Home / Plantas / Orquídea que dá Flor na Raiz e Por Baixo, Com Fotos

Orquídea que dá Flor na Raiz e Por Baixo, Com Fotos

A “orquídea passarinho”, ou Stanhopea, é uma espécie rara, e que possui a curiosa característica de dar flor nas suas raízes, por baixo da planta, como podemos ver nessas fotos.

Porém, se não bastasse essa característica, a variedade ainda é das que mais exalam perfume – um perfume singularíssimo! – , e também uma das mais procuradas por colecionadores e admiradores de espécies exóticas; indivíduos que aguardam, ansiosamente, a oportunidade de contemplar e admirar as suas flores, que não duram mais do que 3 dias.

O seu apelido, orquídea passarinho, como não poderia ser diferente, é uma referência ao formato que adquirem as suas flores quando já estão desenvolvidas (a forma de um beija-flor); e que, assim como o tradicional pássaro, caracterizam-se pela delicadeza das suas estruturas, frágeis e com aspectos incrivelmente originais.

A Stanhopea é originária das florestas tropicais da América do Sul e Central, mas não se sabe bem por que cargas d’água ela tornou-se quase uma espécie endêmica da Ilha da Madeira, de onde partiu para o mundo, enfeitiçando a quem quer que, inadvertidamente, tivesse contato com o seu aspecto suave, doce e delicado.

O conjunto de flores dessa orquídea, como dissemos, nasce a partir das suas raízes, desbravando a planta por baixo da sua estrutura.

Mas essas fotos, por si só, não são suficientes para nos dar uma real noção de como isso ocorre, e nem tampouco de como esse processo dá origem a uma espécie tão cativante, com uma coloração em tons amarelo e creme, toda ela pintalgada de vermelho ou púrpura, como se em vez de uma orquídea tivéssemos, à nossa frente, uma obra de escultura naturalmente produzida pelos deuses.

As Origens da Orquídea Passarinho: uma Espécie que dá Flor na Raiz – Curiosamente por Baixo da sua Estrutura.

Além de possuir um aspecto único e singular; único e singular também é a sua história. E o que se sabe sobre ela é que a Stanhopea teria sido levada do México – após uma expedição para a descrição de diversas espécies locais – até à Inglaterra, lá pela metade do séc. XV.

A aventura foi bem sucedida, já que, na bagagem, os pesquisadores, além de diversas outras descrições de plantas, animais, minerais e aspectos geológicos, trouxeram, também, algumas variedades de orquídeas.

E entre elas estava a até então denominada Coatzonte Coxochitl, que foi devidamente descrita no “De Rerum Medicarum Nova Hispaniae Thesaurus de Hernandez”, obra produzida pelo então médico espanhol Fernando Hernandez.

Orquídea Passarinho
Orquídea Passarinho

E foi justamente em meio a algumas investigações científicas, enquanto estava envolvido em alguma outra descoberta relativa à natureza de algumas espécies, que o botânico, especialista em micologia e em criptogâmica (e um dos membros da Royal Society de Londres), William Jackson Hooker, recebeu do fundador da Sociedade Médica e Botânica de Londres um exemplar da até então desconhecida espécie.

No entanto, foi somente no ano de 1829 que ela foi devidamente descrita, apesar das controvérsias sobre o verdadeiro responsável pela sua descrição, já que há relatos de que ela só teria sido descrita em 1918, por Schlechter, como Stanhopea hernandezii.

Porém, controvérsias à parte, o que se sabe é que, após ter recebido o seu nome em homenagem ao então presidente da Sociedade Médico-Botânica de Londres, Sir Philip Stanhope, a Stanhopea finalmente foi apresentada ao mundo!

Como uma das mais exóticas e enigmáticas entre as espécies de orquídeas. E ainda como se não bastasse, com a singular característica de desenvolver as suas flores nas suas raízes, por baixo da planta – um evento que, infelizmente, essas fotos não são capazes de mostrar com a mesma beleza e magia como podemos perceber ao vivo.

Além de uma Inflorescência que Surge a Partir das suas Raízes (Embaixo da Planta), Outras Características da Orquídea Passarinho.

O habitat da orquídea passarinho é o típico de uma espécie epífita. O que ela prefere mesmo é viver na superfície de imensas árvores, alimentando-se dos nutrientes que são trazidos até ela pelo vento, ou apenas absorvendo-os na forma de restos de insetos e vegetais que ela encontra nas árvores onde faz morada.

Mas a Satnhopea também prefere manter-se o mais longe possível da presença dos homens, desevolvendo-se em penhascos, formações rochosas, paredões, escarpas, entre outras formações que só mesmo os mais aventureiros são capazes desbravar.

Ela pode ser encontrada em maior abundância a partir do México até o norte da Argentina, especialmente em florestas úmidas e em altitudes elevadíssimas.

A sua principal característica é um conjunto de pseudobulbos ovais, de onde pendem hastes florais que, curiosamente, mergulham na terra e reaparecem na forma daquelas belíssimas flores – das quais já esmiuçamos as qualidades.

É uma orquídea que dá flor na raiz, sob a planta, por mais incrível que isso possa parecer! É a natureza mostrando que, no seu âmbito, há mais enigmas a serem descobertos do que sonha a nossa vã ciência botânica!

Para finalizar, as hastes florais, após ressurgirem, majestosas, do interior do solo, dão origem a inúmeros botões florais, que não darão o ar de suas graças por mais do que 3 dias – mas o suficiente para exalarem um perfume agradabilíssimo.

Tão agradável, que torna-se um chamariz para diversos tipos de pássaros e abelhas polinizadores, que incumbem-se de, ao recolherem o seu néctar, transportar o seu pólen por praticamente todo o continente, fazendo com que a espécie perpetue-se com toda a sua magnificência no ambiente selvagem da América Latina.

Como Cultivar a Orquídea Stanhopea?

O cultivo da Stanhopea também é dos mais simples. Um cesto em um local suspenso, com furos nas laterais para que as flores possam germinar naturalmente, é praticamente tudo de que elas precisam para se desenvolver a contento.

Com relação ao substrato, deve-se ter o cuidado para que as raízes não fiquem encharcadas, o que pode ser fatal para a planta.

Por isso, o mais indicado é um substrato à base de fibra de coco, esfagno, cascas de pinheiro de tamanho médio e pedaços de vidros vulcânicos (para a drenagem). Esse procedimento é o suficiente para que o substrato mantenha-se sempre úmido, mas sem encharcar a planta.

Um outro detalhe importante, é que a temperatura para o cultivo desse tipo de planta deverá oscilar entre 16 e 30°C – nem mais e nem menos que isso.

Pois o que elas gostam mesmo é de temperaturas amenas, exposições moderadas à chuva e aos ventos, entre outras características que podem fazer toda a diferença na manutenção dessa espécie com as suas principais características.

Caso queira, deixe a sua opinião sobre esse artigo. E aguardem as próximas publicações do blog.

Veja também

Como Plantar, Cultivar e Fazer Muda de Pé de Ameixa em Vaso?

Será que se pode plantar o caroço que sobrou da ameixa que a pessoa comeu? …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *