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Tigre da Sumatra: Características, Fotos e Nome Científico

Uma das principais características do Tigre de Sumatra ou Panthera tigris sumatrae (seu nome científico) é, sem dúvida, a sua imponência e exuberância, como podemos ver nessas fotos.

Ele é uma etxravagância, capaz de atingir os assustadores 140kg, e camuflar-se, ameaçadoramente, nas florestas primárias da Ilha da Indonésia (seu habitat natural).

O tigre-de-sumatra é atualmente uma espécie listada como “Em Grave Risco de Extinção” na Lista Vermelha da IUCN desde 2008, com uma população que mal atinge os 500 exemplares – e ainda com uma contínua tendência a decrescer com o passar dos anos.

Outrora companheiro das extintas espécies Panthera tigris balica e Panthera tigris sondaica (tigre-de-bali e tigre-de-java, respectivamente), o tigre-de-sumatra hoje é uma melancólica espécie agonizante, vítima, entre outras coisas, do avanço do progresso em seus habitats naturais, além da caça ilegal de animais silvestres – um flagelo que tem dizimado milhares de espécies selvagens ao redor do planeta.

Tigre-de-sumatra: Características, Fotos e Nome Científico

Ele é uma “força da natureza”. É o Panthera tigris sumatrae! Perfeito exemplar da família Felidae que, apesar de não estar entre os maiores representantes dessa subespécie, costuma impressionar pela beleza das suas cores e formas, muito bem distribuídas em um comprimento que geralmente oscila entre 2,1 e 2,5m.

O peso dos tigres-de-sumatra é algo que também não deixa de chamar a atenção. Um macho, por exemplo, pode pesar entre 110 e 142kg; enquanto as fêmeas, entre 75 e 108kg de peso e entre 2,1 e 2,4m de comprimento (da cauda até o focinho).

Mas se no nome científico o tigre-da-sumatra não diferencia-se tanto das demais subespécies, nas características da sua plumagem, como vemos nessas fotos, ele configura-se como uma espécie à parte.

Uma combinação de faixas escuras, bem mais largas, sobre uma pelagem de um laranja “vivo” e brilhante, completados por uma densa plumagem nas laterais do rosto, fazem dessa espécie uma verdadeira pintura; quase uma obra-prima produzida de forma natural pelas densas florestas tropicais da não menos exótica e incomum Ilha de Sumatra, na Indonésia.

Mas o que torna ainda mais dramático o risco de extinção dessa espécie, é saber que, de acordo com testes de DNA, o Panthera tigris sumatrae representa quase como um “elo perdido” entre essa subespécie e uma nova variedade, com características únicas, inclusive no que diz respeito ao seu sequenciamento genético.

Fotos, Nome Científico e Descrições das Características Comportamentais do Tigre-de-Sumatra

Casal de Tigre-de-Sumatra
Casal de Tigre-de-Sumatra

Os tigre-de-sumatra, como não poderia ser diferente, são “superpredadores” que não dão a menor chance de escapatória às suas principais presas, entre as quais, diversas espécies de mamíferos, cervídeos, roedores, tapires, antas, entre outras espécies de peixes, aves, e até mesmo primatas, que podem fazer parte das suas dietas em situações excepcionais.

Mas se não bastasse tamanha habilidade como caçadores em terra, a novidade, para muitos, é que os tigre-de-sumatra são excelentes nadadores!

Na verdade o que se diz é que o ambiente aquático, por mais incrível que isso possa parecer, é também a “casa” dessa espécie!

Como uma das suas estratégias de caça, eles utilizam a de encurralar algumas de suas presas na beira dos rios e lagos, por onde deslizam, como exímios caçadores, até dominar por completo a vítima.

Espécies de javalis, porcos-do-mato, cervos, veados, entre outras espécies não tão desenvoltas em ambientes aquáticos, são as suas presas favoritas. E há quem seja capaz de jurar que eles fazem isso de propósito!

Eles, deliberadamente, obrigariam os animais a entrarem na água, como uma forma de exercício (talvez como uma reminiscência ancestral), em que eles, enquanto garantem a refeição do dia, aproveitam-se para praticar um dos seus esportes preferidos: o nado.

O habitat natural do Panthera tigris sumatrae são as florestas primárias e densas da Ilha de Sumatra, na Indonésia.

Mas também as regiões montanhosas, áreas remanescentes de matas primárias, pântanos, matas ciliares, florestas pantanosas, entre outras regiões semelhantes, que supostamente abrangeriam uma área com cerca de 130km2 – não mais do que 30% do seu antigo território, uma grande vastidão considerada um “santuário sagrado” dessa espécie há cerca de 25 anos.

A Extinção dos Tigres-de-Sumatra

Um curioso estudo publicado na conceituada Nature Communications chama a atenção para o fato de que, apesar de ter a sua população reduzida em cerca de 16%, do início do ano 2000 até meados de 2012, a população dos tigres-de-sumatra tem crescido nos último 20 anos na ordem de quase 5% ao ano.

O que tais números podem querer dizer, segundo os responsáveis pela pequisa, é que a capacidade de sobrevivência do Panthera tigris sumatrae é um fenômeno digno de ser notado, e que por isso salvar essa espécie da completa extinção só exigiria mesmo a preocupação em preservar as florestas tropicais primárias da Ilha de Sumatra – o seu habitat natural

O que impressiona, ainda segundo os responsáveis pela pesquisa, é que a espécie consegue resistir bravamente nas áreas de florestas primárias preservadas – inclusive com um crescimento lento, porém contínuo.

Isso nos leva a crer que o desaparecimento dos tigres-de-sumatra só é notado com maior intensidade nas áreas desmatadas. O que, mais uma vez, mostra a capacidade de sobrevivência desses animais, que só dependem mesmo de esforços mínimos para continuarem a existir nas gerações futuras.

Tigre da Sumatra Em Cima da Árvore em Zoológico da Indonésia
Tigre da Sumatra Em Cima da Árvore em Zoológico da Indonésia

O número de exemplares calculados na região, de acordo com os pesquisadores, oscila entre 328 e 908 indivíduos. Números animadores, principalmente quando comparados com a estimativa de não mais do que 600 exemplares da IUCN (União Internacional Para a Conservação da Natureza).

Calcula-se que exista pelo menos 2 vezes mais tigres-da-sumatra nas áreas protegidas, em relação às não protegidas.

O que também demonstra os resultados positivos do controle do desmatamento das florestas primárias, bem como do aumento da fiscalização da caça ilegal de animais silvestres; práticas que foram as principais responsáveis pela extinção das espécies que compartilhavam esse habitat como os tigres-de-sumatra: o tigre-de-bali e o tigre-de-java.

Dentre os principais resultados dos últimos estudos realizados sobre as condições de existência do Panthera tigris sumatrae, estão a descoberta de que o seu habitat hoje voltou a estender-se por uma área de cerca de 390km – considerada grande, quando comparada à de outras subespécies.

Mas esses estudos descobriram, também, que é da proteção das áreas remanescentes de floresta tropical primária da Ilha da Sumatra que depende a sobrevivência dessa subespécie tão importante para a biosfera terrestre.

Áreas como, por exemplo, a do Parque Nacional Gunug Leuser, na região norte da Ilha, que vem atraindo a atenção de diversas organizações internacionais, que lutam, como podem, para evitar o desmatamento do que resta do seu habitat natural.

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