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História do Jerboa e Origem do Animal

O jerboa é um roedor encontrado em desertos arenosos ou pedregosos- cujo padrão de locomoção e a anatomia das patas traseiras são características peculiares e instigantes. Por vezes, esses animais podem ser chamados de “ratos com pernas”.

Estes roedores pertencem à família taxonômica Dipodidae, a qual também abriga outras espécies, tais como os ratos-bétula e os ratos saltadores. No entanto, todas essas espécies possuem locomoção bípede (ou seja, sob as duas patas traseiras), através de salto.

Os jerboas contam com adaptações importantes, tais como, longas ‘pernas’ patas traseiras até 4 vezes maiores do que as patas dianteiras; além de uma cauda extremamente longa para auxiliar no equilíbrio.

Neste artigo, você conhecerá um pouco mais sobre estes mamíferos diferenciados.

Então venha conosco e boa leitura.

Jerboa: Classificação Taxonômica e Informações Adicionais

Saiba Mais Sobre o Jerboa
Saiba Mais Sobre o Jerboa

A classificação científica para o jerboa obedece à seguinte estruturação:

Reino: Animalia;

Filo: Chordata;

Classe: Mammalia;

Ordem: Rodentia;

Família: Dipodidae.

Em relação aos integrantes da ordem Rodentia, os roedores representam aproximadamente 30% das espécies de mamíferos presentes na atualidade. Possuem como característica representativa os seus dentes incisivos com raiz aberta, os quais são extremamente afiados e apresentam crescimento contínuo (característica que demanda que tais estruturas sejam desgastadas intencionalmente). Tais dentes possuem grossas camadas de esmalte na parte da frente e camadas (de finas a médias) na parte de trás. A maioria dos roedores possui estatura pequena ou média. A maior espécie desta ordem é capivara, a qual apresenta um peso estimado em 66 quilos.

Em relação à família Dipodidae, estes roedores possuem distribuição no Hemisfério Norte. Nesta família, estão presentes 6 subfamílias, sendo elas a Allactaginae, a Cardiocraniinae, a Euchoreutinae, a Dipodinae, a Sicistinae e a Zapotinae. Dando prosseguimento à subdivisão, esta família também conta com um total de gêneros, nos quais estão distribuídas aproximadamente 50 espécies.

Família Dipodidae

Nem todas as 50 espécies pertencentes à família Dipodidae correspondem a jerboas, uma vez que também é possível encontrar ratos saltadores e ratos-bétula. O comprimento geral destas espécies varia entre 4 a 26 centímetros. Todos esses animais contam com adaptações para a locomoção através de saltos.

Todas as espécies de ratos saltadores estão agrupadas na subfamília Zapodinae. Estes roedores apresentam 5 dedos em todos os pés, assim como podem ser encontrados em uma diversidade de hábitats, a qual inclui desde campos gramados, a pântanos, áreas arborizadas e curiosamente, até mesmo prados alpinos. A distribuição geográfica abrange a China e América do Norte. Existem 5 espécies de rato saltador, são elas o rato chinês saltador (nome científico Eozapus setchuanus); o ratinho saltador do pacífico (nome científico Zapus trinotatus); o rato saltador ocidental (nome científico Zapus princeps); o rato saltador do prado (nome científico Zapus hudsonius);

Os ratos bétula possuem em sua nomenclatura a referência a um gênero botânico de arbustos ou árvores de pequeno e médio porte, encontradas no Hemisfério Norte em áreas de clima temperado. Dessa forma, é natural que tais roedores sejam nativos de estepes, mas, principalmente de florestas- cuja distribuição geográfica abrange a Eurásia. No entanto, também podem ser encontrados em hábitats considerados mais ‘altenativos’, como é o caso dos prados subalpinos e regiões semiáridas. Possuem uma pelagem que pode variar entre marrom claro a marrom escuro ou amarelo-amarronzado, sendo a tonalidade menos intensa na porção inferior do corpo. O peso corporal está estimado entre 6 a 14 gramas. Em relação ao comprimento, este está compreendido entre 50 a 90 milímetros (desconsiderando-se a cauda). Apenas a cauda, isoladamente, pode apresentar um comprimento estimado entre 65 a 110 milímetros. O pé traseiro possui comprimento estimado entre 13 a 21 milímetros. Ao todo, existem 13 espécies de ratos bétula já listadas.

