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Nomes de Cobras Amarelas

Em um universo com mais de 390 espécies de cobras no Brasil, é quase impossível citar, de imediato, ao menos um nome de uma cobra que possua a tão original cor amarela.

Consideradas exemplos de exotismo e da rica diversidade da fauna brasileira, diferentemente do que se imagina, elas não representam a menor ameaça aos seres humanos, pelo simples fato de não serem peçonhentas, mas também pela dificuldade de serem encontradas na natureza.

Na verdade, apenas 15% das serpentes que compõem a nossa fauna podem ser consideradas venenosas — número que torna o pavor que temos dessa espécie um tanto quanto descabido, tirando o fato, obviamente, de ela ter sido a responsável pela “queda do homem” do paraíso.

Os especialistas são categóricos ao afirmar que a peçonha não é exatamente a principal característica das cobras, tanto é assim que no Brasil apenas as espécies Viperidae e Elapidae são capazes de inocular veneno por meio de uma mordida.

Mas o objetivo desse artigo é fazer uma lista com o nome das principais cobras amarelas da fauna brasileira. Espécies que costumam ter significados bastante singulares, principalmente quando surgem misteriosamente nos nossos sonhos.

Jiboia Amarela

Jiboia Amarela Enrolada
Jiboia Amarela Enrolada

O primeiro nome que longo vem à mente quando se trata de cobras amarelas são as jiboias: as jiboias amarelas — espécies que se espalham por regiões da Floesta Amazônica, Caatiga, Pantanal mato-grossense, Mata Atlântica, Cerrado, entre outras regiões.

Elas são consideradas animais vivíparos, ou seja, que geram filhotes por meio de embriões no interior do seu ventre (cerca de 62 em uma ninhada), e apesar de, como toda serpente, causar arrepios em quem quer que tenha contato com uma delas, não são venenosas; as suas grandes armas são uma mordida bastante dolorosa e a “constrição” ou capacidade de esmagar as suas presas com a força dos seus músculos.

Geralmente alimentam-se de rãs, sapos, pequenos mamíferos, aves, lagartos, e possuem uma arma bastante curiosa: o seu famoso “bafo de jiboia” — Uma arma, nesse caso, bastante utilizada contra os humanos.

À primeira vista pode até parecer um gracejo, mas, na verdade, é a forma como esse animal solitário, com hábitos noturnos e avesso ao contato com os homens, tenta manter os inimigos a uma confortável distância.

Píton Albina

Piton Albina
Piton Albina

A Píton albina ou Python molurus bivitattus é uma espécie de vítima da natureza, já que as manchas amarelas espalhadas pelo seu corpo branco, é o resultado da falta de produção da substância (melanina) reponsável pelo tom da pele.

O que se diz é que nem mesmo uma equipe de futebol é capaz de livrar um desafortunado da força imposta pelos seus músculos e pelas suas presas durante um ataque — características suficientes para garantir a sobrevivência de uma espécie não venenosa, e que, por isso mesmo, prefere esmagar as suas vítimas, sem o incômodo de ter que esperar um bom tempo pelo efeito de uma toxina.

Assim como a jiboia amarela, a Píton albina é um animal carnívoro, que dá preferência a pequenos roedores, aves, coelhos, etc; no entanto, o nome dessa cobra amarela, típica do continente asiático e de florestas úmidas e alagadas, também está bastante associado a medo, já que não são poucos os relatos de casos em que seres humanos foram devorados por inteiro por uma dessas espécies.

Alguma de suas principais características são: ser um animal ovíparo (gera filhotes através da postura de ovos), poder chegar a até 9 metros de comprimento e conseguir permanecer entre 15 e 20 minutos debaixo d’água.

Jararacuçu

Jararacuçu Pronta Para o Bote
Jararacuçu Pronta Para o Bote

A Bothrops jararacussu Lacerda é uma serpente amarela, com frisos mais escuros, muito conhecida por essa imensidão do Brasil por nomes como: surucucu-dourada, urutu-estrela, jaracuçu-verdadeira, patrona, entre outras denominações.

Elas podem atingir até 2m de comprimento e causam verdadeiro pavor entre habitantes de regiões que se estendem desde o Sul da Bahia até o norte do Rio Grande do Sul.

