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A Transferência de Energia e Matéria Entre os Seres Vivos

Por mais que você não “veja”, nós, os seres humanos, e a natureza em suas diversas formas, temos fluxos e transferências constantes de energias nos mais variados contextos, e com muitas finalidades. E, esses trocas de energias se dão, basicamente, através da cadeia alimentar, num ciclo onde você pode consumir ou ser consumido.

Quer entender mais a respeito desse fascinante processo? Vem conosco, então.

Quem é Você Na Cadeia Alimentar?

Para entendermos melhor como se dá a troca de energias entre os seres em geral, temos que ter noção de como são feitas as classificações no tocante à cadeia alimentar.

Primeiro de tudo, temos aqueles que são chamados de produtores. Esses, como o próprio nome indica, são os seres que conseguem produzir o seu próprio alimento. São chamados de autótrofos. E, essa produção de alimento pode se dar de duas maneiras: a fotossíntese e a quimiossíntese.

Continuando a classificação em se tratando da cadeia alimentar, existem os seres denominados de consumidores. Também chamados de heterótrofos, eles podem se alimentar diretamente dos produtores (o consumidor primário) ou simplesmente de outros consumidores (o consumidor secundário, terciário, e por aí vai).

Por fim, temos os consumidores, que se alimentam de organismos mortos, liberando, assim, a matéria orgânica de volta ao ambiente, e recomeçando o ciclo.

No nosso caso, somos consumidores em todos os níveis, pois tanto nos alimentamos de seres produtores, quanto de outros seres consumidores.

Processo de Transferência de Energia

Podemos dizer que o sistema de transferência energética começa pelo sol (mais precisamente pelos raios solares). A energia solar, então, é captada e “transformada” pelos produtores. Essa mesma energia é devolvida ao meio ambiente tendo a forma de energia térmica por todos os seres, dos próprios produtores aos decompositores. É o que denominamos de fluxo unidirecional.

A cada transferência de energia há uma perda de calor, o que implica dizer que há uma diminuição de energia ao longo das relações que tecem a teia alimentar. Em suma: quanto mais perto do produtor, mais a quantidade de energia que se encontra disponível.

A Matéria Que é Reaproveitada

Já, a matéria em si é constantemente reaproveitada na natureza, fluindo de maneira cíclica em três etapas bem distintas.

A primeira dessas etapas ocorre quando substâncias produzidas na fotossíntese são transformadas em dois elementos básicos: água e gás carbônico. São elementos produzidos à medida que são utilizados na respiração celular normal dos seres vivos.

Fotossíntese
Fotossíntese

Já, o processo seguinte diz respeito à ingestão de alimentos. Nessa parte, os seres vivos armazenam o que foi ingerido, mas, de maneira temporária. Esse armazenamento se dá na forma de amido, gorduras e proteínas, substâncias essenciais para o bom funcionamento da maior parte dos organismos vivos. Ao mesmo tempo, é liberado para o ecossistema o que não foi aproveitado , a fim de ser reutilizado por outros seres vivos que precisem desses elementos.

E, por fim, temos os organismos mortos, que sofrem a ação de decompositores e cuja matéria orgânica retorna ao ambiente, e (adivinhem?) recomeçando todo o processo.

As Pirâmides Ecológicas

Em termos de quantidade, as cadeias alimentares também podem ser representadas através das chamadas pirâmides ecológicas. Nelas, os produtores estão na base, enquanto que os consumidores estão no decorrer dos outros níveis.

Existem algumas pirâmides que são mais usadas para representar o fluxo de energia. A primeira delas é a pirâmide de número. Nela, você pode encontrar a quantidade de organismos que fazem parte de uma determinada cadeia alimentar. O tamanho da base dessa pirâmide vai depender do ecossistema observado. Tanto a base pode ser maior, quanto menor (a chamada pirâmide invertida).

Já, o outro modelo de pirâmide utilizada é a de biomassa. Essa considera a massa dos organismos que fazem parte de uma cadeia alimentar específica. É ela que indica, por exemplo, a quantidade de matéria orgânica que está presente em cada nível. E, assim como a pirâmide de número, essa daqui pode ter a base mais larga ou mais estreita a depender do ecossistema abordado.

E, por fim, temos a pirâmide de energia, que representa basicamente a passagem de energia pelos níveis tróficos. É bom ressaltar aqui que, devido aos constantes processos metabólicos, sempre há uma perda considerável de energia de uma nível da cadeia alimentar para o outro, o que deduzimos que, neste caso, a pirâmide nunca conseguirá ser invertida.

Os Ciclos Biogeoquímicos

Já ouviu falar de biogeoquímica? Pois bem, essa é uma ciência que ajuda muito bem a explicar a troca e transferência de energia e de matéria entre os seres vivos. Mais especificamente ela estuda a troca de entre componentes bióticos e abióticos. E é justamente esse processo de retirando e utilização de elementos químicos, e a devolução de outros elementos para a natureza, que chamamos de ciclos biogeoquímicos.

Dentro da matéria orgânica, existem quatro ciclos bem distintos, o do carbono, o do hidrogênio, o do oxigênio e o do nitrogênio. Desses, é bom salientar que o carbono e o hidrogênio não se encontram isolados na natureza, estando sempre associado ao oxigênio, o que proporciona o surgimento da água e dos gás carbônico, respectivamente.

Perceba, portanto, que até mesmo esses elementos, isolados ou em conjunto, são importantíssimos para o ciclo energético e de materiais dos seres vivos da Terra. A água, é bom lembrar, é o elemento de maior quantidade em nosso organismo, e o gás carbônico é essencial para as plantas nos darem o oxigênio. Tudo, enfim, é um ciclo.

Conclusão

A transferência de energia e de matéria entre os seres vivos nos mostra, de maneira bem clara, o quão é imprescindível o equilíbrio natural do meio ambiente. Isso porque todos dependem de todos; da menor planta de seu jardim, a formas de vida mais desenvolvidas, seja para a produção de alimentos, ou para a transformação de elementos em outros que sejam básicos para a nossa subsistência, como o oxigênio.

É através dessa compreensão que se pode combater a devastação do meio ambiente atualmente, pois, ao mostrar que tudo está interligado, esse conceito expõe o quão responsáveis somos pelo equilíbrio natural e pela manutenção do clico de energia entre os seres.

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