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Reprodução Das Lontras: Como Nascem os Filhotes do Animal

Os processos reprodutivos concernentes à reprodução das lontras, e a forma como nascem os filhotes desse animal, ocorrem como é comum acontecer entre essas espécies, conhecidas pelo caráter exótico e singular com o qual apresentam-se em seus habitats naturais.

Quando chega a época do acasalamento, é bastante comum, por exemplo, que machos e fêmeas sinalizem as suas presenças por meio de diversos mecanismos biológicos e naturais. As fêmeas poderão demonstrar a sua presença através da urina, fezes e muco, que deverão ser depositados em locais comuns a ambos os indivíduos.

Essas marcas ou sinais odoríferos ainda podem, de quebra, anunciar a sua presença a possíveis predadores, enquanto, como uma excelente ferramenta para os biólogos, apontam o grau de saúde e vigor do ecossistema, já que a presença de lontras em um determinado ambiente demonstra o quão abundante ele é de espécies de peixes, crustáceos, moluscos, anfíbios, entre outras variedades consideradas presas favoritas desse gênero Lutrinae.

Todos os anos é a mesma coisa! Especialmente no início de setembro (para a Lontra longicaudis), inicia-se a fase do cio! É nessa fase que elas recorrem aos seus expedientes de marcações com sinais odoríferos, podendo ser encontradas excepcionalmente em grupos de até três indivíduos (um macho e duas fêmeas), para que, desse encontro, resulte uma gestação que pode durar entre 55 e 87 dias.

Dessa gestação podem ser gerados até 2, 3 ou 4 filhotes, que nascem completamente cegos e dependentes das suas mães por um bom tempo – na verdade como um verdadeiro mistério da natureza, já que dificilmente se tem a oportunidade de apreciar um animal como esse ainda não fase inicial do seu desenvolvimento.

As Singularidades Concernentes À Reprodução Das Lontras E Ao Nascimento Dos Seus Filhotes

Os filhotes permanecerão sob os cuidados da mãe por ainda alguns meses. Somente por volta dos 2 meses e meio é que eles estarão aptos a investidas no fundo das águas dos rios, lagos, ribeiros e mananciais, que são os seus habitats favoritos. É chegado a hora de começar a desenvolver as suas principais características de um fabuloso nadador imbatível!

Eles já começarão a ser iniciados na sua vida aquática como um verdadeiro torpedo, capazes de demonstrar uma excelente desenvoltura, tanto no ambiente aquático como no terrestre, à caça das suas presas favoritas, como diversas variedades de tilápias, carpas, caranguejos-de-água-doce, moluscos, entre outra iguarias que lhes são apreciadíssimas.

Caranguejos-De-Água-Doce
Caranguejos-De-Água-Doce

Somente após 1 ano de idade as lontras poderão ser consideradas adultas. Mas a maturidade sexual só ocorrerá mesmo a partir dos 24 meses. Período em que renovam-se os ciclos e processos relativos à reprodução desse animal, além dos esquemas relativos ao nascimento dos seus filhotes.

É um verdadeiro jogo de sobrevivência e de luta pela vida nessa singular e ao mesmo tempo extravagante biosfera terrestre, que tem no gênero Lutrinae uma das suas principais comunidades, com animais carnívoros, mamíferos, com características semiaquáticas, e que, diferentemente do que se imagina, têm preferência pelo ambiente terrestre, passando nele cerca de 2/3 das suas existências.

Mais Sobre a Reprodução Das Lontras E Nascimento Dos Seus Filhotes

Uma das principais características da reprodução das lontras é o fato de que, para que ela se dê de forma adequada, é preciso que exista em um determinado ecossistema uma certa abundância populacional – o que não é exatamente o que vem se notando nos diversos habitats de origem desse animal no continente americano.

E mais: as lontras ainda são apreciadoras, inclusive para fins de reprodução, de um ambiente com vegetação ribeirinha abundante, águas limpas e totalmente livres de poluição, com abundância de peixes e demais iguarias, entre outras especificidades que tornam a sua reprodução e nascimento de filhotes um processo de certa forma dos mais delicados da natureza.

O problema é que, nem de longe, as lontras conseguem encontrar tais condições nos dias atuais. Sensíveis alterações climáticas, invasão dos seus habitats naturais pelo progresso, poluição dos rios e, para completar, conflitos com pescadores locais, vêm comprometendo, seriamente, a reprodução desses animais em ambiente selvagem.

E para piorar ainda mais essa situação, a União Internacional Para a Conservação da Natureza (IUCN) classifica a lontra como uma espécie desprovida de dados ou “Data Deficient”.

Cuidando de Filhote de Lontra
Cuidando de Filhote de Lontra

O que motivou, por exemplo, a criação do Decreto nº 41.672/02, que elenca os animais ameaçados de extinção nas regiões sul e sudeste do Brasil; e entre eles as Lontras neotropicais, uma das estrelas dos rios, ribeiros e mananciais do país, cuja presença simboliza a garantia da saúde e riqueza de um determinado ecossistema.

Isso sem contar o oportuno trabalho que elas fazem de controle de determinadas espécies que, sem a sua providencial participação, configurariam-se como uma ameaça ao equilíbrio ambiental.

Os Impactos Da Ação Do Homem Na Reprodução Das Lontras

Como dissemos, é de um ecossistema limpo, saudável e abundante que depende os processos reprodutivos das lontras; mais notadamente dos processos relativos ao nascimento de filhotes, desenvolvimento, maturidade e reprodução.

No entanto, diversas modificações antrópicas (movidas pelo homem) representam grave ameaça ao desenvolvimento desses animais.

Construção de hidroelétricas, desenvolvimento da agricultura, pesca, caça predatória, o negócio do gás natural, o aumento da navegação fluvial, entre outros fatores, podem ser elencados como fundamentais para os riscos de extinção dessas espécies nos próximos 30 anos.

Reprodução Das Lontras
Reprodução Das Lontras

Isso sem contar os conflitos entre pescadores que, ao se verem impossibilitados de prosseguir com suas atividades, acabam por transferir para esses animais toda a sua fúria, que se revela em uma caça predatórias apenas por fins de vingança contra uma espécie que, diferentemente do que eles imaginam, são mais aliadas do que inimigas desse tipo de atividade.

E, para completar, o escoamento de banhados; a cultura de determinadas espécies, como a do arroz (e as suas exigências por pesticidas); destruição da vegetação ribeirinha; mineração, entre outras agressões, somam-se às já existentes, com potencial incomensurável de destruição da vida marinha dos rios e ribeiros de todo o continente americano.

Sendo urgente, portanto, uma maior atenção aos prejuízos que vêm sendo causados aos ecossistemas que são típicos habitats da Lontra longicaudis; e que se não bastassem os perigos para a sobrevivência do homem, contribuem grandemente para uma péssima qualidade de vida, que só mesmo a manutenção das espécies vegetais e animais é capaz de trazer de volta.

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