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Características do Lince: Ficha Técnica, Peso e Altura

A ficha técnica de uma espécie como o Lince-ibérico deverá conter, necessariamente, o seu peso, altura, habitat, distribuição, entre outras características.

Especialmente nesses tempos em que boa parte dos membros dessa família Felidae encontra-se ameaçada de extinção, torna-se essencial conhecer um pouco mais sobre esse que talvez seja o mais ameaçado dentre todos.

O Lince-ibérico é uma das exuberâncias dessa família Felidae! Ele possui um comprimento que oscila entre 70cm e 1m, peso entre 11 e 13 kg (para os machos) e 7 e 9,5kg ( para as fêmeas), além de uma altura entre 40cm e 56cm (machos) e 30 e 40cm (fêmeas).

Características, Peso e Altura na Ficha Técnica dos Linces-Ibéricos

Esses animais possuem algumas particularidades dignas de nota. A primeira delas é que eles costumam ser chamados de “gatos grandes”, em uma alusão à sua semelhança com os nossos gatos domésticos.

cterísticas particulares dizem respeito à sua coloração, em exuberantes tons castanhos, mesclados com um amarelo-pardacento e com manchas negras – semelhantes às das onças.

Eles ainda apresentam uma cauda bastante diminuta, que termina em uma ponta mais escura; e alguns tufos nas orelhas, que descem curiosamente pelas laterais do rosto, semelhantes a uma barba por fazer.

E como é comum nos linces, as suas patas posteriores são relativamente maiores do que as anteriores, o que lhes conferem a capacidade de saltar a grandes alturas – aliás, o que se diz é que dificilmente uma presa consegue escapar deles mesmo a uma altura de 8, 9 ou 10 metros.

Características do Lince
Características do Lince

Já as suas patas anteriores são mais robustas. Elas são apropriadas para a caça, já que é com elas que eles aprisionam as suas vítimas.

Habitat, Hábitos Alimentares e Características Reprodutivas Somam-se ao Peso e à Altura na Ficha Técnica dos Linces-Ibéricos

Como o seu nome logo nos leva a supor, o Lince-ibérico é uma espécie endêmica da Península Ibérica.

Mas nem de longe ele ocupa atualmente a faixa que ocupava no passado, quando uma faixa territorial com pouco mais de 600.000km2 era pouca para abrigar essa espécie que distribuía-se rica e abundantemente.

Hoje, o Lynxs pardinus (seu nome científico) não ocupa mais do que 20% do território que ocupava até o final dos anos 50, limitando-se apenas a alguns trechos de matas fechadas, florestas densas e de bosques na região da Galiza, norte de Portugal e em algumas regiões da Espanha – totalizando não mais do que 10.000km2.

Apesar de preferir matagais densos e regiões mais fechadas, eles não costumam abrir mão de algumas investidas em campos abertos, regiões montanhosas, florestas de várzea, florestas arbustivas, entre outras regiões.

Regiões onde eles possam encontrar as suas presas favoritas: as lebres e os coelhos, que nenhuma resistência conseguem opor às suas garras, em conjunto com uma agilidade nas patas superiores que podem fazê-los ultrapassar, facilmente, os 90km/h.

Como dissemos, uma ficha técnica do Lince-ibérico deverá conter, além do seu peso, sua altura, características físicas e também os seus hábitos alimentares.

E nesse caso, a sua preferência é pelas ágeis e espertas Lepus granatensis, ou mesmo pelo coelho-europeu (o Oryctolagus cuniculus). Mas eles não costumam dispensar um bom banquete à base de pequenos roedores, como o Apodemus sylvaticus. Ou outros mamíferos (mais raramente) em períodos de escassez.

Características Reprodutivas e Comportamentais na Ficha Técnica do Lince-Ibérico

O Lince-ibérico é um animal tipicamente solitário. O que ele prefere mesmo é embrenhar-se em matagais, florestas densas e primárias, florestas arbustivas e bosques, onde possa encontrar a sua principal refeição, o coelho-europeu, sem o qual poderá ter a sua existência ainda mais ameaçada – já que, além de tudo, é uma espécie seletiva.

Nesse caso, ele dá preferência ao esperto Oryctolagus cuniculus – a sua principal alimentação –, que representa nada mais nada menos do que quase 90% da sua dieta.

E para obtê-la, os Linces-ibéricos podem percorrem uma distância de até 6km, sempre à noite – como uma típica espécie noturna.

Mas eles também não deixam de realizar algumas incursões no final da tarde (já próximo à noite), em busca das suas 700 calorias diárias (+/- 1 coelho adulto), que serão suficientes para saciá-los por não mais do que 24h.

O período reprodutivo dessa espécie geralmente ocorre entre o verão e o outono. E após a cópula, a fêmea deverá atravessar uma gestação que pode durar até 60 dias, e resultar em 2 ou 3 filhotes, que permanecerão com ela até completarem entre 18 e 24 meses – quando, enfim, já serão considerados adultos e aptos a lutarem pelas suas sobrevivências.

Uma curiosidade sobre o processo reprodutivo dos Linces-ibéricos – e que é digna de ser notada –, é que a diminuição dessa espécie na natureza vem resultando em uniões entre espécies consanguíneas.

E isso também tem contribuído para que eles sejam listados como “ameaçados de extinção”; já que o normal é que, dessa união, surjam filhotes com má formação – isso quando não morrem logo após a fêmea dar à luz.

Conservação

O Lince-ibérico é, hoje, a espécie de felino mais ameaçada de extinção na natureza. E o que se diz é que ele pode ser o primeiro caso de extinção de um felino pelo homem – o que torna o fato ainda mais dramático.

A espécie já chegou a ser, inclusive, listada como “Em grave risco de extinção” pela IUCN (União Internacional Para a Conservação da Natureza).

Mas algumas ações governamentais e não-governamentais, especialmente no que diz respeito ao rigor com relação à caça ilegal de animais silvestres e contra o avanço do progresso em seus habitats naturais, acabaram conseguindo fazer com que eles passassem de “Gravemente Ameaçados” para “Espécie em perigo de extinção”.

Logo, torna-se mais do que necessário conhecer a fundo a ficha técnica dos Linces-ibéricos, com a sua altura, peso, características, processos reprodutivos, habitats naturais, comportamentos, entre outras particularidades que podem ser fundamentais para a garantia da sua sobrevivência para a apreciação das gerações futuras.

Mas há uma boa notícia! Atualmente eles vêm sendo alvos de várias campanhas e projetos que visam impedir a sua total extinção.

E estima-se que desde 1994 já tenham sido gastos mais de 100 milhões de euros com medidas e campanhas que lutam em prol da conservação dos linces-ibéricos.

Medidas que envolvem a construção de reservas ambientais, fiscalização da caça predatória, contenção dos avanços do progresso nos seus habitats naturais (para a manutenção das suas principais presas), entre outras ações que têm conseguido fazer com que, aos poucos, a sombra da extinção seja desassociada, de uma vez por todas, desses belos, singulares e enigmáticos Lynx pardinus.

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