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Jandaia Maracanã: Características, Nome Científico e Fotos

As jandaias são aves de pequeno porte similares as araras e aos papagaios e, dependendo da região em que estão inseridas podem ter diversos nomes.

Descrição da Espécie e Nome Científico

Popularmente, as jandaias também podem ser conhecidas como:

  • Baitaca
  • Caturrita
  • Cocota
  • Humaitá
  • Maitá
  • Maitaca
  • Maritacaca
  • Maritaca
  • Nhandaias
  • Periquito-rei
  • Sôia
  • Suia, etc.

Estas aves pertencem a família dos psitacídeos, sendo a maioria incluídas no gênero Aratinga.

A jandaia-maracanã, até pouco tempo atrás, tinha como nome científico Psittacara leucophthalmus, entretanto, atualmente, está ave foi recolocada no gênero Aratinga. Sendo, portanto, o seu novo nome científico Aratinga leucophthalmus.

O termo maracanã tem origem na língua tupi-guarani, sendo bastante comum a utilização deste termo referindo-se a várias espécies de “pequenas araras’ em todo o território nacional.

Aratinga Leucophthalmus

De modo geral, estas aves são bastante atrativas ao mercado de animais destinados a PETs, uma vez que todas as aves do grupo dos Psitacídeos (bico curvo) apresentam grande capacidade de interação com humanos. Esta característica é um dos principais atrativos para serem criados como animais de estimação.

Principais Características da Jandaia Maracanã

A jandaia-maracanã é uma ave de plumagem predominantemente verde, com algumas penas vermelhas ao redor da cabeça. As suas asas possuem manchas de coloração amarela e/ou vermelha, que variam de acordo com a idade da ave. Entretanto, estas manchas são mais perceptíveis apenas durante o voo, ou seja, quando as asas estão abertas.

Algumas destas aves são quase inteiramente verdes, ao passo que outras apresentam manchas vermelhas nas bochechas, além de numerosas penas vermelhas dispersas em outras regiões do corpo.

De modo geral, as jandaias-maracanã apresentam as partes superiores da cabeça de cor verde-escura, com uma ou duas penas vermelhas espaçadas. Enquanto que, as partes inferiores também são verde com penas vermelhas dispersas sobre a garganta e o peito, às vezes, formando manchas irregulares.

Além disso, a jandaia-maracanã ainda apresenta manchas vermelhas no pescoço. O seu bico é de cor clara, enquanto que a região que rodeia os olhos é nua (sem penas) e de cor branca. O formato da cabeça das jandaia-maracanã é ovalado.

Não há distinção entre a cor da plumagem das aves macho e fêmea, ou seja, os indivíduos são idênticos. Estas aves, quando adultas, medem aproximadamente, entre 30 e 32 cm e, pesam, entre 140 e 170 gramas.

Nas aves jovens, as penas vermelhas na cabeça e sob as asas são ausentes, sendo estas aves de cor, predominantemente, verde.

Hábito, Reprodução e Fotos

As jandaias-maracanã vivem em bandos grandes, os quais são compostos por, aproximadamente, de 30 a 40 indivíduos. Entretanto, não é incomum a ocorrência de bandos maiores. Estes bandos dormem coletivamente em diversos lugares, bem como sobrevoam em bandos.

O amadurecimento sexual destas aves se dá, em cerca de, 2 anos e, elas vivem em casais monogâmicos, que permanecem juntos durante toda vida. Além disso, estas aves vivem em torno de 30 anos.

Para a reprodução, as jandaias constroem seus ninhos isoladamente e naturalmente em:

  • Afloramentos calcários
  • Barrancos
  • Palmeiras de buriti
  • Paredões de pedra
  • Troncos de árvores ocos (locais preferidos), etc.

Apesar de serem aves de hábito campestre, também é possível a sua ocorrência em ambientes urbanos, nos quais elas também se reproduzem, construindo ninhos em telhados e coberturas de prédios e edifícios.

Os casais de jandaias-maracanã são discretos no que diz respeito aos seus ninhos, chegando e saindo silenciosamente. Estas aves podem ainda ficar pousadas em árvores, de modo que fiquem estrategicamente posicionadas para que possam voar para o ninho sem chamar a atenção de predadores.

Assim como a grande parte dos psitacídeos, as jandaias-maracanã não coletam materiais para a construção do ninho. Desta forma, elas colocam e chocam os seus ovos diretamente sobre a superfície do ninho.

Após a postura dos ovos, o período de incubação dura em torno de 4 semanas e a fêmea não gosta de ser perturbada durante este tempo. Após a chocagem dos ovos, os filhotes permanecem no ninho por um período de, cerca de, 9 semanas.

As jandaias colocam, em média, de 3 a 4 ovos por vez, deve-se considerar também que algumas vezes, estes podem estar inférteis. Em condições normais, as fêmeas fazem de 3 a 4 posturas anual.

Os filhotes de jandaia recém-nascidos são alimentados pelos pais com frutos e com sementes regurgitados diretamente no bico dos filhotes.

Alimentação

Os hábitos alimentares das jandaias-maracanã são dependentes do habitat em que estão inseridas. Mas, de forma geral, a sua dieta inclui uma variedade de frutas, sementes, bagas, flores e insetos.

A dieta destas aves fundamenta-se na abundância alimentar dos recursos vegetais em que estão. Podem fazer parte da sua dieta: néctar e pólen de flores, liquens e fungos associados a troncos de madeira, pequenos insetos e larvas, entre outros.

Quando criadas em cativeiro, as jandaias podem ser alimentadas com painço branco, vermelho, preto e verde, além de, alpiste, aveia, girassol, etc. Neste caso, quando há restrição de determinados alimentos, a dieta balanceada é muito importante para o crescimento e desenvolvimento das aves. Sendo recomendado o fornecimento de frutas e legumes em sua dieta.

Em lojas de rações para PETs podem ser facilmente encontradas dietas balanceadas prontas para serem fornecidas às jandaias, elas são uma ótima opção para a alimentação destes animais em cativeiro.

Distribuição

As aves do grupo dos Psitacídeos têm como habitats naturais, principalmente, áreas de florestas tropicais. Além de serem bastante prevalentes em bordas de áreas reflorestadas associadas a cursos de água.

As jandaias-maracanã estão distribuídas por grande parte da América do Sul, que compreende desde o leste do Cordilheira dos Andes até norte de Argentina.

Também existem relatos da sua ocorrência a oeste das Guianas, Venezuela e da Bolívia até a Amazônia colombiana. Estas aves habitam grande parte do Equador e Peru.

No Brasil, existem relatos destas aves em quase todas as regiões. Estendendo-se deste a costa de São Paulo até Rio Grande do Sul. Entretanto, são menos frequentes nas zonas áridas do Nordeste, áreas montanhosas do norte da bacia do Amazônia e a bacia do Rio Negro.

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