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Comportamento dos Elefantes: Diferenças entre Machos e Fêmeas

Os elefantes são animais exuberantes pelo tamanho, apresentam uma tromba longa que os permite se alimentar, beber água e inclusive se relacionar uns com os outros, além de orelhas enormes que têm a capacidade de regular a temperatura corporal, já que contam com uma grande quantidade de vasos sanguíneos. Podem pesar mais de uma tonelada e são considerados um dos maiores mamíferos terrestres da atualidade. Hoje existem apenas três espécies do mundo: 2 africanas (Loxodonta africana e Loxodonta cyclotis) e 1 asiática (Elephas maximus).

Seres Sociáveis

Os elefantes são animais muito sociáveis e vivem geralmente em grupo. Para se comunicarem entre si, eles emitem sons, produzidos pelas trombas. Esses sons (ou ondas sonoras) “percorrem” o solo e podem ser percebidos por eles através das patas. São emitidos sons diferentes para emoções diferentes. Por exemplo, quando grita com fúria (bramem), quer dizer que o animal está assustado ou que há um perigo iminente. Desta forma, ele alerta a sua família que, principalmente, é formada pelas fêmeas e suas crias e, também, algum macho adulto como companhia. Os machos vivem sozinhos até o momento do acasalamento, nesse período eles se aproximam do grupo.

O maior ser vivo terrestre parece ter muito mais em comum com os humanos do que se imaginava. As zoólogas americanas Cynthia Moss e Joyce Poole, após 13 anos observando grupos de elefantes no Parque Nacional de Amboseli, no Quênia, África Oriental, perceberam que esses animais apresentam vínculos sociais muito complexos e parecidos com o dos humanos. Este estudo encontra-se revelado no livro Elephant Memories (Memórias de Elefante, ainda não publicado no Brasil).

O Carinho de Mãe Elefante Com Filhote
O Carinho de Mãe Elefante Com Filhote

Da mesma forma que nas sociedades humanas, a família é muito importante para os elefantes. Uma família de elefantes compõe-se de dez a trinta indivíduos, dirigidos pela fêmea mais velha e experiente do grupo. Todos os outros elefantes obedecem a matriarca, com exceção dos machos adultos. Mesmo quando uma fêmea velha perde o posto de chefe da manada, para outra mais jovem, não perde o respeito e a atenção da família, que lhe reconhece a experiência.

Diferenças Comportamentais entre Machos e Fêmeas

Existe uma separação bem marcante em relação ao comportamento de machos e fêmeas, não só na questão da obediência as matriarcas, mas também se observa que os machos vivem isoladamente, só buscando viver em “sociedade” no período do acasalamento, enquanto as fêmeas sempre vivem em grupo. Além disso, a expectativa de vida das fêmeas é maior que a dos machos. Só um terço morre antes dos doze anos.

As mães em fase de amamentação e os bebês-elefante, que as seguem por toda a parte, recebem proteção e cuidados especiais dos outros membros da família, incluindo outras mães. Fora desses estreitos laços familiares, uma manada de fêmeas e filhotes marchando em fila também mantém contato com outras manadas em busca de comida. Outra missão coletiva é afugentar inimigos, como é o caso dos leões. Se alguma cria for atacada, as fêmeas, não importando sua relação familiar com a vítima ou sua posição hierárquica dentro da manada, defenderão com toda força o filhote. Apesar dos mais de 100 quilos de um elefante recém-nascido, a preocupação com sua fragilidade não é um exagero, pois assim como o homem que nasce despreparado para sobreviver sozinho após nove meses de gestação, os bebês-elefante vêm ao mundo totalmente dependentes dos adultos.

