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Coruja-das-Torres de Bigode

A Megascops trichopsis ou Coruja-das-Torres de Bigode é mais um belíssimo exemplar da Família Strigidae. Para os mais familiarizados, uma série de pios breves já indicam que elas estão por perto.

Essas aves cruzam os céus da América do Norte e Central, juntamente com mais outras 20 variedades, geralmente pequenas, bastante ágeis e ariscas, em vários tons de castanho e com o peito em um tom mais claro.

No México, a Coruja-das-Torres de Bigode é praticamente uma “figurinha carimbada”, planando sobre as montanhas do Planalto Mexicano e sobre os imensos paredões que margeiam os inúmeros desfiladeiros e gargantas que compõem a paisagem.

Nos Estados Unidos – especialmente no Novo México e no sul do Arizona – elas podem ser apreciadas com frequência, vez ou outra cruzando os céus do Grand Canyon (no norte do estado) ou misteriosamente confundindo-se com a vegetação agreste do estado de Nevada.

Elas costumam ser confundidas também com a não menos característica variedade existente apenas no lado oeste dos Estados Unidos, mas o seu tamanho reduzido e a característica de voar a grandes alturas, logo desfazem o erro.

Sobre os imponentes carvalhos ou sobre os vertiginosos plátanos da fronteira com o México, lá estão elas, competindo em beleza e mistério com as que cruzam os céus da Nicarágua, ou descansam, distraídas, sobre os pinheiros das florestas tropicais de Honduras. Mas sempre com a mesma característica de despertar medo, mau agouro ou azar.

Completam algumas das suas características mais marcantes, a inferioridade de tamanho dos machos em relação às fêmeas, olhos curiosamente amarelos e penetrantes, bico e nariz adunco (geralmente amarelado), uma combinação de plumas semelhantes a bigodes sob o bico, garras pequenas, entre outras características bastante particulares.

A Alimentação das Corujas-da-Torre de Bigode

A dieta das Corujas-da-Torre de Bigode é composta, basicamente, por insetos – mais especificamente ainda por artrópodes –, como as aranhas, gafanhotos, louva-a-deus, alguns tipos de baratas, besouros, grilos, entre outras espécies semelhantes.

O que se diz é que, em pleno voo, as suas habilidades como caçadoras impressionam, já que são capazes de capturar insetos diminutos, como se isso fosse apenas um prática corriqueira e banal.

No entanto, a depender da necessidade, e da escassez de alimentos, as corujas-da-torre de bigode não pensam duas vezes na hora de atacar presas bem maiores e desafiadoras, como algumas espécies de escorpiões, lacraias, lagartos, pequenos roedores, entre outras espécies que, inadvertidamente, cruzem o seu caminho.

Imagem de Coruja-das-Torres de Bigode
Imagem de Coruja-das-Torres de Bigode

Como não poderia deixar de ser, o momento do dia preferido para a caça é à noite, quando um sofisticado mecanismo visual e auditivo lhes permite ver e ouvir como poucas espécies na natureza.

Nesse momento, elas preferem aguardar, confortavelmente, sobre um toco, até avistar alguma presa, e logo então partir para o ataque, em um voo rasante e curto, até cravar as sus afiadas presas sobre a pobre vítima, que nenhuma resistência consegue opor às suas habilidades de predadora.

Como se Reproduzem as Corujas-da-Torre de Bigode?

Não se tem muitos dados precisos sobre a reprodução dessas espécies. O que se sabe é que elas possuem uma característica que parece ser a marca de todas as corujas.

Elas simplesmente depositam seus ovos em ninhos, tocas, escavações e buracos em árvores, que encontram já prontos, e que só exigem dela mesmo o trabalho de depositar ali as suas preciosidades.

Esse processo geralmente ocorre entre abril e maio, quando as fêmeas iniciam o processo de incubação dos ovos (geralmente 3 ou 4), enquanto os machos incumbem-se de trazer alimentos para o ninho.

O tempo de incubação costuma ser de até 20 dias. Os locais para a constituição dos ninhos geralmente não ultrapassam um raio entre 300 ou 400 m – que é o tamanho total do território que elas costumam ocupar.

Quanto aos rituais de acasalamento, também pouco se sabe. O que podemos dizer é que os machos são bem agressivos quando o assunto é defender o seu território e o seu ninho.

Uma curiosidade é que eles costumam utilizar o seu canto como defesa. Uma série longa de pios curtos e agudos servem para avisar aos possíveis invasores que eles estão bem atentos aos seus movimentos.

No mês de abril é bastante comum encontrar buracos escavados em carvalhos, pinheiros e plátanos com um ninho de uma coruja-das-torres de bigode, cuidadosamente constituído ali com palhas ou ramos secos.

É mais um episódio da luta pela sobrevivência que começa! Mais uma das infinitas espécies da fauna silvestre ensaia a sua estreia na vida!

E caso consigam vencer essa primeira etapa (das garras dos seus principais predadores), isso será o sinal de que uma vida longa espera por essa curiosa espécie da família Strigidae.

Habitat

Corujas-das-torres de Bigode Camuflada na Árvore
Corujas-das-torres de Bigode Camuflada na Árvore

As corujas-da-torre de Bigode são bastante afeitas a uma vida agitada em meio a florestas de pinheiros, plátanos, carvalhos e castanheiros, onde elas competem em originalidade com as mais diversas espécies da fauna dessas regiões – e até mesmo com espécies da flora do lugar.

Em matas fechadas com altitudes de 700m, 1000m, 2000m e até 2.500m, elas reinam absolutas, planando vaidosamente sobre as florestas de coníferas da fronteira entre os Estados Unidos e o México.

Também é possível avistá-las sobre os imensos desfiladeiros e gargantas do sudoeste do Arizona, ou na divisa com o Novo México; desde que haja ali, obviamente, uma floresta com as suas presas favoritas, que muitas vezes são caçadas no solo ou em voo rasante.

Descendo mais um pouco, elas surgem em meio aos bosques de coníferas de regiões da Nicarágua, Guatemala, El Salvador e Caribe. Nas vistosas plantações de café de Honduras, elas são praticamente parte da paisagem! Solitárias, elas podem ser avistadas à noite em suas jornadas misteriosas e cercadas por lendas e mistérios.

No Brasil, as corujas-das-torres de bigode são totalmente desconhecidas, e lembram muito pouco os nossos mochos e caburés, que multiplicam-se em praticamente todos os biomas brasileiros. Desde a imponente Floresta Amazônica, até trechos do que resta de Mata Atlântica, e passando pelas paragens desoladas da caatinga, cerrados, vegetações de restingas, entre outras.

As corujas-das-torres de bigode são, como todas as corujas, espécies exóticas, cercadas por lendas e mistérios, e geralmente sinônimos de má sorte ou azar. Mas, e para você, o que elas representam? Deixe a resposta em forma de um comentário. E continue compartilhando as nossas publicações.

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