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Falsa Graviola: Para Que Serve e o Que É

Ela compartilha com a graviola apenas as origens. Ela é a “falsa graviola”, uma variedade geralmente utilizada para o preparo de sucos. Mas o que se diz é que o seu sabor nem de longe pode ser comparado ao da deliciosa e refrescante graviola tradicional.

O seu nome científico é “Amonna montana” (ou simplesmente “guanabana”), fruta pertencente à família Anonaceae, que por sinal é a mesma família da graviola, assim como também da pinha (a fruta do conde), da A. glabra, da cherimoia (A.cherimoia), da embira, entre outras espécies dessa comunidade.

A Amonna montana é originária da Mata Atlântica, e é mais comum ainda no Vale do Ribeira.

Os seus frutos, em comparação com os da graviola, são bem pequenos; e o seu exterior totalmente liso; enquanto o suco que ela produz, diferentemente do suco da graviola, possui uma textura mais gelatinosa; e ainda por cima precisa ser consumida de imediato, pois logo logo perde o seu sabor.

A árvore que produz a Amonna montana geralmente é uma espécie curta (entre 4 e 6 m de altura), com copa robusta e meio arredondada.

A partir do chão a árvore se ramifica, produzindo uma folhagem verde escura, perene, bastante reluzente na parte de cima e densa no topo.

Ela costuma desenvolver-se na beira dos rios, em nascentes, matas ciliares, capoeiras, entre outras regiões semelhantes, podendo atingir os impressionantes 9m de altura – especialmente as que desenvolvem-se na floresta amazônica.

As flores são avantajadas, espessas, em forma de triângulo e opostas; mas também podem surgir em intervalos de até 5 flores em cada segmento do caule.

Falsa graviola: Características, Para Que Serve e o Que é

O nome popular da Annona montana (ou “graviola-falsa”) é guanabana”. Esse foi o nome encontrado pelos tupis para caracterizar essa variedade, que frutificava em quantidades impressionantes, exclusivamente na beira dos rios.

Daí o seu nome “guanabana” – “fruta grande que dá nos rios” – , bastante apreciada pelos indígenas, que já reconheciam os poderes “milagrosos” das suas folhas, como excelentes diuréticos e anticancerígenos.

Mas também como um incrível energético, graças às suas cerca de 66 calorias por 100g, que acabam servindo bem como uma boa refeição em meio a uma investida mata adentro.

Além de saber para que serve e o que é a falsa graviola, cabe também conhecer um pouco mais sobre a sua forma de cultivo.

E o mais importante a saber, é que a Amonna montana é uma espécie selvagem. E que pode muito bem receber esse qualificativo, já que não exige grandes cuidados com relação ao seu plantio.

Isso pelo simples fato de desenvolver-se, naturalmente, por meio da dispersão das suas sementes em regiões à beira de rios, nascentes, córregos, riachos, matas ciliares, entre outras regiões semelhantes.

O que a fez desenvolver a capacidade de suportar longas temporadas sem a necessidade de serem irrigadas (até inacreditáveis 4 meses).

Para ela é indiferente receber os mais de 2.000mm de chuvas anuais de uma Floresta Amazônica, por exemplo. Ou os 1.800mm da nossa quase lendária Mata Atlântica.

No Cerrado Brasileiro, os não mais do que 750mm de chuvas anuais também podem ser tudo de que ela precisa para sobreviver bem.

Mas, acreditem, até mesmo na desolação dos pouco mais de 300mm de chuvas anuais da Caatinga, elas poderão desenvolver-se, a depender do trecho da região, e, obviamente, da subespécie da Amonna mais facilmente adaptável a esse tipo de condição climática.

Mais do Que Saber o Que é e Para que Serve, é Importante Também Saber Como Cultivar Corretamente a Falsa Graviola

Como pudemos ver até aqui, a falsa graviola não é das espécies mais exigentes com relação ao seu plantio.

Terrenos arenosos, arenoso/argilosos, humíferos, latossolos, calcários, entre outros, podem muito bem receber mudas dessa espécie, desde que sejam profundos, férteis, bem drenados, com um pH entre 5 e 7 e com temperaturas entre 0 e 35°C.

As sementes da falsa graviola, assim como a própria árvore, possuem a característica de uma alta resistência e capacidade de germinação.

Para se ter uma ideia disso, elas podem permanecer até 60 dias armazenadas, e, após esse prazo, apresentar uma taxa de germinação superior a 70% (e de até 90%, quando extraídas de imediato da fruta).

Para um melhor resultado, aconselha-se plantar as sementes em um substrato arenoso, rico em nutrientes, à base de torta de mamona, esterco de carneiro ou galinha, fibra de coco, entre outras materiais facilmente drenáveis.

Durante esse período, ela deve ser mantida em um ambiente sombreado, exposta a regas diárias (sem encharcar) e com atenção a determinadas pragas que a acometem especialmente durante esse período.

Observadas essas condições, a planta deverá começar a germinar entre 1 ou 2 meses, até atingir a altura de 40 cm (após 6 meses); período em que deverá ser transplantada para uma área aberta e com boa incidência de sol, para que, em no máximo 3 anos, comece a dar frutos.

Outros Cuidados

Agora que já sabemos exatamente para que serve e o que é a chamada “falsa graviola”, é hora de plantar a muda em um espaço aberto, preferencialmente com dimensões de 6 x7m, em buracos com 50cm de profundidade e largura, devidamente preenchidos com uma boa matéria orgânica – até a metade da cova.

Esse material poderá conter 5kg de esterco de carneiro ou bovino bem curtido, meio quilo de cinzas, 400g de torta de mamona, 200 g de farinha de osso e 300 g de calcário.

Após misturá-los bem na cova, deixe o material curtir por pelo menos 60 dias, até que o plantio possa ser feito, preferencialmente no mês de novembro.

As podas podem ser feitas apenas para tirar os galhos e ramos mortos da base da árvore, ou então realizar podas para a modelagem das copas.

Em todo o caso, a poda do broto terminal, seguida de podas para o seu embelezamento, são bem vindas – se possível a cada 60 dias.

A adubação correta deverá conter também NPK 10-10-10 (30g), que pode ser duplicada anualmente, até a árvore completar os 3 anos; período em que a floração, seguida da frutificação, já poderá ser notada.

Entre março e abril já será possível colher os frutos! Deliciosos, suculentos e refrescantes!

Tudo bem que eles não podem ser comparados com os frutos da graviola tradicional, no entanto, o que se diz é que os sucos, compotas, sorvetes, entre outras apresentações da falsa graviola, são capazes de surpreender até mesmo os que já estão acostumados com a original.

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