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Tudo Sobre a Iguana: Características, Nome Científico e Fotos

A iguana é um réptil típico de áreas do planeta com clima tropical, a exemplo da América do Sul, América Central e Caribe. As espécies deste animal estão distribuídas dentro da família taxonômica Iguanidae, sendo em número superior a 35. No entanto, dentro desta mesma família está o gênero Iguana com apenas duas espécies.

As iguanas são animais herbívoros conhecidos pela cor predominantemente verde brilhante, bastante chamativa. À medida que envelhecem, esta mesma coloração tende a se tornar cinza. Na natureza, realizam a maioria das suas atividades próximas à água, lançando-se sobre esta quando se sentem ameaçadas (uma vez que são exímias nadadoras). Curiosamente, estes animais são capazes de ficar até 25 minutos debaixo d’água.

A expectativa de vida de uma iguana é de aproximadamente 13 anos, e o comprimento de um indivíduo adulto antige até 1,80 metros. Uma particularidade que as iguanas compartilham com as lagartixas e outros reptéis é a capacidade de produzirem a sua própria anatomia, logo lançam a sua cauda ao se sentirem ameaçadas (geralmente em fuga e na presença de um predador), e esta se regenera e volta a crescer (no caso, apenas uma vez).

A anatomia exótica desses animais pode assustar algumas pessoas, no entanto, em outras há o despertar de um fascínio que permite que as iguanas sejam criadas como animais de estimação. Neste quesito, elas possuem a vantagem de não exigirem tanto tempo de interação com os seres humanos, contudo, precisam de um ambiente adequado e cuidados básicos de alimentação.

Neste artigo, você continuará conhecendo um pouco mais sobre estes animais, suas características, curiosidades e nome científico das principais espécies.

Então fique conosco e boa leitura.

Características Gerais dos Reptéis

Os reptéis são animais vertebrados, tetrápodes (com 4 patas), ectodérmicos (sem temperatura corporal constante) e amniotas (ou seja, seus embriões são rodeados por uma membrana aminiótica. O fato de serem amniotas propicia certa independência da água para a realização da fecundação.

A temperatura corporal é diretamente influenciada pela temperatura do ambiente, classificando esses animais como pecilotérmicos.

A pele é seca e queratinizada, com ausência de placas mucosas. Em algumas espécies essa pele é revestida por membranas mucosas, em outras espécies, ela é revestida por placas ósseas de origem dérmica. Estes fatores possibilitam que a pele apresente grande resistência.

Possuem 2 pares de membros e cada um destes conta com 5 dedos, os quais contam com garras de material córneo. Essas garras auxiliam na adaptação para corridas, rastejamento e outras atividades.

Em relação ao sistema circulatório, este conta com um coração dividido em 3 cavidades, sendo duas aurículas e um ventrículo. No entanto, esta ‘padronização’ não é aplicável aos crocodilos, os quais possuem quatro cavidades.

A fecundação é interna e realizada por meio de órgãos copuladores.

A maioria das espécies é carnívora e possui um hábito de reprodução ovíparo, contudo também há outras espécies consideradas ovíparas. No caso das espécies vivíparas, o quantitativo é ainda menor.

Na atualidade, os reptéis estão presentes em todos os continentes, embora possuam maior distribuição nos trópicos e subtrópicos. As 4 ordens taxonômicas atuais são Squamata, Rhynchocephalia, Crocodyla e Testudines. No período pré-histórico, as ordens existentes eram Ichthyosauria, Plesiosauria e Pterosauria. Além disso, a superordem Dinosauria abrigava as espécies de dinossauros que foram extintos no final do período Mesozóico.

A ordem taxonômica Squamata abriga as cobras, iguanas e lagartos e a ordem Crocodylla abriga os jacarés e crocodilos; a musculatura corporal geral é bem desenvolvida para ambas. No caso da ordem Testudines (a qual abriga espécies como os cágados, jabutis e tartarugas), a musculatura é bem desenvolvida apenas no pescoço.

