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Espécies de Felinos Brasileiros Com Nomes, Fotos e Características

Os felinos se dividem em diversas classes, com diversos comportamentos, alguns noturnos outros diurnos, alguns vivem em lugares gélidos e outros em desertos e savanas, alguns vivem em grupo e outros são solitários.

Com tanta variedade e com cerca de 40 espécies de felinos existentes, muitos países do mundo possuem uma quantia desses felinos, incluindo o Brasil.

No Brasil, habitam cerca de 8 espécies de felinos, onde alguns são famosos e outros nem tão conhecidos.

E quanto às suas características, praticamente todos eles são espécies solitárias, e a maioria possui hábitos noturnos e manchas distintas na pelagem, que costuma variar entre castanho amarelado e amarelo claro.

Os felinos do Brasil são divididos em 3 grupos: Leopardus, Puma e Panthera.

  • Leopardus

Gato-Maracajá (Leopardus wiedii)

Gato-Maracajá
Gato-Maracajá

Estado de conservação: Quase ameaçada

Esse felino de pequeno porte possui hábitos noturnos e não está ameaçada de extinção, já que pode ser encontrado em toda a costa mexicana e em alguns países da América do Sul, sendo encontrado em todo o Brasil com exceção do Rio Grande do Sul.

O Gato-Maracajá, ou somente Maracajá, é um gato com hábitos noturnos e arborícola, ou seja, assim como o gato chileno ele vive sobre as árvores e algumas características dele mostram o porquê dessa facilidade.

O Maracajá possui focinho protuberante, olhos grandes e saltados, cauda bastante comprida e patas grandes; o seus tornozelos possuem articulações que rotacionam em 180 graus; possui uma força incrível em suas patas traseiras e garras proporcionalmente mais longas do que a jaguatirica.

Com esse conjunto, ele exerce habilidades incríveis como a de saltar de um galho para outro da árvore e andar nas pontas do galhos dos arbustos, mas apesar de toda essa habilidade, a sua locomoção ocorre normalmente em solo.

Esse animal possui táticas de caça um tanto peculiares, pois suas presas são saguis (pequeno primata) e aves, e ele imita o som de outros animais para atrair suas presas, imitando o som dos filhotes dos saguis e recentemente foi descoberto que eles conseguem imitar o som de alguns pássaros e roedores.

Jaguatirica (Leopardus pardalis)

Jaguatirica
Jaguatirica

Estado de conservação: Pouco preocupante

A jaguatirica é um felino de porte médio, medindo cerca de 72,6 e 100 cm de comprimento e sua cauda tendo cerca de 25,5 a 41 cm de comprimento (sendo uma cauda relativamente curta).

Apesar de ser de porte médio é o terceiro maior felino neotropical, sendo menor apenas que a onça pintada e a suçuarana.

O habitat desses animais pode ser tanto o tropical quanto o semiárido, mas é observado que os espécimes do habitat tropical são maiores e possuem mais massa do que os espécimes do semiárido.

Sua pelagem é curta e brilhante, variando de amarelo claro ao avermelhado e as vezes cinzento, possui manchas em cima de roseta que na maioria dos casos se alinham formando linhas horizontais sobre o animal, e em seu pescoço linhas horizontais são comuns; a parte inferior do corpo possui cor branca e a ponta de sua cauda e de suas orelhas são escuras com uma mancha branca, sendo a cauda listrada com manchas em cima de barras pretas.

A descrição física, mas especificamente a pelagem desse animal é similar com o Maracajá, porém a jaguatirica é maior e possui a cauda mais curta o que serve como boa distinção entre os dois.

Não existe exemplares melânicos, mas alguns espécimes apresentam listras vermelhas. As patas traseiras desse animais são maiores que as frontais possuindo um dedo extra, e suas pernas traseiras e área peitoral possuem musculatura poderosa, o que faz desses animais ótimos escaladores.

Não traz ameaça a seres humanos, em realidade são considerados animais dóceis e, em alguns casos domesticáveis.

Gato do Mato Pequeno (Leopardus tigrinus)

Gato do Mato Pequeno
Gato do Mato Pequeno

Estado de conservação: Vulnerável

É a menor espécie de felino do Brasil, possuindo proporções semelhante às de um gato doméstico. Mede cerca de 49,1 cm com comprimento da cabeça e do corpo. Possui patas proporcionais ao corpo e cauda longa que mede cerca de 26 cm.

Possui pelagem castanha e com pelos voltados para trás, o que o diferencia do Maracajá, além disso as manchas em seu corpo variam entre as espécies.

Há ocorrência de espécimes inteiramente negros – o melanismo -, um detalhe interessante é que uma gata de pelos normais podem ter filhotes negros, ou de outras cores e terão descendentes de pelagem normal, algo que os cientistas não conseguem explicar muito bem.

Apesar de ter semelhança com as jaguatirica, sua pelagem não costuma formar as linhas horizontais, que se assemelham mais às de uma onça pintada, claro que devido ao seu pequeno porte as confusões desse animal com outras espécies duram pouco.

