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Alface Romana

A alface (Lactuca sativa sp.) é a hortaliça mais famosa, mais consumida e mais antiga do mundo. Apresenta cerca de 100 variações de espécies categorizadas de acordo com a cor, sabor e tamanho das folhas.

Neste artigo, vamos conhecer um pouco mais sobre uma das espécies de alface mais populares, a alface romana (Latuca sativa longifolia), também conhecida como orelha-de-mula, loura-da-horta e balão.

Então, venha conosco e boa leitura.

Alface Romana: Características da Hortaliça

A alface romana apresenta folhas grandes, alongadas e em formato oblongo, com, aproximadamente 12 polegadas de comprimento; com um talo firme na região central. Uma grande peculiaridade desta espécie é a resistência a altas temperaturas, o que possibilita que seja empregada no preparo de hambúrgueres.

No interior do talo da hortaliça (principalmente de folhas mais velhas), há um líquido viscoso de sabor amargo. Este sabor amargo pode ser um diferencial gastronômico importante para preparo de pratos diferenciados.

A alface romana é uma planta que desenvolve-se com mais facilidade em estações frias. As folhas soltas crescem na vertical em relação ao centro do tronco.

Ao ser consumida crua, é possível notar um gosto mais amargo do que as alfaces convencionais, além de uma consistência mais firme.

Alface Romana: Origem Histórica

Acredita-se que a alface romana tenha surgido na ilha grega de Cós (ou Kos), pertencente ao um grupamento de ilhas chamado de Dodecaneso, situado na extremidade leste do Mar Egeu, próximo à costa sudoeste da Turquia.

O Dodecaneso é formado por ilhas pequenas, e algumas inclusive inabitadas. A ilha de Cós mede 40 x 8 Km e é formada por planícies férteis. Estima-se que a população no local seja de 30. 500 habitantes.

Em relação à origem, também acredita-se que a alface romana seja nativa da Ásia Menor.

Alface Romana: Informação Nutricional

A cada 100 gramas de alface romana, há a concentração de 20 Kcal; 3,3 gramas de carboidratos; 2,1 gramas de fibra dietética; 0,3 gramas de gorduras totais; 1,2 gramas de proteínas e 95 gramas de água.

A concentração de vitaminas é de 36 % para vitamina A, ou seja, 290 µg; 34 % para Ácido Fólico, correspondendo a 136 µg; e 24 mg de Vitamina C (29%).

Em relação à concentração de minerais, há 33 mg de Cálcio (3%); 0,97 mg de Ferro (7%); 30 mg de Fósforo (4%);  247 mg de Potássio (4%).

Alface Romana: Benefícios para a Saúde

Em decorrência da tonalidade verde-escura, a alface romana é rica em antioxidantes e potenciais ativos de prevenção ao câncer, dentre eles a clorofila.

O alto teor de água e baixo teor de calorias por si só também já formam um diferencial à parte.

A Vitamina C e a Vitamina A neutralizam os radicais livres que, a longo prazo, podem culminar na manifestação de doenças, tais como cardiopatias, câncer e artrite. Além de serem excelentes para garantir uma boa visão, garantir a saúde da pele, o fortalecimento dos ossos e um considerável reforço ao sistema imunológico. Uma característica pouco conhecida da Vitamina A é seu auxílio na melhora do sistema digestivo, combate à infecções e ao crescimento bacteriano excessivo. A vitamina C também desempenha um papel incrível sobre o sistema digestivo e sobre a melhora da imunidade, principalmente relacionada à prevenção contra gripes e resfriados comuns.

Alfaces Romana Empilhadas
Alfaces Romana Empilhadas

Os ossos também são fortalecidos em decorrência da presença de Vitamina K. Esta vitamina é essencial para a formação óssea, além de prevenir a osteoporose. Outro ponto favorável para a Vitamina K é o fato de ser um excelente fator de coagulação sanguínea.

O ácido fólico presente na alface contribui para a conversão da homocisteína (composto químico homologo ao aminoácido cisteína), essencial para a saúde cardiovascular. Lembrando que o ácido fólico é de consumo obrigatório durante a gravidez, por manter o peso do feto em condições satisfatórias, favorecer o bom desenvolvimento cardíaco do mesmo, e prevenir defeitos no tubo neural.

O betacaroteno auxilia na prevenção da degeneração macular, fator que implica na cegueira associada à idade. O glaucoma e lesões na córnea são igualmente preveníveis através da ingestão de betacaroteno.

A Vitamina C presente na alface romana auxilia na construção de colágeno, evitando a perda de elasticidade e danos celulares que, a longo prazo, podem implicar em câncer de pele.

Alface Romana: Dicas de Consumo

A alface romana é a variedade empregada nas saladas do tipo Caesar.

Pode ser consumida crua, cortada em tiras, com molho à base de maionese feita com ovos, anchova e alho; de acordo com a preferência pessoal. Uma sugestão também válida é servi-la com queijo parmesão e croutons.

Caso seja consumida cozida, o tempo de cozimento tanto da forma convencional, quanto no vapor ou na forma de ensopado é de 3 a 5 minutos. No vapor, uma boa dica é cozinha-la com alho e cebola. Após o cozimento, as folhas escaldadas também podem ser recheadas com queijo e carne picada.

Durante a compra, ao escolher as folhas de alface é preferível selecionar as cabeças crocantes que não estejam muito abertas.

Após a compra, a alface romana pode ser armazenada por um tempo máximo de uma semana na geladeira, em saco plástico.

Alface Romana: Alerta de Contaminação

Neste ano de 2018, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) emitiu uma advertência sobre um surto de Escheriquia coli envolvendo vários estados americanos. Este surto estaria relacionado à alface romana pcada. A recomendação para prevenir outras futuras infecções foi descartar todas as unidades de alface da região de Yuma, no Arizona (responsável pela comercialização da hortaliça).

O alerta começou no estado do Alaska, no qual algumas pessoas relataram mal-estar após a ingestão de cabeças inteiras de alface advindas da região produtora de Yuma. Em média, 53 pessoas em 16 estados adoeceram. Dentro deste número, 31 ficaram hospitalizadas e 5 desenvolveram insuficiência renal.

A contaminação por Escheriquia coli está diretamente associada à intoxicação alimentar, com quadros de cólicas estomacais intensas; diarreias que podem estar associadas à sangue e vômito; além da febre.

Para evitar contaminações, o ideal é lavar as folhas de alface, antes do consumo, e deixa-las de molho em uma solução de água sanitária durante 30 minutos.

Agora, que você já conhece um pouco mais sobre a alface romana, fique à vontade e visite outros artigos do site.

Até as próximas leituras.

REFERÊNCIAS

CASTRO, A. Gazeta Brazilian News. CDC expande alerta de contaminação em alface romana. Disponível em: < https://gazetanews.com/cdc-expande-alerta-de-contaminacao-em-alface-romana/>;

Dicas de saúde. Os 10 benefícios da Alface Romana para Saúde. Disponível em: < https://www.saudedica.com.br/os-10-beneficios-da-alface-romana-para-saude/>;

Love My Salad. Alface Romana. Disponível em : < https://www.lovemysalad.com/pt-br/salapedia/alface-romana>.

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