Tudo Sobre a Iguana: Características, Nome Científico e Fotos- Iguana Marinha

Esta espécie é considerada um dos animais exóticos que podem ser encontrados no arquipélago de Galápagos (localizado no Oceano Pacífico, a aproximadamente 1.000 quilômetros da costa da América do Sul). Este arquipélago é formado por ilhas vulcânicas que provavelmente nunca foram ligadas a uma massa de terra, logo acredita-se que esta espécie tenha atravessado pela água da América do Sul até Galápagos a aproximadamente 10 a 15 milhões de anos atrás.

Habitam as zonas rochosas à beira-mar e áreas entre marés. Nos locais e que os recifes são rasos, vivem em colônias. Esses indivíduos geralmente são encontrados a aproximadamente 2 a 5 metros acima do nível do mar, contudo, também são capazes de subir até à altura aproximada de 80 metros.

A alimentação é à base de algas.

Apesar do hábitat típico, esses indivíduos também precisam ter acesso às zonas arenosas para enterrarem seus ovos.

Diferentemente da maioria das espécies de iguana (as quais ficam por até 25 minutos debaixo d’água), a iguana marinha pode permanecer nesta condição por até 1 hora.

Iguana Marinha
Iguana Marinha

O nome científico da iguana marinha é Amblyrhynchus cristatus e um fato de certa forma bem peculiar relacionada à espécie é que cientistas descobriram algumas iguanas classificadas como iguanas híbridas, as quais nasceram do cruzamento de uma iguana marinho macho e uma iguana terrestre fêmea. Como vantagem natural, estes indivíduos podem viver tanto na terra quanto no mar. Charles Darwin teria estudado estes exemplares enquanto esteve em Galápagos.

Em relação às características físicas, a iguana marinha possui coloração geralmente preta, contudo, os jovens possuem no dorso uma tarja de tonalidade mais clara; e alguns indivíduos adultos podem apresentar tonalidade cinza. A justificativa científica para essas cores está relacionada à rápida absorção do calor para reduzir o tempo de letargia ao sair da água. A camada de sal marinho sobre seus corpos pode trazer a sensação de cor branca, logo após a saída do mar. Também é comum que a cor dos machos adultos mude de acordo com a estação do ano ou de acordo com zonas específicas de Galápagos. Na porção sul do arquipélago, os machos adultos e fertéis podem apresentar tom avermelhado, azul-petróleo ou verde, em algumas temporadas; ao passo que nas ilhas de Santa Cruz e Fernandina, eles apresentam tons vermelho/preto e vermelho sem brilho com leve esverdeado, respectivamente.

O tamanho desta espécie varia de acordo com a ilha na qual é encontrado. Os maiores exemplares de iguanas marinhas são encontrados nas ilhas de Fernandina e Isabela e os menores na ilha de Genovesa. De qualquer forma, a média de comprimento para os machos adultos é de 1,3 metros; e para as fêmeas, 0,6 metros. O peso médio dos machos adultos é de 1,5 quilos.

Ainda em relação às características físicas, estas iguanas possuem detalhes significativos no corpo, tais como escamas e cristas de material cartilaginoso nas costas. Na cabeça estão concentradas as maiores cristas, as quais vão diminuindo no sentido das costas para a cauda. A função dessas cristas é até então desconhecida.

Os pigmentos escuros na pele auxiliam na proteção contra os raios ultra-violetas, além de facilitar o aquecimento.

As iguanas marinhas possuem focinho curto e sem corte, configuração anatômica que possibilita contato da mandíbula com o substrato durante a alimentação à base de algas. Nas laterais da mandíbula, sem sair dos lábios, estão dispostos dentes tricúspides de formato achatado.

A espécie passa a maior parte do dia parada, e, dessa forma, evita o gasto de energia e consequentemente a perda de temperatura.

As patas não possuem pele entre os dedos (tal como ocorre com a maioria dos animais aquáticos), logo a estrutura corporal que auxilia no nado é a cauda. Na verdade, essas iguanas costumam ser bem menos desastradas na água do que na terra.