Típico animal de comportamento noturno, porém se a fonte de alimento disponível possuir um comportamento diurno, será comum vê-los ativos durante o dia.

Apesar de serem bem adaptados a escalada, são animais primariamente terrestres, onde os machos podem ser agressivos enquanto as fêmeas mudam de comportamento para evitar encontros com jaguatiricas, que são o seu principal predador.

Costumam a matar presas maiores do que eles, aves e répteis são presas frequentes.

Gato do Mato Grande (Leopardus geoffroy)

Gato do Mato Grande
Gato do Mato Grande

Estado de conservação: Pouco preocupante

Seu estado de conservação é pouco preocupante porém seu número de indivíduos em solo brasileiro é pouquíssimo, pois só habitam o extremo sul do Brasil.

O seu tamanho sobrepõe a de um gato doméstico, porém essa diferença não é muito gritante.

Possui inúmeras manchas pretas em sua cauda, corpo, patas, orelhas, bochechas, pescoço e demais membros. Os machos são maiores do que as fêmeas como na maioria dos felinos. Os machos costumam a ter territórios de até 12 km enquanto fêmeas possuem territórios de 2 km à 6 km

São gatos com hábitos noturnos e solitários, só se encontram com outros da espécie em época de reprodução.

Já foram observados se levantando sobre as suas patas traseiras e observando a paisagem enquanto utilizavam a cauda como apoio, comportamento extremamente incomum. São capazes de subir em árvores mas raramente o fazem.

Estão no topo da cadeia alimentar de seu ecossistema e se alimentam principalmente de roedores, lebres, pequenos lagartos, insetos e ocasionalmente de sapos e peixes.

Gato Palheiro (Leopardus colocolo)

Gato Palheiro (Leopardus colocolo)
Gato Palheiro (Leopardus colocolo)

Estado de conservação: Quase ameaçada

Possui tamanho pequeno para médio porte, medindo de 50 cm à 70 cm, pouco se sabe sobre o comportamento desses animais, pouco sobre a caça e pouco sobre os comportamento parentais, se presume que são ótimos animais caçadores noturnos, que caçam mamíferos e aves.

Sua espécie divide em duas subespécies: o gato-palheiro do Pantanal e o gato dos Pampas.

Exemplares brasileiros costumam ter uma tonalidade marrom avermelhada e podem apresentar patas totalmente negras ou parcialmente.

No estado do Rio Grande do Sul, os espécimes costumam ser cinza amarelado e a região do estômago costuma a ser mais clara com pintas negras ou marrom, as vezes apresentam uma faixa de pelo de 7 cm de comprimento no dorso (em habitats mais frios) que se alongam da cabeça até a ponta da cauda, com pelos consideravelmente longos e olhos marrom amarelados.

Sua dieta é baseada em diversos tipos de vegetais, pacas, cuícas e lebres, ovos de aves, algumas aves, répteis e insetos.

É considerado terrestre, porém escala árvores com certa facilidade e costuma passar o dia inteiro descansando em cima de troncos.

Possui hábito noturno e solitário, mas forma pares na época de casamento e o cuidado parental dura até 1 ano de idade do filhote.

Habita áreas abertas com Pampas, campos, cerrados e pantanais, mas no Brasil sua distribuição não é muito exata. Aparece às vezes no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso, Maranhão, sudeste do Piauí, oeste da Bahia, no Estado de Minas Gerais, entre outros.

  • Puma

Gato Mourisco (Puma yagouaroundi)

Gato Mourisco
Gato Mourisco

Estado de conservação: Pouco preocupante

Possui pernas curtas e corpo alongado, com cauda comprida e orelhas arredondadas, seu corpo não possui pintas, possuindo apenas uma cor sólida que varia de castanho avermelhado até cinza acastanhado, indivíduos de cores diferentes nascem na mesma ninhada.

Costumam a ser uns dos felinos mais tolerantes em questão de convivência com outros felinos da mesma espécie, mas normalmente são encontrados sozinhos, o que caracteriza hábitos solitários.

São tímidos e reclusos e portanto muito cautelosos.

Seu habitat costuma ser bordas de banhados, beiras de rios ou lagos, mas também pode ser encontrado em lugares secos e com vegetação aberta.

Indivíduos possuem territórios de 6,8 km até 100 km, e utilizam vários meios para demarcar o seu território, incluindo arranhões, fezes, urina, etc.

Possuem uma gama muito interessante de vocalizações, ronronados, assovios, som de vibração e até imitações de pássaros.

Suçuarana (Puma concolor)

Suçuarana
Suçuarana

Estado de conservação: Pouco preocupante

Também conhecida como onça parda, o maior membro dessa família, medindo mais de 1,5 m sem contar a cauda.

Com os machos pesando cerca de 60 kg e as fêmeas pesando cerca de 40 kg. Já foi registrado indivíduo com cerca de 120 kg.

Possui coloração cinzenta ou marrom avermelhada, e a ponta da cauda possui cor preta, com as áreas na lateral do focinho; as bochechas e o estômago possuem cor clara; possui características interessantes, como focinho alongado e face convexa, e possui um porte esguio e as pernas traseiras relativamente longas, as mais longas entre os felinos, que é assumida como adaptação para grandes saltos.