Em relação às jerboas, as características físicas, distribuição geográfica, comportamento e outros tópicos relacionados a estes roedores serão discutidos a seguir.

Características e Comportamento dos Jerboas

Jerboas possuem patas traseiras excessivamente longas, assim como longas caudas e patas dianteiras muito curtas. Locomovem-se em saltos e apresentam uma postura bípede (ou seja, sobre as duas patas traseiras). A longa cauda auxilia no equilíbrio e estabilidade corporal durante a execução dos saltos.

A maioria das espécies de jerboa possui menos que 10 centímetros de comprimento, todavia, também é possível encontrar espécies com quase 15 centímetros. Possuem olhos bastante destacados.

É possível encontrar jerboas com orelhas curtas ou longas, assim como espécies com 3 a 5 dedos em cada pata.

A pelagem é muito fina e possui coloração semelhante à da areia.

As longas patas traseiras podem ser até 4 vezes maiores do que as patas dianteiras. Graças a estas longas patas, os jerboas são capazes de percorrer longas distâncias em um único dia, bem como alcançarem uma grane velocidade na movimentação e uma boa altura durante os saltos.

Possuem hábitos noturnos e, durante o dia, abrigam-se em tocas subterrâneas, as quais contam com um tampão de areia para suavizar o calor durante o dia. Podem alimentar-se de insetos e vegetais (dentre eles, a grama do deserto). Porém, não podem comer sementes muito duras.

A expectativa de vida destes roedores é de aproximadamente 6 anos.

História do Jerboa e Origem do Animal

Desenho do Jerboa
Desenho do Jerboa

Em relação aos roedores, de modo geral, estes animais possuem registros fósseis que remontam a aproximadamente 65 milhões de anos atrás, período próximo à extinção dos dinossauros. O local de origem remonta à Laurásia- território considerado um supercontinente que abrange os atuais continentes da Europa, Ásia e América do Norte. Com o passar das eras geológicas, algumas espécies colonizaram a África e, posteriormente, a América Latina. Os roedores chegaram na Austrália durante o período do Plioceno, e hoje representam 25% dos mamíferos do continente.

No caso, dos jerboas e outros membros da família Dipodidae, estes animais são descendentes de espécies que ficaram restritas ao hemisfério Norte e não colonizaram a África, a América Latina e nem Austrália (apesar da sutil semelhança de jerboas com cangurus).

Não há muitas informações precisas sobre a origem das jerboas e outras espécies de sua família taxonômica, porém, sabe-se que mesmo com a formação do istmo do Panamá (porão de terra que liga a América do Norte e do Sul), durante o período do Plioceno, algumas espécies colonizaram apenas o Norte e outras apenas o hemisfério Sul; outras espécies podem ser encontradas em ambos os hemisférios, mas em áreas específicas.

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Agora que você já conhece um pouco mais sobre o jerboa, que tal continuar por aqui conosco para visitar também outros artigos do site.

Sinta-se sempre bem vindo e até as próximas leituras.

REFERÊNCIAS

MOTA, P. H. R7 Segredos do Mundo. Jerboas- características e efeitos da movimentação singular. Disponível em: < https://segredosdomundo.r7.com/jerboas/>;

Wikipedia in English. Jerboa. Disponível em: < https://en.wikipedia.org/wiki/Jerboa>;

Wilson & Reeder’s Mammal Species of the World. Third edition. Family Dipodidae. Disponível em: < http://www.departments.bucknell.edu/biology/resources/msw3/browse.asp?id=12900003>;

 

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