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Diferenças Entre o Mastim Napolitano e o Mastim Tibetano

Fazer um comparativo entre esses dois cães traz uma certa dificuldade pois o mastim tibetano possui uma boa gama de variações em seu próprio território de origem. Por isso muito do que se diz de um variante do mastim tibetano, principalmente em relações a características físicas, pode diferir consideravelmente de outro.

Diferenças Entre o Mastim Napolitano e o Mastim Tibetano

Sendo assim, muito do que dissermos aqui é meramente informativo e imensamente relativo. Tentaremos adequar nossa comparação do mastim napolitano com o mastim tibetano característico do tipo shannan, cuja aparência se assemelha melhor a mastim napolitano:

  • Experiência do proprietário: Nem o mastim napolitano nem o mastim tibetano são recomendados para pessoas sem experiência com essa raça. Nenhum dos dois são ideais para novos proprietários. No entanto, apenas a nível de comparação, o mastim tibetano é o menos adequado dos dois para estar em posse de proprietários novos ou inexperientes.
  • Crianças: tanto o mastim napolitano quanto o mastim tibetano são ótimos com crianças. Aqui vale mencionar, inclusive que todas a variedades do cão mastim tibetano são ótimos cães para o trato com crianças (isso se assim forem orientados desde filhotes).
  • Higiene: ambas as raças têm baixa manutenção inclusive com derramamento (embora ambos passem por essa circunstância), mas o mastim tibetano é mais fácil de higienizar.
  • Latidos: O mastim tibetano nesse quesito é mais incontrolável, pois tem uma tendência média a latir em qualquer circunstância. Nesse sentido o mastim napolitano vence disparado pois é uma espécie de cão que raramente vai latir.
Mastim Tibetano
  • Longevidade: O tempo de vida útil do mastim napolitano é consideravelmente menor que do mastim tibetano. Enquanto o mastim napolitano vive um tempo médio total até cerca de 10 ou 11 anos, o mastim tibetano pode estender-se sobrevivendo até mais de 15 anos, em média.
  • Altura e peso: o mastim napolitano tende a ser mais leve, mas ambos regulam praticamente na mesma altura e peso, invariavelmente. Ambos podem possuir em média cerca de 65 cm e pesarem em torno de 70 quilos.
    País e ano de origem: o mastim tibetano é bem mais antigo. Diz-se inclusive que talvez tenha sido o ancestral do mastim tibetano que deu origem a todos os cães mastins do mundo. O mastim tibetano já existe pelo menos desde 1100 AD, enquanto o mastim napolitano só surgir por volta de 100 DC.
  • Comportamento e personalidade: Neste ponto ambas as raças também são bem semelhantes. Ambos são carinhosos, amorosos e exigentes de atenção com seus donos. O mastim tibetano, porém, tende a ser mais simpático, mais fofo com crianças e menos agressivo com estranhos. O mastim napolitano baba mais que o mastim tibetano.

Mastim Napolitano

O Mastim Napolitano é o descendente direto do molosso romano (mastiff), o cão usado como guardião nos campos de legionários romanos em vários países europeus, nos quais ele contribuiu para a formação de muitas raças de mastins.

Herdeiro dos molossos usados na guerra pelas populações suméria e mesopotâmica, e pelos assírios de Alexandre, o Grande, por sua vez, atribuído ao mastim tibetano. O mastim napolitano viveu por muitos séculos na área do Vesúvio e Nápoles, para então ser oficialmente reconhecido como uma raça em 1949.

O Mastim Napolitano é um cão impressionante. Tem uma estrutura muito poderosa e majestosa e uma conformação braquimorfo geral, para a qual tem formas massivas e musculares com membros curtos. A pele abundante e as rugas que cobrem sua cabeça lhe conferem uma expressão típica.

Fortalecido por seu tamanho imponente, o mastim napolitano assume uma atitude de defender a propriedade e o povo, sempre vigilante e corajoso, mesmo que possa se tornar agressivo, mordaz ou dominante (comportamento que esse cão nunca assume injustificadamente).

O mastim napolitano tem um caráter reflexivo e equilibrado (às vezes um pouco obstinado). Ele é um espécime inteligente, forte e leal, com um comportamento nobre e majestoso. Também é muito protetor e obediente ao dono, o que faz dele um cão treinável.

Mastim Tibetano

O mastim tibetano ou do-khyi, é uma das mais antigas raças orientais existentes. Eles são conhecidos como a raça de trabalho dos antigos pastores nômades do Himalaia e como um cão de proteção para os mosteiros tibetanos.

Quando o Tibete foi invadido pela China na década de 1950, esses buldogues praticamente desapareceram de suas terras originais. Felizmente para a raça, muitos desses enormes cães foram para a Índia e o Nepal, onde a raça foi novamente recuperada. Com a exportação de mastins tibetanos para a Inglaterra e os Estados Unidos, a raça ganhou popularidade entre os amantes de cães no Ocidente.

O mastim tibetano se distingue por ser um cão forte e poderoso, de tamanho gigante, muito robusto e imponente. No padrão da raça, descrevem um cão de aparência séria e solene e força majestosa. A cabeça deste mastim é larga, pesada e forte, com o crânio ligeiramente arredondado.

O mastim tibetano é um cão de caráter independente, mas muito leal e protetor com a família a que pertencem. Eles são geralmente dóceis e amigáveis com as crianças dentro de sua casa. No entanto, e apesar de serem cães tranquilos em casa, devido ao seu grande tamanho e força, eles podem machucar as crianças inadvertidamente. Portanto, recomenda-se sempre monitorar as sessões de brincadeiras entre crianças e cães, além de oferecer um brinquedo que seja “intermediário” em seu relacionamento e em momentos de diversão.

Variações do Mastim Tibetano

Como dissemos no início do artigo, o comparativo é muito genérico e certamente pode não corresponder totalmente a realidade pois o mastim tibetano é um cão que sofreu muita variação em seu próprio habitat de origem. A raça mastim tibetano sempre foi utilizada em sua região pela funcionalidade, sem existir necessariamente uma preocupação com a pureza da raça.

Especialmente nas sociedades nômades, que, como tais, se movem no território, o fluxo gênico dos cães é muito alto e, portanto, o tipo é frequentemente poluído pela introdução de outras tipologias locais, substancialmente hibridizadas. No caso do mastim tibetano, portanto, a variabilidade genética e geográfica sempre foi muito alta e, portanto, há muitos modelos diferentes de cães. Sendo assim, nosso artigo meramente informativo tentou apenas apresentar fatos gerais sobre os cães com comparações que podem não refletir exatamente como aqui descrito.

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