Bebês-Elefante

Depois de 22 meses de gestação, os filhotes aprendem a colocar-se sobre as patas, ainda cambaleantes, e a deslocar-se junto com a manada logo no primeiro dia de existência. Em compensação, não sabem mamar corretamente. Inexperientes, podem confundir a mãe com uma tia que não dispõe de leite, um erro habitual que explica a elevada taxa de mortalidade entre crias menores de dois anos. Ainda que a alimentação do filhote seja completada com matéria vegetal a partir dos três ou quatro meses, o leite materno é fundamental para seu desenvolvimento.

O período em que o leite materno está disponível dura normalmente três anos e termina quando a mãe dá à luz um novo bebê. Mas a falta de alimento obviamente torna o leite menos nutritivo e abundante. Cynthia e Joyce, as pesquisadoras americanas, observaram que os filhotes machos consomem mais alimentos que as fêmeas e continuam a buscar com insistência o leite, até os oito anos de idade.

Elefantes Jovens

Em relação aos jovens, eles permanecem no circuito familiar no máximo durante doze anos de idade e após esse tempo deixam a manada para viverem solitários quase todo o ano. Durante a juventude, os machos não contam para nada na hierarquia social e até os 25 anos não representam ameaça ao poder dos maiores. A partir dos 30 anos, quando começam a competir pelas fêmeas, tornam-se violentos, a ponto de serem temidos por outros mais velhos. Nessa idade, ocorre o fenômeno conhecido como “musth”, provocado pelo aumento do hormônio sexual testosterona no organismo, que excita o animal, tornando-o agressivo por um período de aproximadamente três meses. Os humanos que tentam entrar em contato com eles nesse período, acabam vulneráveis a ataques violentos, que podem, inclusive, levar a morte.

Os machos costumam lutar pelas fêmeas, e essas lutas geralmente são muito violentas e podem durar quase 8 horas, como foi observado e descrito pela zoóloga Cynthia Moss em seu livro. O macho vencedor da batalha passa a investir na fêmea, que é acossada, encurralada e montada sucessivamente. Em três ou quatro dias, o elefante vencedor perde o interesse pela fêmea e deixa o “campo livre” a outros candidatos. Ao se aproximarem da manada masculina, as fêmeas são atraídas pelos hormônios sexuais produzidos pelos machos nos momentos de excitação sexual.

Elefantes Velhos

Elefante Velho
Elefante Velho

Quando um elefante está muito velho ou se sente doente, todos os demais membros do grupo se acomodam ao redor dele, para lhe acompanharem em seus últimos dias de vida. É comum os elefantes chegarem a uma idade avançada, já que eles, por seu grande tamanho, quase não têm predadores na natureza. O problema maior para esta espécie, sem dúvida, é o humano. Já faz séculos que ele é caçado de forma indiscriminada, seja para extrair suas presas marfim, ou para utilizar como meio de transporte, levar ao circo ou a um zoológico, etc.

Como os Elefantes se Comportam Perante a Morte?

Luto dos Elefantes
Luto dos Elefantes

Observou-se que os elefantes se retiram para morrer solitários em um lugar onde esperam obter água e abrigo sem muito esforço. “O que esses colossos parecem ter é um pressentimento da morte”, explica Joyce Poole. Quando uma manada encontra um colega sem vida, todos param, inspecionam cuidadosamente com suas trombas o corpo imóvel como para determinar sua identidade e o cobrem com terra e folhagens. Os elefantes que acabam de perder um parente direto seguem a manada à distância durante alguns dias. É sua maneira peculiar de manifestar publicamente o luto pela perda de um ente querido.

Curiosidade

É comum ao assistirmos documentários relacionados a vida selvagem, elefantes deitando em poças de lama, “rolando” nelas, utilizando a tromba para jogar água em cima deles. Todos esses comportamentos servem para manter a temperatura corporal mais agradável e também afastar os insetos.

A tromba, além de utilizada para alimentação e para o animal beber água, serve também para relações sociais, entre mãe e filho, durante a corte para o acasalamento, reconhecimento de manadas (grupos) e até para ajudar na respiração quando estão nadando. Ou seja, esse apêndice é muito importante para animal.

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