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Plantas Para Ambientes Fechados Com Ar Condicionado

A Origem da Vida e os Cinco Reinos Biológicos

A vida surgiu na Terra há 3,5 bilhões de anos atrás, dando assim início ao seu processo de propagação através dos ambientes desocupados (ou o termo mais correto: nichos ecológicos desocupados), e com isso as espécies foram mudando conforme a pressão ambiental e respectiva seleção evolutiva, tal fenômeno caracterizado tecnicamente como “irradiação adaptativa”.

O termo se refere a um número de espécies de seres vivos que comportam descendentes de um mesmo ancestral comum, este de espécie diferente.

Ou seja, de maneira simplificada: uma única espécie dando origem a diferentes espécies em um determinado intervalo de tempo.

Tal entendimento é bastante importante para compreendermos as origens das espécies, incluindo assim a nossa própria: é o que se vem observando desde antigas metodologias usadas nas ciências paleontológicas e anatomia-comparada, até as atuais e modernas análises moleculares e genéticas.

Toda a ciência tem mostrado que os seres vivos têm uma mesma base filogênica, ou seja: tem ligações hereditárias, moleculares.

Isso se deve a molécula da vida, o DNA: devido as características inerentes dela, como a mutação (mudança do código genético nos processos de replicação, por causas aleatórias) e a permutação (mudança baseada em estratégia de divisão celular, no caso a meiose), tais fenômenos possibilitaram que os organismos alterassem o seu genótipo, e consequentemente o seu fenótipo, mudando assim sua interação com o ambiente – este em consecutiva alteração também – conforme as diretrizes de todo o jogo evolutivo, onde a vitória é a sobrevivência.

Essa mudança, desde que a vida surgiu e se propagou através das eras, configura o que hoje conhecemos como toda a biodiversidade da vida, ou todas as espécies biológicas que compõem os 5 reinos dos seres vivos, a saber: reino das bactérias, reino dos protozoários, reino dos fungos, reinos das plantas e o reino dos animais.

Cada um destes representantes compartilha características, estas utilizadas para agrega-los em grupos de diferentes níveis hierárquicos (reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie), conforme o critério utilizado (morfológico, fisiológico, comportamental, genético e molecular).

O Reino Vegetal

Dos cinco diferentes reinos, o reino das plantas agrupa os nossos conhecidos vegetais: desde pequenas musgos e frutos que consumimos no nosso dia-a-dia até grandes e faraônicas árvores presentes nos biomas tropicais do nosso país.

E quando pensamos em plantas, a primeira característica que vêm nas nossas cabeças são seres fixos, indivíduos sésseis (que não possuem capacidade de locomoção), além da fotossíntese.

A primeira coisa que temos que saber do reino vegetal é como ele se subdivide: semelhante aos outros seres vivos, o reino das plantas é primeiramente separado por grupos chamados superdivisão, obedecendo a escala evolutiva: as briófitas, as pteridófitas, as gimnospermas e angiospermas (antigamente as algas eram inseridas aqui, mas atualmente foram transferidas para o Reino Protista, o dos protozoários).

Briófitas são o grupo que corresponde as plantas mais simples estruturalmente, usualmente chamadas de musgos, elas não possuem sistema vascular desenvolvido, tendo assim que transportar água e nutrientes por simples difusão (o que explica a baixa estatura destes representantes), não apresentando as estruturas desenvolvidas bastante conhecidas das plantas: ao contrário de raiz, caule e folhas, as briófitas possuem rizóides, caulóides e filóides.

Seguindo, temos as pteridófitas, os primeiros representantes a apresentarem sistema circulatório para o transporte de suas seivas (bruta e elaborada) por isso mesmo apresentando estatura maior, além de já apresentarem raiz, caule e folha, todavia o caule ser subterrâneo na maioria das espécies deste grupo.

Por fim temos, seguindo a escala evolutiva do Reino Plantae, as gimnospermas e as angiospermas: ambas apresentam suas estruturas bem desenvolvidas, com raízes, caules e folhas e, diferentemente das briófitas e petridófitas, possuem um complexo sistema reprodutor, por assim chamadas de Fanerógamas (diferenciando assim das plantas Criptógamas).

A diferença principal entre a gimnospermas e as angiospermas se dá com a morfologia e funcionalidade de seus órgãos reprodutores: enquanto a primeira apresenta um sistema mais simples com ausência de flores e frutos (a famosa pinha das coníferas, as mais famosas gimnospermas) a segunda apresenta flores e frutos bem desenvolvidos.

Plantas Apresentam Diferentes Características e Necessidades

Sabemos que diferentes plantas têm diferentes necessidades, informações estas que qualquer pessoa que pretenda pôr um simples vazo em sua residência tem de ter, para assim não perder o investimento.

Algumas preferem climas mais quentes e úmidos, outras preferem o frio e a secura; algumas demandam grandes quantidades de água e compostos inorgânico em seu substrato, enquanto outras demandam quantidade mínimas; alguma não toleram a luz do sol diretamente em suas folhas, outras precisam dela continuamente para assim poder sintetizar melhor a sua matéria orgânica.

Por isso que se quisermos se aventurar em alguma prática voltada à botânica temos que ter essas informações em nossos protocolos de cuidados desses seres vivos, já que eles têm dependências semelhante as nossas (nutrição, água).

A situação pode ser mais complexa quando se quer manter algumas dessas espécies em ambientes fechados, já que estas condições do local têm de ser controladas nos mínimos detalhes, tudo de maneira artificial, para assim estimular da melhor maneira a respectiva planta (ou pelo menos evitar que morra).

O ar condicionado pode ser muito útil nesses ambientes, junto com iluminação, já que assim pode controlar a temperatura (e consequentemente a umidade) de um determinado ambiente fechado.

Mas ao mesmo tempo ele pode ser um perigo para algumas espécies de plantas que não suportam os seus efeitos, principalmente o ressecamento do ambiente fechado.

Espécies Para Ambiente Fechado Com Ar Condicionado

Você já tem um espaço fechado com ar condicionado e quer alguma planta nesse local.

Já tem todas as ferramentas necessárias para começar essa atividade, assim a próxima etapa é escolher a melhor espécie para se desenvolver nesse local.

A samambaia (pteridófitas) são bastante utilizadas para embelezar ambientes fechados, e considerando que é uma planta que suporta baixas temperaturas (10 graus Celsius), elas são excelentes escolhas para esse contexto.

Espada-de-São-Jorge (angiosperma) também é uma famosa planta utilizada para ambientes internos: entretanto ela não suportar uma temperatura baixa como a da samambaia, elevadas temperaturas também não são recomendadas para esta planta, já que ela pode perder a rigidez, e consequentemente não conseguindo sobreviver.

O lírio da paz (angiosperma) sempre foi uma planta escolhida para ambientes fechados com ar condicionado, já que ela não gosta de temperaturas muito elevadas, ao mesmo tempo de ser fácil manuseio e manutenção.

As orquídeas são sempre lembradas para embelezamento de interiores, seja nas nossas casas ou em nossos escritórios, entretanto as espécies não tolerarem temperaturas muito baixas e, principalmente, o ressecamento que se gera o ar condicionado, tendo assim de rega-la com uma maior frequência nesse tipo de ambiente controlado.

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