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Pitanga Amarela Gigante: Fotos e Características

A variedade de frutas que podemos encontrar no Brasil é algo verdadeiramente impressionante. São tantas, que nem dá pra escolher direito. E, uma delas é a pitanga amarela gigante, um belo fruto que vamos falar mais a seguir.

Principais Características

A pitanga amarela gigante é também chamada popularmente de pitangatuba. Tendo como nome científico Eugenia neonitida, esta árvore em forma de arbusto pode atingir até 2,5 m de altura. No entanto, saliente-se que o seu crescimento é bem lento. O próprio nome “pitangatuba” vem do Tupi, numa expressão que se refere à “pele do fruto, que é fina ou delicada” e o adjetivo TUBA significa “grande ou largo”.

O fruto da pitanga amarela gigante, de fato, lembra uma pitanga, porém, com uma coloração totalmente amarela, e maior em relação ao tamanho. Não é à toa que outro nome popular para essa fruta é pitangão. O sabor dela é muito doce e agradável, que, por sinal, em nada lembra a pitanga “original”, digamos assim. Sua polpa é bem macia, de coloração vermelha, e recoberta por uma casca muito fina e delicada. Além disso, carrega de 1 a 3 sementes.

É uma fruta muito atrativa à chamada avifauna (grupo natural formado pelas aves), e que, para consumo humano, pode ser comida in natura, ou simplesmente pode ser usada para a fabricação de doces e bebidas, acentuando ainda mais o seu sabor.

Outros Aspectos Físicos

Seu tronco possui uma casca externa bem áspera, cuja característica mais visível é que ela se desprende em placas. A copa, por sua vez, é densa e arredondada. Já, as folhas têm uma textura que parece ser de couro, além de serem elípticas e pontiagudas no ápice. Tais folhas têm uma coloração verde-escura na face superior, sendo um pouco mais claras na inferior. O florescimento, de um modo geral, é errático, podendo ocorrer duas ou mais vezes ao ano, a depender de alguns fatores, como o clima da região.

Com relação ao seu habitat natural, pode ser encontrada na flora de restingas do Rio de Janeiro. Mesmo sendo da família das Mirtáceas e do mesmo gênero da pitanga, não é uma pitanga, em si, parecendo mais uma carambola um pouco mais alongada, com gomos suaves que se voltam para dentro do fruto.

Pitanga Amarela Gigante
Pitanga Amarela Gigante

Além dos frutos característicos, o arbusto da pitanga amarela gigante exala um perfume bem forte, além de possuir algumas flores bem delicadas, que se fecham em si mesmas ao entardecer. Eis um dos motivos para a árvore ser usada também para o paisagismo.

No entanto, a aplicação comercial desse fruto é um pouco complicada, já que se trata de um produto bem sensível e perecível, e que, em ambientes inadequados, rapidamente se estraga. Como a distribuição natural da pitanga amarela gigante é bastante restrita, essa é uma planta que se encontra ameaçada, visto que as regiões de ocorrência dela estão muito povoadas e degradadas.

Clima e Solo Ideais para Cultivo

A pitanga amarela gigante tem a vantagem de ser uma planta altamente adaptável a diversas condições de cultivo. Um bom exemplo disso é que se trata de um arbusto que aprecia praticamente todo e qualquer tipo de solo. O importante é que este esteja muito bem drenado.

Ainda em se tratando do solo ideal para a pitangatuba, ela responde muito bem a uma adubação equilibrada, nem com nutrientes demais, nem de menos. A produção, em si, dos frutos é iniciada com cerca de 2 anos após o plantio.

Quanto ao clima, é uma planta que suporta bem qualquer tipo de clima (contanto que o local não seja extremamente quente, ou extremamente frio). Suporta, inclusive, algumas rápidas geadas. Mesmo assim, frutifica bem melhor quanto está localiza numa região de sol pleno.

De resto, não é preciso muitos cuidados com a pitangatuba. Porém, uma boa dica é cobrir a superfície com pé de cerra, e eliminar toda e qualquer erva daninha que, porventura, possa estar ali, e sufocar a planta. O adubo pode ser preparado com 2 kg de composto orgânico, feito com esterco de galinha, e mais 20 g de NPK 10-10-19. A distribuição dos nutrientes deve ser feita à 5 cm de maneira superficial a uma distância de 20 cm do caule, sempre no início de Outubro. A frutificação se dá entre os meses de novembro a abril.

E, claro, só ressaltando mais uma vez: além de dar frutos saborosíssimos, o arbusto funciona muito bem como paisagismo, podendo compor o ambiente de belos jardins, ou em pomares domésticos em vasos, sendo uma excelente alternativa para quem não dispõe de muito espaço, como em casas e até em apartamentos.

Valor Nutricional

Como toda fruta com certo de acidez, a pitanga amarela gigante é rica em algumas substâncias, como proteínas, carboidratos, sódio magnésio e ferro. Estudos bem recentes, contudo, mostram que o potencial nutricional da fruta vai um pouco mais além, inclusive, com mais substâncias benéficas à nossa saúde do que a pitanga normal.

Porém, devido ao fato de existirem poucos exemplares na natureza, a ciência ainda dispõe de poucas informações a respeito da planta como um todo, especialmente, das propriedades do seu fruto. Mas, certamente é um espécime que apresenta um alto valor nutritivo, sendo ótimo para a saúde, assim como as melhores frutas que temos na natureza atualmente.

Outras Frutas Brasileiras Ameaçadas de Extinção

Além da pitanga amarela gigante, outras frutas pertencentes ao meio ambiente brasileiro estão ameaçadas de deixarem de existir por diversos motivos. Um dos principais se deve ao desmatamento, que acaba destruindo espécimes, que, por si, já são bem raras.

Um bom exemplo disso é o jenipapo, bastante comum no Norte e Nordeste do país, e cuja fruta tanto pode ser consumida in natura, quanto servir para o preparo de outros produtos, como sucos e licores. Em sua composição, podemos encontrar vitaminas A, do Complexo B e C. Trata-se de uma fruta altamente perecível, que a depender de certas circunstâncias, pode ter uma vida útil de apenas 48 horas.

Outro que se encontra ameaçado é o cambuci, fruto nativo da Mata Atlântica, e cujo gosto lembra bastante o limão. Antigamente, no período da colonização, esse fruto podia ser encontrado facilmente na Serra do Mar e por toda a região de São Paulo. Hoje em dia, virou artigo raro.

Esperar que, assim como a pitangatuba, essas e tantas outras frutas não venham a desaparecer de nossa flora.

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