As jararacuçus são vivíparas e capazes de gerar até 20 filhotes em uma só ninhada. E se não bastasse o fato de ser uma das cobras mais venenosas do país (não por acaso é uma cobra amarela cujo nome é logo associado à morte e traição), ela ainda conta com uma facilidade única de se camuflar na natureza, e poder atacar a sua presa mesmo que ela se encontre a 2 metros do seu raio de ação.

A jararacuçu também possui hábitos bastante requintados, como o de sair para caçar somente à noite. É nesse período que ela sai em busca das suas presas (pequenos roedores, rãs, sapos, aves, etc), enquanto os dias (principalmente quando estão ensolarados) são reservados para um revigorante banho de sol despretensioso em locais estrategicamente escolhidos.

Taipan-do-Interior

A Cobra Taipan do Interior é Extremamente Venenosa
A Cobra Taipan do Interior é Extremamente Venenosa

Praticamente todos os estudos científicos apontam a Oxyuranus microlepidotusT como a cobra mais venenosa do mundo. É a temida “cobra de barriga amarela”, típica do continente australiano, temida e respeitada por nativos, porém ainda uma “senhora desconhecida” no restante do mundo.

Juntamente com a “taipan-das-cordilheiras-centrais” e a “taipan-costeira”, constitui a tríade da família Elapidae, considerada sinônimo de perigo nas florestas tropicais e charnecas alpinas de algumas regiões do continente.

O apelido de “a cobra mais venenosa do mundo” fala por si só. O seu ataque libera uma dose letal de neurotoxinas capazes de paralisar o sistema nervoso central em poucas horas, e, como consequência, interromper a circulação sanguínea dessa região.

Píton-Verde-Arborícola (Na Fase Jovem)

A Beleza da Piton Verde Arboricola
A Beleza da Piton Verde Arboricola

A Píton-verde-de-árvore ou Morelia viridis píton-verde-arborícola, apesar do nome, é uma cobra de cor amarela (especialmente durante a sua juventude), bastante comum na Indonésia, em regiões como as Ilhas Schouten, Misool e Ilhas Aru. Mas também podem ser encontradas em regiões da Papua-Nova Guiné e Austrália.

Elas apresentam um porte magro, cabeça levemente desproporcional, podem medir entre 1,4 e 1,7 metros, e pesarem até 3kg. São espécies típicas de florestas densas, onde abrigam-se confortavelmente em árvores e arbustos.

Uma característica bastante peculiar delas é o fato de geralmente preferirem os galhos de grandes árvores, onde permanecem por longo tempo enroladas enquanto veem o tempo passar.

A sua dieta consiste em pequenos mamíferos, roedores, sapos, rãs, etc. E a forma como os capturam também não deixa nada a desejar às grandes produções hollywoodianas. Ela apoia-se nos galhos pela sua parte de cima enquanto a de baixo enlaça a presa, que não consegue oferecer a menor resistência.

Cobra-de-Pestana

Cobra da Pestana Enrolada em Galho
Cobra de Pestana Enrolada em Galho

Finalmente, essa espécie curiosíssima: a Bothriechis schlegeli, uma cobra amarela cujo nome deriva de um conjunto de escamas localizado bem acima dos seus olhos, e que, juntamente com a sua singular pele “amarelo-ouro”, e uma beleza das mais singulares do mundo, fez com que ela recebesse o não menos singular apelido de “cobra de ouro”.

Apesar de tanta beleza, não se enganem! Ela também é uma das mais venenosas que existem. Uma hemotoxina (toxina que se liga às hemácias, causando hemorragias) extremamente poderosa pode matar um indivíduo em questão de horas, ou, o que é mais comum, levar à amputação do membro, caso a vítima não seja socorrida o mais rapidamente possível.

E é entre o México e a Venezuela, especialmente em florestas densas, que essa víbora, também conhecida como “víbora-de-pestana”, exige as maiores atenções dos que se aventuram por essas regiões.

Nos sonhos, elas representam infidelidade ou traição. Mas, e para você? Tem alguma experiência com elas que deseje nos contar? Deixe-a em forma de um comentário. E continue acompanhando, compartilhando, discutindo, questionando e refletindo sobre as nossas publicações.

 

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