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Vulcão Chaitén Características

O Vulcão Chaitén é uma força da natureza com características bastante particulares. Ele está localizado na cidade de mesmo nome, na Região dos Lagos, e a pelo menos 1.220km ao sul de Santiago (capital do Chile).

A sua altura é de aproximadamente 1.120m (não chega a impactar tanto). Porém, o fato de estar localizado em uma área povoada – e com as regiões de Hualaihyé, Futaleufú, Chubut, entre outras, ao fundo -, faz com que ele, de alguma forma, exija algum tipo de atenção das autoridades.

Para chegar até o topo do Chaitén será necessário percorrer uma trilha razoavelmente desafiadora, na companhia de um guia que costuma dar as boas vindas aos visitantes e comprometer-se em trazê-los de volta são e salvos.

As Características do Vulcão Chaitén

A trilha leva – praticamente sem desvios – ao topo do vulcão; e, no caminho, é possível ainda contemplar os restos da terrível erupção ocorrida em 2008.

Essa erupção foi uma tragédia que resultou, entre outras coisas, na total destruição da natureza ao seu redor, deixando apenas restos de árvores ressequidas, pedregais, escolhos, árvores mortas; em uma mistura de renascimento e morte, que é possível perceber por toda a parte.

Caso consiga resistir bem a pelo menos 1 hora de subida, terá à sua frente uma visão difícil de expressar por palavras.

Uma imensa caldeira, que dá para uma cratera a 190m de profundidade, exala ainda alguns resquícios de uma fumarola que constantemente faz lembrar dos seus momentos de fúria de anos atrás.

A Destruição do Vulcão Chaitén
A Destruição do Vulcão Chaitén

A todo o momento topa-se com restos de carvalhos, salgueiros, prinheiros e de vegetações típicas de uma floresta de araucárias reduzidos a apenas fragmentos.

São restos de uma intensa vida vegetal destruída pelos terríveis e constantes fluxos piroclásticos carregados de fragmentos, que foram capazes de produzir uma sensação térmica de até 600°C – o suficiente para transformar o local em uma imensa e melancólica “terra desolada”.

Vulcão Chaitén: As Características de um Gigante que Despertou

Consta que há pelo menos 10.000 anos o lendário vulcão Chaitén não exibia a sua fúria. Mas ele, inesperadamente, decidiu que, sim, era a hora de dar uma pequena amostra da sua força e oferecer ao mundo uma das mais extraordinárias demonstrações de vigor da natureza.

Para se ter uma ideia da violência do evento, de acordo com pesquisadores, após as erupções, cerca de 190m metros foram acrescentados ao vulcão, alterando, sensivelmente, algumas das sus características – e, inclusive, a paisagem ao seu redor.

Fluxos piroclásticos, terríveis efusões de lava, nuvens vulcânicas, entre outras manifestações, trataram de dar novas feições a uma região que já tinha as suas peculiaridades.

Uma densa floresta, repleta das mais variadas espécies de salgueiros, castanheiros, arbustos e vegetações típicas de araucária, foi simplesmente reduzida a montes de madeira empilhados, fumo, lama, troncos retorcidos, uma densa névoa cinzenta, entre outros vestígios da atividade nada discreta do vulcão.

Arredores do Chaitén
Arredores do Chaitén

Mas algo não consegue passar despercebido pelos visitantes durante uma incursão pelos arredores do Chaitén.

É impressionante ver como, mesmo em meio a um ambiente tão inóspito e degradado, aos poucos a natureza volta a se impor, como uma “grande mãe”, a preencher, lentamente, cada espaço que um dia já foi seu – como a aproveitar-se dos nutrientes que podem ser encontrados onde quer que um dia já tenha existido vida.

O que parece é que, aos poucos, e quase que de forma inevitável, o vulcão Chaitén (e o seu entorno) retomará as suas antigas características.

