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Pé de Graviola Doente e Caindo os Frutos: O Que Fazer?

Os pés de graviola, assim como qualquer outra planta, não estão imunes a pragas, e todo tipo possível de doenças. Portanto, é preciso ficar atento para quando essa árvore estiver com alguma enfermidade, para que o tratamento seja o mais rápido possível.

A seguir, vamos orientar mais a respeito disso, ajudando a identificar e a combater pragas que, a princípio, parecem difíceis de serem controladas e destruídas.

Principais Pragas que Atacam o pé de Graviola

Também chamado de gravioleira, o pé de graviola é bastante suscetível a muitas pragas que podem facilmente matar a planta. Um delas é a broca-do-fruto, que causa grandes problemas ao fruto, em especial, à polpa, o que acaba reduzindo bastante o seu valor comercial para consumo in natura, ou até mesmo para processamentos industriais. É uma praga encontrada em vários países da América Latina. A lagarta da broca-do-fruto, recém-saída do ovo, ataca a graviola, que rapidamente apodrece, podendo até cair. Os sinais dessa praga são flores e botões florais secos, além de frutas retorcidas e com manchas.

Outra praga muito frequente é uma de nome broca-da-semente, também muito comum em países da América Latina. A larva dessa espécie de vespinha que provoca essa enfermidade na planta perfura o fruto assim que sai do ovo, abrindo galerias na polpa em buscas das sementes da graviola. Ali, ela se aloja, até virar uma vespa adulta e eclodir da semente, onde faz um caminho para sair do fruto, o que danifica por completo sua polpa. Os sinais dessa praga são o aparecimento de pequenos orifícios (em torno de 2 mm de diâmetro). Os frutos mais jovens ficam tão doentes que, facilmente, caem.

Temos também a broca-do-tronco, outra praga que acomete o pé de graviola, e que pode apodrecer vários de seus frutos. Essa praga ataca mais especificamente os ramos e o troco da gravioleira, abrindo galerias e obstruindo a passagem da seiva da planta. Inclusive, se o ataque for demasiadamente severo, parte da planta ou toda ela acaba morrendo. Essa praga é provocada por uma espécie de besouro que deposita seus ovos nos troncos dos pés de graviola, e os danos são causados justamente quando o inseto está em sua fase larval. Os sintomas do ataque são a presença de excrementos, além de uma espécie de serragem característica que obstrui as galerias. Isso tudo facilita a entrada de fungos que, facilmente, podem matar a planta.

Ainda existe a broca-do-coleto, que, além da graviola, pode atacar também pés de abacate e de fruta-do-conde. É uma praga, igualmente como muitas aqui citadas, causada por uma espécie de besouro, cujas larvas abrem galerias na casca das frutas. O problema é que justamente por atacar exatamente a região do coleto da planta, quando essa praga é notada, em geral, ela já fez um estrago enorme, causando o bloqueio da circulação da seiva. Os sintomas dessa enfermidade são o amarelecimento e a consequente queda do fruto, bem como a secagem e até a morte da planta. É bom também não confundir com os sintomas da broca-do-tronco, já que a do coleto só, e somente só, ataca essa região da planta.

Outras Pragas Conhecidas do Pé de Graviola

A quantidade de pragas que podem acometer os pés de graviola é realmente um pouco elevada, e ainda pode incluir uma de nome cochonilhas. Ela pode atacar tanto as folhas, quantos os ramos novos e os frutos da planta. Tanto o desenvolvimento quanto a qualidade do fruto ficam seriamente afetados quando são atacados por cochonilhas. São várias as espécies existentes desse inseto, que, inclusive, pode ser facilmente visto a olho nu, tendo uma cor que varia do pardo ao amarelo.

Outra praga muito comum nas gravioleiras são as formigas cortadeiras, amplamente distribuídas em zonas tropicais, em espacial, no Brasil, onde existem inúmeras espécies delas. As formigas saúvas, pertencentes a esse grupo de insetos, são as mais comuns e agressivas entre as cortadeiras, construindo grandes formigueiros, que são uma mistura de terra com fragmentos de palhas e outros resíduos vegetais.

Como Combater Essas Pragas?

É bom que se diga: combater essas pragas que acometem os pés de graviola não é nada fácil, e exige dedicação. Primeiro de tudo, o importante é, sempre que possível, fazer inspeções regulares no pomar para verificar se existem flores, folhas ou frutos danificados. Em caso de frutos que aparentem estar com alguma praga, o mais recomendável é coletá-los e enterrá-los a, pelo menos, uns 50 cm de profundidade, tanto aqueles que ainda se encontram na planta, quanto aqueles que estão caídos.

O ideal também é, a cada 15 dias, pulverizar as inflorescências e os frutos da graviola com inseticidas à base de trichlorfon a 0,16%, fenthion a 0,075%, monocrotophos a 0,10%, ou mesmo endossulfan a 0,15%. Também se recomenda pulverizar os frutos com uma calda que seja à base de melaço (com uns 10 ml), sementes de graviola trituradas (uns 10 g), monocrotophos (cerca de 5 ml) e água (10 ml é o suficiente).

Combatendo Praga de Pé de Graviola
Combatendo Praga de Pé de Graviola

No caso dos formigueiros, é relativamente mais fácil atacar aqueles que ainda estão em formação do que aqueles que são mais antigos. Ainda assim, o controle cultural por meio da manipulação do meio ambiente é uma das melhores estratégias. Por exemplo: movimentar o solo no local do formigueiro contribui para a sua destruição. Outra medida eficaz é revestir o caule com um cone de proteção (plástico, por exemplo), a uns 30 cm acima do solo, e com a parte mais larga pra baixo. E, você ainda pode utilizar “repelentes naturais”, plantando próximo ao pomar batata-doce, gergelim, rim-de-boi e algumas euforbiáceas. Em alguns casos, porém, somente o controle químico surte efeito contra as formigas cortadeiras. No mercado, inclusive, o que não faltam são produtos à base de pós secos, líquidos, gases e iscas.

Portanto, como se vê, tanto pode ser feito o combate como a prevenção de muitas dessas pragas, mesmo que exija certo esforço. Há mais algumas outras que atacam os pés de graviola além dessas citadas aqui, porém, a identificação e a solução do problema são basicamente as mesmas dos outros casos. No fim, é ter bastante atenção e cuidado com o seu pomar para que ele fique (literalmente) o mais frutífero possível.

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