A cauda possui cerca de um terço do corpo e um formato de “J”. As garras são retráteis, porém não permanecem totalmente embainhadas em repouso, o que se assemelha mais com os pequenos do que os felino grandes, e a pegada é muito parecida com a de um cachorro normal, porém sem a marca das garras. Possui 8 mamilos mas apenas 6 funcionais.

Os machos são extremamente territoriais, entretanto, acontece áreas de territórios sobrepostos, que os machos parecem evitar.

Demarcam seus territórios com arranhões em troncos e no próprio solo, para afastar machos e até mesmo fêmeas, apesar de não serem nem um pouco paternais, se assumem que isso serve para afastar outros macho e de certa forma proteger as crias.

São noturnos, mas podem ser encontradas de dia devido ao tipo de presa no ambiente, no entanto em ambientes com alta densidade de atividade humanas elas são totalmente noturnas.

São ótimas escaladores e conseguem nadar longas distâncias, mesmo assim a sua locomoção é totalmente em solo.

É um predador oportunista, pois muda sua dieta conforme as presas disponíveis, além de ser considerado um superpredador já que normalmente não possui competição em seus habitats, com exceção das onças pintadas.

Os seus filhotes são vulneráveis, principalmente a lobos que caçam em grupo.

Possuem um grande número de vocalizações, desde piados, assovios, ronronares, miados e até barulhos mais estrondosos, porém mesmo sendo de grande porte são incapazes de rugir.

Essas vocalizações são usadas para inúmeros contextos, como para satisfação, época de reprodução, ameaça e demarcação de território, etc.

  • Panthera

Onça-Pintada (Panthera onca)

Onça Pintada
Onça Pintada

Estado de conservação: Quase em extinção

Esse é o gigante brasileiro, o maior felino do Brasil e das Américas e o 3° maior felino do mundo, perdendo apenas para leões e tigres.

Suas características são marcantes, incluindo a pelagem que é o que mais chama atenção, pois sua pelagem base possui uma cor amarelada clara e as vezes castanha avermelhada, onde a região do ventre e as pernas são brancas, o corpo é coberto com rosetas que possuem uma ou mais pintas dentro delas, a ponta da cauda é escura e o corpo coberto de pintas com exceção da área superior do focinho que costuma possuir só a cor base.

Seu tamanho varia muito, os macho são maiores e pesam de 56 kg a 96 kg, porém há machos registrados com mais de 158 kg (isso equivale a uma tigresa ou uma leoa.)

Possui um corpo massivo e musculoso, porém suas pernas e sua cauda são consideravelmente curtas quando comparada com os demais felinos, mas isso se compensa com robustez.

A onça-pintada possui a mordida mais forte de todos os felinos, que é duas vezes mais forte do que a mordida de um leão, perdendo para a hiena que possui um mordida poderosíssima.

Seu comportamento é como na maioria dos felinos ela é solitária porém possui uma característica bem específica, pois ela não é noturna e sim crepuscular.

Costuma a ser habitante tanto de florestas tropicais na América do Sul e América Central quanto áreas abertas e secas e com inundação periódicas.

Porém, acredita-se que ela já habitou todo o território norte-americano onde se encontra vários relatos pré-históricos especialmente no sudeste do país.

A onça-pintada usa uma tática diferente da maioria dos felinos para matar suas presas, pois os felinos costumam agarrar as presas e matar elas asfixiadas com uma mordida no pescoço, porém a onça-pintada possui uma tática de morder o crânio do animal atingindo assim o lóbulo temporal, entre as orelhas animal (principalmente a anta).

Esse animal caça com emboscadas, assim não precisa perseguir as presas, o que não é um intuito do seu design robusto de pernas curtas.

Ela ataca por cima de pontos cegos, e pesquisadores e indígenas admiram a capacidade de emboscada desse animal.

Não há relato de tentativa de presa com humanos, nem de onças man-eaters (comedora de homens) como é o caso do leopardo.

Os casos de agressividade costuma ser com indivíduos velhos ou feridos.

Conheça Um Pouco Sobre o Melanismo Presente Em Algumas Espécies

O gato-do-mato-pequeno, o gato-do-mato-grande, o gato-mourisco e a onça-pintada podem apresentar indivíduos melânicos, ou seja, de pelagem totalmente negra.

A onça-parda possui pouquíssimos casos de melanismo, normalmente com o espécimes da América do Sul.

A onça-preta ou jaguar-negro, pensava-se ser uma espécie distinta, porém, é possível ver as pintas nos espécimes.

Cerca de 6% da população possui coloração negra, o que é muito grande comparado ao fator de mutação, sendo que o gene do melanismo é uma característica dominante.

O gato-do-mato-grande também possui uma porcentagem de indivíduos melânicos alta.

No gato-mourisco, o gene alterado é o mesmo da onça, porém as mutações são distintas em cada espécie, o que mostra que foram geradas de forma diferente, nessa espécie os melânicos são mais comuns que os avermelhados e de cor natural, e isso indica que o alelo melânico substitui grande parte do alelo natural.

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