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Sagui de Boca Branca: Características, Nome Cientifico e Fotos

Listadas como menos preocupantes, grande parte do alcance das subespécies sagui de boca branca ocorre em uma das áreas menos perturbadas da Amazônia brasileira, e atualmente não há grandes ameaças para as subespécies.

Sagui de Boca Branca: Características, Nome Cientifico e Fotos

Hershkovitz listou saguinus labiatus rufiventer como sinônimo júnior de saguinus labiatus labiatus. No entanto, foi considerada uma subespécie válida por Groves entre 2001 e 2005, com uma distribuição provisória (também indicada por Hershkovitz) que se estende para o sul do Rio Solimões entre os Rios Madeira e Purus até o Rio Ipixuna, um afluente da margem leste do Rio Purus.

Sagui de Boca Branca em Cima Tronco de Árvore

Mesmo em sua classificação da taxonomia em 1977, Hershkovitz já salientara ou reconhecera que os até então chamados micos de barriga vermelha no norte de sua faixa eram distintos, mas argumentou que provavelmente há uma variação geográfica entre as populações. O tamanho dos saguis de boca branca é monomórfico, exibindo apenas pequenas diferenças no tamanho do corpo e do canino.

Os saguis de boca branca atingem um comprimento de corpo de 23 a 30 centímetros e um comprimento de cauda de 34 a 41 centímetros. Seu peso médio é de 490 gramas. Seu casaco é tingido de preto nas costas, a característica marcante é a barriga avermelhada ou laranja.

Fotos do Sagui de Boca Branca

Como em todos os saguis, existem garras em vez de unhas nos dedos das mãos e dos pés (com exceção do dedão do pé). A cabeça também é preta, ao redor dos lábios e o nariz são cabelos brancos vistosos, daí o nome comum.

O cabelo também pode ser branco ao redor das orelhas, assim como cabelos brancos dispersos podem estar presentes no quarto traseiro. A cauda e as patas traseiras têm tons acinzentados. As mãos não têm polegares oponentes: o polegar difere igualmente dos outros dedos porque possui uma unha larga e achatada, em vez de unhas pontudas como uma garra.

Sagui de Boca Branca: Subespécies Irmãs

Saguinus labiatus ocorre na Amazônia central e sul-central. Ocorre ao sul do Rio Solimões entre os Rios Madeira e Purus. A parte mais ao sul de sua extensão se estende ao longo da margem esquerda do rio Abunã, cruzando as cabeceiras do rio Abunã até a região de Pando, no norte da Bolívia, ao longo dos dois lados do rio Acre e sul até o Rio Tahuamanu, um afluente do Río Orthon, que é em si um tributário do Río Beni.

Sua distribuição no Peru foi relatada pela primeira vez por Encarnación e Castro. Lá ocorre na bacia do rio Acre, estendendo-se para o sul até o rio Tahuamanu. Também ocorre entre os Rios Japurá e Solimões, na região entre a margem esquerda dos Tonantins e além do Auatí-Paraná. Saguinus labiatus labiatus (Brasil, Bolívia, Peru) já é uma subespécie que ocorre ao sul do Rio Solimões entre os Rios Madeira (margem esquerda) e Purus (margem direita) e sul ao rio Ipixuna.

Habitat

Estende-se ao longo da margem esquerda do Rio Madeira e Abunã, até a Bolívia, atravessando as cabeceiras do Rio Abunã, até o sul de ambos os lados do Rio Acre, limitado ao norte pelo Rio Tahuamanú, um afluente do Rio Orton (tributário do Rio Beni). Estende-se até o sudeste do Peru, ao norte do Rio Tahuamanú.

Sagui de Boca Branca Sob Galho de Árvore

Saguinus labiatus thomasi (Brasil) já refere-se a uma gama que está bem separado das outras duas subespécies. É conhecido apenas de muito poucos espécimes. Segundo Hershkovitz, ocorre entre os Rios Japurá e Solimões, em toda a região entre a margem esquerda dos Tocantins e além do Auatí-Paraná. Pode se estender para o oeste até o Rio Içá, mas não há registro disso na Colômbia.

