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Caranguejo Violinista ou Chama Maré com Fotos

Especialmente no Nordeste do Brasil, comer frutos do mar é algo muito comum e faz parte do dia a dia das pessoas. Isso se dá pela proximidade do mar e mangues, além de ter sido toda uma cultura econômica criada voltada para esse tipo de alimentação. Um dos animais mais criados para esse destino é o caranguejo. O processo todo de comer caranguejo é algo similar ao de acender e segurar o cigarro nos dedos: bem simbólico. Há até o jogo de utensílios vendidos para comer caranguejo, que contém o martelo e a tábua.

Existem diversas espécies de caranguejos por aí, e muitíssimas delas encontradas aqui no Brasil. Uma delas, que não é tão conhecida popularmente, é a do caranguejo violinista, também chamado de chama maré. E é sobre ele que iremos falar no post de hoje. Mostraremos um pouco mais sobre suas características, classificação, nicho e habitat, tudo isso com fotos! Continue lendo para aprender mais.

Classificação do Caranguejo Violinista ou Chama Maré

Aprenda um pouco sobre a classificação do caranguejo violinista em relação as categorias dos cientistas.

  • Reino: Animalia (animal)
  • Filo: Arthropoda (artrópodes)
  • Subfilo: Crustacea (crustáceos)
  • Classe: Malacostraca
  • Ordem: Decapoda (decápodes, dez pés)
  • Infraordem: Brachyura
  • Família: Ocypodiadae
  • Gênero: Uca
Caranguejo Violinista
Caranguejo Violinista

Características Físicas do Caranguejo Violinista ou Chama Maré

O uca é um gênero de pequenos caranguejos, que inclui a espécie do chama maré, também chamado de caranguejo violinista. A principal característica desse caranguejo, é em relação ao seu dimorfismo sexual, em que os machos apresentam uma das suas guelas mais desenvolvidas, o que diz ser quase a metade da massa do animal. Enquanto que as fêmeas apresentam dois quelípodes.

Os chama-marés, fazem parte dos habitantes mais familiares das áreas de estuários, e acabam exercendo um importante papel estrutural e funcional na ecologia dos manguezais. Esses caranguejos, ao removerem a terra, promovem uma grande bio perturbação, a qual auxilia em todo o processo cíclico de nutrientes e de energia no ambiente. Também ajudam a evitar a erosão do solo.

Também chamados de “caranguejo-violinista”, devido à sua pinça, chamada de quelípode, que é assimétrica e grande.  Sendo assim, quando esse animal realiza pequenos movimentos com sua pinça menor ao se alimentar, fica parecendo que está tocando um violino. Possui vários outros nomes populares regionais, como “caranguejo cavador”, “chama-maré”, “chora-maré”, “ciecié”, “maracauim”, “tesoura”, “vem-cá” e “xié”. A primeira menção a um caranguejo chama-maré foi dada em 1648, no livro Naturalis Brasiliae.

Ele geralmente faz toda a atividade alimentar ao redor de sua toca, e elas ficam classificadas como temporárias ou até reprodutivas, pois estão sempre mudando. As primeiras são utilizadas por juvenis, como lugares de refúgio das adversidades ambientais e contra predadores (e também como locais de muda). Já as tocas reprodutivas são defendidas por machos adultos de algumas espécies de Uca e utilizadas durante a corte, acasalamento e incubação dos ovos. Tanto que internamente são dotadas de câmara terminal. Portanto, são levados em consideração para a sua construção: locais de umidade, compactação e textura do sedimento específicas para cada espécie

Nicho Ecológico e Habitat do Caranguejo Violinista ou Chama Maré

O habitat de um animal, é onde ele pode ser encontrado. O caranguejo chama maré é reconhecido por viver nos famosos manguezais, uma fauna muito rica e local da maioria dos caranguejos. Cada espécie de chama maré se espalha por diferentes manguezais e habitats, porém, é possível achar de vez em quando duas espécies em um só lugar.

O manguezal é ideal para os caranguejos pela sua salinidade, disponibilidade de comida e vários outros fatores. Eles vivem em ambientes semi-aquáticos, na zona transicional. Existem espécies mais adaptadas a águas de maior ou menor salinidade, assim como espécies que podem ou não tolerar faixas mais amplas dessa variação. A temperatura e a iluminação são outros fatores de impacto, limitando a distribuição geográfica de algumas espécies. Há espécies que preferem áreas sombreadas em meio à vegetação, e outras, áreas abertas.

Quanto ao nicho ecológico, ele se caracteriza por uma junção de diversos hábitos de um determinado ser vivo. Começando pela alimentação, os caranguejos violinistas se alimentam de bactérias e microfloras bentônicas, além de algas azuis. Sua pinça nas patas ajuda a levar alguns alimentos diretamente para a boca. Já em relação a sua reprodução, esses animais costumam escavar tocas de profundidade variada, de onde saem durante a baixa da maré para realizar a reprodução. Depois do acasalamento, retornam para suas tocas, que já é quando a maré está alta novamente. As larvas deste caranguejo se desenvolvem em ambiente aquático. Eclodem à noite, normalmente na maré alta, e são levadas para águas mais profundas. No fundo, completam várias mudas e transformações, até serem transportadas de volta ao estuário para atingir a maturidade.

Fotos do Caranguejo Violinista ou Chama Maré

Veja a seguir algumas fotos do caranguejo violinista, ou chama maré, em seu habitat e realizando seus feitos no dia a dia. Para que quando estiver visitando, ou até experimentando algum caranguejo, possa saber se ele é um chama maré ou outra espécie. Você pode ler um pouco mais sobre caranguejos de mangue aqui no site: Caranguejo de Manguezal: Ecossistema e Fotos

Esperamos que o post tenha te ajudado a aprender um pouco mais sobre o caranguejo violinista, ou chama maré, e suas características. Não esqueça de deixar seu comentário nos contando o que achou e também deixar suas dúvidas. Ficaremos felizes em responde-las. Você pode ler mais sobre caranguejos e outros assuntos de biologia aqui no site!

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