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Furão Brasileiro: Características, Filhotes, Nome Científico e Fotos

O Furão-brasileiro ou “Galictis vittata” (seu nome científico) é uma espécie endêmica da América Central e do Sul, com maior ocorrência na Bacia Amazônica (atualmente), e como podemos ver nessas fotos, são animais que apresentam as características de exoticidade desde filhotes.

O animal, apesar das exigências por um ambiente limpo e não degradado para reproduzir-se, é considerado “Menos Preocupante”, de acordo com a lista vermelha da IUCN (União Internacional Para a Conservação da Natureza).

Mas, de uma espécie abundante desde o sul do México até a região da patagônia na argentina, a espécie hoje vê-se reduzida a trechos da Bacia Amazônica, onde podem ser encontrada com alguma frequência, especialmente em trechos de florestas densas, úmidas e alagadas, próximas de rios, mananciais, ribeiros ou córregos.

Não é por outro motivo que o Galictis vittata é quase como uma espécie tipicamente brasileira; e, mais que isso, Amazônica; sem praticamente nenhuma ocorrência nos demais biomas brasileiros; sem registros, portanto, nos cerrados, florestas de araucária, Caatinga, nem mesmo nos singulares pampas gaúchos ou savanas.

E esse é, sem dúvida, um motivo suficiente para que se redobre a atenção a essas espécies, pois, como se sabe, são elas apreciadoras de um ambiente rico, abundante das suas principais presa e com água limpa por perto; condições sem as quais dificilmente os Furões-brasileiros (o Galictis vittata – seu nome científico) podem desenvolver-se, criar seus filhotes e manter as características que podemos ver nessas fotos.

Características, Filhotes, Nome Científico, Fotos E Outras Peculiaridades Do Furão-Brasileiro

Apesar de pouco preocupante, os Furões-brasileiros não são o que podemos chamar de espécies abundantes ao longo das regiões onde ocorrem. Em trechos da Venezuela, por exemplo, a densidade populacional dessa espécie não passa dos 2 ou 3 indivíduos por km2, enquanto em trechos da Colômbia, Peru e Bolívia essa densidade dificilmente chega a 1 indivíduo por km2.

Essa situação fica ainda mais dramática quando alguns dados obtidos por telemetria em regiões protegidas do norte do país apontam uma densidade entre 0,1 e 0,3 indivíduos por km2, especialmente em reservas nos estados do Acre e Roraima. No restante do Brasil, a densidade fica mesmo na casa dos 0,2 indivíduos por km2.

Dentre as principais causas desse declínio podemos apontar o avanço do progresso sobre os seus habitats naturais, o aumento da quantidade de hidroelétricas (que exploram os recursos hídricos, um dos bens mais caros aos furões), as sensíveis alterações climáticas, poluição dos rios, a produção de gás natural e óleo, e até mesmo a introdução de lavouras, como a do arroz, que requerem o uso de pesticidas, aos quais os Furões-brasileiros são extremamente sensíveis.

E o resultado disso é fácil perceber, já que, como dissemos, uma das principais características dos Furões-brasileiros (o Galictis vittata, seu nome científico) é justamente necessitar de águas limpas, abundância de vegetação, boa quantidade de presas, além de uma rica e exuberante floresta densa e úmida, na qual possam reproduzir-se, criar os seus filhotes e desenvolver todas essas características de exoticidade que podemos observar nessas fotos.

Além Do Nome Científico, Características E Fotos, a Reprodução E Filhotes Do Furão-Brasileiro

O Furão- brasileiro pertence àquela categoria das singularidades que habitam as nossas florestas. A sua coloração varia de uma tonalidade meio grisalha no dorso, enquanto os membros, rosto e ventre apresentam-se mais escuros, quase pretos.

Quando chega o mês de março é a hora do Galctis vittata (o nome científico dos Furões-brasileiros) apresentarem os seus processos reprodutivos, para a criação dos seus filhotes e o desenvolvimento dessa espécie, como vemos nessas fotos.

O período encerra-se entre setembro e outubro, e após a cópula a fêmea deverá atravessar uma gestação que geralmente dura entre 50 e 64 dias, para dar à luz entre 2 e 5 filhotes, que permanecerão sob os seus cuidados pelos próximos 2 meses e meio, até que consigam ensaiar algumas investidas no seu habitat natural.

Durante essa fase, até 1 ano de vida, eles terão que desenvolver as suas principais características, entre as quais, as de bons nadadores, caçadores ágeis e velozes, que possuem um faro dos mais apurados da natureza; infalíveis para a caça das suas principais presas, entre elas, peixes, pequenos roedores, anfíbios, ovos, pequenos invertebrados, etc.

Como exímios caçadores, eles seguirão a vítima por meio desse seu faro privilegiadíssimo, do qual a infeliz não conseguirá escapar nem mesmo sobre árvores, no ambiente protegido de fendas, tocas, buracos, ou onde quer que elas imaginem que poderão escapar das poderosas garras do Furão-brasileiro.

Conservação e Habitat

O habitat dos Furões-brasileiros, como dissemos, são as florestas úmidas, densas, primárias (ou secundárias) próximas de áreas alagadas, rios, córregos e mananciais, onde eles possam encontrar uma abundância de alimentos, entre os quais, diversas espécies de peixes, mamíferos, crustáceos e anfíbios.

O curioso é que o Galictis vittata (o nome científico dos Furões-brasileiros, como dissemos) são excelentes nadadores! Na falta das suas presas terrestres favoritas eles não terão dificuldades em ir à caça de espécies aquáticas, como excelentes nadadores que são; capazes, inclusive, de permanecerem por alguns poucos mas providenciais minutos embaixo d’água.

O Furão-brasileiro é uma das milhares de vítimas da interferência predatória do homem nos seus habitats naturais. A busca por poços de petróleo, exploração madeireira, abertura de estradas, entre outras ações semelhantes, também estão entre as maiores ameaças à sobrevivência dessa espécie.

Mas ao que parece nada comparado aos efeitos danosos da caça predatória, especialmente a levada a cabo pelos famigerados caçadores de animais silvestres e exóticos, que têm no Galictis vittata uma das suas vítimas favoritas; em uma escalada dramática que ameaça seriamente a sobrevivência da fauna silvestre de todo o continente americano.

Infelizmente são poucas e precárias as medidas de conservação que visam a preservação do Furão-brasileiro para as gerações futuras.

O que faz com que os atuais esquemas de preservação da Amazônia demonstrem ser os grandes mantenedores dessa espécie, que ainda deverá contar com pesquisas mais aprofundadas acerca das regiões onde elas ocorrem, sobre os impactos das transformações antrópicas (movidas pelo homem) nos seus habitats, os efeitos da convivência com animais domésticos (muitos deles transmissores de doenças), entre outras ações semelhantes.

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