No leste, provavelmente está restrito à floresta de terra firme, não habitando a floresta extensamente inundada (várzea) perto da confluência dos rios Japurá e Solimões. Já o sagui de boca branca, saguinus labiatus rufiventer (o de nosso artigo) ocorre na Amazônia central, ao sul do Rio Solimões entre os Rios Madeira e Purus e o Rio Ipixuna, um afluente da margem leste do Rio Purus. Também ocorre ao sul do rio Ipixuna.

Sagui de Boca Branca: Habitat e Ecologia

Todos esses micos (todas as subespécies) ocorrem na floresta tropical primária e secundária. Eles geralmente evitam florestas inundadas sazonalmente, apesar de entrarem quando não há inundações. Esses micos se alimentam de néctar, flores, gomas, seivas e látex das plantas, frutas, bem como caçam também pequenos animais como lagartos, insetos, caracóis, sapos, aranhas, etc.

Sagui de Boca Branca em Cativeiro

Os saguis de boca branca possuem uma constituição física capaz de remover galhos de árvores, trepadeiras e mesmo troncos de certas espécies, com o intuito de fazer escorrer a seiva ou goma que eles consomem, o que para muitos desses micos formam uma parte significativa de sua dieta.

Grupos

Os saguis se agrupam em pequenos bandos familiares geralmente 2 a 8 micos, podendo ampliar isso pra até 15 indivíduos. Os grupos de saguis de boca branca defendem áreas de 33,5 ha (faixa entre 23 a 41 ha) e esse agrupamento fica muito condicionado a sazonalidade, principalmente baseado no quanto de alimentos disponíveis encontram em determinada área geográfica ou período de estação climática.

No Acre, Brasil, registrou-se grupos com média entre 4 a 11 indivíduos e estimou o tamanho da área residencial em 56 ha. Os saguis de boca branca viajam e passam a maior parte do tempo nas camadas média e alta da floresta, cerca de 10 m acima do solo. Eles tendem a formar grupos de espécies mistas com os leontocebus fuscicollis (anteriormente saguinus fuscicollis). Eles também viajam com callimico goeldiina pela Bolívia e no Brasil.

Sagui de Boca Branca: Ações de Conservação

Os saguis de boca branca não é registrado em nenhuma área protegida no Peru. Na Bolívia, ocorre na Reserva Nacional da Vida Selvagem de Manuripi. No Brasil, Rondônia, ocorre na Estação Ecológica do Cuniã (compreendendo uma área de 49.886 ha), na Reserva Extrativista do Lago do Cuniã (compreendendo uma área de 52.321 ha), na Estação Ecológica Antônio Mujica Nava (compreendendo uma área de 18.281 ha) e na Estação Ecológica Serra de Três Irmãos (compreendendo uma área de 87.412 ha).

Sagui de Boca Branca Sob Corda

No Amazonas, a espécie ocorre no Parque Nacional Mapinguari (compreendendo uma área de 1.776.914,18 ha) e na Reserva Biológica de Abufarí (compreendendo uma área de 233.864,64 ha). No Acre, ocorre na Fazenda Experimental de Catuaba (compreendendo uma área de 820 ha) e no Parque Chico Mendes Ambiental (compreendendo uma área de 57 ha).

Saguinus Labiatus Thomasi

Seu co-irmão saguinus labiatus thomasi ocorre no Amazonas, Brasil, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (compreendendo uma área de 1.124.000 ha), Estação Ecológica Juami-Japurá (compreendendo uma área de 831.524.720 ha) e na Reserva Extrativista Auatí-Paraná (compreendendo uma área de 146.948.050 ha). Esta espécie está listada no apêndice II da CITES.

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