No caso das patas, estas possuem garras muito fortes, úteis para se agarrar às superfícies, principalmente quando saem da água. No meio aquático, essas patas são úteis para dar impulso.

Iguana Marinha Fotografada de Perto
Iguana Marinha Fotografada de Perto

Quando esta espécie está com a temperatura fria, torna-se incapaz de mover-se com eficácia, tornando-se um alvo fácil aos predadores, contudo, contraditoriamente, elas podem ficar mais agressivas nestes momentos.

As iguanas marinhas são capazes de mudar de tamanho para adaptar-se à oferta de alimentos, voltando à normalidade em condições ideais. Algumas dessas iguanas já foram encontradas com 20% menores do que o seu tamanho original. Acredita-se que essa diminuição ocorra através do encurtamento dos ossos e contração do tecido conjuntivo.

A maioria não costuma mergulhar em grandes profundidades à procura de algas marinhas, e as apanham durante os períodos de maré baixa. Iguanas maiores, contudo, são as conhecidas mergulhadoras. O tamanho e o formato da iguana acabam interferindo na fisiologia das perdas de calor, e consequentemente na modalidade de alimentação.

O período reprodutivo se estende durante 3 meses, uma vez ao ano (entre os meses de Dezembro a Março). A maturidade sexual das fêmeas é atingida aos 3 a 5 anos de idade. No caso dos machos, estes são considerados sexualmente maduros entre 6 a 8 anos de idade.

Durante o período de acasalamento, o macho costuma ficar com as cores muito vibrantes, de modo a atrair a atenção da fêmea.

A média de ovos postos varia de um a seis, geralmente depositados na areia ou em buracos vulcânicos com profundidade entre 30 a 80 centímetros. A incubação dura 95 dias, período no qual a fêmea fica de tocaia vigiando os ovos. A escolha do local geralmente dura entre 2 a 3 dias.  Às vezes, a fêmea pode cavar e, dessa forma, construir seu próprio buraco, processo que demora metade de um dia.

Quando os filhotes nascem, pesam entre 50 a 60 gramas.

Esta espécie possui um total de 6 subespécies a Amblyrhynchus cristatus albemarlensis, a Amblyrhynchus cristatus hassi, a Amblyrhynchus cristatus mertensi, a Amblyrhynchus cristatus nanus, a Amblyrhynchus cristatus sielmanni e a Amblyrhynchus cristatus venustissimus.

Em relação ao status de conservação, a maioria das subespécies é citada com vulnerável de acordo com a listagem da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais), sendo que duas delas estão na classificação de criticamente ameaçadas.

A principal razão para o declínio quantitativo da espécie reside na predação por outras espécies consideradas exóticas e até mesmo por espécies domésticas, tais como o cão e gato. Para outras espécies, as iguanas marinhas já desenvolveram certa defesa ou comportamento anti-predatório, como é o caso da garça-da-lava, falcão-dos-galápagos, coruja-do-nabal, fragata-comum, socozinho e ardeas.

Além da predação, outros fatores podem ter contribuído para a diminuição populacional das iguanas marinhas, tais como a poluição dos mares e o derramamento de petróleo. Esses reptéis também são sensíveis às flutuações ambientais causadas pelo fenômeno El Niño, fenômeno resultante da falha dos ventos alísios (ou seja, ventos que ocorrem mensalmente nas áreas sub-tropicais) que resulta em aumento do nível do mar, aumento das chuvas e aumento de até 4,3 °C na temperatura.

Em razão das grandes ameaças, a espécie é atualmente protegida pelas leis do Equador.

Tudo Sobre a Iguana: Características, Nome Científico e Fotos- Iguana de Crista de Fiji

Como o próprio nome indica, a iguana de crista de Fiji (nomenclatura científica Brachylopus vitiensis) é endêmica das Ilhas Fiji ou República das Ilhas Fiji (país insular pertencente à Oceania e formada por 332 ilhas do Oceano Pacífico, a maioria formada por atividade vulcânica iniciada a 150 milhões de anos atrás).

