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Alimentação do Castor: O que Eles Comem?

Os castores são mamíferos, roedores, de hábitos semi-aquáticos, conhecidos pela curiosa habilidade para construção, inclusive sendo capazes de erguer barragens e construir represas que bloqueiam o fluxo da água.

Seu gênero taxonômico (Castor) é composto por apenas duas espécies: o castor europeu (nome científico Castor fiber) e o castor-americano (nome científico Castor canadensis). Estas duas espécies são encontradas no hemisfério Norte, sendo que o castor europeu é encontrado obviamente na Europa, mas também em uma pequena parte da Ásia.

Também havia outra espécie, porém atualmente a mesma está considerada extinta: trata-se do castor-de-kellogg (nome científico Castor californicus) que estava presente na área que hoje equivale ao oeste dos Estados Unidos.

Neste artigo, você conhecerá outras informações adicionais sobre este animal, incluindo seu comportamento e alimentação.

Então venha conosco e boa leitura.

Características Físicas do Castor

Possui em média 30 centímetros de altura e 75 centímetros de comprimento. Este comprimento não considera a extensão da cauda, a qual possui um comprimento médio de 25 centímetros, assim como uma largura de 15 centímetros.

Indíviduos adultos chegam a pesar aproximadamente 16 quilos, embora já tenham sido registrados exemplares com 25 quilos e até mesmo 40 quilos. As fêmeas são consideradas o sexo dominante para esta espécie, logo costumam ser maiores do que os machos da mesma idade.

A cauda possui um formato oval e achatado. Em sua textura, é possível perceber pequenas escamas hexagonais na cor preta.

Ao longo do corpo, há uma pelagem grossa classificada em dois tipos, sendo um deles cinzento e lustroso; enquanto o outro é castanho, áspero e maior. Este pêlo é impermeável, mas também bastante eficaz para a proteção.

Castor Características

As patas traseiras são palmeadas, e, grosseiramente falando, possuem semelhança às mãos humanas, sendo formadas, inclusive, por 5 dedos.

A dentição é formada por 4 dentes incisivos, bastante afiados e resistentes. Estes dentes possuem coloração alaranjada, em razão da grande deposição de esmalte para endurece-los. Esses dentes servem para roer madeira, a qual serve de alimento para esses animais, além de ser matéria-prima para construção de algumas estruturas. Como os dentes nunca param de crescer, são, de certa forma, ‘podados’ através da alimentação à base de madeira.

Os castores possuem boa audição, olfato e ato. Seu sistema respiratório é fantástico e permite que fiquem até 15 minutos debaixo d’água sem respirar. Apesar da visão não ser muito boa, conseguem através de uma estrutura quase que como uma terceira pálpebra lateral e transparente que cobre os olhos (no caso, a membrana nictante).

Comportamento do Castor

Os castores são animais sociáveis e capazes de formar colônias com até 12 integrantes (no caso, o casal e os filhotes). Raramente são vistos em terra, e a maioria das atividades é desenvolvida na água.

Quando encontram leitos de rios com profundidade razoável e relativa correnteza, constroem diques, com lodo, troncos e ramos de árvores. Geralmente, a construção dos diques ocorre à noite.

Em razão do tempo que investem construindo e investindo em seu espaço, os castores são naturalmente animais muito territorialistas. O olfato é uma importante ferramenta para detecção de estranhos. Curiosamente, os castores conseguem detectar o cheiro de outras espécies que não representam risco, assim como de outras famílias que toleram em seu território.

Os castores costumam colocar marcas de cheiro em seu território, de modo a advertir predadores e prevenir invasões.

O fato dos castores passaram a maior parte do tempo na água ou no interior de suas tocas, contribui para que tenham poucos predadores. No entanto, ainda assim, podem ser ameaçados pelos seres humanos, assim como por animais como os ursos, linces e lobos. Ao perceberem alguma ameaça, emitem sinal de alerta aos demais castores da área.

No século XX, a população mundial de castores teria diminuído drasticamente, em razão principalmente da caça. Para tentar reverter este quadro, iniciou-se a criação em cativeiro, na qual também era incentivada a reprodução e a criação de colônias. Estes locais também deveriam dispor de espaços com terra e com água, mimetizando o hábitat desses animais em meio à natureza.

Em relação à expectativa de vida, tais roedores possuem uma expectativa de 10 a 12 anos (em alguns casos, até 15) quando inseridos na natureza. Em cativeiro, a expectativa de vida pode se estender até 20 anos.

Alimentação do Castor: O que Eles Comem?

O castor é um animal herbívoro, logo em sua dieta estão inclusas folhas, ramos e córtex das árvores (geralmente aquelas que eles devastam). Plantas aquáticas também fazem parte do menu.

Alimentação do Castor

Em relação às espécies vegetais, em particular, pesquisadores tem observado que os castores europeus preferem córtex e folhas de árvores como as bétulas, aveleiras e salgueiros; ao passo que, castores americanos, possuem preferência por cerejeiras, amieiros, álamos, aceres, entre outros. Todavia, estes roedores não costumam recusar um alimento, e tal preferência pode estar relacionada à disponibilidade destes vegetais no ambiente em que estão inseridos.

É comum que os castores se preparem para o inverno deixando uma reserva de comida que fica sumersa no fundo estanque, próxima à entrada da toca. Costumam passar todo o inverno, no interior de suas tocas.

Padrão Reprodutivo do Castor

O castor é um animal monogâmico. Machos e fêmeas colaboram igualmente na criação dos filhotes.

O acasalamento ocorre na água. A gestação dura aproximadamente 3 meses e meio, resultando em um quantitativo de 2 a 4 filhotes (embora, em raros casos, esse número possa chegar até 9). É comum que os filhotes muito pequenos façam muito ruído, antes de aprenderem a se comunicar através do cheiro.

A maturidade sexual é atingida aos 2 anos de idade, período em que os castores se separam de seus pais para construírem a própria colônia. No entanto, essa partida pode ser adiada em decorrência de adversidades externas, tais como seca ou escassez de alimentos.

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Até as próximas leituras.

REFERÊNCIAS

Brittanica Escola. Castor. Disponível em: < https://escola.britannica.com.br/artigo/castor/480758>;

Henning’s. The Beaver. Disponível em: < http://www.rhodyman.net/beaver.php#anchorTOP >;

Wikipédia. Castor. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Castor >;

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