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Como Cuidar De Abelha Mirim, Tirar Mel e Dividir o Ninho

Não é difícil cuidar de abelhas-mirins. A Tetragonisca angustula, ou simplesmente abelha-mirim, é considerada, atualmente, uma das “queridinhas” do segmento de meliponicultura.

Isso porque, quando comparadas às suas rivais mais próximas, a apis mellifera scutellata (a “abelha-africana”) e a apis melífera (a “abelha-europeia”), ela ganha de longe, principalmente no que diz respeito à produção de mel, mas também no que diz respeito à sua incomparável resistência a condições adversas, fácil adaptabilidade à criação na cidade, facilidade para construir ninhos, entre outras características.

Enquanto as demais espécies limitam-se a construir ninhos exclusivamente nas escavações de árvores, as abelhas-mirins não pensam duas vezes antes de construí-los em caixas de energia, de papelão, cilindros artesanais, recipientes abandonados, buracos na parede, entre outros locais que lhes ofereçam as condições adequadas.

Ela acaba sendo uma alternativa das mais gratificantes para os produtores, que se veem às voltas com um desmatamento cada dia mais constante, e que praticamente dizima inúmeras espécies que só constroem seus ninhos em ambiente rural.

Sem contar o fato de que as abelhas-mirins distribuem-se por praticamente todo o território brasileiro, inclusive em alguns vizinhos sul-americanos, como é o caso da Colômbia, Venezuela, Paraguai, Bolívia, Equador, entre outros países.

E se não bastasse a facilidade de aprender como cuidar de abelhas-mirins, elas ainda são consideradas espécies altamente sociáveis e dóceis. Como não possuem ferrão (ou possuem de forma atrofiada), são fáceis de manipular, e ainda garantem a produção de um mel bastante apreciado pela leveza e suavidade da sua composição.

Como Cuidar de Abelha-Mirim?

As abelhas mirins são espécies rústicas, altamente resistentes, além do fato de serem variedades endêmicas do Brasil. Elas possuem a coloração tradicional das anthophilas: corpo amarelo-pardo, com detalhes pretos.

Como dissemos, essas espécies não possuem ferrão, além de serem dóceis e bastante sociáveis – só limitando-se mesmo a dar pequenas picadas no intruso, na esperança vã de que isso realmente possa afastar o perigo.

A construção dos ninhos das abelhas-mirins – na natureza – é uma verdadeira obra de engenharia! Um exército de indivíduos unem-se para limpar, construir e zelar por eles da melhor forma possível, enquanto os zangões cuidam de fecundar a rainha, e esta, por sua vez, de produzir o mel.

Os ninhos são construídos com cera e um material resinoso, como forma de vedá-los contra um possível assédio de invasores.

Cuidador de Abelha-Mirim
Cuidador de Abelha-Mirim

Já os favos são construídos em camadas (uns sobre os outros), com uma entrada por meio de tubulações que são vedadas durante a noite – e com apenas uma saída para oxigenação.

Uma forma de cuidar e começar uma criação de abelhas mirins, é por meio da simulação de uma colônia. E para tal, basta utilizar uma caixa de madeira (caixa de isca) para atrai-las.

Esta deve possuir um reservatório de mel e pólen, um sobreninho para a separação da colônia em compartimentos e deve ser colocada, obviamente, em uma região habitada por esse tipo de abelha.

Ela deve ser posicionada sobre uma árvore, protegida de predadores, ao abrigo da chuva e abastecida de água e variedades de flores.

O resto é com a natureza! As abelhas, não se sabe bem o porquê, simplesmente surgem e utilizam-se da caixa como o ambiente perfeito para o início de um novo projeto.

Lembrando, também, que você deverá escolher um local protegido da chuva para colocar a caixa, ou então use algum tipo de tela pra protegê-la, pois as abelhas precisam de um lugar seguro, com flores e água limpa para produzirem bastante mel!

Como Fazer a Divisão do Ninho

Como vimos, cuidar de uma criação de abelhas-mirins não é uma tarefa assim tão desafiadora. E ainda é possível, inclusive, obter outras colônias a partir da já existente, desde que, obviamente, a colônia “matriz” seja robusta, bastante produtiva e com uma grande comunidade de abelhas.

O próximo passo será a separação de uma parte desse material previamente acumulado naquela caixa em outra caixa. O correto é a utilização do que é chamado de “realeira”, ou seja, uma parte da colmeia que funciona como uma espécie de “célula criadora”, que geralmente é mais produtiva, robusta, repleta de abelhas e com uma rainha capaz de iniciar, na outra caixa, um novo processo de produção de mel.

Agora que já foi disponibilizada outra caixa (onde será iniciada a outra colônia), você só terá que retirar com uma pinça relativamente grande a vedação à base de resina e cera (que veda a colmeia), retirar o ninho (com as bandejas de cria) e também a “realeira” (a célula mais produtiva).

É importante notar que essa “realeira” retirada da colmeia tem a capacidade de produzir até 6 vezes mais favos do que as outras que compõem a colônia, por isso deve-se ter a certeza de que, juntamente com ela, estará indo uma rainha (a produtora de novos favos).

O processo será finalizado com a transferência de alguns potes de mel e pólen para essa outra caixa, com todo o cuidado possível para não danificá-los, enquanto vai encaixando os discos de criadouros de modo a não destruir os ovos ali formados.

O Mel das Abelhas-Mirins

Mel das Abelhas-Mirins
Mel das Abelhas-Mirins

O mel produzido pelas abelhas-mirins é famoso pela suavidade e leveza. Mas não é só isso! Ele também é considerado um poderoso anti-inflamatório, revigorante, protetor do sistema imunológico, além de ser um dos principais medicamentos naturais para o tratamento de problemas da visão.

Apesar de não produzir tanto quanto as outras espécies, as abelhas-mirins oferecem a vantagem de produzir própolis, pólen e cera com igual qualidade, e com um valor de venda 25% maior do que as demais.

E quando se leva em consideração a facilidade de se cuidar de uma criação de abelhas-mirins, aí é que as vantagens saltam aos olhos! Pois, como se sabe, elas são capazes de construir as suas colmeias nos lugares mais improváveis; onde quer que se deparem com algum invólucro abandonado; que logo dará lugar a um novo projeto de colônia para a produção de mel.

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