A IUCN classifica a espécie como em perigo crítico.

Acredita-se que esta espécie seja originada da América do Sul, de onde conseguiu migrar a cerca de 13 milhões de anos atrás.

Entre as características físicas estão a usual fileira de cristas no dorso (estendendo-se da nuca à cauda); e saco dilatável na garganta. A coloração do corpo é verde com listras ou manchas de padrão irregular na cor branca; além de pontinhos negros ou de cor verde-escura nas proximidades das manchas.

Tudo Sobre a Iguana: Características, Nome Científico e Fotos- Iguana Terrestre

As iguanas terrestres são 3 espécies pertencentes ao gênero taxonômico Colonophus. No caso, a iguana amarela ou iguana terrestre das Galápos (nome científico Colonophus subcristatus); a iguana terrestre de Santa Fé (nome científico Colonophus pallidus); e a iguana rosa ou iguana rosa de Galápagos (nome científico Colonophus marthae).

As Ilhas Galápagos são na verdade um arquipélago de origem vulcânica as quais são pertencentes ao território do Equador, sendo consideradas, em nível administrativo, umas das 24 províncias do país. O arquipélago é formado por 13 ilhas maiores, 6 ilhas menores e dezenas de rochedos e ilhas pequeníssimas (ilhotas). Possui uma memorável fauna, principalmente marinha. Sua primeira aparição nos mapas remonta ao século XVI.

No caso da iguana terrestre de Santa Fé, o próprio nome já sugere que esta é prevalente especificamente na Ilha de Santa Fé. Para a iguana rosa, a distribuição geográfica é ainda mais específica, uma vez que a mesma pode ser encontrada apenas na Ilha Isabela, na área das encostas no vulcão Wolf. Estas espécies foram descritas no ano de 1903 e 2009, respectivamente.

O vulcão Wolf é considerado a montanha mais alta do arquipélago de Galápagos, sendo um vulcão em escudo, ou seja, formado que quase completamente por fluxos de lava, e que geralmente possuem magma de baixa viscosidade. O seu nome foi dado em homenagem ao geólogo alemão Theodor Wholf, o qual estudou o arquipélago no século XIX.

Vulcão Wolf
Vulcão Wolf

A iguana terrestre das Galápagos e a iguana de Santa Fé são classificadas como vulneráveis pela IUCN. O status da iguana rosa é de criticamente ameaçada.

A iguana terrestre das Galápagos possui um padrão de coloração corporal com manchas nas cores amarela, cinza-claro e marrom-escuro. A iguana terrestre de Santa Fé possui tonalidade corporal variando entre nuances de castanho e bege. Todavia, há pouco material literário sobre tais reptéis.

A iguana rosa é considerada um dos animais mais raros do planeta. Pode medir até 100 centímetros e pesar 12 quilos. Sua coloração corporal possui tonalidade entre o rosa e o violeta-claro, com distribuição de algumas manchas marrom-escuro. É encontrada em terrenos entre 600 a 1.700 metros de altitude, ocupando uma área de 25 Km².

A variação de altitude nas encostas o vulcão Wolf também se reflete na vegetação presente no local, a qual é de floresta tropical seca (ao longo das encostas) e matagal árido tropical (no topo).

Tudo Sobre a Iguana: Características, Nome Científico e Fotos- Iguanas de Cauda Espinhosa

As iguanas de cauda espinhosa ou Ctenossauras são espécies pertencentes ao gênero taxonômico Ctenossaura. As mais famosas são o C. quinquerinata e C. similis. Contudo, o gênero conta com um quantitativo de 13 espécies.

Essas iguanas são nativas do México e da América Central. O hábitat natural do gênero inclui florestas secas de terras baixas, as quais possuem menos de 1.200 metros de altitude. A maior variedade de espécies está distribuída do istmo de Tehuanpec ao Nordeste da Nicarágua, assim como ao oeste do Panamá (mais precisamente nas costas do Oceano Pacífico e do Oceano Atlântico).

