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Caranguejo do Coqueiro é Perigoso?

Você já ouviu alguma história escabrosa a respeito do caranguejo do coqueiro, ou simplesmente, tem medo dele? É, de fato, a sua aparência não é das mais amigáveis, mas, será que ele é perigoso? Bem, é o que vamos descobrir a seguir.

Características do Caranguejo do Coqueiro

O Birgus latro (ou, como é mais popularmente conhecido: caranguejo do coqueiro) é um imenso crustáceo terrestre que vive em muitas ilhas tropicais localizadas nos oceanos Índico e Pacífico, incluindo aí a Austrália continental e Madagascar.

Fisicamente, parecem-se muito com os chamados ermitãos, mais conhecidos como caranguejos eremitas. Porém os caranguejos do coqueiro se diferem por apresentarem um abdômen mais flexionado, e sem a proteção de uma concha quando estão na fase adulta.

Em algumas ocasiões, porém, os caranguejos mais jovens dessa espécie usam uma concha por um curto período de tempo, como forma de proteção temporária. Só depois que passa a sua fase “adolescente” é que o seu abdômen endurece, ficando rígido como tem que ser, e ele não precisa mais de conchas. Por sinal, interessante notar também que os espécimes desse crustáceo não conseguem nadar, e podem até mesmo morrer afogados se deixados por muito tempo dentro d’água. Não é à toa, portanto, que eles, assim que nascem vão para a aterra, e não saem mais de lá (a não ser para fins reprodutivos).

Com relação ao tamanho, esse crustáceo, de fato, impressiona. Afinal, ele é o maior artrópode terrestre que se tem notícia, com cerca de 1 m de comprimento, e cerca de 4 kg de peso. Apesar do tamanho avantajado, esses caranguejos começam a vida do tamanho de um grão de arroz, quando os seus ovos eclodem na água. É quando vão em direção à terra firme, de onde passam o restante de suas vidas. Quanto mais crescem, mais vão desenvolvendo a garra esquerda, certamente, a forte das duas, capaz de coisas inacreditáveis, acredite.

Em se tratando de suas cores, o caranguejo do coqueiro é bem variado, podendo apresentar tons de azul, roxo, vermelho, preto e laranja. Tudo misturado. Não há necessariamente um padrão, já que são animais muitos coloridos, na maioria das vezes, o que os torna animais ainda mais exóticos, por assim dizer.

A alimentação deles é baseada praticamente em matéria vegetal e frutas, incluindo aí, obviamente, os cocos, que ele destrincha com as suas imensas garras e pinças. Porém, eventualmente, quando a necessidade aperta, também se alimentam de carniças. No entanto, o principal alimento deles é mesmo o coco, cujas cascas são rasgadas pelas poderosas pinças desse caranguejo, que depois bate a fruta no chão até que ela se rompa.

Esses crustáceos (que também são popularmente conhecidos como ladrões de coco) vivem em tocas subterrâneas, que são forradas com fibra de casca do seu alimento favorito, o coco.

Sentido Apurado

Caranguejo do Coqueiro Subindo em Árvore
Caranguejo do Coqueiro Subindo em Árvore

Um sentido que se desenvolveu bem no caranguejo do coqueiro é o seu olfato, bastante aguçado, através do qual ele pode encontrar fontes de comida. Já os caranguejos que vivem na água, pra se ter uma ideia, usam órgãos especiais, chamados de estetascos em suas antenas, que é o que usam para detectar cheiros. Só que pelo fato do caranguejo do coqueiro viver na terra, os seus estetascos são mais curtos e mais diretos, o que lhes permite sentir certos odores a metros e metros de distância.

Além dessa vantagem adquirida por viver na terra, esse caranguejo ainda possui uma expectativa de vida bem alta, podendo alcançar o seu tamanho máximo com 40, ou até 60 anos de idade. Há relatos, inclusive, de exemplares que conseguiram chegar até os 100 anos de idade com muita facilidade! Inclusive, é interessante notar que, quanto maior o crustáceo, parece que maior é a sua expectativa de vida, já que o caranguejo gigante japonês (o maior do mundo, com mais de 3 m de envergadura) também chega fácil aos 100 anos.

O Exoesqueleto e Suas Trocas

Como todo artrópode que se preze, esse caranguejo troca o seu exoesqueleto de tempos em tempos, o que é bastante útil no quesito proteção. À medida que ele cresce, pelo menos, uma vez por ano ele procura um local que considere seguro para fazer a “troca”.

É nesse momento que o animal fica mais vulnerável, mas, por outro lado, ele aproveita enquanto vai se desfazendo de sua casca antiga para comê-la. Os caranguejos do coqueiro que possuem o exoesqueleto mais frágil são justamente aqueles que tiveram a sua troca perturbada ou interrompida por fatores externos.

Mas, Afinal, o Caranguejo do Coqueiro é Perigoso?

O que impressiona nesse crustáceo não é somente o seu tamanho, mas, também a sua força bruta. As suas garras, por exemplo, podem produzir 3.300 newtons de força, o que equivale às mordidas de grandes predadores como o leão. Isso sem contar que ele pode, com elas, arrastar um peso de até 30 kg! Ou seja, caso, um dia, venha a se deparar com esse bicho e não tome os devidos cuidados, você provavelmente poderá sair um pouco “machucado” desse encontro.

Porém, é só ser cauteloso, e não ficar ao alcance de suas garras, especialmente, suas mãos e pés. Fora isso, não se preocupe, até mesmo porque, inclusive, esse caranguejo não é venenoso, e nem muito agressivo, sendo até manso se você for pegar nele com jeito, apesar da aparência pouco convidativa. Até porque esse caranguejo é muito “tímido”, e não ataca sem que seja provocado.

Ameaça de Extinção?

Bem, o caranguejo do coqueiro pode não ser tão perigoso assim pra gente, mas, os seres humanos, com certeza, são bastante perigosos para eles. Afinal, há milhões de anos, esses animais viviam tranquilamente em suas ilhas sem a presença de mamíferos predadores, o que acabava permitindo que crescessem de maneira desproporcional.

Com a invasão das pessoas em seu habitat natural, contudo, essa cadeia foi quebrada, e agora existem humanos e animais como cães, por exemplo, que acabaram se tornando os seus predadores. Com isso, estratégias de conservação da espécie têm sido feitas ao longo dos anos, como, por exemplo, a restrição para o tamanho mínimo desse animal quanto à caça, e a proibição da captura de fêmeas portadoras de ovos.

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