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Mangue Branco: Características, Fotos, Sereíba e Avicennia

Manguezal é um dos tantos ecossistemas, não só do Brasil, mas do mundo todo. Ele ocorre principalmente em zonas de transição da água doce para a salgada, ou seja, entre o mar e a terra. Ocorre sobretudo em regiões costeiras, litorâneas, próximas à praia.

O mangue nada mais é do que a planta que compõem o manguezal. Que é presente em áreas onde a maré tomou conta, como por exemplo baías, lagoas próximas à costa, estuários.

É um local com salinidade bastante alta, com pouco oxigênio, além de um solo instável, fato que dificulta, e muito, o desenvolvimento de árvores, plantas e seres vivos; sendo assim, a diversidade de plantas deste ambiente é baixa e existem apenas três espécies de mangue que se destacam, sendo elas: o mangue preto, mangue vermelho e o mangue branco.

 

Cada um possui sua especificidade e principais características. Mas neste artigo falaremos principalmente sobre o mangue branco, o que o torna diferente das outras espécies de mangue. Continue acompanhando para saber tudo sobre o manche branco!

O Manguezal

Uma das alternativas que as árvores conseguiram para se adaptar às diferentes condições  do ambiente do manguezal, foram as raízes aéreas; que são raízes visíveis, ou seja, que ficam para fora da terra. Isso se deve pela baixa quantidade de oxigênio no solo, então elas se adaptaram e foram buscar oxigênio de outras maneiras, estando acima do solo.

No manguezal possui uma imensa diversidade de animais, é um nicho ecológico vasto. Nele existem moluscos, anelídeos, crustáceos, aves, peixes, aracnídeos, répteis e muitos outros animais, que procuram as áreas dos manguezais para a reprodução e para o desenvolvimento dos filhotes, dos ovos. Como é o caso dos caranguejos, crustáceos em geral e também de muitas espécies de peixes.

Manguezal
Manguezal

As árvores do manguezal são conhecidas como plantas halófitas, ou seja, são constituídas de glândulas nas folhas, para extrair o sal excedente, que é uma grande quantidade. Outro fator interessante é a viviparidade das plantas, que facilita e auxilia total a germinação das sementes e proliferação da espécie.

Esse fator consiste em reservas nutritivas onde a semente recém liberada da planta mãe consegue sobreviver ainda sem estar fixa ao solo, que dura até quando ela encontra um local propício para a fixação e para o seu desenvolvimento.

Tipos de Mangues

Como dissemos acima, existem três principais tipos de mangue e cada um possui as suas principais características, vamos exemplificar cada um dos tipos deles. Quais são os principais fatores que distinguem uns dos outros.

Mangue Vermelho (Rhizophora Mangle)

O Mangue Vermelho possui algumas peculiaridades que o distingue dos outros (branco e preto), como por exemplo o seu caule, que é constituído por lenticelas, responsáveis principalmente pela troca gasosa; as lenticelas são “buracos” que ficam no caule.

Além disso, ele ocorre principalmente em áreas mais inundadas que os outros. Suas raízes são do tipo escora, onde o caule principal é constituído por raízes que dispersam dele e fixam ao solo, ocorrendo assim uma melhor fixação não deixando a planta cair.

É claro, além disso, ele possui inúmeras características e você pode conferir mais detalhadamente neste artigo:

Mangue Vermelho: Flor, Como Plantar, Aquário e Fotos

Mangue Preto (Avicennia Schaueriana)

O Mangue Preto é mais semelhante ao branco que o vermelho. Ele também é conhecido como Avicennia, Sereíba ou ainda Siriuba; está em grande parte do território brasileiro. Estendendo-se do Amapá até Santa Catarina.

É bastante amplo e possui características específicas e é essencial para o desenvolvimento de inúmeras espécies de seres vivos.

A respiração do mangue preto é realizada pelas suas raízes radiculares que são constituídas por pneumatóforos, além disso, uma característica bastante peculiar é a de eliminar o excesso de sal através de suas folhas. Elas não ocorrem em áreas tão inundadas, como é o caso do mangue vermelho.

O que diferencia principalmente o mangue preto do mangue é branco é o formato e a coloração de suas folhas. Além de suas flores brancas, o seu caule liso e amarelado.

Algo que os distingue do mangue vermelho é que tanto o mangue preto, quanto o branco estão mais afastados dos mares, ou seja, estão mais para o interior das zonas costeiras.

Para saber mais a respeito do mangue preto você pode conferir neste artigo do Mundo Ecologia:

Mangue Preto: Características e Fotos do Avicennia Schaueriana

Mangue Branco: Características, Fotos, Sereíba e Avicennia

Falaremos a seguir do mangue branco, esta espécie que, como o mangue preto, está espalhada por vastas áreas do litoral brasileiro.

O mangue branco é conhecido cientificamente como Laguncularia Racemosa, mas popularmente recebe diferentes nomes, como mangue verdadeiro, mangue de curtume, tinteira; e é uma árvore nativa do litoral brasileiro, e habita principalmente o interior dos manguezais, locais mais afastados da costa. Como o mangue Preto, ele está presente no litoral do Amapá até Santa Catarina.

Ele apresenta algumas características únicas, como suas folhas elípticas e os pecíolos avermelhados, que facilita a identificação da planta. Suas flores são esbranquiçadas com diferentes tons de verde; diferenciando-as do mangue preto. Suas madeira é um tanto esverdeada, além do marrom escuro, é bastante resistente e suporta diferentes condições.

Apesar de suas raízes serem muito parecidas com o mangue preto e exercerem a mesma função e aparência semelhante, elas são mais grossas e levemente menores.

A água do mar e as marés são os principais dispersores das sementes de mangues, proliferando a espécie e espalhando-as praticamente por todo o litoral brasileiro e alguns outros litorais do mundo.

Apesar de serem consideradas áreas de Preservação Permanente por lei e decreto, os mangues sofrem decorrentes ameaças e sofrem demasiadamente com a poluição vinda das grandes e pequenas cidades. A poluição fica no mangue, pois são áreas inundadas e praticamente de água parada, então se chega lixo lá, dificilmente é retirado, prejudicando totalmente as plantas e todos os seres vivos que habitam aquele local.

O seu habitat também é bastante prejudicado; além da poluição, as decorrentes destruições e devastações do habitat natural da planta faz com que ela perca muito espaço e não consiga se desenvolver da maneira adequado.

Por isso é importante preservamos o pouco que restou da nossa vegetação nativa.

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