A palavra “Ctenossaura” deriva da junção de duas palavras gregas: “ctenos”, que significa “pente”; e “saura”, que significa “lagarto”.

A Ctenossaura quinquecarinata também pode ser conhecida como iguana da cauda de cinco quilhas. É uma espécie considerada ameaçada de extinção e que pode ser encontrada em Nicarágua e na Costa Rica. Possui ao longo da cauda, cinco anéis de espinhos formando cumes longitudinais. O comprimento máximo de crescimento dos machos é de 35 centímetros; ao passo que, para as fêmeas, o comprimento máximo é de 18,5 centímetros. As iguanas dessa espécie nascem com uma cor verde brilhante que vai desbotando conforme a idade e atingindo nuances marrons. Em geral, as fêmeas manifestam um padrão de coloração marrom mais uniforme; enquanto os machos apresentam tons de azul, amarelo e preto ao longo do corpo, mantendo o tom marrom ao fundo.

A espécie Ctenossaura quinquecarinata foi descrita pela primeira vez no ano de 1842. Seu atual status de ameaça de extinção é decorrente da perda de hábitat para o desmatamento, assim como decorrente do comércio irregular de animais de estimação, e da caçada/ comercialização para alimentação.

A ctenossaura similis também pode ser chamada de iguana de cauda preta ou iguana preta. A mesma é nativa do México e de outras áreas da América Central, sendo introduzida posteriormente no estado da Flórida (Estados Unidos). É considerada a maior espécie de seu gênero taxonômico e também é conhecida pela grande velocidade. Foi descrita pela primeira vez no ano de 1831.

Ctenossaura Similis
Ctenossaura Similis

A iguana preta é conhecida por suas escamas pretas e com quilhas distintas. A cauda longa também é uma característica marcante. Os machos atingem o comprimento máximo de 1,3 metros; no caso das fêmeas, este comprimento é de 0,8 a 1 metro. Dentro de uma mesma população, é provável que haja diferenciação na coloração dos indivíduos; contudo, indivíduos adultos quase sempre possuem cor marrom, cinza e esbranquiçada, apresentando também de 4 12 bandas dorsais escuras muito claramente definidas. Adicionalmente, durante o período de acasalamento, indivíduos machos podem apresentar também tonalidade alaranjada no entorno da cabeça e da garganta, assim como reflexos em tons de pêssego e azul nas mandíbulas.

A espécie iguana preta é conhecida por ser uma excelente alpinista, e, dessa forma, prefere locais mais rochosos, uma vez que estes são ideais como esconderijos, em razão da quantidade de fendas. Iguanas mais novas são insetívoras e tendem a tornarem-se herbívoras à medida que envelhecem. Tal espécie possui hábitos diurnos e grande velocidade para escapar de predadores, contudo, há vezes em que estes são mais espertos e atacam as suas caudas, mordendo-as e encurralando-os.

Iguana Preta
Iguana Preta

Iguanas pretas acasalam geralmente na primavera. Neste contexto, o ato dos machos balançarem a cabeça demonstra domínio e interesse. Posteriormente, este persegue a fêmea. A postura dos ovos ocorre de 8 a 10 semanas após o acasalamento. Em média, 30 ovos serão depositados em um ninho cavado pela fêmea. Após 90 dias, esses ovos eclodem. Os filhotes já nascem relativamente ‘autosuficientes’, cavando o próprio caminho através da areia. Ao nascer, a coloração é verde com manchas marrons.

Outras espécies menos conhecidas do gênero incluem a Ctenossaura acanthura, conhecida como iguana do nordeste, e encontrada no México Oriental; a Ctenossaura bakeri, ou iguana-espinhosa de Baker, encontrada na Ilha de Utilas, em Honduras; a Ctenossaura clarki, também conhecida com lagarto armado Balsas, encontrada no México Ocidental; a Ctenossaura flavidorsalis, encontrada na Guatemala, Honduras e El salavador; a Ctenossaura hemilopha, encontrada na metade da porção sul do estado mexicano de Baja Califórnia; a Ctenossaura conspicuosa, encontrada na ilha de San Esteban, no Golfo da Califórnia.

