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Última Erupção do Vulcão Shiveluch

 

A Última Erupção do Vulcão Shiveluch: Consequências

A última erupção do vulcão Shiveluch ocorreu em agosto de 2017, mas o que se diz é que, na verdade, estes são apenas efeitos de uma erupção que ocorre desde o ano de 1999.

Apesar de não expor a população a grandes consequências, essas manifestações mantêm as autoridades russas em um constante estado de alerta.

O Shiveluch é um dos vulcões mais ativos da Rússia, localizado na península de Kamchatka, no lado leste do país. A montanha é conhecida por uma atividade de tal forma constante, que faz com que seja mantida em monitoramento há quase 20 anos.

À época dessa última erupção, imagens da NASA captaram uma área com cerca de 20km, e mostrou uma coluna de cinzas vulcânicas que se espalhou assustadoramente por um bom trecho da região.

O Shiveluch tem as características de um estratovulcão – aqueles que são moldados pela lava que brota do seu interior.

Com uma altura de mais de 3.300m, a cerca de 48 km de uma área povoada (a comunidade de Kliuchi), ele permanece curiosamente em constante atividade, mantendo as comunidades próximas sempre atentas às suas manifestações.

Calcula-se que o vulcão tenha se formado nos últimos 65.000 anos, em pleno Plistoceno, mas sem configurar-se em um grande transtorno local.

Mas no ano de 1964 uma sucessão de abalos sísmicos – que não se conhecia bem a origem – começou a anunciar o que estava por vir: uma sequência de erupções tão violentas que foram capazes de alterar sensivelmente o formato do cone do vulcão e dar-lhe novos contornos.

Mas, apesar do susto, essa última grande erupção do vulcão Shivelush não foi catastrófica – só mesmo o tráfego aéreo foi comprometido – , o que fez com que ele, a partir desse dia, se tornasse, digamos, uma espécie de ponto turístico da península de Kamchatka – uma das regiões mais singulares desse imenso território russo.

O Local da Última Erupção do Vulcão Shiveluch

O Shiveluch está localizado na península de Kamchatka, na Rússia – um território quase mítico, muito por conta do isolamento no qual se viu mergulhada a Rússia durante as década de comunismo.

É uma península vulcânica, singularmente desértica, com as suas montanhas congeladas, que contrastam com o vigor incandescente que brota do seu interior.

Tudo isso combinado com a rusticidade de uma vegetação primitiva, cercada por lagos, rios, mananciais, grutas, fendas e escarpas, que fazem a alegria dos milhões de turistas que visitam a região anualmente.

Península de Kamchatka
Península de Kamchatka

O lugar é morada para cerca de 160 vulcões (30 em atividade atualmente) – o que faz da península uma das regiões com maior atividade vulcânica no mundo.

Mas ela também é uma das mais rústicas, já que e possível avistar, de longe, o aspecto rígido e sisudo dos seus montes de lava endurecida, dos seus vales profundos (repletos de líquens e musgos), além de geleiras e cavernas misteriosas.

Sem contar os seus paredões íngremes, camadas de rochas coloridas, montes “ferruginosos”, entre outras características típicas de uma paragem desolada e vulcânica, que hoje é um dos Patrimônios Mundiais da UNESCO.

A região que foi palco da última grande erupção do vulcão Shiveluch não é habitada. Kliuchi, uma simples e pacata comunidade próxima do vulcão, é o aglomerado urbano mais próximo, mesmo assim fica a cerca de 47km da montanha – o suficiente para ser evacuada antes de uma tragédia.

O gigante russo, localizado a cerca de 3,2km acima do nível do mar, vem mostrando a sua força desde 1999; mas, a partir de 2009, tem chamado a atenção dos especialistas com mais força, devido às suas insistentes e quase ininterruptas erupções que ocorrem desde essa época.

São sucessivas erupções com lançamentos de imensas colunas de cinzas vulcânicas a 5, 6 ou 7 km de altura que, além de comprometerem dramaticamente o tráfego aéreo e a saúde dos indivíduos que moram a quilômetros de distância do local, ainda representam uma grande ameaça à saúde do meio ambiente.

As Características do Vulcão Shiveluch

O Shiveluch é um estratovulcão. Isso quer dizer que ele foi modelado pela própria lava expelida do seu interior. Ele também é uma das montanhas que brotaram em pleno Círculo de Fogo do Pacífico – uma região do planeta caracterizada por uma impressionante atividade vulcânica.

O local da última erupção do vulcão Shiveluch está a mais de 3.200m acima do nível do mar, em um trecho congelado e desértico, onde a neve, combinada com a fúria das erupções vulcânicas, torna a península uma região quase mística.

Do seu interior exalam densas colunas de cinzas vulcânicas (sua principal manifestação), que geralmente não passam disso. Porém, para muitos, é como se fosse um aviso ou um prenúncio de um futuro evento maior e mais devastador, que prefere ser anunciado por meio de inofensivos, porém sugestivos, abalos sísmicos, emissões de gases e de vapor de água.

A última erupção do Shiveluch, ocorrida em agosto de 2017, lançou uma espessa coluna de fumaça a alguns quilômetros de altura, seguida de alguns fragmentos na forma de fluxos piroclásticos, que hoje ajudam a compor boa parte da estrutura do lado sul do vulcão.

Apesar de não tão agressivas, as mais de 60 erupções registradas há pelo menos 9.000 anos, pelo fato de serem constantes, limitam, dramaticamente, a formação de uma vegetação (ou mesmo de uma fauna) no entorno do vulcão.

E o curioso é que essa característica do Shiveluch de manter-se em constante atividade, apesar de não produzir efeitos catastróficos, lhe confere, no imaginário da população, a qualidade de um “velho rabugento”, a soltar as suas constantes fumarolas, nuvens de cinzas vulcânicas e vapores de água, como se fora um velho impotente, porém saudoso de um suposto passado heroico.

Reforça essa opinião, o curioso formato do vulcão, com o seu cone principal alterado pelas sucessivas explosões, que deram origem a outras; além de uma imensa cratera na sua parte sul, que por sua vez deu origem a uma outra cratera, a qual agora é a responsável pelas últimas erupções do vulcão Shiveluch.

Mas, apesar do caráter, digamos, sociável do vulcão, como qualquer outra manifestação da natureza o recomendado é atenção e monitoramento constante das suas atividades. Com o objetivo de que, em caso de uma alteração singular das placas onde está assentado, a população do seu entorno possa ser evacuada a tempo de sobreviver a uma provável catástrofe.

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