Características do Vulcão Chaitén
Características do Vulcão Chaitén

O seu antigo lago não está mais lá, a preencher a sua cratera, mas a belíssima visão das outras montanhas ao seu redor dá a quase certeza de que, sim, tudo um dia voltará ao seu lugar, de forma vigorosa e generosa, como é tão comum ocorrer na natureza.

Uma Cidade Sobressaltada

Uma “terra desolada”, foi assim que muitos classificaram a região de Chaitén, no Chile, após o vulcão de mesmo nome, localizado a cerca de 1.220km ao sul de Santiago, capital do país, entrar em erupção após milhares de anos de um sono profundo.

O Chile, que já possui o sugestivo apelido de “Círculo de Fogo do Pacífico” (devido à sua impressionante quantidade de vulcões, que só perde mesmo para a Indonésia), naquele momento apresentava ao mundo um dos seus mais ilustres moradores: o discreto e até então silencioso vulcão Chaitén.

O curioso é que os vulcões próximos (e monitorados) da cidade estavam todos tranquilos como nunca. Foi quando o perigo apareceu, de onde menos se esperava, a dez quilômetros dali, como uma montanha incandescente (que poucos sabiam ser um vulcão ativo) a despertar de um sono de quase 10 mil anos.

Dali para frente o que se viu foi um assombro!

Uma incrível erupção, com lançamentos sucessivos de fluxos piroclásticos, lavas com temperaturas superiores a 1000°C e cinzas vulcânicas a alturas superiores a 25km, transformou, da noite para o dia, a rotina dos habitantes da região.

Tal foi a violência das manifestações, que até mesmo da Cordilheira dos Andes foi possível perceber o avançar das cinzas vulcânicas, que se debruçavam ameaçadoramente sobre o território argentino; roçavam, insidiosamente, o Pacífico; até repousar, de forma comprometedora, sobre o Oceano Atlântico.

A saída para os habitantes de Chaitén foi mesmo a pacata cidade de Puerto Montt, onde eles tiveram que se refugiar; e de lá apenas contemplar, impotentes, e estupefatos, boa parte da cidade ser destruída pelos fluxos piroclásticos e demais manifestações do vulcão.

Os lagos e rios foram contaminados pelas cinzas vulcânicas, boa parte da vegetação foi arrasada pela lava, e tudo o mais que ousou atravessar o seu caminho foi destruído pela fúria do que poderia ser descrito agora como um terrível titã enfurecido.

Uma Manifestação que Alterou a Geografia do Lugar

De acordo com pesquisadores, a força do vulcão Chaitén deverá mudar as características da região ainda por um bom tempo.

As comunidades de Hualaihyé, Futaleufú, Chubut, entre outras, sofrem, até hoje, com os efeitos deletérios da imensa nuvem de cinzas vulcânicas que pairou sobre as suas atmosferas.

Mananciais também foram comprometidos; e as densa floresta de araucárias, com os seus belíssimos exemplares de castanheiros, imbuia, ipês, entre outras variedades, foi simplesmente arrasada no entorno do vulcão.

O parque Pumalin, do qual o vulcão faz parte, teve a sua rotina totalmente comprometida. Ele teve, inclusive, que ser interditado por alguns anos, até que em 2011 pudesse voltar à sua rotina normal.

Agora a palavra de ordem é: Renovação! De acordo com representantes do governo, todos os esforços serão levados a termo com o intuito de reverter os terríveis  efeitos de tais eventos.

Já a natureza, por seu turno, já vem, aos poucos, contribuindo para isso!

E ela faz isso, silenciosamente, e graciosamente, renascendo em meio às cinzas, escombros e vestígios de uma das mais violentas manifestações naturais já registradas na região.

Um evento único e surpreendente. E que ficará, certamente, como uma pequena lembrança de quem verdadeiramente “dá as cartas” nessa intrincada e desafiadora luta pela sobrevivência diária.

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