Continuando a listagem de espécies, temos a Ctenossaura macrolopha, encontrada no estado mexicano de Sonoro; a Ctenossaura melanosterna, encontrada em Honduras; a Ctenossaura nolascensis, encontrada do estado mexicano da Ilha de São Pedro Nolasco-no Golfo da Califórnia; a Ctenossaura oaxacana, encontrada no estado mexicano de Oaxaca; a Ctenossaura oedirhinia, encontrada na ilha caribenha de Roátan; a Ctenossaura palearis, encontrada na Guatemala; a Ctenossaura pectinata, encontrada no México ocidental; e a Ctenossaura praeocularis, encontrada ao sudeste de Honduras.

A Ctenossaura bakeri também é conhecida como iguana rabo-espinhoso de Baker ou iguana utila, e é considerada uma das únicas espécies de iguana a habitar apenas pântanos de água salobra, no caso, em razão da competição de espécies maiores. Estima-se que habite uma área de 8 quilômetros quadrados de florestas de mangue. A coloração do corpo é cinza-marrom. Para os indivíduos mais jovens, essa coloração é preta. Machos possuem comprimento médio de 76 centímetros, ao passo que, para as fêmeas, o comprimento médio é de 56 centímetros. A espécie é descrita como criticamente ameaçada de extinção.

Indivíduos machos da Ctenossaura hemilopha podem crescer até 100 centímetros. Sendo que as fêmeas crescem até os 70 centímetros. Quando jovem, possui coloração verde ou amarela, a qual assume tonalidade cinza esbranquiçado com o avançar da idade. Possui um total de 5 subespécies.

Tudo Sobre a Iguana: Características, Nome Científico e Fotos- Iguana Verde

A iguana verde (nome científico Iguana iguana) também pode ser conhecida pelos nomes de sinimbu, tijimbu, senembu, iguano, iguana-comum, senembi e cambaleão. É encontrada na América Central, Caribe e América do Sul, com ocorrência em grande parte do Brasil. Possui exclusividade para as porções tropicais e subtropicais do continente americano.

Aqui no Brasil, habita os ecossistemas do Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga e Pantanal.

É uma espécie arborícola, ou seja, que desempenha boa parte de suas atividades em cima das árvores, e predominantemente herbívora (tal como a maioria das iguanas), contudo, também pode consumir proteína animal como insetos, ovos e pequenos vertebrados.

Um indivíduo adulto possui a média de 1,80 metros de comprimento, podendo pesar até 9 quilos. Da garganta à nuca, é possível notar a presença de uma crista bem destacada. Na garganta, há uma estrutura com função de saco dilatável. O corpo é em tonalidade de verde-pálido a verde-vibrante, e na cauda há várias faixas transversais escuras.

Essa espécie é considerada a mais popular, logo, a mais encontrada vivendo em cativeiro ou como animal doméstico. Possui um convívio agradável com seres humanos, em razão do seu temperamento dócil e tranquilo.

Tudo Sobre a Iguana: Características, Nome Científico e Fotos- Iguana do Caribe

A iguana do caribe (nome científico Iguana delicadíssima) também pode ser conhecida pelo nome iguana das caraíbas. Possui uma distribuição geográfica bastante limitada, uma vez que pode ser encontrada praticamente apenas nas pequenas ilhas das Antilhas, tais como Bonaire, Saba, Anguilla, São Eustáquio, Dominica, Martinica, Guadalupe e São Bartolomeu.

Em relação ao seu estado de conservação, é classificada como ameaçada, no nível “em perigo crítico” pela IUCN.

Entre as suas características físicas estão a famosa crista da nuca à cauda; coloração corporal em tom de cinza; face com coloração mais clara (no caso, branca ou bege), com distribuição de algumas protuberâncias; e presença de saco dilatável na garganta.

Dicas Para Criação de Iguana

Uma das maiores preocupações na criação destes animais é a sua alimentação, contudo, cada vez mais é possível encontrar no mercado rações específicas às suas necessidades alimentares. O uso de raça não significa que essa alimentação não possa ser complementada com frutas, verduras e legumes (lembrando que as iguanas são majoritavelmente herbívoras, podendo consumir certos insetos). A água a ser ofertada deve sempre ser filtrada.

Em relação ao terrário, o recomendável é que esse cantinho seja confortável e possua condições de temperatura adequadas. A temperatura certa é importante, uma vez que a iguana regula a sua temperatura de acordo com a temperatura externa. Neste quesito, uma dica é observar a temperatura do local de origem da iguana, uma vez que iguanas brasileiras podem se sentir mais confortáveis com condições ambientais semelhantes à floresta amazônica, por exemplo.

Para ajustar e manter a temperatura do terrário estável, assim como a sua umidade, a dica é instalar um conector automático termo-higro, o qual pode estar ligado a um cooler ou resfriador. Condições ideais envolvem umidade em torno de 80% e temperatura entre 28°C a 32°C. à noite, quando o animal estiver inativo, esta temperatura poderá ser diminuída para 25°C.  A umidade ideal deve oscilar entre 70 a 85%.

A exposição solar é extremamente favorável à saúde desses animais, e, se possível deve ser ofertada. No entanto, lâmpadas com emissão UVA e UVB instaladas no terrário podem substituir parcialmente esta função, desde que permaneça ligada no mínimo 12 horas por dia.

Todos os acessórios instalados no terrário precisam estar dentro do prazo de validade.

Manter alguns elementos que remetem à natureza no interior do terrário também auxilia na qualidade de vida do animal. A dica é colocar pedras aquecidas (sem pontas) e troncos verticais (uma vez que a iguana gosta de subir em árvores). O chão pode estar revestido por cascalho através de uma camada apresentando de 11 a 15 centímetros do material. Essa camada também auxilia a cobrir o cabo dos equipamentos como aquecedor e lâmpada.

À medida que a iguana for crescendo, deve ser transferida para um terrário maior, de modo a manter seu conforto e saúde. Neste quesito, as dimensões adequadas de terrário para uma iguana adulta são de 150x160x75 centímetros. Também é recomendável que este terrário seja seguro e conte com um respirador, de modo a promover renovação do ar.

Ainda em relação ao terrário, é importante ter total atenção à sua higiene. Esses cuidados de certa forma são básicos e simples e incluem limpeza uma vez por semana do piso e paredes (com troca do cascalho), assim como lavagem diária do bebedouro e comedouro.

O check-up e a visita anual no veterinário também estão inclusos no hall das recomendações. Outras visitas podem ser realizadas, caso o dono perceba sua iguana muito quieta, e até prostada (mais do que o habitual).

Ocasionalmente, as iguanas podem tomar complementos vitamínicos (devidamente prescritos pelo médico). Outro ponto de observação dos veterinário é a respeito do crescimento das unhas ou garras, de modo que não cresçam retorcidas.

Algumas iguanas podem apresentar pontos brancos na pele, e este é um sinal de colonização por ácaros. Nestes casos, é necessário dar um banho no animal com água morna, assim como limpar o fundo do terrário e trocar o cascalho.

Carrapatos também podem ser ocasionais, e estes podem ser removidos diretamente com a pinça.

Durante a interação com os seres humanos, deve-se estar atento para pegar o animal da forma correta. Nestes casos, a iguana nunca deve ser pega pela cauda, uma vez que facilmente escapará. O ideal é pegá-la com suavidade pela barriga, na altura das patas traseiras. Feito isso, observe com a iguana reage: caso abra agressivamente a boca ou use a cauda como chicote, este é um sinal de quem não deseja ser incomodado; logo, deve ser retirada das mãos do cuidador.

Para facilitar a interação, um conselho é deixar a iguana circular por em média 1 hora por dia fora do terrário. Todavia, esta atividade precisa ser supervisionada.

