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Como a Seleção Natural Atua nos Dias de Hoje?

Quem nunca ouviu falar da evolução das espécies? Pois os naturalistas/biólogos Charles Darwin e Aldred Wallac mudaram o entendimento da evolução das espécies com a teoria da seleção natural.

Segundo eles a seleção natural atua na luta pela sobrevivência, e o organismo mais preparado sai na frente e encabeça a lista de reprodução, preservando as variações úteis para a espécie. Entretanto, organismo mais preparado não significa organismo mais forte, pois existem outros fatores que garantem a sobrevivência.

A evolução das espécies, segundo estudiosos, é um processo contínuo que esclarece de que forma as espécies mudam, explicando também a extinção e o nascimento de novas espécies. Mas, para que a seleção natural ocorra, alguns desses fatores são imprescindíveis, como hereditariedade, reprodução diferenciada e variabilidade entre os indivíduos.

Acontece quando os descendentes recebem as características vantajosas, repassadas pelos genes, o que aumenta a população com maior frequência. Caso essas vantagens continuem existindo, serão repassadas de geração a geração, até que se tornem mais raras as características desvantajosas.

As características desvantajosas podem matar o indivíduo, antes que tenha tempo de reproduzir. Já os indivíduos cujos  organismos estão adaptados a um local ou região, tem a reprodução mais acelerada que os demais.

Variabilidade Entre os Indivíduos

As características dos indivíduos da mesma espécie precisam passar por variações em seus organismos, sem o que não haveria seleção natural. É o caso de mamíferos que vivem na neve. Existem os brancos e existem os pretos. Como os pretos se destacam na neve, são vítimas potenciais dos predadores, pois, neste caso a cor preta é uma característica desvantajosa. Já os pretos se camuflam na neve e chegam à reprodução com maior facilidade, e os genes repassam as características vantajosas para os descendentes, ganhando a liderança na reprodução.

A seleção natural exerce inúmeros efeitos sobre os traços do indivíduo, e é dividida em três tipos: Seleção direcional, seleção estabilizadora e seleção separativa.

  • Seleção direcional – potencializa valores de um traço.
  • Seleção estabilizadora – age no sentido de conservar características aprazíveis.
  • Seleção separativa – atua na alteração do traço em várias direções, otimizando os níveis dos traços mais baixos e mais altos.

Ainda Existe Seleção Natural?

Há controvérsias sobre o assunto. Existe no mundo acadêmico uma hipótese bem aceita, embora polêmica, que afirma que a evolução humana parou há dez mil anos. Outros cientistas vão além e dizem que a seleção natural estagnou há pelo menos 50 mil anos. Alguns psicólogos acreditam até que, desde o fim da era do gelo (portanto há dez mil anos aproximadamente), a mente humana deixou de evoluir para melhor.

Entretanto, pesquisadores do Reino Unido e de Berlim acharam sinais de que a seleção natural ainda existe entre nós há cerca de 200 anos… O estudo já atraiu muitos entusiastas que acreditam que os seres humanos modernos continuam a evoluir.

Seleção Sexual em Humanos

A pesquisa toda é muito interessante, mas destaca-se a seleção sexual, por ser um fato inédito, uma vez que a importância desse tipo de seleção sempre foi aceita em peixes e aves, e pela primeira vez em seres humanos.

Segundo a pesquisa, os homens que atraíram mais parceiras no sítio estudado tiveram proles maiores, sendo que o número de filhos variou de zero a 17, sinal de que havia condições de ocorrer a seleção natural, gerando expectativas de evolução.

A referida pesquisa foi realizada no interior da Finlândia e envolveu estudos detalhados sobre a vida de seis mil pessoas, aproximadamente.  Foi feita em quatro vilarejos entre pessoas nascidas entre 1760 e 1849, abrangendo certificados de nascimento, casamento e morte de cada indivíduo estudado.

Seleção Sexual em Humanos

O local e o período foi escolhido com base no acervo genealógico feito pelas igrejas, revolução agrícola e nas regras rígidas lá existentes, em relação a divórcio, relações extraconjugais e monogamia.

Os estudos se voltaram, em especial, a quatro aspectos que envolvem sobrevivência: quem vivia mais de 15 anos, quem se casava, quem se casava várias vezes e número de filhos em cada casamento.

A Seleção Natural não Estaciona

Minuto a minuto, hora a hora, dia a dia, a seleção natural trabalha no mundo todo, realizando inúmeras variações, por mais sutis que sejam. Mesmo em ambientes constantes e estáveis, atua de modo estabilizador, rejeitando as características que são ruins e agilizando as que são boas. É um trabalho imperceptível e silencioso que faz a diferença na melhora dos seres orgânicos.

Esses progressos só são notados com o decorrer de um longo tempo, de era em era, quando subitamente notamos que as coisas estão muito diferentes do que eram, devido à nossa visão imperfeita sobre a evolução das eras geológicas.

Impacto

A teoria da evolução por seleção natural mostrou-se radical quando define que formas diferentes umas das outras foram construídas de forma complexa e evoluíram a partir de formas de vida mais simples, por meio de princípios também simples. A definição causou impacto em diversos grupos religiosos, porque exclui a possibilidade de uma intervenção divina na evolução como variável independente.

Muitos estudiosos afirmam que, semelhante à evolução das espécies, houve uma evolução da sociedade e que as ideias de Darwin, somadas às ideias de Adam Smith, Freud e Marx influenciaram profundamente o pensamento do século XIX, e se transformaram em desafios a fundamentalismo religioso e escolas de pensamento racionalista que dominavam a Europa.  Por conta da carreira universitária, alguns países como a Turquia restringiram o aprendizado da seleção natural e da teoria da evolução.

Teoria da Evolução por Seleção Natural

Os estudos feitos na Finlândia vêm provar que o ser humano ainda é influenciado pela evolução, pois mesmo em uma sociedade monógama, os indivíduos passam por uma seleção sexual, onde seu sucesso é avaliado pelo número de descendentes que deixa, perpetuando suas características genéticas por muitas gerações.

A teoria da evolução penetrou na mente de Darwin durante uma expedição feita no navio HMS Beagle, com início em 27 de dezembro de 1831. A expedição partiu da Inglaterra e deveria durar dois anos, mas durou cinco anos. O navio aportou na Bahia e depois no Rio de Janeiro, onde Darwin causou o primeiro impacto ao criacionismo, crença religiosa que defendia a ideia de Deus como criador de todos os seres vivos.

Em seu livro “Viagem a Beagle”, Darwin relata sua passagem pelo Brasil, quando viu uma mosca colocar ovos em uma lagarta para que as larvas pudessem se alimentar de suas entranhas. Ele teria se perguntado “como é que um Deus tão bom pode ter feito uma criatura tão cruel?”. Era o início da teoria da evolução.

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