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Abelhas Nativas do Paraná e Santa Catarina

No Brasil, as abelhas nativas dos estados do Paraná e de Santa Catarina, como de toda o território brasileiro, são as espécies conhecidas como “sem ferrão” – endêmicas de praticamente todos os estados.

Elas são as variedades que adaptaram-se bem ao clima do continente americano, diferentemente das espécies “Apis melífera”, que não encontraram abrigo cá por essas bandas.

Para a maioria dos criadores de abelhas, a consolidação dessas variedades ocorreu para o bem da apicultura brasileira, que pôde contar com os serviços de uma espécie altamente sociável, de fácil domesticação, sem ferrão ( e, por isso mesmo, sem veneno), além de excelentes produtoras de mel.

São cerca de 3.000 espécies, com uma estimativa de que pelo menos entre 15 e 20% dessas sejam endêmicas dos estados de Santa Catarina e Paraná.

E dentre estas, destacam-se as espécies da tribo das Meliponinas, que também podem ser conhecidas como “abelhas indígenas sem ferrão”, com cerca de 250 variedades a espalharem-se por praticamente todo o Brasil, com as características de possuírem um ferrão atrofiado, serem altamente sociáveis, e, por isso mesmo praticamente inofensivas.

Mas o objetivo desse artigo é fazer uma lista apenas com algumas das espécies de abelhas consideradas nativas dos estados de Santa Catarina e Paraná.

Esses estados possuem, como dissemos, entre 15 e 20% do total de espécies brasileiras. E como não poderia ser diferente, estão entre as maiores produtoras de mel do sul do país.

As Abelhas Nativas do Paraná

1.Jataí (Tetragonisca angustula)

Essa está entre as variedades brasileiras mais dóceis e mansas dessa comunidade “sem ferrão”. Ela possui a tradicional cor amarelo-ouro, com a sua cesta de pólen na cor negra; e é bastante conhecida por poder ser criada próximas às casas, em quintais, sítios, chácaras, entre outros locais onde elas sintam-se à vontade para produzir as suas imensas quantidades de mel.

A Jataí ainda possui outra característica bastante peculiar, que é a facilidade com que constrói suas colmeias, não necessitando mais do que uma caixa de madeira, cavidades em muros, fendas, latas vazias, entre outros locais com essas características.

2.Mandaçaia (Melipona quadrifasciata)

Essa outra abelha nativa do Paraná, é considerada uma espécie quase extinta. O seu nome (em tupi) significa manda (vigia) + çaí (bonito), em uma clara alusão à característica da espécie de manter sempre uma vigia na entrada das colmeias.

A Mandaçaia também possui a tradicional coloração amarelo-ouro, com faixas negras no abdômen, além de asas em uma cor fumê.

Essa também é uma variedade altamente sociável, grande produtora de mel, com cerca de 10mm de comprimento; e que possui, entre outras características, a de construir as suas colmeias em ocos de árvores.

3.Abelha Mirim (Plebeia spp.)

Essa é uma abelha pequena, e que da mesma forma não cria dificuldades para construir suas colmeias nos lugares mais improváveis.

Ela também pode ser conhecida como a Mirim-guaçu – membro ilustre da singular tribo das Trigonini.

Essa variedade é pouco agressiva, rústica, possui um tamanho discreto, além da curiosa característica de produzir própolis e geoprópolis com uma consistência poucas vezes vista na natureza.

Com não mais do que 7mm, a Plebeia spp., possui um tórax preto, pilosidades mais claras e enquadra-se na categoria das espécies mais importantes da região.

4.Tubuna (Scaptotrigona bipunctata)

A Tubuna é uma espécies de abelha nativa dos estados de Santa Catarina e do Paraná.

Como uma boa representante da comunidade das Trigonas, ela é conhecida por uma curiosa agressividade e por grudar-se nos cabelos da vítima, enquanto a morde com uma mandíbula que mais se assemelha à das formigas mais agressivas da natureza.

Ela possui uma cor escura e bastante reluzente, com asas da cor fumê, e é um exemplo de perseverança na construção dos seus ninhos, pois são capazes de percorrer até 1km em busca de árvores ocas, fendas de muros, caixas de madeira, entre outros locais semelhantes.

Abelhas nativas de Santa Catarina

1.Boca de Sapo (Partona helery)

Abelhas Boca de Sapo
Abelhas Boca de Sapo

A característica de construir, nas suas colmeias, uma entrada com a curiosa forma de uma boca de sapo, deu à Partona helery o seu apelido. Mas esse seu curioso apelido pode esconder a realidade de que ela é também uma das espécies “sem ferrão” mais agressivas dessa região do Brasil.

Assim como as Irapuãs, Tubunas, Sanharós, entre outras espécies, elas costumam atacar com dolorosas mordiscadas, além de grudarem-se nos cabelos da vítima – o que acaba facilitando, ainda mais, o seu ataque.

A boca-de-sapo possui uma coloração negra e reluzente, com asas curiosamente desproporcionais ao corpo; e ainda possuem a característica de recolher grandes quantidades de pólen e néctar.

2.Bora Vorá (Tetragona clavipes)

Abelha Boa Vorá
Abelha Boa Vorá

Essa é outra abelha nativa do estado de Santa Catarina, a Tetragona clavipes, também conhecida como Vorá, Jataizão, Cola-cola, entre outras denominações que receberam dos indígenas locais.

Ela também é uma das que mais coletam pólen, e por isso mesmo recebeu dos nativos o apelido de Borá, uma substância amarelada e de gosto amargo, que para os índios era o pólen.

Ela também é bastante agressiva, e ainda possui um tamanho considerável, que expressa-se bem na sua estrutura, toda ela em uma intimidadora coloração marro-escuro.

3.Iraí (Nannotrigona testaceicornis)

Abelha Iraí
Abelha Iraí

O nome Irai é o resultado da junção dos termos em tupi: Ira (mel) + Y (Rio), ou “Rio de Mel”; um apelido que diz bem sobre a sua característica de grande produtora.

A Nannotrigona testaceicornis também é conhecida pela facilidade com que constroem seus ninhos (até mesmo furos de tijolos são bem vindos), mas também pela docilidade, facilidade para o manejo e grande sociabilidade.

Com não mais do que 4mm, coloração negra e asas fumê, elas representam muito bem essa imensa comunidade do sul do país.

4.Bugia (Melipona mondury)

Bugia
Bugia

Por fim, a Melipona mondury – ou simplesmente Bugia – , que também pode ser a Tujuba, Uruçu-amarela, Teúba, Tujuva, entre outras denominações que elas recebem por esses rincões do sul do Brasil.

Entre as suas principais características, está a de construir colmeias razoavelmente grandes, as quais elas defendem com pouca agressividade – não mais do que um leve beliscar, que esperam ser suficiente para afastar o invasor.

Como uma boa representante das espécies de abelhas nativas de Santa Catarina, a Melipona mondury destaca-se pela sua raridade e beleza incomparável, bem expressas em um corpo entre o negro e o ferruginoso, com pilosidades amareladas, além de outras características.

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