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Carpa-Cabeçuda: Características, Nome Científico, Habitat e Fotos

A carpa-cabeçuda, ou carpa-cabeça-grande, de nome científico Hypophthalmichthys nobilis, pertence à família Cyprinidae, tem a cabeça maior, quando em comparação com os outros peixes da sua espécie. O apelido de carpa-cabeçuda é mais usado por profissionais do setor e também por pescadores.

No post de hoje, vamos aprender um pouco mais sobre a carpa-cabeçuda, suas características, habitat e muitos mais. Continue lendo.

Principais Características da Carpa-Cabeçuda e Habitat

Essa espécie de peixe pode ser criada em policultivo. Ela é alvo do interesse de pesqueiros, por representar um peixe muito importante para aquele produtor rural que almeja dar início à sua criação.

O macho da espécie pode alcançar até 112 cm de comprimento. A cabeça dessa carpa corresponde a 25% do total do seu tamanho. A carpa-cabeçuda é um peixe de água doce. Ela foi introduzida aqui no Brasil, mas a sua origem é na China. No entanto, hoje em dia, ela já se encontra presente em quase todas as regiões do mundo.

Carpa-Cabeçuda
Carpa-Cabeçuda

A carpa-cabeçuda acorre em lagos das várzeas e em grandes lagos. A sua distribuição se estende do sul da China, ao norte da bacia do Amur, rio situado entre a fronteira da Rússia e China.

É uma espécie que foi introduzida de forma ampla em outras áreas, diferentes do local da sua distribuição natural, em países como Brasil e Estados Unidos. Muitas vezes, eram consideradas, até mesmo, como invasivas.

No período do outono e do inverno, em que a temperatura cai muito, chegando próxima dos 10°C, tanto juvenis, quanto os adultos, formam grandes cardumes, migrando para hibernar em áreas mais profundas dos rios.

Essa espécie apresenta algumas manchas negras por seu corpo. A sua boca é grande, tem muita semelhança com a carpa-prateada e tem escamas uniformes e pequenas. Os olhos da carpa-cabeçuda encontram-se abaixo da cabeça. Os exemplares adultos contam com coloração cinza prata manchada.

No momento em que está se alimentando, a carpa-cabeçuda faz algo que se assemelha a um bombeamento de água pra dentro da sua boca.

Dessa forma, ela consegue filtrar somente os micro-organismos que deseja. Além do mais, essa carpa também tem a capacidade de nadar com a boca aberta. Inclusive, não é raro encontra-la na superfície assim.

Essa espécie tem a capacidade de dividir com outras espécies de carpas, e de outros tipos de peixes, viveiros, tanques e açudes. Por isso, a criação da carpa-cabeçuda tem uma grande vantagem, que é a redução de custos.

O crescimento dessa espécie de carpa é bem acelerado. Dessa forma, o retorno do investimento também acontece mais rapidamente para os criadores. Esse peixe pode chegar a pesar até 1 kg com apenas 1 ano de vida.

É possível encontrar em pesqueiros, alguns exemplares pesando até 40 kg. O seu elevado potencial de engorda pode ser considerado pelo produtor para a realização do cálculo para formar o preço de venda.

No entanto, para alcançar um peso considerável, é necessário que o criador cuide para que não falte no viveiro uma produção adequada de alimento natural. É importante que tenha uma boa oferta de fitoplâncton, ou seja, de algas, no fundo dos viveiros. E também de zooplâncton, que são pequenos animais.

Zooplâncton
Zooplâncton

Esses dois elementos compõem as refeições favoritas da carpa-cabeçuda, que ela consome através dos inúmeros filamentos branquiais que possui, e que são usados, por onde ela passa, como filtros d’água.

Outro item fundamental para garantir a saúde dessa espécie é a qualidade da água, que pode ser originária tanto de riachos, quanto de nascentes, desde que esta fonte não esteja contaminada e seja reconhecida.

No caso de uso de estruturas mais resistentes, é preciso drenar o lago, viveiro ou açude por completo, e retirar todos os seus predadores naturais.

Na hora de realizar o repovoamento, pode ser preciso solicitar a ajuda de um especialista, que saberá identificar a quantidade certa de peixes para o repovoamento. A densidade tem relação direta com a vazão da água e com o tamanho do lago.

Em geral, quanto maior o volume de água, maior a quantidade de peixes que poderá ser colocada no local, ou estocado. Caso o volume não seja suficiente, pode ser preciso reduzir a densidade dos peixes, para que possa transferir a água de algum outro local, ou mesmo para ter ciência da capacidade do açude.

Como Fisgar a Carpa-Cabeçuda

Fisgar a Carpa-Cabeçuda
Fisgar a Carpa-Cabeçuda

A carpa-cabeçuda não é fácil de ser fisgada. Até mesmo em épocas mais frias, ela se mantém ativa. Época na qual os peixes tradicionais reduzem a caça por alimento. Em pesque-e-pague, ela é muito usada para comercialização, para que consigam manter, até mesmo durante o inverno, o fluxo de clientes.

Uma dica para conseguir fisgar um peixe desses é usar massas que dissolvam na água de forma bem lenta, principalmente quando utilizar o sistema chuveirinho. Também é necessário cortar os anzóis do acessório que ficam nas laterais, para não ferir o peixe.

Reprodução da Carpa-Cabeçuda

Carpa-Cabeçuda nas Mãos do Pescador
Carpa-Cabeçuda nas Mãos do Pescador

A reprodução natural dessa espécie pode se dar no final do inverno, ou no começo da primavera. Em geral, o melhor período para o acasalamento é entre 2 e 5 anos. No entanto, após o 1° ano de vida, esse peixe já se encontra pronto para acasalar.

A reprodução de uma fêmea que pesa entre um a dois quilos, pode chegar a 100.000 óvulos, com capacidade de registrar até 3 desovas por ano. Uma dica é colocar abrigos para os ovos aderentes se fixarem nas plantas aquáticas, nas cordas desfiadas de nylon (kakabans) ou em galhos secos de ciprestes. É comum os produtores profissionais injetarem em reprodutores hormônios provenientes da própria hipófise, permitindo controlar a produção de alevinos.

Sistema de Criação

O produtor consegue alcançar, no sistema extensivo, uma produtividade que varia entre 3 e 7 toneladas da carpa-cabeçuda por cada hectare ao ano. Nesse sistema, o piscicultor tem a possibilidade de usar alimento natural proveniente da adubação. Isso ajuda a reduzir os custos da criação dos peixes.

Há também o sistema semi-intensivo, no qual a produtividade sofre um aumento de 4 a 10 toneladas por cada hectare ao ano. No entanto, é preciso fornecer a ração para peixes de forma correta.  E isso faz com que os custos aumentem.

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