirica. Outros que fazem parte dessa lista são os cães, as cobras (principalmente as jiboias) e aves como as corujas, que sempre atacam os filhotes de mico-leão que tentam invadir os ninhos que elas preparam. Na maioria das vezes, os micos-leões que foram recolocados na natureza se tornam alvos dos predadores, pois não tem tanta habilidade e experiência para fugir de situações de risco. Outra coisa pode complicar a vida dos micos-leões é a destruição de seus habitats, principalmente quando se deparam com animais domésticos.

Alimentação

Esse primata consome frutas e insetos; eles gostam de explorar as habitações das bromélias para ver se encontram insetos e pequenos vertebrados por meio de seus longos dedos e de suas garras. Durante o período mais seco do ano, não é difícil ver esse animal adicionar néctar à sua dieta, especialmente se não conseguir achar frutos maduros à sua disposição.

Mico Leão Dourado Comendo
Mico Leão Dourado Comendo

Além dos itens citados, o mico-leão-dourado também come sapos, filhotes de pássaros e até mesmo caracóis. Normalmente, ele procura essas presas entre as bromélias e as folhas das palmeiras que são encontradas com abundância nos pântanos. Eles utilizam o dedo mais longo para facilitar a procura e caçam essas presas na época mais chuvosa do ano.

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