Doenças Mais Comuns em Iguanas

Iguana no Veterinário
Iguana no Veterinário

Iguanas verdes criadas em cativeiro podem desenvolver doença metabólica óssea com bastante facilidade, a qual pode ser decorrente de uma dieta inadequada (com pouca concentração de Cálcio, Vitamina D3 e Fósforo), assim como exposição inadequada à luz ultravioleta B (seja natural ou artificial).

Os sintomas mais comuns da doença metabólica óssea incluem fraturas espontâneas, deformidade nos ossos e na coluna; além de mandíbula mole e deformada. Este quadro pode ser evitado através de uma dieta à base de folhas verdes, assim como através da exposição à luz ultravioleta B durante 12 horas (mesmo que seja por meio de luz artificial), com a recomendação de verificar se não existem plásticos ou vidros entre a luz e o animal (os quais podem prejudicar na absorção).

As iguanas também são bastante vulneráveis a certos parasitas, os quais curiosamente podem ser trazidos pelas plantas e troncos utilizados na ambientação dos terrários. Os parasitas do gênero taxonômico Hirstiella estão entre os mais comuns, e se manifestam na pele através de inúmeras pintinhas vermelhas. Contudo, também existem parasitas internos, os quais podem ser detectados através da análise das fezes. Em qualquer caso, é obrigatória visita ao veterinário.

Grande parte das iguanas alojadas em bando tendem a desenvolver abscessos, uma vez que as agressões por motivos territoriais são frequentes. Nestes casos, o tratamento é através de antibióticos prescritos pelo veterinário, sendo a intervenção cirúrgica necessária em algumas circunstâncias. O cuidador nunca deve tentar drenar o abscesso em casa, uma vez que este na forma de ferida aberta pode ser incrivelmente perigoso para o animal.

Iguanas fêmeas mantidas em cativeiro frequentemente desenvolvem a chamada distocia, ou seja, problema reprodutivo no qual os ovos ficam presos ao oviduto. Entre as principais causas estão o substrato muito duro, estresse, dieta inadequada, falta de exposição solar, ausência de local para realização da postura, idade avançada ou jovem demais, entre outros fatores. Os sintomas incluem anorexia, abdômen inchado, aumento na frequência de micção e alterações comportamentais (uma vez que a fêmea fica constantemente à procura de um local para desovar). As prescrições veterinárias geralmente envolvem administração de Cálcio e oxitocina, todavia, outros casos podem demandar intervenção cirúrgica.

Iguanas machos tendem à ficar mais agressivos com a chegada da puberdade, principalmente relacionados à questões como disputas territoriais. É comum que o veterinário indique realização de castração para esses casos.

Resumidamente, o maior indicativo de problemas de saúde na iguana reside no seu comportamento. É importante estar sempre atento a prováveis mudanças: se a iguana deixou de comer, urinou ou defecou em excesso. Caso essas mudanças não sejam notadas e a iguana não esteja de fato saudável, as visitas regulares ao veterinário serão de grande valia neste contexto, uma vez que os reptéis são animais bastante resistentes e nem sempre é possível perceber quando não estão bem. Em muitos casos, os sintomas só se tornam perceptíveis quando é tarde demais.

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Depois de conhecer um pouco mais sobre as iguanas, nossa equipe o convida a continuar aqui conosco, visitando também outros artigos do site.

Aqui há muito material de qualidade nos campos da zoologia, botânica e ecologia de um modo geral.

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Até as próximas leituras.

REFERÊNCIAS

Blog Petz. Como criar uma iguana: conheça os cuidados necessários com esse réptil tão querido. Disponível em: < https://www.petz.com.br/blog/repteis/como-criar-uma-iguana-conheca-os-cuidados-com-esse-reptil-tao-querido/>;

Blog Petz. Tudo sobre iguana: 10 curiosidades sobre esses reptéis! Disponível em: < https://www.petz.com.br/blog/repteis/tudo-sobre-iguana-10-curiosidades-sobre-esses-repteis/>;

CASTANHEIRA, M. Perito Animal. Doenças mais comuns em iguanas. Disponível em: <https://www.peritoanimal.com.br/doencas-mais-comuns-em-iguanas-22401.html>;

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